Botafogo 3 x 2 Fluminense

por Mauro Beting em 11.abr.2010 às 14:07h

 

* O meu twitter fake, o @mauro_beting, disse que o único jeito de o Real Madrid superar este Barcelona é com Joel Santana no banco merengue, e Cuca perdendo chances e jogos pelo Barça. Maldade. Como reduzir um clássico emocionante ao duelo entre pranchetas. O Vovô mostrou a vitalidade de um clássico vencido por quem errou menos. E, na segunda etapa, foi ousado como não vinha sendo.

 

* O árbitro Péricles Cortez que marcou “imarcável” pênalti de bolada no braço esquerdo de Leandro Guerreiro que Fred desperdiçou fechou com chave de chumbo a atuação ao,  juntamente com a assistente Lilian Fernandes (nome de craque da apresentação televisiva), não observar o impedimento de Herrera, que abriu as pernas para predestinado Caio virar o jogo e, pela enésima vez, a história a favor do Fogão. (E, na boa, para que serve aquele boneco de arbitragem ao lado da meta se nada interfere ou auxilia)

 

* Tudo que errou e prendeu o Botafogo no primeiro tempo, o treinador mandou bem na segunda etapa, usando o assim chamado “Plano B”. De Botafogo. De botar o time na frente, com Caio articulando mais à direita, Edno espetado à esquerda, Herrera e Abreu brigando por dentro. Um time mais aberto, não escancarado. Um time mais abusado, não tresloucado. Um time que se atirou e conseguiu outra vitória para levar ao estádio os ainda desconfiados botafoguenses.

 

* Cuca atacou com os alas Mariano e Júlio César. Com os volantes como Diguinho armando o lance do empate. Com Conca articulando bonito. Com Alan correndo e Fred marcando os gols de virada, e da virada. Tudo que o Fogão abdicou de jogar no primeiro tempo, o Flu foi buscar. Pena, para os tricolor, que além do crescimento técnico e tático do rival na segunda etapa, aquele time admirável da arrancada no returno do BR-09 não teve a mesma flama. Entregou-se até levar a discutível virada. E, depois, perdeu gols com a facilidade como se perde psicologicamente.

 

* Jogaços como o de sábado, no Maracanã, tem muito mais vencedores que perdedores. Mas impressiona como Joel consegue reverter tudo. Até as próprias escolhas erradas.

 

* Caio, desde o período pré-cambriano, já merece ser titular botafoguense. No sábado, desde antes do apital final, com a ausência de Lúcio Flávio. Ele tem honrado a camisa alvinegra. Mas não precisa honrar o próprio nome em quase todo dividida se atirar ao gramado.

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