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Virada à gaúcha

por Mauro Beting em 05.mar.2010 às 4:05h

Ele chegou à casa da família, no Rio Grande do Sul, em julho. Só por lá poderia descansar e não ouvir todo azar de impropérios, cobranças, cornetadas, tudo de ruim pelo bom time que atuou muito mal na Copa do Mundo. Uma Seleção que tinha muito a jogar, e pouco jogou.

Ele não merecia pagar por tudo de péssimo como o único bagre expiatório. Mas como ser “esquecido” pela mídia colérica e pela arquibancada enfurecida? Só se enterrando na gleba gaúcha. Era noite quando as mágoas foram afogadas do lado de fora da casa. Era manhã quando acabou a sessão. Mas não foi só copo virado. Os familiares reviraram tudo que o craque da casa viu, ouviu, falou, calou, chorou na Copa. Tudo aquilo que ele prometeu mudar quatro anos depois:

– Só quero uma chance.

Foi o que Carlos Caetano disse ao pai Edelceu naquela longa noite de julho de 1990. Foi o que disse a si mesmo desde então. Se treinava dez, passou a treinar 100. Principalmente quando voltou à seleção, em 1993, com Parreira. Primeiro para ser reserva do meia Luís Henrique. Depois, para fechar um meio-campo aberto. Então, para calar as críticas severas sobre o discutido técnico e a técnica discutível da seleção nos Estados Unidos. Por último, para fazer o Brasil tanto gritar com o tetra quanto se calar pelas cornetas críticas.

Dunga venceu. Virou um jogo que parecia impossível naquela noite de julho de 1990. A maior virada da história do nosso futebol. Superior à superação de Gerson, execrado em 1966, miTRIficado em 1970.

O treinador do Brasil ganhou a oportunidade pelas mãos de Parreira, antes da Copa-94. Por que não as estender para outro Gaúcho que parecia ser o personagem destes primeiros parágrafos?

Caro Dunga, Ronaldinho só precisa da oportunidade que você teve em 1994 de se redimir de uma Copa frustrante como a de 1990. Você foi crucificado e estigmatizado, e deu a volta por cima das voltas por cima, capitaneando um ótimo grupo campeão mundial. Elenco que poderia ter sido ainda melhor se Parreira tivesse liberado um pouco mais o time. Apostando em talentos que não tiveram chance ou espaço.

Qual crime Ronaldinho teria cometido? Será que um cara bom de papo e de elenco poderia rachá-lo? Realmente temos gente para suprir uma eventual ausência de Kaká?

Você não estará arriscando a Copa e o pescoço, Dunga. Nem perderá a cabeça como a deixou em Bebeto, na Copa-98, dentro de campo. Dê essa oportunidade a Ronaldinho, Dunga. No mínimo será mais um para dividir a conta. Não custa nada. Ou, pior, pode só custar o mundo.

(A primeira parte deste texto foi a minha primeira coluna na edição número 1 da extinta e saudosa revista “Trivela”. A história me foi contada pelo próprio Dunga, numa madrugada de Munique, na última semana da Copa de 2006. Ele era colega de cobertura no Bandsports e na Band.)

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