Real Madrid 0 x 2 Barcelona

por Mauro Beting em 11.abr.2010 às 14:50h

 

O Real Madrid é uma balada chique com lista de convidados VIP na porta. Mas, lá dentro, é um evento corporativo, arrastado, chato, que não funciona, bom apenas para o babado, “Caras” e poses e pôsteres.

O Barcelona tem sido uma festa de rua – no caso, desfile de rambla. A galera se junta por amizade e afinidade e dá certo, e dá gosto, e dá prazer.

 

Não é só a questão técnica que qualifica times históricos como já é este Barcelona. É também de berço. Um time possível catalão, na acepção, teria, como base, Valdés na meta, Piqué e Puyol na zaga, Xavi e Iniesta armando mais atrás, Fábregas (que o Arsenal levou para a Inglaterra aos 16 anos) criando mais à frente, e uma linha ofensiva com Pedro e Bojan pelos cantos, e Messi (que chegou a Barcelona aos 12 anos para ser incorporado às canteras do clube) livre como tem flanado e flertado com o Olimpo da bola.

 

Um time todo feito na casa. Uma equipe espetacular como tem sido o futebol da equipe este ano. No passado. E, pelo visto, em um ótimo tempo. Uma equipe que nem precisa jogar tudo para fazer o estrago feio no Santiago Bernabéu, no sábado. Sem Ibrahimovic, Guardiola, cada vez mais responsável pelo sucesso da equipe, adiantou Messi no comando de ataque, plantou a surpresa Daniel Marques à frente, pela direita, com Pedro pela esquerda. Ambos, porém, mais recuados que o usual. Um 4-3-3 quase um um 4-1-4-1. Jogo igual até, num contragolpe, Xavi (cada vez mais espetacular), fazer o golaço com Messi. Como escreveu no twitter falso deste que vos escreve o Avelino Bego, “O Xavi trouxe de volta a Lei do Passe”. Apertando o triângulo como se fosse um joystick, Xavi está começando a irritar de tão brilhante. E com as linhas defensivas tão adiantadas, a linha pede para ser burra.

 

Na segunda etapa, Guardiola mudou tudo. E foi ainda mais feliz. Deslocou Puyol da lateral direita para a esquerda. Recuou Daniel Alves para a dele. Fixou Busquets na cabeça da área, fez uma linha de quatro com Pedro (agora à direita), Xavi, Keita e Maxwell (adiantado na linha de quatro no meio), e deixou o tal de Messi à frente. Teve mais um golaço de Pedro, em mais um passe espetacular de Xavi (que desde março de 2008 não erra um passe). Só não teve mais dois gols porque Casillas impediu doisde Messi (em passes de adivinhe quem…).

 

Enfim, Messi só fez um gol. Crise! Xavi só deu duas assistências e mais dois passes preciosos. Mais crise!!! E o Barcelona venceu de novo um Real que só havia vencido em casa. Um Madrid que tem tudo para ser o melhor vice-campeão da história espanhola. Porque o campeão está impossível. E não só por Messi + Xavi.

 

Por tudo que o caríssimo companheiro de Esporte Interativo escreveu aqui, em seu blog. Leia Vitor Sérgio Rodrigues, como pediu também o meu fake – QUE NÃO SOU EU, POR FAVOR. Um baita texto de um baita comentarista

 

http://diario.esporteinterativo.terra.com.br/vitorsergio/

 

P.S.: Respeitosamente, do Real Madrid deixo para outro post. Até porque o time faz campanha brilhante no Espanhol. Ainda pode sonhar com o título. Merece o respeito histórico. Estaria muito bem se não tivesse um rival tão qualificado. Mas, hoje, é mais um dia para muito mais enaltecer o vencedor que criticar o perdedor.  

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  • mauricio

    Mauro.boa tarde;no seu entender o que o futebol brasileiro deveria importar e exportar do futebol europeu,num contexto geral?ps:.e pra que mesmo serve a linha de impedimento,qual a inutilidade dela?