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Torcida que canta e vibra

por Mauro Beting em 28.mar.2010 às 11:11h

 

 

O Santos não via futuro em 2002. Achou no quintal uma geração brilhante e, desde então, virou o jogo, mesmo, agora, pisando em dívidas. O Botafogo parecia ter virado o fio e o caos depois de começar o ano apanhando da bola e do Vasco por 6 a 0. O mesmo rival que hoje está perdido e se perguntando se ainda vai, se ainda cai, se ainda é Vasco, depois da nau ter virado, na final da Taça Guanabara. Por mais que os estaduais não sirvam de exemplo, para cima ou para baixo, é só para reafirmar que tudo vira muito rápido neste mundo acelerado. Quando não celerado.

 

O Palmeiras entrou em parafuso desde o final de 2009. O que era certo deu errado. O que era falha virou fracasso. O que nem era passou a ser a Era das Incertezas no Palestra. Será que tudo é tão ruim assim? Será que todos não prestam, não prezam, não Palestra?

 

Falar do inefável empate contra o Mirassol não cabe. O time mesclado errou tudo e mais um nada. O treinador foi infeliz como poucos. Isso, porém, é  o menor. Triste no sábado, sombrio em quase todo 2010, é que muito palmeirense tirou a temporada como ano sabático. Pediu licença do sacro ofício de palmeirense. Não vê jogo. Não vai ao estádio. Não vibra. Não teme. Não treme. Não goza. Ñão é gozado.

 

NÃO!

 

Por mais que tenha razão e muitas emoções para não querer se decepcionar mais uma vez com o time, com o treinador de plantão, com a direção que tem falhado mais que o esperado, não se pode largar o time. Pior que a má fase, só ficar de mal do time, e de fora do estádio. Tem de discutir. Tem de debater. Tem de conversar. Tem de cornetar. Tem de cobrar. Não pode é deixar de ir ao estádio. Esquecer o time. Aí é que não vai, aí é que não sai. Sei que é fácil falar das frias tribunas para alguém continuar sendo fervoroso fiel e frequente freguês. Mas amar é isso. É na dor do torcedor que um time se alimenta, se agiganta, se levanta.

 

É o que o próprio clube, e muitos palmeirenses, fizeram na última segunda-feira, elaborando uma pauta de sugestões para melhorar o clube. Iniciativa de Paulo Nicoli. Começo de tantas reuniões que, nos últimos meses, também em iniciativa paralela dos Eternos Palestrinos, têm levado mais luz a um clube que ficou travado e entrevado por práticas medievais. Um clube que precisa ser mais democrátivo. Mais vivo. Menos vitalício como os conselheiros que têm história no clube. Mas neles não podem se perpetuar.

 

Ainda é pouco, quase nada, pelo destempero e despreparo visto em campo. O elenco não é ruim. Mas não é bom. É limitado. Perdeu um título ganho em 2009, se perdeu, e mais que tudo, perdeu a confiança. Também porque nenhum profissional consegue ser o que é ou o que pode ser pressionado como foi Vágner Love. Como está sendo o presidente. Como qualquer um que não caia nas graças de alguns grupos ou facções ou milícias.

 

A direção de futebol precisa reencontrar o futebol e a própria direção. O time ainda tem como se achar, se reforçado. A “sorte” verde é que, fora o Santos, ninguém está jogando bola no Brasil. Mas o Palmeiras, dentre os grandes, é quem está jogando fora muitas chances.

 

Não vai se apequenar, não vai virar o que não é, como comentam (sic) muitos urubus, abutres e outros bichos quaisquer da mídia. Aquilo é papo de torcedor dos outros. Aqui é um toque de um torcedor palmeirense, claro, mas de um jornalista que não torce contra os outros – e nem distorce os fatos.

 

O Palmeiras sai desta. Desde que entre de vez com a ideia de que precisa tratar a cabeça antes do corpo. Desde que todos ajudem e se ajudem. Mais fora que dentro de campo.

 

Que tal um pacto?

 

Quem vai pagar o pacto é o palmeirense de verdade. Aquele que torce pelo time, não por ser sócio. Aquele que torce pelos 11 em campo, não pela torcida profissional. Aquele que é Palmeiras, não a empresa dele. Aquele que vibra pelos jogadores do clube, não pelos jogadores dele.

 

Como ganhar dos outros se a gente se perde em casa?

 

A pergunta eu fiz para alguns palestrinos no fim de ano. Sempre sabendo que palmeirense que é palestrino pode e deve ser corneteiro. Faz tão parte da essência quanto ser campeão. Só não pode é fazer disso uma política de vida. Para não dizer política mortal com p e propósitos minúsculos dentro do clube.

O palmeirense sabe por A mais Série B o que é estar desunido, sem idéias e ideais na situação. Sabe o que é não saber o que deu errado em 2009. E sabe o que acontece quando quem deveria conhecer não sabe nada. O que não é o caso. Nem ocaso.

Faz parte da vida perder – não da morte pela qual muitos parecem torcer. É tempo de paz quaresmal. De reflexão. De fazer festa com amigos e família. Tempos de compaixão. Congraçamento. De dar. De doar. De jogar junto. Como una família. Como um time.

 

Dias de acreditar na renovação. Na recuperação.  Tempo de esperança – não por acaso verde. Tempo de fé palmeirense.

 

Tempo de tentar refazer o que não deu certo. Mas não de romper o que já funciona. Mudar só por mudar não vai mudar muita coisa. Uma coisa é fazer oposição à situação. Outra e a oposição ao Palmeiras. Outra tão pior é ser oposição dentro da própria situação. Discutir é sempre saudável. Divergir faz parte do jogo. Jogar contra está fora de campo.

Assim como o clube precisa de todos os tantos segundos (e os tantos primeiros) do torcedor, o Palmeiras está precisando de todos os palmeirenses mais por perto. Afinal, o que de fato une tantos filhos e irmãos de fé? O que há em comum entre tantos tão divergentes? Um passe de Ademir da Guia ou um gol do Evair ou uma defesa do Marcos para quem souber a resposta.

 

É hora de botar mãos, pés e cabeças à obra.

Como a mamma que espera os filhos no domingo de Páscoa, é hora de deixar as divergências no capacho da porta e dar um grande abraço. O Palmeiras escolheu o palmeirense para o acolher. O ovo de Colombo e de Páscoa a ele é dar um pouquinho de paz para trabalhar.