USAIN BOLT, 9s58

por Mauro Beting em 16.ago.2009 às 16:39h

* No Olímpico de Berlim, o jamaicano fez Jesse Owens bater palmas do céu. O mais lindo estádio do planeta, aquele que sofreu com um dos mais odiosos casos de racismo do esporte, merecia ser o palco da superação do homem.

* Infelizmente, devemos aguardar a palavra final das autoridades e o xixi inicial do craque das pistas. São os nossos tempos. Mesmo com um tempo para todos os tempos.

  • Adriano

    9min58s??? Eu bato esse recorde dos 100m de costas. Mauro… não seria 9s58?? Arruma aí!

    ADRIANO, HAHAHAHAHAHAHA! Viu como a pressa é inimiga da perfeição – desde que vc não seja o Bolt…

  • EDUARDO

    Bolt pode ter tradução de parafuso no Inglês. Assim, o jamaicano bota o nome na história e coloca os U.S.A. IN “BOLT”. RsRs
    Abraço

  • Andre

    Post totalmente idiota, desde qndo o estadio olimpico de berlim serviu de palco para racismo ? Deveria procurar ver a transmissão da olimpiada alemã de hitler e ver que a torcida aplaudia de pé o “negro” , antes e depois da prova !
    Santa ignorancia a sua.
    Deve acreditar tbm que Hitler saiu do estadio pra não dar a medalha pra ele… lamentavel a ignorancia.
    Só pra ficar registrado, naquela olimpiada a alemanha ganhou mais medalhas que Estados Unidos, Inglaterra e frança juntos. ( eram os adversarios da guerra que viria)

    ANDRÉ,
    educação tb não é seu forte.
    para nao perder mais o meu tempo, reproduzo abaixo uma coluna minha no LANCE! antes da Olimpíada.

    Cornelius Cooper Johnson pulou 2m03 de altura e ganhou o ouro, em 1936. Era o terceiro medalhista do dia no Estádio Olímpico de Berlim. Os dois primeiros (um alemão e um finlandês) receberam a honra das mãos de Adolf Hitler. O afro-americano, não.
    Desde aquele salto em altura e na história para todas as raças, Hitler não foi visto nas tribunas de Berlim. Não quis mais apertar as mãos vitoriosas, não saudou as cores vencedoras. Hitler não viu o negro Jesse Owens ganhar os 100m, os 200m, o revezamento 4 x 100m, e o salto em distância. O Führer não viu o negro do Alabama correr mais, saltar mais, resistir mais, ganhar mais que a raça ariana que ele tentava impor à Alemanha e ao mundo.
    A humanidade já temia o nazismo. Os 19 afro-americanos que foram aos jogos de Berlim sabiam das ameaças. Os tantos atletas, treinadores e dirigentes judeus conheciam os perigos daquele império intolerante e intolerável. O Reich tentou disfarçar recrutando a esgrimista Helene Mayer e o jogador de hóquei no gelo Rudi Ball para “provar” que os judeus eram aceitos sem problemas na delegação alemã. Publicações anti-semitas foram retiradas da praça. A Alemanha jogava para debaixo do tapete as sujeiras que fazia em nome da “limpeza étnica”.
    No outro front, ameaçava quem cogitasse boicotar os jogos. Estados Unidos, Inglaterra e França sentiram o tranco e seguiram o lema do Barão de Coubertin. O importante era competir e não fugir da raia; contrariados, alguns atletas e universidades norte-americanas tiraram o time de campo. Até organizaram jogos paralelos aos de Berlim.
    A delegação olímpica tomou alguns cuidados: trocou os judeus Sam Stoller e Marty Glickan pelos recordistas mundiais negros Ralph Metcalfe e… Jesse Owens. Atleta que defendeu a(s) própria(s) cor(es) para entrar na história do esporte e da liberdade.
    Belas histórias olímpicas. Lindas vitórias pessoais, raciais, políticas, sociais. Resultados obtidos apenas quando se joga, quando se disputa, quando se luta. Não quando se boicota. Como parte do mundo não foi a Moscou, em 1980. Como outra parte do planeta não foi a Los Angeles, em 1984. Perderam os jogos. Perderam a chance de protestar participando, ganhando medalhas e causas.
    Que todos compareçam a Pequim.
    Que todos lutem por suas cores e posições.
    E os que quiserem (como eu) condenar o que se faz no Tibete desde 1949, condenem para o mundo e para a China em cada disputa.

  • http://none Hernani

    Vocês viram a “cara” do Gay(TysonGay) durante a prova (esforço que de nada adiantou-olhos quase saltando prá fora-) e em entrevista respondendo que Bolt não é insuperável, quando perguntado se Bolt poderia ser vencido. (Fisionomia constrangida de quem não desiste nunca ou não quer dar “o braço a torcer???). Vejam isso agora: USA IN BOLT = U.S.A. em parafuso!!!
    HAHAHAHAHAHAHA! ADRIANO… VLW???

  • Alex

    (PASMO!) O “leitor” das 19:45hs só faltou escrever que o holocausto não existiu!

  • flávio

    Owens 10.20 – 1936 (vento contra)
    Bolt 9.58 – 2009 (neutro)

    Menos de um segundo, passados 73 anos.
    De lá pra cá muita coisa foi desenvolvida para facilitar a quebra de recordes.
    Pista, calçado, alimentação etc.
    Como Jesse Owens já não se encontra entre nós, seria interessante uma prova nas condições de 1936 para conferir quem realmente foi o raio humano.

  • mayko

    Só me falatava essa.. um fala que hitler não era racista.. e o outro quer comparar alguém com Bolt… por acaso aqlguém já viu nos 100m algum corredor ganhar dos outros rindo e freiando?

  • flavio

    Mayco,
    eu comparei sim :
    Correr freiando é corre com calçados de travas, em piso fofo e contra o vento.
    O Bolt tem que aproveitar o fôlego e diminuir o tempo que puder porque outros Bolts virão.
    Nem que demore 73 anos como foi com o Rei Jesse Owens.

  • meio brasileiro

    Nós temos ter uma consciência humana,assim para não ser racista,principalmente os brasileiros.