Manchester United 3 x 2 Bayern de Munique

por Mauro Beting em 07.abr.2010 às 18:16h

 

Robben está cada vez mais com a cara de Zidane (ou com a falta de cabelo do maior craque dos últimos 20 anos – até o surgimento do argentino do post anterior).

Aos 28 do segundo tempo, o Bayern a um gol da classificação para as quartas-de-final, todo no campo do United que sentia desde os 5min da segunda etapa a perda de Rafael (tolamente expulso), ele arrumou um belo lance pela direita, salvo por Evra. O Manchester não podia deixar Robben no mano a mano. E menos ainda sozinho como recebeu o escanteio de Ribéry, e emendou um sem-pulo de canhota a la Zizou (como aquele maravilhoso gol em 2002, contra o Bayer Leverkusen, na final; gol sofrido pelo mesmo Butt que hoje defende o colosso bávaro). Lá no canto indefensável para o monstruoso Van der Sar. O goleiro que garantiu “apenas” a derrota por 2 a 1, na Allianz Arena. Mas que não impediu mais uma impressionante recuperação do Bayern de Munique. Do Bayern alemão até a medula.

 

Nada parecia favorável ao Bayern. A dúvida Rooney foi desfeita e o shrek veio a campo, mesmo com o tornozelo baleado. O melhor jogador deste mundo em 2010 (Messi é de outro) veio para o jogo e deu o passe para Gibson (outra boa surpresa de Ferguson) bater de longe e abrir o placar, aos 2. Aos 6, Rooney em passe preciso, Valencia em belo lance, e um toque de letra espetacular de Nani pareciam definir tudo. Aos 41, então, com o United jogando tudo, e marcando demais no usual 4-1-4-1, mais um gol de Nani contra um Bayern que nada jogava, ainda menos marcava com Van Bommel e Schweinsteiger na cabeça da área, e não conseguia articular nada pelas pontas com Robben e Ribéry, e ainda menos com Müller por dentro, engolido por Carrick.

 

3 a 0. E era pouco, com 40 minutos. Comentei com Téo José, na transmissão da Band, que já havia passado da hora de sacar Rooney, caçado sem dó por Van Buyten e Demichelis. Mal deu para completar a frase e, nuam bobeira de Ferdinand e Carrick, Olic ganhou na raça e diminuiu, aos 42. E eu tive de fechar o bico, mais uma vez. O futebol está acabando com a nossa raça, com imenso prazer.

 

Faltava um gol ao Bayern. E pareceu faltar mais coisas ao United. Veio a segunda etapa, o time alemão corretamente mais à frente, num 4-4-2, com Olic e Mário Gómez à frente, e o segundo amarelo de Rafael. O Bayern já era mais time, estava à frente como jamais estivera no primeiro tempo. Repetindo o que fizera em Munique. Contra um ainda mais acanhado Manchester United. Que foi se encolhendo até levar o gol de Zidane, ops, de Robben, aos 28. O gol que o time inglês não conseguiu devolver. Nenhuma chance conseguiu criar com um jogador a menos, e muitos espíritos ausentes.

 

Uma baita derrota. Tipicamente alemã. Como a classificação para uma semifinal que eu não esperava antes da primeira rodada. Mas que ficou mais previsível com a larga vitória do Lyon sobre o Bordeaux.

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