Internazionale 3 x 1 Barcelona

por Mauro Beting em 20.abr.2010 às 19:04h

 

Fico imaginando o que José Mourinho deve ter falado antes de a bola rolar numa das mais perfeitas exibições da Internazionale em décadas. O que ele arrumou no intervalo, quando o placar era de 1 a 1 (um belíssimo gol de Pedro para o Barça, em grande arrancada de Maxwell para cima do batido Cambiasso e do perdido Maicon, um belo gol de Sneijder num toque de Milito contra três catalães, incluindo o ainda mais perdido Daniel Alves).

 

Mais ainda, fico imaginando o pobre do espelho do treinador português. O que ele não vai ouvir do The Special One, esta noite, em Milão. O Barça que chegou de ônibus volta desnorteado pelo gianduia que tomou no Meazza. Uma senhora partida azul e negra. Um jogo pálido, encaixotado e despachado do time blaugrana.

 

Tudo que Mourinho acertou ao escalar Cambiasso e Motta para cercarem um pouco inspirado Messi, Guardiola não foi feliz ao repetir o 4-1-4-1 (por vezes um 4-2-3-1) que não deu as respostas necessárias, e pouco liberou Xavi para pensar o jogo.  Pelos cantos, Pandev e Eto’o atacaram às costas de Dani e Maxwell, e ainda marcaram. Sneijder manteve o ótimo nível, e Milito mostrou um faro de gol de corar o perdido Ibrahimovic. Outra sombra em campo. Ainda assim que não merecia ser trocado pelo lateral Abidal, na segunda etapa. Logo depois do segundo gol da Inter, com Maicon fuzilando às costas de Maxwell, e do terceiro, com Milito aparecendo em posição discutível para decretar a maior derrota da Era Guardiola.

 

Há como o Barça reverter em uma semana no Camp Nou. A questão é saber se a Inter que só ganhou no mata-mata não pode repetir o que fez contra o favorito Chelsea, e bisar a história contra o ainda mais poderoso Barcelona. Até porque, fora o artilheiro Pedro, Messi de novo não jogou o muito que sabe, Xavi esteve distante, e Keita foi apenas Keita.

 

A confiança (certeza) que eu tinha na classificação catalã se foi diante de uma Inter que transpirou como raras vezes se viu num Meazza que tremeu como qualquer time merece o apoio. Uma Inter que teve em Lúcio um zagueiro milagroso. Um alento para a nossa Copa.

 

Vi uma nova Inter. Não viu o velho e jovial Barcelona. Não sei mais o que ver semana que vem.

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