MENU DO DIA – Liga, Libertadores…

por Mauro Beting em 31.mar.2010 às 11:20h

 

Mendes abre a porta do boteco para Mary, uma mistura de Maria Sharapova com Chico Lang:

 

Mário Betti, o seu twitter fake mandou bem quando disse que este é um país que vai pra frente quando quebra o recorde mundial de votação em reality show.

 

– Vamos falar do que interessa, Mary, e sempre lembrando que @mauro_beting não sou eu. Mas poderia ser…

 

– Tio Betti, você falou no Bandsports que iriam se classificar Manchester e Lyon. E agora, véio?

 

Agora que não tenho mais a mesma convicção. Mas as chances ainda são reais. Talvez o gol no primeiro minuto tenha feito tão mal ao United quanto o gol no último lance. Aliás, o Manchester poderia entrar com uma ação na Uefa para não pisar mais em Munique. Na última jogada, perdeu Rooney, Evra perdeu a bola, e o Olic achou a vitória bem merecida, diga-se. Os Red Devils recuaram demais.

 

– Não recuaram, Tio Mário. É o Bayern que cresceu, véio. O Van Gaal demorou a botar o Gómez e o Klose, e, ainda assim, não fosse o Van der Sar, teria sido um saco. E nem adiantou o Manchester tentar marcar mais à frente com as mexidas no segundo tempo. Os dois mamulengos do Carrick e do Fletcher não seguraram o tranco. E olha que o Bayern não tinha o Robben.

 

– Fato. Mas ainda há como se recuperar. Desde que o Rooney esteja em campo. Sem ele, sei lá eu. Assim como na França. O Lyon jogou a partida que não jogava havia meses, e mesmo com o Bordeaux jogando bem, buscando o jogo, ficando com a bola, o contragolpe foi tão letal quanto o árbitro. Não dá para marcar aquele pênalti do terceiro gol. Foi uma baita bolada no braço, não uma mão no bola.

 

– E o Michel Bastos, Tio Betti. E você não quer o cara na Seleção… Ele fez gol, mandou bem.

 

– Nada contra ele, Mary. Mas não o vejo como lateral-esquerdo do Brasil. No Figueirense era um ótimo ala. Na França, está melhor como o terceiro homem pela esquerda, no 4-2-3-1 do Lyon. Ou mesmo, como a partir dos 20 minutos de ontem, aberto pela direita. Se é legal ter gente versátil num grupo de 23 para a Copa, ainda mais necessário é ter um bom marcador na lateral brasileira. O que não é o caso. Ontem, por exemplo, se o Lyon enfrentasse o Brasil, o Michel Bastos seria marcado pelo… Michel Bastos.

 

E hoje, véio? Você transmite na Band o Arsenal x Barcelona. Jogaço. Acho que dá empate cheio de gols.

 

– São duas das melhores e mais ofensivas equipes do mundo. O Iniesta fará falta ao Barça, como os tantos desfalques de sempre do Arsenal. Se sou o Wenger, aliás, recuo os meus dois pontas (Arshavin e Nasri) para tentar, numericamente, fazer a diferença no meio, na base de um 4-2-3-1. E torço pelo Fábregas fazer contra o time do coração tudo de ótimo que ele é capaz pelos Gunners. O que não significa dizer que esteja torcendo contra o Barcelona. Porque a fase do time é tão boa, essa equipe faz tão bem aos olhos e ao coração e ao futebol, que é dever também torcer por um belo futebol do rival da hora.

 

– Inter x CSKA? Não sei, não. A Inter não está legal, acho que o 4-2-1-3 é bom só fora de casa, Tio Mário. O time russo pode e vai dar uma bela de uma fechada lá no campo dele…

 

– Discordo, Mary. A solução da Inter é atacar. E esquecer tudo que o Mourinho e o Balotelli falam. Apesar deles, o time passa. Com dificuldade. Mais ou menos com todos os brasileiros hoje, pela Libertadores. É tudo pedreira.

 

Até o Internacional que você sempre acha que vai ganhar até os estaduais do Rio e de São Paulo vai ter problemas, seu Mário? Virou casaca?

 

– Não, Mary… Não é isso. O Colorado está jogando pouco, não ganha há seis jogos, o Fossati está prendendo demais o time, a zaga não está ajudando, e a fase técnica das opções de ataque é pessima. Por isso até um jogo mequetrefe contra o Cerro genérico pode acabar enrolado. Mas confio em vitória. O mesmo para o Cruzeiro, num jogo ainda mais difícil contra o bom time do Vélez. Só não posso dizer o mesmo para o São Paulo, no México, contra o Monterrey. A fase tricolor é irregular, a viagem atrapalha, e o ambiente não é dos melhores depois da derrota no Majestoso.

 

O Cruzeiro é outro que você valoriza mais do que deveria, Tio Mário. A defesa continua aberta, o ataque nem sempre funciona, e o Gilberto não está bem. Além disso, o grupo é muito difícil.

 

– Fato. Mas o Cruzeiro passa. Não só ele. Todos os brasileiros também. Mas, uma vez no mata-mata, todos precisam jogar muito mais do que têm mostrado.

 

Cacilda, Tio. Toda vez você fala ou escreve a mesma coisa!

 

– Até os times continuarem jogando essa bola, dá para escrever algo diferente?