Portuguesa 1 x 1 Santos

por Mauro Beting em 07.mar.2010 às 5:50h

Pão e circo

Estereótipo funcionou em grande clássico no Canindé: Portuguesa e Santos fizeram jogo emocionante e aberto, com 24 chances de gol. Torcedor e a bola agradecem. Foi um empate de campeão do Santos

OLHO 1 –

Portuguesa teve 10 chances de gol e foi castigada no fim do jogão

OLHOS 2 –

Santos criou 14 oportunidades e só achou o gol no recuo do rival

Luiz Ricardo estava com a bola aos pés, no mano a mano contra a zaga do Santos, aos 44 do segundo tempo. Sentiu a coxa e caiu no gramado. A bola foi perdida, Wesley foi lançado à direita e cruzou para Ganso finalizar. No bate-rebate à frente de Fábio (o melhor em campo), Zé Eduardo (que substituíra André) aproveitou e empatou um senhor jogo. Franco e aberto como o Santos de 2010, raçudo e valente como a Portuguesa do Paulistão. Ninguém merecia perder. Mas a Lusa sofre demais com coisas que só parecem acontecer com ela, como a contusão no lance que determinou o empate. O time de Benazzi sofreu com o pão e a bola que o belo circo do Santos amassou, para ficar no estereótipo.

A Portuguesa começou melhor. Com o ótimo Fabrício como meia-atacante e Athirson como ala pela esquerda, a Lusa se plantou num 3-4-1-2, esperando o Santos no usual 4-2-3-1. Um primeiro tempo infeliz tecnicamente emperrou o time de Robinho, que sofreu o gol aos 14. Mais um belo lançamento do ótimo Marco Antonio deixou Heverton na cara de Felipe, que aproveitou o cochilo de Dracena.

Benazzi trancou a Lusa. Dorival, aos 34, sacou Roberto Brum que vinha mal pela lateral, colocou Wesley por ali, plantou Arouca à frente da zaga, armou o jogo com Ganso e Marquinhos, e fez um tridente à frente, com Neymar, André e Robinho. A mudança santista para o 4-3-3 foi respondida por Benazzi: os alas recuados como laterais, cinco zagueiros enfiados na área, dois volantes, e o contragolpe perigoso pela exposição alvinegra.

Um jogaço no segundo tempo. Mesmo acuada, a Lusa poderia ter ampliado, perdendo boas chances. Mas é a Lusa que sofre mais do que merece. E é o Santos que empolga até quando não encanta. Na bola e no sangue, empatou e manteve a liderança.

(Escrevo da cabine da Rádio Bandeirantes, no Canindé. Este texto estará editado no LANCE! desta segunda-feira).

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