São Paulo 0 x 0 Palmeiras

por Mauro Beting em 31.ago.2009 às 8:19h

Mais choque que rei

São Paulo x Palmeiras repetem o turno em empate sem gols e sem grande futebol no Morumbi; melhor para o Verdão que mantém o time na ponta e o rival a uma distância considerável na tabela

Os dois melhores sistemas defensivos do BR-09 honraram a fama e trancaram e meta dos mitos Rogério e Marcos (que também fizeram das suas). As defesas aproveitaram pálidas partidas dos meias e atacantes para manter o empate sem gols que deixa o Palmeiras na rara condição de não ter marcado gol no rival em uma temporada inteira (três jogos em branco). Mas com a faca, a bola e o sangue nos olhos para buscar o penta nacional. Ainda mais com o Love que está no ar, e esteve no Morumbi.

Ricardo e Muricy (“respeitosamente vaiado” – existe isso? – com o anúncio pelo sistema de som do estádio) tiveram todos os titulares à disposição – fato raro. Mas as dúvidas Richarlyson e Cleiton Xavier estiveram abaixo do ótimo nível habitual. Não só eles. Todos. Muitos passes errados perdidos pelas laterais davam a impressão de que o campo estava inclinado. Os times tecnicamente tortos como os pés.

Taticamente, o São Paulo foi tomando conta do jogo (e no contragolpe) com a chegada de Hernanes e Jorge Wágner nos dois de frente. Até que a contusão de Maurício Ramos, aos 20, ajudou o Palmeiras a equilibrar o Choque-Rei: Marcão entrou na zaga (Dagoberto foi jogar em cima dele), Edmilson foi para a sobra, Cleiton Xavier foi recuado como volante no cerco a Hernanes, e o time de Muricy foi chegando mais e melhor. Abusando da bola longa para aproveitar a adiantada linha de impedimento tricolor.

O São Paulo sentiu a contusão de Hernanes, que não voltou do vestiário. Arouca não entrou mal. Mas não tem a técnica, o ritmo e o entrosamento do titular. Para piorar para o Tricolor, mais uma vez Souza entrou muito bem: trancou Jorge Wagner, e ainda iniciou o jogo, adiantando Xavier (sacado para a entrada de Deyvid Sacconi) e Diego Souza para o ataque. O Palmeiras melhorou: “Não adianta ter dois atacantes se a bola não chega até eles”, explicou Muricy para a saída de Ortigoza.

O São Paulo criou um pouco menos. E mostrou menos ainda a vibração contagiante e a qualidade recente do futebol. Mais consciente, embora fisicamente mais pregado, o Palmeiras administrou melhor o resultado e pode celebrar que ganhou um ponto no Morumbi. O São Paulo perdeu dois.

  • Paulo B

    O pessoal alegre do Jd. Leonor esperava uma equipe retrancada e foram obrigados a jogar no contra golpe. Quem é este tal de Jason? kkk

  • Henrique Campanilli

    Não tenho certeza de que a saída do Maurício Ramos tenha dado para o Muricy melhorar o time. Achei que o Palmeiras começou melhor, com uma leve pressão, mas o tempo passou e o time procurou impor um rítmo mais lento à partida, já que quem precisava do resultado era o São Paulo (isso faz com que haja uma pressão são-paulina e o Marcos tenha que trabalhar mais). A alteração no esquema, com a entrada de Marcão, ele começou a atuar muito mais como lateral esquerdo, empurrando o Armero para o meio. No segundo tempo, Armero trabalhou mais como um ponta-atacante, onde Diego Souza manteve a sua função de meia-atacante. O problema foi que isso recuou demais o Edmilson, que possui força na saída. Ele não estava no banco, mas acredito que a melhor escolha para substítuir o Maurício Ramos era seu chará, Maurício.

  • Luiz Claudio

    um jogo muito fraco todos se esconderam do jogo menos o colombiano Armero se todos corresem como ele correu ia ser um jogo de muito gols

  • edson

    ta provado que classico se joga no morumbi,os clube tem que parar com essa frescura e jogar classico no morumbi,fica mais bonito,nos anos 70-80e90 jogaram pq hoje nao podem jogar….

  • marcos

    Palmeiras sempre se sentiu com a obrigação de agredir, jogar pra frente, ganhar de pouco não era aceito. Agora está sabendo defender e a torcida está aceitando e mais do que isso, valorizando! Ontem, no Morumbi, os 10% fizeram os 90% ficarem sentados e calados.
    Comentando o jogo: gostei do Murici em todas as situações, o Palmeiras começou o jogo dominando, ditando o ritmo e deixando o adversário nervoso, pois erravam passes grotescamente, não conseguiam reter a bola, estavam sob pressão, ao ponto que o capitão do adversário “entregou de bandeja” e por falta de capacidade de conclusão (a grande fraqueza do time) não conseguiu concretizar.
    A mudança do Maurício Ramos, a saída do Ortigoza, o recuo do Edemilson (que aula de futebol, que elegância, que qualidade, por isso é um campeão do mundo!), tudo muito bom, parabéns ao Murici, o que lhe cabia nota 1000. O problema de fazer ou não o gol cabe aos atacantes, que estão devendo, mas vão acertar, com certeza!

  • Paulo

    Foi um bom resultado para o Palmeiras. Desde 1942, quando o São Paulo fugiu de campo diante de um Palestra/ Palmeiras campeão, nunca foi fácil enfrentar o Tricolor. O time do Teatro Morumbi sempre teve grandes equipes, excelentes treinadores, competentes administrações. Isso bastaria para que o confronto entre tricolores e alviverdes garantisse excelentes jogos. O equilíbrio entre duas fantásticas tradições, no entanto, quase sempre é atrapalhado pela força maior que o São Paulo FC mantém nos bastidores do Jogo. Nos últimos anos, o Palmeiras se viu prejudicado mais do que uma vez, pelos chamados “erros de arbitragem”. Um tabu no Brasil, um assunto que é sempre debatido com certo desdém por muitos profissionais da crônica esportiva nacional (Mauro Beting: você é uma das poucas exceções existentes, e o outro é o André Kfouri). Numa partida em que o Tricolor foi ligeiramente superior, não houve gol com a mão, penalti injustamente assinalado ou gol do Palmeiras erroneamente anulado, como em outras oportunidades. O juiz “caseiro”, Heber Roberto Lopes, foi “caseiro” para as duas equipes da cidade de São Paulo e realmente cometeu poucos erros. Por tudo isso… Um bom resultado para o Palmeiras, que empatou “fora de casa” e freou o “jason”, que agora precisa somar pontos em outras situações e ainda “torcer” contra o alviverde. Até aí, tudo normal…

  • RODRIGUES JUNIOR

    OS ARGENTINOS TERIAR DE ENTENDER, QUE SÃO SULAMAERICANOS, QUE FALAM CASTELHANO, E PENSAM QUE SÃO INGLESES, PORÉM ESQUECEM DA VERGONHASA COPA DE 1978 ONDE COMPRARAM PARA PODER SER CAMPEÕES, E O BRASIL FOI DESCLASIFICADO INVICTU É MOLE OU QUER MAIS?