BOTA-TEIMA – Rodada 18

por Mauro Beting em 16.ago.2009 às 10:40h

A intenção deste tira-teima (além de pedir para ser xingado mais que árbitro…) é discutir a arbitragem – sem martirizar ou santificar apitadores.

Esta é apenas uma lista subjetiva de lances em que interpretei DIFERENTE ou IGUAL ao árbitro – e sempre com a ajuda da TV, o que facilita meu trabalho, e a sua crítica.

E, se mesmo assim, eu ainda erro, imagine os mortais que apitam…

O espaço é livre para detonar este que escreve, outros que blogam e, claro, os próprios árbitros.

Não é a primeira, não será a última, e espero que não seja a única palavra a respeito do tema interpretativo. Logo, subjetivo. Logo, passional, clubista, bairrista, etc.

O BOTA-TEIMA é apenas um jeito de tentar evitar chororôs desmedidos, teorias conspiratórias, jogadas ensaiadas, achismos e outros chutes imaturos. Ou maduros até demais.

Ao final das contas e dos supostos erros, faço um saldo dos erros IMPORTANTES que tiraram – ou botaram – pontos dos times. Sempre tentando fazer um saldo de erros e acertos, com o devido – ou indevido – modo de tentar equilibrar as contas e critérios. Isto é: um pênalti marcado indevidamente ou um não marcado “valeria” como um gol, que “poderia” mudar um resultado e uma tabela.

Sempre lembrando que, nessa conta AINDA MAIS SUBJETIVA, uma equipe pode superar até a arbitragem adversa, ganhando o jogo mesmo sendo “prejudicada”. Algo que necessariamente não mudaria a classificação real.

Reiterando que tudo isso sem a pretensão de ser a única fonte a respeito de inesgotável assunto.

P.S: Lances de expulsão “justa ou injusta” não estarão contabilizados no BOTA-TEIMA.

Lances polêmicos em que entendo que a arbitragem “acertou” estão comentados no texto referente a cada partida.

Para critério de “pontuação”, um pênalti não marcado vale o mesmo que um gol anulado.

Boa corneta e bom apito!

Os jogos que estiverem destacados em amarelo significam que tiveram o placar “alterado” por decisões da arbitragem. Isto é, os pontos foram “modificados”por conta de supostos erros de interpretação.

LANCES

Botafogo 0 x 1 Atlético Paranaense

Botafogo prejudicado; Atlético Paranaense ajudado – Assistente 2 Manuel Torres (CE) e Francisco Almeida Filho (CE) validam gol irregular do Furacão. Patrick estava impedido. Estava 0 x 0.

SALDO TOTAL – RODADA 18

PREJUDICADOS

5 pontos a menos – Botafogo

2 pontos a menos – Fluminense, Barueri, Sport, Palmeiras, São Paulo, Grêmio, Corinthians

1 ponto a menos – Cruzeiro, Internacional, Flamengo

BENEFICIADOS

4 pontos a mais – Santos

3 pontos a mais – Goiás

2 pontos a mais – Atlético Mineiro

1 ponto a mais – Náutico, Avaí, Barueri, Atlético Paranaense

NÚMERO DE VEZES EM QUE FORAM AJUDADOS OU PREJUDICADOS:

PREJUDICADOS –

Cruzeiro prejudicado 9 vezes; ajudado 5 vezes

Botafogo prejudicado 6 vezes; ajudado 2 vezes

Palmeiras prejudicado 9 vezes; ajudado 6 vezes

Flamengo prejudicado 8 vezes; ajudado 7 vezes

Atlético Paranaense prejudicado 4 vezes; ajudado 3 vezes

Grêmio prejudicado 3 vezes; ajudado 2 vezes

Fluminense prejudicado 2 vezes

Sport prejudicado 2 vezes

BENEFICIADOS –

Avaí ajudado 4 vezes

São Paulo ajudado 8 vezes; prejudicado 7 vezes

Santos ajudado 5 vezes; prejudicado 2 vezes

Goiás ajudado 5 vezes; ajudado 4 vezes

Internacional ajudado 5 vezes; prejudicado 3 vezes

Santo André ajudado 4 vezes; prejudicado 2 vezes

Vitória ajudado 4 vezes; prejudicado 2 vezes

Corinthians ajudado 5 vezes; prejudicado 4 vezes

Barueri ajudado 3 vezes; prejudicado 2 vezes

Coritiba ajudado 2 vezes; prejudicado 1 vez

SALDO ZERADO –

Náutico prejudicado 4 vezes; ajudado 4 vezes

Atlético Mineiro prejudicado 3 vezes; ajudado 3 vezes

PLACAR DOS ERROS (somando todos os lances, quem foi mais beneficiado: o time mandante ou o visitante)

CASA 46 X 33 VISITANTE

Tags:

  • Joel S. Duarte

    Faltou falar do gol mal anulado do André Lima!!!!

  • JF-MG

    Como disse o Joel você esqueceu do gol mal anulado de André Lima, que aliás foi o único chute que ele acertou na partida.

  • wallace

    Desculpem-me pela intromissão c/ este post de outro tema. Eu só queria me aproveitar da ainda viva polêmica em torno do pênalti do dia 12, no Mineirão, qd o Marcos fez a defesa e a torcida do Galo apontou irregularidade (o que eu não quero discutir, por se tratar de terreno deveras espinhoso p/ quem não é palmeirense ou atleticano), a fim de, nas palavras de Jackson Five, “deixar um dilema para vcs flexionarem”. Conforme pude averiguar “diretamente em fonte indireta”, diz a regra que o goleiro só pode saltar após o cobrador tocar na bola. Isto tb é válido nos casos em q acontece a tal “paradinha”, que, diga-se de passagem, não recebe (e com razão) uma mísera linha na regra de arbitragem. Não tenho certeza sobre a regra. Se estiver errada, me avisem, por favor.

    Meu problema aqui não é com a famigerada paradinha, que pra mim deve continuar e blá blá blá… Vamos à questão. Como se sabe, desde os tempos do Rei, a expectativa de quem faz a jogada costuma ser a de que o goleiro salte antes do tiro. “Did you understenderam?” Se não, vejamos: a maioria dos arqueiros se adianta pq parte do suposto de q o cobrador baterá forte, à meia ou mais que meia altura, bem no canto, cantinho ou cantão, ou seja, o chute será indefensável se o salto suceder a batida, já q a ‘pelota’, nestas condições, será bem mais veloz do q o seu caça. Assim, seria preciso “advinhar o canto”. Qd há parada e o goleiro salta antes, o batedor perde o impulso pra pôr força na cobrança, mas ganha a possibilidade de bater com o goleiro batido (trocadilho besta, rsrs…). Por outro lado, se o goleiro não salta, como o Fábio fez c/ o Ronado no Mineirão (se bem q o Ronaldo mandou a bola mais pro meio do que pro canto), o feitiço se vira contra o feiticeiro.

    Na Pré-história, só os craques ousavam fazer a paradinha. Na Antiguidade, os quase craques tb começaram a fazê-la. Nas Idades Média e Moderna, os medíocres já haviam aderido à não-moda. Na contemporaneidade, até os pernas-de-pau querem arriscar. Daqui a pouco, o Apodi cismará com isto e, como eu sei que vc imagina enquanto lê o meu looooooooongo comentário, ele terá que partir do meio do campo para a cobrança e pedir a um colega que lhe puxe pela camisa qd chegar à meia-lua, a fim de que não passe da bola sem nela bater, indo parar dentro do gol, dado o incontrolável instinto de correria que domina este atleta.

    Com a multiplicação das paradinhas de não-craques, surgirá um problema para as arbitragens. Todas as vezes em que, após corrida e parada, os goleiros saltarem antes do chute e os cobradores, por tortuosidade do pé, nervorsismo, falta de atenção, burrice ou vodú, chutarem a bola em cima do defensor, alguém reivindicará a volta da cobrança, já que o guardador das redes não terá esperado o derradeiro (único) toque na bola. Entretanto, se o árbitro manda voltar, penaliza duplamente o já penalizado. Em pouco tempo, os espertos só chutariam com força média, mais ou menos no canto, fazendo a parada já com vistas nos benefícios da regra, que manda voltar se os goleiros se adiantam e q é aplicável qd os goleiros conseguem a defesa. Estes últimos, por sua vez, evitariam saltar antes. Por fim, os craques passariam a bater invariavelmente com força e no canto, já que os goleiros não saltariam antes e quem é craque pode se dar ao luxo de querer bater assim sob risco mínimo de erro. Daí em diante, mts são os cenários possíveis. Sem mais delongas, pergunto: fosse vc uma espécie de legislador da arbitragem, substituiria o “dps q o cobrador tocar na bola” para o “dps q o cobrador correr para a bola”?