Antonio Carlos Zago, ex-Palmeiras

por Mauro Beting em 18.maio.2010 às 13:09h

 

Segunda à noite, passei na alameda do Palestra Itália para reverenciar as estátuas de Junqueira, Waldemar Fiume e Ademir da Guia. Havia pouco, tinha tido a honra de apresentar Zico, que deu a aula magna do 19o. Curso Internacional de Treinadores.

 

Horas depois, Antonio Carlos deixou o Palmeiras, depois de quase deixar a mão em Robert.

 

Não sei. Mas, desde a saída de Luxemburgo, desde as brigas de Obina, Maurício, Diego Souza e Robert. Desde as saídas de Muricy e, agora, Zago, parece que, se hoje eu voltar ao clube, estarei vendo as estátuas dos três mitos palmeirenses saindo no braço, e no bronze.

 

Um tanto mais de Ademir da Guia e Fiume seria maravilhoso ao Palmeiras. Dois craques-bandeiras que não levantavam jamais a voz, apenas erguiam o peito e a bandeira do clube.

Um Palmeiras perdido. Que sai no tapa. Que se perde no papo. Que sai no braço. Que cai pelos pés.

 

Um Palmeiras perdido. Caído. Derrubado. Detonado. Demitido.

 

Não sei qual é o Plano B do Palmeiras. Não sei qual o Plano A. Não sei nem mais se tem um Plano P – de Palmeiras.

Só sei que o Plano Felipão é o melhor para criar um anteparo a tudo.

 

Mas Felipão não bate escanteio, não cria lances, não faz gols, e não os evita.

 

E ainda não veio. Se virá.

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