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HISTÓRIA EM JOGO – ALEMANHA 2 X 1 HOLANDA – COPA 74 | Blog Mauro Beting
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HISTÓRIA EM JOGO – ALEMANHA 2 X 1 HOLANDA – COPA 74

por Mauro Beting em 23.dez.2009 às 16:50h

Só a Alemanha poderia derrotar a Laranja Mecânica. Como havia feito em 1954, em Berna, contra a Hungria de Puskas. Em Munique, em casa, mais ainda. E com um time melhor qualificado que o de então. Não poderia ser fraca uma equipe com Maier, Beckenbauer, Breitner, Overath e Muller. Não era. Não foi. foi melhor que a Holanda menos Holanda daquela Copa. Também porque a Alemanha nunca foi tão Alemanha como naquela tarde em Munique. Mas teria sido assim em outro palco não fosse a campeã de 1974 a mandante?

Quem sabe. Só sei que, mais uma vez, na decisão, a Alemanha costuma saber mais que as rivais europeias. E soube vencer o jogo que aqui está descrito lance a lance.

E muito mais e melhor será analisado por mim no meu próximo livro. Em breve mais explicações.

No blag, na sessão HISTÓRIA EM JOGO, vamos contar o que vi então, e o que estou revendo agora, com a inestimável ajuda de Gustavo Roman (www.futebolpitacos.blogspot.com), que disponibilizou as imagens, e de André Rocha (http://blogs.abril.com.br/futebolearte), que inspirou a série.

PARA VER OS GOLS – http://www.youtube.com/watch?v=H16ofliLHF8

PARA VER MELHORES MOMENTOS EM HOLANDÊS – http://www.youtube.com/watch?v=kd8zi-DZSnQ&feature=related

OUTROS JOGOS: Clique ao lado em “HISTÓRIA EM JOGO”

ONDE? QUANDO? QUANTOS? POR QUÊ? – Estádio Olímpico, Munique. 7 de julho de 1974. 16h00 locais. Final da Copa-74. 75.200 presentes.

PLACAR VIRTUAL 1o. TEMPO – HOLANDA 2 X 5 ALEMANHA

PLACAR VIRTUAL 2o. TEMPO – HOLANDA 6 x 0 ALEMANHA

PLACAR VIRTUAL FINAL – HOLANDA 8 x 5 ALEMANHA

HOLANDA – 4-3-3 – TÉCNICO – Rinus Michels.

Jongbloed (8);

Suurbier (20), Haan (2), Rijsbergen (17) e Krol (12);

Jansen (6), Neeskens (13) e Van Hanegem (3);

Rep (16), Cruyff (14) e Rensenbrink (15).

BANCO – Schrijvers-18 (goleiro), Israel-5 (volante), De Jong-7 (meia), Keizer-9 (atacante), e Renée van der Kerkhof-10 (meia-atacante).

ALEMANHA – 4-3-3 – TÉCNICO – Helmut Schon
Maier-1 (Bayern, 30);

Vogts-2 (Borussia M., 27), Schwarzenbeck-4 (Bayern-26), Beckenbauer-5 (28) e Breitner-3 (20);

Bonhof-16 (Borussia M, 22), Hoeness-14 (Bayern-22) e Overath-12 (Colonia, 30);

Grabowski-9 (Eintracht F, 29), Müller-13 (Bayern-28) e Holzenbein-17 (Eintracht-28)

BANCO – Nigbur-21 (goleiro),Hottges-6 (zagueiro), Cullmann-8 (meia), Flohe-15 (meia) e Heynckes-11 (atacante)

COMEÇOU – A Holanda de camisas laranjas, calções brancos e meias laranjas dá início à decisão da primeira Copa que disputou.

54s – Depois de 42 toques na bola dados, 17 passes trocados sem que a Alemanha relasse na pelota, com oito jogadores de laranja participando da jogada, Cruyff parte do meio-campo, dribla dois rivais (o primeiro é Vogts) até ser derrubado pelo Hoeness. Veja na foto abaixo a síntese da Laranja Mecânica. O “líbero-centroavante” Cruyff partiu com a bola desde o meio. Quando ele avançou em direção à área alemã, os nove companheiros estavam à frente dele, todos projetados no campo alemão. Era usual Cruyff recuar para armar. Mas em nenhum outro instante da brilhante participação holandesa em 1974, todo o time ficou à frente de Cruyff. Apenas nesse momento histórico.

FOTO 1

1m29s – GOOOOL. 1 X 0 HOLANDA. NEESKENS. PÊNALTI. Pé direito. Bomba no meio do gol. Sepp Maier caiu no canto direito. Apenas 44 segundos depois da falta, o pênalti já foi cobrado. Só o capitão Beckenbauer discutiu algo com o árbitro inglês. Era outro futebol. Era a Holanda de sempre em 1974. Mas também havia a Alemanha de costume do outro lado. E atuando em casa…

1min55s – O primeiro alemão toca na bola com ela em jogo. É Gerd Muller que dá a saída. É a Alemanha tendo de correr atrás do placar, como já acontecera em 1954 contra outra espetacular seleção, a da Hungria. Desta vez, porém, os alemães estão ainda mais em casa que na Suíça. E têm um senhor time de futebol.

2min – Alemanha tem cinco dentro da área laranja no primeiro ataque. É o primeiro time que ataca com tanta gente a equipe de Michels. No primeiro lance, o espetacular Overath dá uma solada horrorosa no caído Rijsbergen. Teremos a mesma carnificina de Brasil x Holanda?

3min – Falta feia de Vogts em Rensenbrink… Xiii… Na sequencia, ele de novo dá outra pernada em Cruyff. O árbitro inglês estanca a hemorragia e mostra o primeiro amarelo ao cérbero marcador alemão, futuro treinador da Nationalmanschaaft.

3min – AMARELO. Vogts. Conjunto da obra. Com três minutos… Problema ainda maior por ser o mastim encarregado de marcar individualmente Cruyff… Breitner e Rep se pegam (ou não) pelo lado esquerdo. Franz Beckenbauer é o líbero. Aliás, O Líbero. Ponto final.

4min – Falta dura em Bonhof, volante alemão encarregado de cercar Rensenbrink. É quase o lateral-direito, alternando com Schwarzenbeck. O lance começou com lindo lançamento do canhoto Overath, que inicia o jogo alemão. Boa movimentação alemã no início da partida. Holanda responde com a marcação esperada: Rijsbergen pega o centroavante – Gerd Muller; Suurbier acompanha o ponta-esquerda Holzenbein; Krol pega o ponta-direita Grabowski. Jansen cola em Overath. Haan fica na sobra da zaga.

6min – Saindo jogando com Overath ou Beckenbauer, a Alemanha sempre procura a bola longa para o rápido Grabowski, auxiliado por Hoeness, meio-campista de muito fôlego e boa técnica, que é seguido por Van Hanegem. A Copa toda a dupla pela direita alternou o posicionamento, confundindo os rivais.

7min – Holanda mais recuada que o usual, também pela natural pressão dos donos da casa que saíram perdendo. Abusa da bola longa para os pontas Rep e Rensenbrink o que obriga o zagueiro-direito Schwarzenbeck sair bastante da área para a cobertura.

8min – Breitner escapa bem pela esquerda, corta para dentro e manda por cima, de pé direito, o ótimo. Jogada difícil de marcar. Sobretudo porque Rep está dando mole para Breitner, que normalmente sai da lateral esquerda para armar por dentro. Estilo idêntico ao do Júnior do grande Flamengo dos 80.

10min – Holanda troca a bola e tira a pressão. Alemanha tira o time de campo, ficando toda atrás nos últimos 40 metros de campo. Impressiona a movimentação dos alemães, também. Jogo equilibrado.

Foto 2

16min – Holanda consegue tirar a velocidade do jogo, mas também não sai mais para o contragolpe. Grabowski mais marca Krol que dá opção pela direita. Jogo a caráter para os holandeses.

22min – Pênalti? Muller tenta o tradicional giro sobre o rival e cai dentro da área. De fato, para mim, ele dá o corpo para Rijsbergen e cai na área. Lance difícil. Eu não marcaria o pênalti. Na sequência, depois de discutir com o árbitro, o goleador conversa com Van Hanegem, que o empurra pelas costas, do tipo “sai daqui”. Pronto. Muller cai no gramado feito um saco de batatas…

24min – Pênalti! Jansen derruba Holzenbein. Foi. E, de novo, faltou cobertura pelo lado direito holandês. Rep marcou por dentro e, pela enésima vez, deixou Breitner sozinho. Ele e o ponta-esquerda Holzenbein partiram juntos para dentro da área laranja, como fizeram na semifinal contra a ótima Polônia. Também faltou melhor cobertura do sistema defensivo. Suurbier estava lá na frente, na meia, sem função, desnecessariamente num momento de jogo tranqüilo, controlado, e com a vantagem de um gol. Haan e Rijsbergen tiveram de se virar. E foram “ajudados” pela entrada abrupta de Jansen.

25min34s – GOOOOOL. 1 X 1. ALEMANHA. BREITNER. Pênalti. Pé direito. Rasteiro, canto direito. Jongbloed nem foi.

28min – Jansen escapa pela direta. Overath dá o combate. Alemanha marca muito e melhor que a Holanda, que já esteve muito mais compenetrada e focada na Copa.

29min – O lance que define o espírito dos finalistas: Vogts parte do seu campo, tabela com Hoeness, limpa bonito o zagueiro que aparece na corrida e Jongbloed consegue evitar o golaço. Vogts está marcando Cruyff e ainda jogando. Cruyff está jogando menos e não marcando. Segunda real chance de gol alemã.

31min – Lindo lance de Grabowski pela ponta direita. Alemanha cresce, e árbitro inglês opta por não marcar mais a as faltas que acontenciam.

32min – A Alemanha é atacada e sente a pressão. Rijsbergen temta avançar e Gerd Müller o acompanha até a meia-esquerda da Holanda. Rensenbrink vem para a ponta direita e Scwarzenbeck o acompanha.

33min – Arrancada do impressionante e incansável Hoeness pela esquerda, Ganha fácil de Haan na corrida, a zaga salva o cruzamento, Apesar de mais desfalcada pela fase anterior e por gramados mais pesados, parece que fisicamente definha a Holanda 74. Até porque os jogadores titulares jogaram mais minutos, em média, que os alemães… Hoeness, quando sai da direita pra esquerda, confunde a marcação. Jansen não foi atrás. A Alemanha roda em campo como se fosse a Holanda. Os holandes não estão se parecendo com os carrossel.

34min – Rep e Rensenbrink tentam dar mais opções. Schwarzenbeck e Breitner não deixam. Este, excepcional lateral no apoio, terminou a Copa-74 com funções mais defensivas. Ainda assim, marcou três gols na Copa.

35min – Beckenbauer bate falta com o lado de fora do pé direito, como costumava fazer Cruyff. Jongbloed espalma para escanteio. Quarta chance alemã. A Holanda, só o gol.

36m – Rep bate de canhota, Maier fecha o ângulo e faz grande defesa. Um belíssimo contragolpe às costas de Vogts, que saiu oara armar, perdeu a bola e a Holanda ficou no 2 x 1 contra a zaga alemã.

38min – Neeskens pega pesado em Holzenbein. Juiz nada faz.

Foto 3

Mais uma linha de impedimento holandesa, com 39 minutos

40min – Muller no seu campo dando bico. Além de marcar melhor, a Alemanha sai mais rápida no contragolpe.

42min46s – GOOOOL. 2 X 1 ALEMANHA. MULLER. Pé direito. Bonhof escapou lá de trás, num pique, sem marcação, como costumava fazer, mas pela primeira vez realizou na final. Nenhum holandês o seguiu. Ele foi pela direita, Grabowski atraiu Krol por dentro e tocou no espaço vazio pra Bonhof. Rijsbergen esqueceu um pouco Muller. Quando Krol chegou, Muller já havia dado o bote para se transformar, naquele gol, no maior artilheiro de Copas, com 14 gols (10 em 1970). Recorde que só seria batido em 2006, na Alemanha, por Ronaldo, em Dortmund, contra Gana. O zagueiro de espera Haan já havia sido batido pelo excelente Bonhof, achado de Schön durante a Copa.

INTERVALO – A Alemanha só tocou na bola depois de levar o gol holandês. Mas, depois, foi sempre melhor. Porque atacou como grande, e se defendeu como time pequeno.

RECOMEÇOU. TROCA A HOLANDA – ENTRA RENÉ VAN DER KHERKOFF-10, ponta-direita do PSV; SAI RENSENBRINK, machucado. Já não estava 100%. Um dos gêmeos que seriam titulares na Copa-78 entra torto pela esquerda, na posição que seria de Keizer. Holanda ainda mais enfraquecida.

AMARELO – No intervalo, Van Hanegem, passe qualificado e milimétrico, foi devolver a bola ao árbitro logo depois do apito final e meteu longe dele, deliberadamente. Taylor não gostou e, enquanto discutia com o meia holandês, Cruyff entrou na jogada, gesticulou demais, e levou o amarelo na saída de campo.

1min – Era para ser cartão amarelo para Suurbier por pegada feia em Overath. Nada.

2min – Bonhof cabeceia sozinho à direita de Jongbloed depois de escanteio batido da esquerda por Hoeness. Falha total da zaga holandesa.

3min – Vogts é o primeiro homen ofensivo na Alemanha. Isso porque vai atrás de Cruyff. Time de Schön recua demais.

5min – Chutico de Suurbier nas mãos de Maier, que recebe carrinho desnecessário de Cruyff. Além de apagada em campo, Holanda está muito irritada.

6min – Krol avança como se fosse ponta direita e vai ao fundo. Hoeness está nele e manda a escanteio. A Holanda volta a se mexer. Mas a Alemanha, germanicamente, não desiste e corre atrás. Quando não chega antes.

6min – Rep bate escanteio, Maier sai mal (maior deficiência do goleirão alemão), Breitner salva de cabeça sobre a linha. Terceira chance holandesa.

7min – Reversão de arremesso lateral de Cruyff… Mas a bola nunca foi tão laranja na decisão como agora.

8min – Van Hanegem cabeceia para boa defesa de Maier, depois de falga da zaga alemã. Quarta chance laranja. Cruyff recua para armar e chamar o jogo. Mas fica faltando mais uma vez o artilheiro na área. Embora três ou quatro holandeses sempre apareçam por ali: os dois pontas, Neeskens cada vez mais liberado, e também Van Hanegem. É quase um 4-2-4 holandês.

10min – Os pontas alemães Grabowski e Hölzenbein jogam atrás da linha do meio-campo, esperando o apoio de Suurbier e Krol. Müller fica isolado. É um 4-3-2-1. Sobra espaço para o excelente Bonhof se mandar, sem se descuidar da cabeça de área alemã.

19min – Impedimento alemão. Mas o time está esperto quanto a isso, Suurbier ataca pela meia esquerda, o ponta-esquerda alemão Holzenbein o acompanha. Cruyff começa a definhar fisicamente. E até tecnicamente. Mas não foge do jogo e da luta.

23min – TROCA HOLANDA – ENTRA DE JONG-7, volante, SAI RIJSBERGEN, zagueiro machucado. Jansen é improvisado na zaga. Perde na marcação e na qualidade do passe a Holanda.

24min – Bomba de Neeskens de sempulo, da ponta direita, depois de cruzamento de René. A bola explode na barriga de Maier e vai a escanteio. Quinta chance holandesa.

26min – De Jong arrisca de longe. Bem Maier. Falta a Holanda arriscar mais de média e longa distância. Porque a zaga alemã está muito bem, com a ajuda de todo o time.

28min – Só chutão e balão holandês para frente. Num sensacional contragolpe, Hoeness correu todo o campo como costumava fazer, mas foi fominha, e não serviu Grabowski.

30min – Pegada feia de Vogts por trás em Cruyff. Hoje, vermelho direto. À época, nem o segundo amarelo mais que merecido.

31min – Depois de um rebote demais um chuveirinho holandês, Haan isolou a bola. Xii…

32min – Sexta chance holandesa. Suurbier cruza da direita, Rep chega tarde no carrinho.

33min – Seria um lance pra guardar pela vida. Na raça, Cruyff dá um megacarrinho, desarma Grabowski na imternediária, lança de trivela para Rep, às costas de Breitner. O ponta passa por Schwarzenbeck e bate cruzado, à direita de Maier. Mais ou menos do mesmo ponto onde, 14 anos depois, Van Basten faria aquele magnífico gol na decisão da Eurocopa-88 contra a URSS. O gol que faltou em 1974. O goleador Van Basten que sobrou em 1988. No mesmo estádio. Na mesma meta. Com o mesmo Rinus Michels no banco. Mas não era para a Holanda ser campeã. Até porque a Alemanha jogou demais na final. Foi a sétima chance holandesa na partida.

37min – Jongbloed divide com Hoeness fora da área. Jogo de raça e superação de lado a lado. Tudo aberto.

39min – Krol investe pelo meio e dá um bico para fora. Holanda desesperada.

40min – Neeskens manda o tamanco de fora da área, à direita de Maier, raspando a trave. Oitava chance holandesa. Alemanha faz cera braba.

43min – Alemanha tenta algo no contragolpe. Banco começa a fazer festa. Torcida também.

Foto – Não é a celebração de gol e nem de fim de jogo. Mas é quase como se fosse.

45min – ACABOU. Alemanha campeã do mundo de 1974. Holanda para sempre na história.

NOTAS HOLANDA

JONGBLOED – 6 – Algumas boas defesas. Nada poderia fazer nos gols. Mas não passada confiança.

SUURBIER – 5 – Não apoiou como de costume e teve sérios problemas com Holzenbein e os apoios precisos de Breitner.

HAAN – 5 – Vendido nos gols, sofreu com a falta de marcação de toda a equipe na decisão.

RIJSBERGEN – 6 – Marcou o implacável Müller. A única concessão foi o gol do título mundial. Saiu machucado.

[DE JONG – 5 – Entrou tarde. Pouco pôde fazer como o único volante na pressão holandesa.]

KROL – 5 – A pior partida na Copa. Bem marcado por Grabowski, marcou pouco, apoiou mal. Tentou se mexer. Mas não foi feliz tecnicamente. Parecia pregado.

JANSEN – 5 – Sofreu com o craque do jogo Overath. Poderia ter evitado o pênalti em Hölzenbein. Acabou o jogo quebrando o galho na zaga direita.

NEESKENS – 6 – Fez o gol de pênalti. Foi quase um centroavante no segundo tempo. Mas pouco fez para quem quase tudo jogou nas partidas anteriores. Anulado por Bonhof e pelo espírito alemão.

REP – 5 – Teve a bola do empate e perdeu. Não marcou Breitner no lance que originaria o empate, dispersivo.

CRUYFF – 6 – Pela genialidade e forma, deveu bola. Mas não se escondeu. Não pode ser cobrado além da conta. Tentou organizar a Holanda no desespero. Fez a jogada genial do gol. O melhor holandês. Para variar.

RENSENBRINK – 5 – Pelo esforço, cinco. Não estava 100%. E foi bem cercado por Schwarzenbeck e Bonhof.

[R.VAN DER KERKHOFF – 5 Estreou na fria. Era ponta. Mas ponta-direita. Na esquerda, não saiu jogo.]

RINUS MICHELS – 6 – Não sacou do banco a solução. O time pregou. Faltou turn-over. Ou rodar o elenco como rodava o time em campo. Mas isso era prática pouco usual. E só aconteceu com a Alemanha porque Schön só acertou a mão e achou o time no final.

NOTAS ALEMANHA –

MAIER – 8 – Tinha os holandeses do Ajax engasgados depois de um 4 a 0 em Amsterdã, um ano antes. Fez grandes defesas e as poucas falhas não foram determinantes.

SCHWARZENBECK – 7 – Foi quase o lateral-direito, já que Vogts marcava Cruyff pelo campo. E foi bem. Apoiou pouco – e ele sabia atacar.

BECKENBAUER – 8 – O maior dos líberos, pouco avançou. Na sobra, teve só uma falha. E o trabalho facilitado por Vogts correr atrás de Cruyff, que ainda ficou o segundo tempo longe da área.

VOGTS – 8 – Como não foi expulso como deveria, fica com a ótima nota. Além de impedir Cruyff de ser Cruyff, quase fez um golaço. Só não precisava ter batido tanto.

BREITNER – 8 – O maior lateral-esquerdo da Copa e do mundo nos anos 70. Para não dizer um dos melhores meias, também. Ele soube atacar, fazer gols, e ainda evitá-los, num belo duelo com Rep. Espetacular.

BONHOF – 8 – Grande sacada tática, técnica e física alemã. Volante moderno, marcava e apoiava com qualidade. Um monstro na decisão.

HOENESS – 8 – Outro incansável,. Apagava incêndios e fazia fumaça. Era um fundista e um velocista. Tudo junto. E ainda batia bem na bola.

OVERATH – 9 – Havia sido o melhor na semifinal contra a Polônia. Foi o melhor em campo da decisão. Fez de tudo no meio-campo. Técnico, hábil, canhota precisa, fôlego impressionante para os 30 anos, um craque. Que marcava como bagre. Brilhante.

GRABOWSKI – 8 – Dribla, finalize, corre, cruza, marca. Troca de funções com Hoenesse. E ainda marcou Krol na segunda etapa. Outrofaz-tudo alemão.

GERD MULLER – 9 – Com o gol que marcou que deu a virada e o título alemão, utrapassou Just Fontaine como o maior artilheiro de mundiais – até ser ultrapassado por um cert(íssim)o Ronaldo, em 2006. Um monstro. Ainda ajudou no combate atrás.

HOLZENBEIN – 8 – Cavou o pênalti do empate. Marcou Suurbier. Driblou e combinou com Breitner. Outro que ganhou posição durante a Copa e ajudou demais a Alemanha a ganhar o título.

HELMUT SCHÖN – 9 – Teve a coragem de deixar – corretamente – Netzer no banco. Soube consertar os buracos defensivos pelos avanços de Breitner e Beckenbauer. Foi feliz na marcação individual de Vogts em Cruyff. Arrumou lugar no time para Bonhof e Holzenbein. Teve a capacidade de fazer toda a equipe entender que era preciso marcar toda a Holanda. Um grande comandante.

ÁRBITRO

JOHN TAYLOR – Inglês – nota 5.

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  • Erico

    Olá Mauro…

    Pode-se dizer que esse jogo foi o mais tático e equilibrado, em questão de final de copa ?

    E que essa é a melhor Alemanha de todos os tempos, pois tinha excelentes jogadores em todas as posições ?

    Abraços

    Erico

  • Rodrigo

    Mto bom mauro!!!!!

    Vc faria uma prancheta dq era o carrocel??? Pra mim era um 3412 bem baguncado…pelo oq eu ouço falar e pelo oq vi em um video ou outro…

    Mto boa postagem…vou assistir hj os videos

    abraço!!

  • Jorge Edson

    O jogo do link é Holanda e Argentina, tá certo mesmo?

  • JC

    Mauro,
    Lhe desejo um grande novo ano…
    Pra mim, tu és o comentarista mais equilibrado da imprensa esportiva.
    Parabéns por todo o seu material, comentários e pesquisa!
    Um pedido:
    Por falar no maior artilheiro de todas as Copas, escreve pra nós a resenha de BRASIL 2X0 ALEMANHA em 2002.
    Um forte abraço!

    JC

  • JC

    Aproveito o final de ano e a falta de tópicos, para voltar a um assunto sempre controverso: A ESCALAÇAO DA SELEÇÃO BRASILEIRA DE TODAS AS ÉPOCAS (Vamo pensar de 58 pra cá):
    A minha jogaria num 3-4-1-2
    A primeira linha de marcação, zaga, da direita pra esquerda:
    LEANDRO – ALDAIR – NILTON SANTOS
    GARRINCHA – FALCAO – DIDI – ZICO
    PELÉ (centralizado)
    RONALDO – ROMÁRIO

    Abraços,
    QUERO VER QUEM GANHA DESSE TIME,
    QUEM QUISER, FAÇA A SELEÇAO DO RESTO DO MUNDO…
    QUE EU DOU 2 DE VANTAGEM… rz rz

  • Gabriel

    Para que dar nota aos jogadores se o time que perde só ganha de 6 para baixo e o que ganha leva de 8 para cima? Notas previsíveis e dispensáveis. No futebol, como todo mundo sabe, nem sempre quem jgoa melhor ganha a partida, mas quem joga melhor merece nota melhor no final do jogo.

  • Gabriel

    Mauro, os links são de Holanda x Argentina…. (que banho de bola).

  • ELIOMAR CARVALHO

    Uma crítica construtiva! Seria possível vc com sua rede de relações manter contato constante com jornalistas esportivos do nordeste em especial na Bahia para ter algo interessante para nós, que somos baianos e nordestinos afinal procuro no lancenet algo sobre o meu time e tudo o que vi hoje foram notícias do rival bahia no link que deveria ser do vitória e vc até pode dizer mas foi sobre o bavi e eu respondo foi sim mas o foco é o bahia e além do mais notícias com mais de 5 dias o vitória está para perder sua maior promessa para este ano o atacante índio que deve retornar para a coréia com salário de aproximadamente U$50.000,00 eiste uma conversa para trazer o atacante do flamengo Obina etc. e nada disso sai… Caramba isso já não é bairrímo, e sacanagem mesmo com o Nordeste!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!depois a galera de São Paulo reclamava na época da hegemonia da Globo em só mostrar o Rio.
    descupe qualquer coisa mais é de doer.

  • http://lancenet dodo

    Eu acredito que o gol muito cedo possa ter prejudicado o rendimento da laranja.
    Além de fazer os alemães dar o sangue depois do gol sofrido…

  • dikina

    eu faço uma pra brincar com essa seleção que o jc formou
    schirea- Beckenbauer-oscar
    zidane-messi-rivelino-marradona
    puskas
    di estefano-lato
    ta bom essa……..