logo lance
undo
Nacionais
Internacionais

BlogsL!

Colunistas

2 Pontos

por Rodrigo Borges e Fabio Chiorino

Blog da L!TV

Vídeos

Blog do Baldini

por Wilson Baldini

Blog do Bechler

por Marcelo Bechler

Blog do Kfouri

por André Kfouri

Blog do Garone

por André Schmidt

Blog do Gui Gomes

por Guilherme Gomes

Blog do Guilherme de Paula

por Guilherme de Paula

Blog do Janca

por João Carlos Assumpção

Blog do Mansell

por Eduardo Mansell

Blog do Marra

por Mário Marra

Blog do Salata

por Thiago Salata

Blog do Tironi

por Eduardo Tironi

Bulla na Rede

por Rafael Bullara

Crônicas do Morumbi

por Ricardo Flaitt

De Prima

por Fábio Suzuki e Igor Siqueira

Em Cima do Lance

por Bernardo Cruz e Igor Siqueira

Fora de Campo

O dia-a-dia dos atletas

Futebol & Ficção

por Valdomiro Neto

Futebol na Terrinha

por Thiago Correia

Gol de Canela FC

por Jonathan Oliveira

Humor Esportivo

Trollagem e zoação

Laguna Olímpico

por Marcelo Laguna

Lance! Livre

por Lucas Pastore

Made in USA

por Thiago Perdigão

Marketing & Economia da Bola

por Amir Somoggi

Números da Bola

por André Schmidt

O Mundo é Uma Bola

por Leonardo Pereira e Luiza Sá

Papo com Boleiro

por Luiz Otávio Abrantes

Planeta Fut

por Luiz Augusto Veloso

Press Start

por Lazlo Dalfovo, Pedro Scapin e Thiago Bicego

Quem Não Sonhou?

por Gabriel Carneiro

Saque

por Daniel Bortoletto

Segunda Pele

por Leonardo Martins, Rafael Bullara e Vinícius Perazzini

Super-Raio X

por Alexandre Guariglia

Tênis

por Fabrizio Gallas

Clubes

Doentes

HISTÓRIA EM JOGO – HOLANDA 2 X 0 BRASIL – COPA-74 | Blog Mauro Beting
logo lance
undo
Nacionais
Internacionais

BlogsL!

Colunistas

2 Pontos

por Rodrigo Borges e Fabio Chiorino

Blog da L!TV

Vídeos

Blog do Baldini

por Wilson Baldini

Blog do Bechler

por Marcelo Bechler

Blog do Kfouri

por André Kfouri

Blog do Garone

por André Schmidt

Blog do Gui Gomes

por Guilherme Gomes

Blog do Guilherme de Paula

por Guilherme de Paula

Blog do Janca

por João Carlos Assumpção

Blog do Mansell

por Eduardo Mansell

Blog do Marra

por Mário Marra

Blog do Salata

por Thiago Salata

Blog do Tironi

por Eduardo Tironi

Bulla na Rede

por Rafael Bullara

Crônicas do Morumbi

por Ricardo Flaitt

De Prima

por Fábio Suzuki e Igor Siqueira

Em Cima do Lance

por Bernardo Cruz e Igor Siqueira

Fora de Campo

O dia-a-dia dos atletas

Futebol & Ficção

por Valdomiro Neto

Futebol na Terrinha

por Thiago Correia

Gol de Canela FC

por Jonathan Oliveira

Humor Esportivo

Trollagem e zoação

Laguna Olímpico

por Marcelo Laguna

Lance! Livre

por Lucas Pastore

Made in USA

por Thiago Perdigão

Marketing & Economia da Bola

por Amir Somoggi

Números da Bola

por André Schmidt

O Mundo é Uma Bola

por Leonardo Pereira e Luiza Sá

Papo com Boleiro

por Luiz Otávio Abrantes

Planeta Fut

por Luiz Augusto Veloso

Press Start

por Lazlo Dalfovo, Pedro Scapin e Thiago Bicego

Quem Não Sonhou?

por Gabriel Carneiro

Saque

por Daniel Bortoletto

Segunda Pele

por Leonardo Martins, Rafael Bullara e Vinícius Perazzini

Super-Raio X

por Alexandre Guariglia

Tênis

por Fabrizio Gallas

Clubes

Doentes


HISTÓRIA EM JOGO – HOLANDA 2 X 0 BRASIL – COPA-74

por Mauro Beting em 10.set.2009 às 18:48h

Era a primeira Copa da Holanda desde 1938. Era a primeira competição daquela seleção formada em menos de duas semanas por dois grupos que não se gostavam do Ajax e do Feyenoord. Era o Brasil tricampeão mundial o adversário. Já era a Seleção de Zagallo.

Jogando pelo empate, a Laranja Mecânica fez o que quis, quando quis, quanto quis contra um Brasil sem Pelé, sem Gerson, sem Tostão, sem o Rivellino de sempre, sem o Jairzinho da Copa-70, sem o espírito ofensivo do Brasil, sem um grupo unido, sem o pique do Zagallo de 1970. Um Brasil sem Brasil. Numa partida sem espírito esportivo e fair-play. O Brasil bateu além da conta. A Holanda entrou no mesmo barco furado.

Resultado. Apesar do jogo histórico, divididas histéricas, um festival de pancadas, tesouras, carrinhos e botinadas de corar qualquer um – menos o horroroso árbitro alemão Kurt Tschencher. Uma vergonha. Ainda bem que a memória é seletiva. Holanda 2 x 0 Brasil em Dortmund mais pareceu o Chile 2 x 0 Itália, de 1962 – a “Batalha de Santiago”. Ou o Portugal 1 x 0 Holanda de 2006 – a “Batalha de Nurembergue”. Uma carnificina. Mas vencida pela melhor equipe, quando quis jogo. E não vale-tudo.

O Brasil, como em quase toda a Copa, primeiro pensou em não levar gol. Ficou todo atrás da linha da bola, esperando a Holanda que, no início, respeitou (temeu?) a seleção tricampeã. Depois foi se soltando quando viu que o Brasil mais tremia que respeitava o excelente rival.

No blag, na sessão HISTÓRIA EM JOGO, vamos contar o que vi então, e o que estou revendo agora, com a inestimável ajuda de Gustavo Roman (www.futebolpitacos.blogspot.com), que disponibilizou as imagens, e de André Rocha (http://blogs.abril.com.br/futebolearte), que inspirou a série.

PARA VER MELHORES MOMENTOS EM HOLANDÊS –

http://www.youtube.com/watch?v=ZTs2iwMqVMg

OUTROS JOGOS: Clique ao lado em “HISTÓRIA EM JOGO”

ONDE? QUANDO? QUANTOS? POR QUÊ? – Westefalenstadion, Dortmund. 3 de julho de 1974. 19h30 locais. Terceira e decisiva rodada do quadrangular semifinal da Copa-74. 52.500 presentes.

PLACAR VIRTUAL 1o. TEMPO – HOLANDA 4 X 3 BRASIL

PLACAR VIRTUAL 2o. TEMPO – HOLANDA 2 x 1 BRASIL

PLACAR VIRTUAL FINAL – HOLANDA 6 x 4 BRASIL

HOLANDA – 4-3-3 –

Jongbloed (8); Suurbier (20), Haan (2), Rijsbergen (17) e Krol (12);

Jansen (6), Neeskens (13) e Van Hanegem (3);

Rep (16), Cruyff (14) e Rensenbrink (15). TÉCNICO – Rinus Michels.

BRASIL – 4-3-3 (variando para o 4-4-2 com o recuo de Dirceu) –

Leão-1 (Palmeiras, 24 anos); Zé Maria-4 (Corinthians, 25), Luís Pereira-2 (Palmeiras, 24), Marinho Peres-3 (Santos, 27) e Marinho Chagas-6 (Botafogo, 21);

Paulo César Carpegiani-17 (Internacional, 25), Paulo Cézar Caju-11 (Flamengo, 24) [Mirandinha-19, Corinthians, 22] e Rivellino-10 (Corinthians, 28);

Valdomiro-13 (Internacional, 28), Jairzinho-7 (Botafogo, 29) e Dirceu-21 (Botafogo, 21). TÉCNICO – Zagallo.

COMEÇOU – Holanda ataca à esquerda, de camisa branca de manga comprida, calção branco, meias laranjas. Campo pesado.

25s – Desatenção da zaga brasileira, Leão sai e evita bom lance com Rep. Holanda não quer nem saber. Brasil se posta bem atrás da linha da bola, como, aliás, foi uma equipe trancada e amuada em quase toda a Copa-74.

1min – Zé Maria tenta avançar pela direita, mas a bola é mal passada para o lateral. Na cola estava o ponta-esquerda Rensenbrink.

3min – Nova bola longa para a direita, desta vez para Valdomiro. Van Hanegem o seguiu e o atrapalhou. Estratégia clara: Brasil atrás espetando bola para a velocidade do ponta colorado e também do então centrovante Jairzinho, o Furacão da Copa-70. Jair era marcado individualmente por Rijsbergen. Michels sempre destacava o central para acompanhar o comandante de ataque rival. Haan ficava na sobra.

4min – Jairzinho dá o combate no grande círculo e consegue desarmar Cruyff, que mais uma vez iniciava o jogo laranja.

4min – Entrada animal de Zé Maria, numa solada violenta sobre a bola e Cruyff, que tira o pé antes de apanhar. Falta desnecessária típica de um time que queria marcar presença e se impor. Mas pelo modo errado. Na sequencia da cobrança de trivela de Cruyff, belo contragolpe parado com falta por trás de Rep. Uma arbitragem de hoje (boa) já teria mostrado dois cartões amarelos.

5min – Parabéns, Brasil! Em menos de 20 segundos, num só lance, outra sola com os dois pés de Zé Maria, uma pegada de Carpegiani no tornozelo de Cruyff, e duas entradas feias para machucar e por trás de Luís Pereira em Van Hanegem, sem a bola… Que coisa feia… Juizão é nosso. Nem o gramado pesado justifica. Brasil começa batendo mais acintosamente que uruguaios e argentinos.

6min – Cruyff diz que foi a maior defesa que ele viu na vida. Bola às costas de Marinho Chagas (a primeira de muitas…), bobeada de Marinho Peres e o cruzamento de Jansen do fundo, pela direita. Luís Pereira passou pela bola, Zé Maria dominou muito mal, e o craque holandês bateu de canhota, de primeira, na cara de Leão, que conseguiu espalmar milagrosamente a escanteio, numa cacetada da marca de pênalti. Na sequência, depois do escanteio, Van Hanegem bateu por cima, em nova falha de Marinho Peres. Brasil consegue estar mais assustado que o time laranja.

Cruyff bate de canhota, Leão espalma para escanteio, com a mão esquerda

Cruyff bate de canhota, Leão espalma para escanteio, com a mão esquerda

8min – Krol agora carrinha por trás Luisão. Juizão só olha…

9min – Em vez de um bico para frente para um Brasil todo recuado, a Seleção resolver começar o jogo curto, na entrada da área… Para quê… PC Caju é desarmado por Neeskens que bate fora. Brasil totalmente acuado, jogando em outra velocidade e sintonia.

9min – Um minuto de silêncio respeitado. Dois dias antes falecera Juan Domingo Perón, presidente argentino.

10min – O primeiro arrastão holandês. A vítima foi o capitão Marinho Peres. Justamente quem iria usufruir depois do Mundial do sistema tático atuando pelo Barcelona, com Rinus Michels no banco, Cruyff e Neeskens no campo.

10min – Rivellino dá belíssima caneta em Jansen e é derrubado pelo volante holandês. Brasil tenta jogar.

11min – A fotografia do primeiro tempo brasileiro: todo atrás da linha de bola, todo atrás da metade do campo.

13min – Dois lindos chapéus de Valdomiro terminaram na recuperação da zaga e na antecipação do goleiro holandês. Brasil tenta entrar em diagonal com o ponta-direita colorado, buscando burlar a adiantada linha de impedimento europeia.

16min – Bela troca de bola holandesa pela esquerda termina aliviada por Marinho Peres. Eram sete holandeses dentro da área amarela. Impressionante a volúpia ofensiva. Neeskens está atuando quase como centroavante, com Cruyff forçando mais o jogo pela esquerda, com o apoio de Krol (seguido por Valdomiro), Van Hanegem (vigiado por PC Caju) e Rensenbrink, em bom duelo com Zé Maria. Brasil até consegue dar uma equilibradinha e chegar à meta de Jongbloed.

17min – Tesoura por trás violentíssima de Van Hanegem em Paulo César. Árbitro nada faz, Caju não sai rolando como os jogadores de hoje. Mas, dever dizer: também se batia, e muito, antigamente. Mas vá falar que isso acontecia…

18min – Mais um impedimento do ataque brasileiro. Numa dessa pode até dar certo.

19min – Rivellino tenta organizar o Brasil desde a defesa, PC Caju se mexe, sai da meia direita e busca o lado esquerdo. Mas, aonde vai, Van Hanegem corre atrás. A Holanda marca muito melhor que o Brasil.

24min – Melhor chance brasileira, a primeira participação efetiva do ausente Dirceu, que começou a recuar mais como um meia pela esquerda, formando mais um 4-4-2 torto que um 4-3-3. Dirceuzinho recebeu de Rivellino e enfiou para PC Caju, que se desgarrou de Van Hanegem, aproveitou uma hesitação do zagueiro da sobra Haan, mas pegou mal de canhota, cruzado, para fora, à esquerda de Jongbloed. Ao menos o Brasil se equipara em chances criadas: 2 x 2.

26min – Rápido contragolpe brasileiro, bola lançada para Jairzinho, Jongbloed sai na intermediária e dá um chutão. Linha de zaga muito alta holandesa dando um mole pro Brasil. Melhor momento da Seleção. Tanto que, segundos depois, se ouve o primeiro coro mais forte de “Brasil, Brasil”!

27min – Boa mexida tática nacional colaborou para o equilíbrio da partida. Riva mais recuado, e PC alternando a armação pelo lado esquerdo, acabaram confundindo a marcação holandesa. Dirceu mais recuado cerca Suurbier, Valdomiro volta para pegar Krol.

29min – O lateral-direito Suurbier avançou como se fosse ponta-esquerda (!?!), às costas de Zé Maria e bateu para ótima defesa de Leão. Na sobra, Luís Pereira despachou, e foi acertado por um carrinho forte de Suurbier. Caído, Luisão deu um chute no lateral (ou seria ponta?) holandês. AMARELO para L.Pereira. Justo. Como seriam outros tantos. Valdomiro foi para cima de Suurbier, e o pau quase comeu. Entradas muito feias de lado a lado.

31min – Rensenbrink bateu de canhota, de sem-pulo, para boa defesa de Leão. Falhou Luís Pereira no cabeceio, e Zé Maria chegou tarde. A Holanda melhora. O Brasil apela. Pouco antes, Carpegiani pegou Cruyff e o estádio vaiou mais uma falta dura.

32min – Rep passa fácil por Marinho Chegas, mas Marinho Peres se antecipa. O ponta holandês derruba o capitão brasileiro, que aproveita para tentar se impor no grito.

33min – Falta da meia direita, a Holanda não faz barreira. Rivellino enfia a patada, mas ela passa à esquerda de Jongbloed. Sem a barreira como referência, o camisa 10 brasileiro não acertou o chutaço que vencera a Alemanha Oriental no primeiro jogo da fase semifinal.

35min – Adivinhe? Jairzinho impedido… Já perdi as contas.

36min – Pela primeira vez Luís Pereira se mandou ao ataque, como brilhava pelo Palmeiras desde 1971. Não deu certo. Ele foi desarmado por Van Hanegem. Mas não perdeu a viagem. O zagueiraço brasileiro pegou o meia-esquerda holandês. Como bateu o Luisão! Ele não era disso.

37min – AMARELO. Zé Maria. Lance bizarro. O lateral corintiano perdeu na corrida para Cruyff. Não teve dúvida: se atirou no gramado e, com os dois braços, segurou o craque holandês. Pelas pernas! Que coisa…

Mais um dos tantos lances viris ou violentos do jogo: Zé Maria agarra pelas pernas um rival

Mais um dos tantos lances viris ou violentos do jogo: Zé Maria agarra pelas pernas um rival

38min – Enorme chance brasileira. Rivellino lançou como Rivellino uma bola de 50 metros para Valdomiro. Na quizomba na área depois de chute de Dirceu. Jair pegou o rebote e bateu; Rijsbergen carrinhou e desviou a bola que quase entrou no canto esquerdo.

42min – Brasil volta a atuar no 4-3-3, com Valdomiro e Dirceu pelas pontas, Jair como centroavante, PC Caju na meia direita, Rivelino na esquerda, e Carpegiani como cabeça-de-área.

43min – AMARELO. Marinho Peres. Peitou Jansen que avançava pela direita, depois de escapar de uma rasteira de Carpegiani, e tentar um lindo drible-da-vaca. Como bateu o Brasil! Mas não apenas a seleção canarinho. A Laranja Mecânica não alisou.

45min – Jogo para uns 3 minutos de acréscimo. Hoje… Porque em 1974, deu o tempo, acabou o tempo. 0 x 0.

INTERVALO – Holanda melhor, buscou mais o gol. Brasil, como em toda a Copa, amuado e acuado. Jogo muito duro e com muitos lances violentos.

RECOMEÇOU – Na primeira saída de Leão com Marinho Chagas, o lateral deixou a bola bisonhamente se perder pela lateral. Xiii…

5min – GOOOOOOL. 1 X 0 HOLANDA. NEESKENS. Cruzamento rasteiro da direita de Cruyff (às costas de Marinho Chagas), o meia apareceu mais uma vez como centroavante, deu um bico na bola na dividida com Luís Pereira, e encobriu Leão. Jogada rápida de contragolpe armado por Van Hanegem, que pegou o Brasil saindo para o ataque. O empate era holandês. O time de Zagallo precisava sair mais para o jogo. Mas não conseguia. Também pelo recuo excessivo de Dirceu, mais um quarto homem do meio-campo que um ponta-esquerda.

9min – Brasil tenta articular seu jogo com Rivellino ao lado de Carpegiani, pelo lado esquerdo, quase como um volante, com PC Caju na meia direita, e Dirceu, na esquerda. É um quadrado no meio-campo. Um 4-2-2-2 típico. Bom para organizar, mas pouco incisivo. Sobretudo por não aproveitar o potencial da patada de Riva, num campo pesado. A Holanda retrai um pouco, mas não abdica do contragolpe.

10min – Van Hanegem dá uma tesoura por trás em Rivellino. Juizinho só marca a falta. Nada de amarelo.

12min – Outra falta dura de Van Hanegem em Rivellino. Nada faz o árbitro. Eram os “tempos românticos” do futebol… Sem botinada… Sei, sei…

14min – Jair faz falta sem bola em Rijsbergen. Brasileiros se irritam com a marcação individual laranja: Rijsbergen em Jair, Suurbier em Dirceu, Krol em Valdomiro.

14min – MUDA BRASIL – SAI PAULO CÉSAR CAJU, ENTRA MIRANDINHA – Brasil vai ao ataque. Holanda muda a marcação: Rijsbergen agora marca o centroavante são-paulino Mirandinha; com o recuo de Jairzinho para armar por dentro, Jansen passa a segui-lo de perto, mas sem configurar exatamente uma marcação obsessiva individual. Na zaga, os holandeses eram rígidos na marcaçao homem a homem; no meio-campo, a zona era mais adotada.

17min – O péssimo árbitro alemão assume mais uma vez a marcação do impedimento do ataque do Brasil. E, desta vez, erra. Na sua primeira escapada ao ataque, Luís Pereira não estava impedido ao receber passe de Carpegiani. Ele entraria sozinho à frente de Jongbloed. Brasil prejudicado. Lance que poderia ter mudado a sorte da partida. Sobretudo a de Luisão.

18min – Dura dividida de Mirandinha em Van Hanegem. Menos de dois meses depois, o atacante tricolor sofreria fratura exposta da perna esquerda e ficaria três anos afastado do futebol.

19min – GOOOOOL. 2 X 0 HOLANDA. CRUYFF. Pé direito. Belo lance holandês pela esquerda. Luís Pereira tentou fazer a linha de impedimento para Rensenbrink. Os dois Marinhos ficaram e deram condição de jogo ao ataque laranja. Krol recebeu do ponta, avançou e cruzou para o belo voleio do craque laranja. Belo gol. E merecido.

Até na celebração o camisa 14 parecia se multiplicar

Até na celebração o camisa 14 parecia se multiplicar

20min – Luís Pereira não quer nem saber e se manda. Zaga fica exposta e bagunçada. Acabou para o Brasil.

20min – MUDA A HOLANDA – SAI RENSENBRINK (machucado na coxa direita), ENTRA DE JONG-7, para compor a marcação no meio.

Foto 6 – 1h07min39s – amarrando o meiao de Jong.

21min – Valdomiro sofre falta de Krol e tenta o revide. Tá feia a coisa…

23min – AMARELO. Rep. Enfim… O ponta holandês chuta Rivellino por trás. Infelizmente, mais jogadas bruscas, violentas e desleais que grandes movimentos na partida. Uma lástima. Era outra a imagem que havia ficado na memória deste jogo.

24min – Ao menos a coisa se organiza mais. A Holanda toda em seu campo, Brasil corretamente libera Luisão. Zé Maria fica na cobertura.

25min – Numa disputa de bola, Van Hanegem deixa o pé em Carpegiani… Nada para o juizinho…

25min – Cruyff ergue a perna direita bem acima da bola, na canela de Valdomiro, para quebrar o ponta colorado. Nem falta marca o árbitro!!! Os deuses da bola estavam de plantão e ninguém se quebrou.

27min – Marinho Peres faz falta para cartão amarelo em Rep. Nada faz o árbitro…

28min – Tesoura por trás de Suurbier em Marinho Chagas, que fazia belo lance pela ponta esquerda. Na queda, o lateral botafoguense aproveitou para tentar acertar com a chuteira o rosto do lateral holandês. Adivinha o que fez o árbitro… Os dois deveriam ter sido expulsos. Pela enésima vez.

28min – Van Hanegem levanta Rivellino…

29min – Num contragolpe, Zé Maria faz falta sem bola em Cruyff. Outro lance para amarelo…

33min – Luís Pereira racha para rachar Jansen…

33min – Rivellino corre para pegar Cruyff (que pula e se livra da falta feia), e deixa a perna direita para quebrar Jansen: o lance segue, Neeskens vem com tudo para derrubar Riva e cai. O camisa 10 brasileiro tenta pisar na mão de Neeskens. O juiz finge que não é com ele. Juro nem as fotos dos lances eu quero mostrar… Que barbaridade. E depois a Batalha de Santiago, em 1962, e a de Nuremberg, em 2006, que ficam com a má fama…

35min – Valdomiro bate falta da meia esquerda à esquerda da meta holandesa. Melhor chance brasileira na carnificina de Dortmund. Agora, era o caso de botar 10 jogadores no dique holandês?

M Foto 7 1h21h45m

39min – Luís Pereira deixa o braço em Jansen, na cara do árbitro…

40min – EXPULSO. Luís Pereira. Em menos de 15 segundos, Luisão dá uma tesoura ainda mais violenta em Neeskens e é expulso. Depois da zilionésima falta feia, o maior zagueiro-direito que vi atuar no futebol brasileiro foi merecidamente expulso. Na saída do campo, mostra três dedos para a torcida holandesa que o vaiava (o Brasil era tri mundial). Mas, aquele time, havia chegado longe demais. Covarde taticamente, também foi covarde no festival de pancadarias contra os holandeses que também bateram horroroso. Um segundo tempo disciplinarmente deprimente.

40min – SAI NEESKENS, machucado por Luisão; entra ISRAEL-5, volante.

41min – Marinho quase faz, na saída atrapalhada do não menos Jongbloed.

42min – Valdomiro divide com Krol. Um temendo o outro, ambos pulam para evitar o pior. Bizarro.

42min – Carrinho por trás de Rijsbergen em Mirandinha. Árbitro não marca falta. Ninguém reclama. E ninguém sai rolando, também, como hoje.

ACABOU – Piazza se aqueceu, mas não entrou. Zé Maria fez bem a cobertura, a Holanda tirou o pé já pensando na decisão. Vitória mais que merecida numa partida muito violenta.

NOTAS

HOLANDA –

Jongbloed – 6 – Defesa difícil, quase nenhuma. As duas maiores chances brasileiras foram bolas chutadas para fora. Ainda assim, se enrolou em alguns lances.

Suurbier – 6 – O lateral-direito teve de marcar o discreto Dirceu. Num lance, quase fez um golaço, na ponta-esquerda. Mas bateu sem dó. Deveria ter sido expulso.

Haan – 7 – Só precisou comandar um arrastão. Em compensação, só errou duas linhas de impedimento. Na sobra, tranquilo, até pela inoperância do violento Brasil.

Rijsbergen – 7 – Marcou individualmente Jairzinho e, depois, Mirandinha. Como todos, bateu bem. Salvou um gol certo.

Krol – 7 – Quase a ONU teve de intervir na querela com Valdomiro. Deu o passe para o gol de Cruyff. Apoiou apenas na boa. Bateu como todos.

Jansen – 8 – Partidaça. Dos poucos do meio que mais apanhou que bateu. Letal nas incursões pelo lado direito. Ajudou a anular o meia pela esquerda, fosse Dirceu, PC, Rivellino e até Jair, no segundo tempo.

Neeskens – 8 – Apanhou a não mais poder. Também bateu. Mas jogou demais. Belo gol de centroavante. Incansável. Que jogador!

Van Hanegem – 6 – Mais marcou que jogou. Seguiu muito bem PC. Mas deveria ter sido expulso umas quatro vezes de campo.

Rep – 6 – Bom duelo com Marinho Chagas. Mas pareceu, como todos, se resguardar um pouco. Corretamente.

Cruyff – 8 – O de sempre. Um craque técnico e tático, e impressionante fisicamente, sobretudo para um fumante inveterado de 10 cigarros por dia. Quase o mesmo texto do jogo anterior. Mas com um adendo. Bateu demais depois de começar apanhando. Pelo menos uma entrada para quebrar a perna

Rensenbrink – 7 – Saiu machucado. Apanhou demais de Zé Maria.

Rinus Michels – 8 – Impressionante a maturidade de uma equipe que jogava seu primeiro mundial. Pena que assistiu passivamente à carnificina.

BRASIL

Leão – 8 – Impediu a goleada holandesa. Um dos melhores goleiros da Copa. Dos poucos que se salvaram na Seleção.

Zé Maria – 4 – Bateu além da conta em Rensenbrink. Pouco pôde apoiar.

Luís Pereira – 3 – Possivelmente a pior atuação da brilhante carreira do zagueiro-direito. Poderia ter feito um gol não fosse a arbitragem. Mas deveria ter sido expulso algumas vezes antes de receber o vermelho.

Marinho Peres – 5 – Lento, foi atropelado pelos holandeses. Abaixo da ótima média habitual.

Marinho Chagas – 5 – Fez pouco do muito que sabia fazer. Pouco apoiou, mal marcou.

Carpegiani – 5 – Único marcador do meio-campo, foi pouco desleal se comparado a tantos. Armou menos do que sabia.

Paulo Cézar Caju – 6 – Quando derivou da direita para a esquerda criou bons lances.

[Mirandinha – 5 – Entrou na dele, como centroavante. Mas era tarde. E ele era apenas um bom artilheiro].

Rivellino – 6 – Bateu e apanhou demais. Muito recuado no segundo tempo.

Valdomiro – 5 – As melhores chances brasileiras passaram pelos pés rápidos mas pouco hábeis do driblador ponta colorado.

Jairzinho – 5 – Essencial em jogos anteriores, como todo o Brasil ficou devendo.

Dirceu – 5 – Apagado como quarto homem do meio, apagado como ponta pela esquerda.

Zagallo – 4 – Não era Copa para o tetra. Mas havia como montar um time melhor, mais ofensivo, mais brasileiro.

Kurt Tschenscher (Alemanha Ocidental) – Zero.

Para resumir a pancadaria: em 90 minutos, sem exagero, Van Hanegem merecia quatro vermelhos; Rivellino, duas expulsões; Suurbier, Cruyff, Rep, Valdomiro, Zé Maria e Marinho Chagas um chuveiro mais cedo.

Tags:

  • http://twitter.com/Zakiroseiro Zaki

    Gostei muito da oportunidade de tirar a dúvida. Sempre me falaram que em 74 tínhamos uma grande seleção e que jogamos muito no jogo contra a holanda. Nos livros falavam que Marinho tinha jogado bem. Gostei de sua opinião, da oportunidade de ler o seu comentário deste jogo histórico.
    Não sei se vc já fez isso sobre a final de 70. Também tenho minhas dúvidas sobre este jogo. Sempre fiquei com a impressão do Brasil ter jogado mal o primeiro tempo e que se não fosse Gerson ter colocado a bola na grama em passes curtos o Brasil não teria desempatado o jogo. Se vc n fez sobre a final de 70, fica aqui uma sugestão. Abs

  • RODRIGO TRICOLOR

    INDIGNAÇÃO Sou São Paulino, homossexual e gostaria de manifestar minha indignação contra a série de impropérios a que aquela instituição vem sendo submetida. Como se não bastasse a associação da imagem do São Paulo com o homossexualismo (até parece que é crime ser gay), agora querem também discriminar o Morumtri. Parece até que não querem que o SPFC melhore ainda mais a sua já tão invejada estrutura. Entendam de uma vez, o São Paulo é um time MODERNO, tanto profissionalmente quanto socialmente. Por conta dessa modernidade, que, nós, homossexuais, nos identificamos tanto com um clube que é um exemplo de administração e cidadania, pois, apóia a diversidade sexual sem medo de comprometer sua imagem. Estou passando em todos os blogs para deixar essa democrática mensagem em nome da enorme comunidade Gay-São Paulina (bambis como vcs horrivelmente nos chamam). Parem de achincalhar o São Paulo. “SÃO PAULINO, SIM. HOMOSSEXUAL, TAMBÉM” Uma campanha pela diversidade sexual no Futebol, porque futebol também é coisa de Gay.

  • otavio

    ue cade meus comentarios???????/caramba………sera que o dono dapagina eh parente do presidente da china do iran ou da corea do norte???????/censura eh coisa fora de moda no brasil

  • otavio

    porque ninguem fala como os holandeses eram pernetas????se vc ver o jogo holanda e uruguai, eh visivel como a laranja perdeu gols…………porque era ruim mesmo e disfarcava isso correndo………….mas mudando de assunto da ate medo de fazer comentarios porque me sinto vivendo numa democracia com efeitos de ditadura( como aquela frase CERTIDAO POSITIVA COM EFEITOS DE NEGATIVA) DEIXA PRA LA………NUNCA MAIS PARTICIPO DE NADA …….COMO SOU BURRO DE ACREDITAR NESSAS COISAS………VOU CUIDAR DA VIDA………ADEUS

  • otavio

    nossa……….precisava de um super time da holanda com o futebol total pra ganhar desse timeco do brasil??…….precisamos falar da briga que houve durante o jogo entre os proprios jogadores do brasil .Nessa epoca havia uma rivalidade entre paulistas e cariocas ou sera que hoje esquecemos que os cariocas mandavam na selecao???

  • fabio queiroz

    NAQUELE DIA ASSISTI PELA PRIMEIRA VEZ AO JOGO EM CORES NA CASA DE MEU TIO NINO-TINHA 11 ANOS E PERCEBI PELA PRIMEIRA VEZ QUE JA NAO ERAMOS OS MELHORES DO MUNDO – UM DOS MELHORES JOGADORES QUE VI ATUAR EM TODA MINHA VIDA- CRUYJJFF

  • otavio

    eu tinha dez anos quando aconteceu a copa 74 e vi todos os jogos.O Brasil sofreu em todos os jogos e mesmo assim com esse time mal estruturado chegou a um jogo com importancia de semi-final.Naquela epoca,era sabido que a mao dos cariocas pesava na CBD.Com toda nossa deficiencia ,nao vi a Holanda jogar melhor do que a Escocia.Ambos enfrentaram o Brasil.Portanto nao foi a Holanda que jogou bem,mas foi o Brasil que estranhamente nao jogou nada a Copa toda.Numa analise mas profunda desse jogo,percebe-se que existia um vazio entre o meio de campo e a defesa,obrigando a zaga brasileira a cometer faltas e varias delas.Porque havia esse vazo???Qual era o problema interno da selecao????esquecemos da rivalidade entre rio e sao paulo???E com isso o futebol peladeiro da holanda levou a fama

  • Ivan

    Olá Mauro
    Sempre fico atento a seus comentários, pois geralmente estão corretos, mas neste jogo em especial eu não concordo com sua análise.

    O famoso Carrocel não brilhou neste jogo e o Brasil não jogou bem, mas dizer que Holanda ganhou quando quiz eu acho um certo exagero, vi o jogo na integra e no 1° tempo o Brasil perdeu 2 oportunidades que poderiam mudar a história do jogo (Com caju e com Jairzinho), além disso teve um impedimento muito duvidoso, pena que naquela época não tinha o tira teima, pois ficou claro pra mim que a linha burra da Holanda era realmente burra, pois outros lances duvidosos aconteceram naquele jogo.
    Resumindo a história do primeiro tempo, jogo foi muito equilibrado e o tal carrocel mostrou muitas limitações.

    No 2° tempo o Brasil teve muito azar no lance do primeiro gol, pois se você reparar friamente, perceberá que o juiz marcou uma falta inexistente e o jogador bateu a falta com a bola em movimento, pegando a zaga de calça curta, sem falar na sorte absurda do sujeito que fez o gol, pois o cara entrou de carrinho e ainda conseguiu na sorte encobrir o Leão.

    Após isso o jogo seguiu muito equilibrado e duro, as faltas foram realmente exageradas e isso pesou muito contra o Brasil, afinal quem precisa do resultado era a gente.
    Mais um lance duvidoso, pouco antes do 2 gol da holanda, Luis Pereira recebeu uma bola em condições, ela sairá na cara do gol, mas o Juiz marcou impedimento mais uma vez erroneamente.

    Logo em seguida, a Holanda marcou seu 2° gol, numa falha defensiva que normalmente não aconteceria se o Brasil não estive perdendo o jogo e se lançado afobadamente à frente.

    A partir dai a coisa ficou feia demais, quase não teve mais jogo.

    Isso tudo serviu para quem? para a Alemanha que viu um Holanda fragilizada em muitos aspectos e que não era esse bicho papão que pregavam.

    Resultado? Alemanha campeã mundial encima do famigerado carrocel holandês que de carrocel neste jogo não teve nada.

    Quando vejo o Barcelona de hoje sendo comparado com essa seleção, jamais consigo imaginar o Barcelona jogando dessa forma, principalmente no que diz respeito a deslealdade dos jogadores, claro que o Brasil bateu, mas isso nós já estamos acostumados rsrs.

    Caso queiram ver o jogo a partir dos 10 minutos, vejam pelo youtube,

    http://www.youtube.com/watch?v=PqSInM7VlkQ

    Abraço

  • celio

    Mauro, você é o melhor comentarista esportivo do Brasil,mas acho que você assistiu outro jogo,pois o Brasil nunca foi tão roubado em uma copa do mundo como neste jogo em 1974 contra a Holanda,quem assistir o jogo completo,vai ver que se trata de um dos maiores absurdos da história das copas,saudações PALMEIRENSES!

  • Pablo Delmondes

    Sou fã da Holanda de 74 . MAS POR QUE NÃO APARECE OS COMENTARIOS DO JOGO, SÓ APARECE AS FOTOS EO GOL

  • Flavio

    O jogo foi num sábado dia 06; e não no dia 03.

  • Flavio

    desculpe, favor cancelar o meu comentario anterior. foi realmente no dia 03.