Fluminense 5 x 1 Friburguense

por Mauro Beting em 01.mar.2010 às 0:22h

ESCREVE ANDRÉ ROCHA

http://blogs.abril.com.br/futebolearte

A Taça Rio começou como terminou a etapa classificatória do primeiro turno: com os grandes se impondo diante dos times de menor investimento com relativa facilidade, definindo as partidas quando bem entendem. Até o Vasco, que penou para superar o Volta Redonda por 2 a 1 em São Januário, conseguiu somar os três pontos e largar na frente.

Em números, o Fluminense foi o que se saiu melhor com os 5 a 1 sobre o Friburguense no Maracanã. O time de Cuca – armado no 3-4-1-2, com Diogo atuando como volante-zagueiro pela esquerda – se aproveitou da fragilidade do adversário e voltou a tocar e girar, construindo a goleada com naturalidade, apesar de alguns equívocos da arbitragem de Felipe Gomes da Silva, como o pênalti claríssimo de Gum em Alex não anotado aos 5 minutos do segundo tempo, com 2 a 0 no placar.

Em meio à atuação coletiva não mais que correta, um grande destaque individual: Wellington Silva, de 17 anos, que justificou com gol de oportunismo e bela assistência para o volante Everton o tratamento especial recebido no clube e o investimento do Arsenal em seu futebol – o atacante irá para Londres assim que completar a maioridade.

Na estreia como titular diante de família e amigos, o menino da Vila da Penha – o mesmo bairro de onde surgiu um garoto chamado Romário de Souza Farias – mostrou velocidade, ótima técnica e faro de gol apurado. Apesar das lágrimas de emoção juvenil antes da partida e na comemoração do gol, Wellington teve maturidade e sangue frio para vestir a camisa 10 de uma equipe pressionada por resultados ruins, inclusive o empate com o Confiança pela Copa do Brasil, e apresentar bom futebol e fina sintonia com Fred, que desta vez acertou a cobrança de pênalti e deixou o seu.

Ainda é cedo para garantir qualquer coisa sobre a joia do Flu – até porque a afirmação provavelmente virá com o amadurecimento já na Europa -, mas foi a performance da revelação tricolor o que de mais interessante aconteceu em jogo disputado com clima de coletivo pelo abismo técnico e físico entre as equipes e o público diminuto, cenário que deve se repetir ao longo da fase de grupos de torneio inchado e mal organizado.

ESCREVEU ANDRÉ ROCHA

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