Santos 2 x 1 Corinthians

por Mauro Beting em 28.fev.2010 às 8:36h

Neymar desequilibrou clássico prejudicado por arbitragem ruim, confusa e caseira. Mas o Corinthians foi ainda pior. Perdeu e se perdeu com a facilidade com que o Santos de 2010 ataca e encanta. Ainda que tenha sofrido além da conta nos 20 minutos finais, com dois a mais em campo.

Com Brum e Pará improvisados nas laterais, Mano abriu Dentinho e Jorge Henrique como pontas, até para dar um pé ao Ronaldo longe do peso e da bola ideais. Não deu jogo, porque o passe saiu errado, e o Santos forçou o erro com a excelente marcação de todo o time, incluindo os meias que não guardavam posição. Aos 7, numa dessas mexidas, Roberto Carlos derrubou Marquinhos, em pênalti discutível do lateral, que não precisava ter disputado a bola que estava entre o santista e William.

Felipe fez o segundo dos três milagres no primeiro tempo ao defender o pênalti de Neymar. Mas o moleque é tão bom e abusado que, aos 32, não desperdiçou. Marquinhos fez belo passe para a virada espetacular do camisa 7.

Mano mudou o esquema no intervalo. Recuou Dentinho e Jorge Henrique como meias, no 4-2-3-1 usual. Apostou em Moacir na lateral para pegar Neymar, e Jucilei para marcar Ganso como Ralf não viu nem as penas. Mas, com 3 minutos, Neymar já amarelou Moacir. O Timão reclamava de tudo, com ou sem razão, e se perdia. Quando tentava equilibrar, Marquinhos (em notável atuação) deixou Neymar livre para rolar para André ampliar.

Não é só o melhor ataque e futebol. É o Santos que faz os mais belos gols do SP-10. Mas parou de criá-los. Levou um gol de Dentinho, aos 23. E teve a felicidade de Moacir ser expulso, aos 25, e Roberto Carlos, também, três minutos depois, em outro lance discutível: a Lei da Gravidade é anterior a do futebol. Se Marquinhos esperou para ser derrubado por RC, no lance do pênalti marcado, o experiente lateral tentou o mesmo. E não foi feliz.

O Corinthians perdeu a chance de empatar aos 40, com Tcheco, numa bola que bateu no travessão. Se o Santos não soube golear o maior rival, o centenário clube precisa usar da experiência para descobrir a causa de tantos erros e nervos. Acirrados pelo talento santista, do abusado Neymar, que poderia ter sido expulso pelo infeliz José Henrique de Carvalho pelas seguidas provocações com a bola parada.

(Este texto estará editado no LANCE! de segunda-feira. Como estou na Vila Belmiro, pela Rádio Bandeirantes, levarei mais tempo para postejar).

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