O Pelé do Jornalismo

por Mauro Beting em 29.mar.2010 às 11:09h

 

Armando Nogueira. Pelé do Jornalismo Esportivo. Sem mais.

 

Depois eu escrevo algo que jamais estará à altura do mestre que não gostava de ser chamado assim. Porque sabia que era tudo isso e um pouco mais.

 

Mas só uma historinha que ilustra a luz que indicava os caminhos:

 

Em abril de 1998, pouco antes de “Apito Final”, na Band, Paulo Henrique Amorim (então âncora do Jornal da Band) e o mestre conversavam na bancada do programa. Eu entre eles. PHA falava da luta inglória de tentar acabar com o gerundismo na redação. Eu, foca, concordava com Paulo Henrique. Armando apenas nos ouvia.

 

Até que, depois de tratato contra o gerúndio abusivo, o mestre apenas falou uma frase:

 

– Não vejo nada contra. Eu, Armando, sou um gerúndio.

 

P.S.: Sérgio Patrick, ao meu lado, aqui no estúdio da Rádio Bandeirantes, acaba de achar o melhor encerramento para este post, usando uma das tantas frases de Armando.

 

Ela está no texto republicado pelo Globo.com da vitória sobre a Itália, na final da Copa-70. É a primeira delas:

 

“E as palavras, eu que vivo delas, onde estão?”