Cruzeiro 3 x 1 Atlético Mineiro

por Mauro Beting em 21.fev.2010 às 4:50h

* O Cruzeiro pode discutir um pênalti em Kléber. O Atlético pode reclamar ainda mais, quando estava 1 x 1, um gol legal de Diego Tardelli, mal anulado pelo assistente 2 (Jair Albano Félix) que estava bem posicionado. Acontece. E tem acontecido mais contra o Galo. Não é necessariamente que haja o complô imaginado pelo presidente Alexandre Kalil ou pelo treinador Wanderley Luxemburgo. Mas é fato. ADENDO – Embora, de fato, como já comentado por aqui, Tardelli estava impedido quando subiu de cabeça antes de a bola sobrar para Jairo Campos, no empate alvinegro.

* Como o primeiro gol, na infelicidade de Leandro, tem sido típico dos últimos clássicos. É um gol que o Cruzeiro faz, e que o Atlético toma. Não tem jeito. Como o lance espetacular de Diego Tardelli, por cobertura, na saída destrambelhada de Fábio, que Leonardo Silva salvou espetacularmente, no primeiro tempo. Fossem outras as camisas, nos últimos tempos, talvez fosse outro o lance. Um lance de craques.

* O clássico cerrtamente foi outro pela presença de Roger. Não só pela bola para mais um gol de cabeça de Leonardo Silva. Não apenas pelo golaço de fora da área, o definitivo. Também por um lançamento sensacional para Thiago Ribeiro mandar fora, de sem-pulo. Roger estreou como se tivesse nascido no Cruzeiro.

* O talento individiual definiu o clássico parelho. Mas o entrosamento celeste foi essencial para tapar buracos e não deixar o veloz contragolpe atleticano causar ainda mais estragos na zaga cruzeireinse.

* Luxemburgo… Um pouco mais de discernimento e equilíbrio é essencial para qualquer profissional. Ainda mais um tão vencedor, capaz e competente. E deve ser lei para quem é tão perseguido. Com ou sem razão.

* O que poderia ser a divertida imagem do clássico, a cabeça de raposa arrancada por Roger na celebração do terceiro gol, virou a banana de Luxemburgo para a torcida que celebrou o multicampeão de 2003. Não era preciso.

* Foram três jogos de Leonardo Silva como titular contra o Galo. Foram três gols marcados. Mais o salvo no lance de Tardelli. É média de Tostão, não de becão.

* O Cruzeiro pode e deve celebrar a bela vitória conquistada nos 15 minutos finais. O Atlético precisa manter o discernimento e saber que equilibrou o clássico.

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