A Espanha não deixou de ser a fúria

por Mauro Beting em 25.jun.2009 às 19:17h

Escreve o jornalista Rogerio Jovaneli

De forma inesperada, a seleção da Espanha foi eliminada da Copa das Confederações pelos Estados Unidos, selecionado de pouca tradição no futebol. Uma zebraça, sem dúvida. Ainda mais para uma seleção que é a atual campeã da europa. Contudo, não considero esse tropeço suficiente para colocar em xeque a qualidade do time espanhol.

Primeiro, ir à final da Copa das Confederações vale pouco para a Espanha. Mesmo o título tem pouca ou nenhuma importância. Basta ver o que ocorreu com a seleção brasileira há quatro anos, quando venceu esse mesmo torneio e um ano depois fracassou na Alemanha. Enfim, o que vale mesmo é Eucocopa, torneio que a Fúria venceu no ano passado e a Copa do Mundo, competição que será realizada no ano que vem, na África do Sul.

Segundo, a seleção de Vicente Del Bosque continua muito forte. Não foi à toa que ganhou a Euro e que ficou tanto tempo sem perder (35 jogos). E estava muito desfalcada nessa Copa das Confederações. Lesionados, Marcos Senna (volante marcador do Villareal) e Iniesta (volante ofensivo do Barcelona, campeão da Liga dos Campeões) fazem falta ao meio-campo da Espanha, juntamente com o meia-atacante David Silva (atualmente no Valência, e que pode se transferir ao Manchester United), recém-recuperado de contusão, mas que ainda está readquirindo a melhor forma física.


Esses três atletas, juntamente com Xavi Hernandéz, formam o meio-campo titular da Espanha. Xabi Alonso, Riera e Fábregas, que atuaram na Copa das Confederações, são reservas do time de Del Bosque.

Mesmo na vitoriosa campanha da Euro 2008, em quatro das seis partidas disputadas, a Fúria entrou em campo com a seguinte formação: Casillas; Sergio Ramos, Puyol, Marchena e Capdevilla; Marcos Senna; Xavi, Iniesta e David Silva; David Villa e Fernando Torres. Com Marcos Senna, Iniesta e David Silva no time. Naquela competição, o time espanhol só foi modificado no último jogo da primeira fase, quando a seleção já estava classificada às quartas e por isso entrou com reservas, e na final, quando Davi Villa foi desfalque por lesão muscular.


Por tudo isso, é bom não acharem que a Espanha é uma porcaria. O time é muito forte. Tem tudo para fazer bonito na Copa. Sobretudo se jogar com todos os titulares.

Do mesmo jeito que a derrota para os Estados Unidos é uma senhora lição para esse time que já começava a se achar muito acima dos demais e agora percebe que o futebol não permite esse tipo de pensamento, é importante que a seleção brasileira, caso venha a vencer a Copa das Confederações, não pense que já é a melhor do mundo e que a Espanha não é de nada. O confronto, que não ocorreu agora, pode acontecer na Copa. E certamente a seleção espanhola não é esta da Copa das Confederações. O time é aquele que venceu a Euro 2008.

Escreveu Rogerio Jovaneli

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  • Ricardo

    Concordo com o relator, mas tente dizer isso para a Geração que cresceu com o Galvão Bueno narrando a seleção.

  • Nick

    Prezado Rogério, desculpe discordar, mas transcrevo abaixo trecho da mensagem postada no Blog do Mauro em 15/06/09, depois de Brasil 4 x 3 Egito, e muito antes da Fúria virar um pequeno chilique diante dos EUA:
    “Voltando à Espanha: os mesmos que atacam o Brasil, falam da Fúria como se fosse a sétima maravilha do mundo. O que a Espanha (a seleção) ganhou até hoje em termos de relevância no mundo do futebol? A Espanha é uma tradicional Portuguesa no mundo da bola mundial, sempre nada para morrer na praia. É uma tradicional freguesa do Brasil em Copas do Mundo: uma vitória (3×1 nas oitavas de 34); um empate (0×0 na primeira fase de 78) e três derrotas: goleada de 6 x 1 no quadrangular final de 50, com direito a Olé e marchinha de Braguinha entoada em coro nas arquibancadas (”Eu fui às touradas de Madri, paratimbum, bum, bum”); 2×1, de virada, na fase de classificação da campanha do bi, em 62, com os famosos dois passinhos de Nilton Santos, que cometeu penalti escandoloso em Abelardo aos 25 do segundo tempo, quando a Espanha ainda ganhava de 1 x 0, e ludibriou o juiz, que só deu falta. Alías, o juiz Salvador Bustamante (amigão chileno) anulou um gol de bicicleta legítimo de Puskas (que se naturalizou espanhol, depois de ir para o Real). A dramaticidade ainda foi maior porque o Brasil perdera Pelé no jogo anterior, contundido, e já considerado o maior do mundo. Mas o “Possesso” Amarildo, que o substituiu, marcou os dois gols da virada, em jogadas espetaculares de Zagallo (pela esquerda) e de Garrincha, ainda mais espetacular, pela direita. Em 86, na primeira fase, o experiente time de Telê, liderado por Júnior e Sócrates, meteu 1 x 0, com gol do Doutor, de cabeça, aproveitando rebote na trave de Careca. Quero mais que venha a Espanha, seja para servir como excelente teste de preparação para o Brasil, seja para ver como a Fúria reaje quando encarar de frente a amarelinha estrelada.”
    A Grécia não virou a sétima maravilha do mundo, com chances de conquistar a Copa de 2006, só porque ganhou a Eurocopa 2004. A Turquia não passou a ser uma potência do mundo da bola só porque chegou em terceito lugar na Copa de 2002. A Espanha tem, hoje, um bom time (muito por conta do baixíssimo nível técnico do futebol europeu). E só. Considerando-se a sua enorme tradição de tremer nas horas decisivas, tem que comer muito arroz com feijão, ou melhor, muito puchero (ou paella, talvez) para fazer jus ao seu apelido.
    Abs.

  • daniel santos da silva

    Rogerio ,acompanhei todos os jogos da euro 08 ,vi portugual jogando muito ,mas so foi encontrar uma seleção top que caiu, vi a holanda jogar muuuuuito ate pensei que ia ser campeã ,mas parou em asharvin da russia que jogou muito nqle jogo ,mas a FURIA me encantou com aqle toque de bola refinado e jogando muito os david’ s ,srsrs jogaram muito junto com rachador de lenha marcos senna ,de fato a espanha tem um time com craques q estão acostumado a ganhar nos times aonde jogam e para eles ñ é algo dificil ganhar a copa acho que vai ficar na europa essa copa ou holanda ,espanha ,alemanha e (brasil ,mas como o proxima copa é no brasil ,a fifa ñ vai deixar o brasil ganhar duas copas seguidas ,pois vão fazer de tudo para o brasil ganhar em casa em 2014, mas na africa acho que vai dar espanha jogando muito e calando a boca dos brasileiros que acha a nossa seleção um espetaculo como dunga ainda definitivamente é uma piada !!!!

  • Renato Albuquerque

    Concordo com o cara na parte em que o time da Espanha realmente está desfalcado. O meio deles não é esse que jogou a Copa das confederações, é mais forte ainda.

    Discordo na parte em que ele desvaloriza a Copa das confederações. Agora, que a Espanha foi eliminada, a Copa das confederações não vale nada, mas se tivessem passado para as finais o pensamento seria outro.

  • Lucas Bolzan

    Mauro,

    Você é um dos caras da imprensa que o pessoal do Sul mais considera.
    Nossa, hoje em dia é muito comum que a imprensa não faça um bom serviço, que desvirtue.
    Encontrei esse texto na internet:

    http://www.gazetaesportiva.net/nota/2009/06/25/585664.html

    Por favor, leia. E faça alguma coisa, isso não pode passar em branco.
    Esse cidadão não merece ter um espaço na mídia.

    É um apelo.

    Forte abraço.

  • César

    “Do mesmo jeito que a derrota para os Estados Unidos é uma senhora lição para esse time que já começava a se achar muito acima dos demais e agora percebe que o futebol não permite esse tipo de pensamento, é importante que a seleção brasileira, caso venha a vencer a Copa das Confederações, não pense que já é a melhor do mundo e que a Espanha não é de nada.” Concordo completamente com o autor neste ponto.

    Mas essa desculpa de que Marcos Senna e Iniesta não estavam na Africa do Sul e por isso ” certamente a seleção espanhola não é esta da Copa das Confederações” é esfarrapada. Até a derrota contra os EUA ninguém questionava a força da “poderosa” Espanha que passeava pelos gramados africanos. Todos, inclusive o Mauro, achavam impossível um derrota espanhola para os EUA (ai se arrependimento matasse, hein, Mauro? Você vai escutar isso por anos.). Mas, agora que perdeu, algumas pessoas vem com essa história que a Espanha estava sem o Marcos Senna e o Iniesta.

    O Barça, jogou contra o United, bem mais desfalcado e levou a Champions.

    Se, de fato, a seleção espanhola não consegue encontrar no PAÍS INTEIRO 2 jogadores capazes de repor a ausência de 2 titulares e manter o time num nível capaz de superar a fraca seleção dos EUA então, definitivamente, a Espanha não tem uma seleção forte.

  • FJC

    Não é possível nem tem cabimento concordar com o seu comentário, Mauro Betting.
    Dizer que um time que perde para os Estados Unidos é forte realmente é algo muito estranho de se compreender. O Time norte americano é o pior time que já se viu no mundo. E não precisa ser comentarista formado e renomado para perceber que esse time dos “States” é péssimo, basta ver o jogo deles. Esse time espanhol é muito incompetente. Perder para a “ruindade” é ser muito pior do que a própria “ruindade”, sinal que pra ser ruim, precisa melhorar muito.
    Sds,

  • Jovaneli

    FJC, não foi o Mauro quem escreveu. Fui eu, embora imagine que também ache a Espanha forte. Cara, aquilo foi um tropeço, uma zebra. Vai demorar para se repetir. Acontece. Mesmo a seleção brasileira quase empatou com esse time dos Estados Unidos. O time do Dunga por pouco empatou com Egito, também. Enfim, futebol é um jogo em que nem sempre o melhor vence.
    E César, tudo bem amigo? Então, eu acho Piquet, Daniel Alves e Abidal desfalques menos sentidos do que eventualmente seria se o Barça perdesse Iniesta para a final da Champions. É diferente. Muito diferente. Iniesta é dos melhores do mundo. É volante, por isso as pessoas não prestam tanta atenção. Mas que joga um bolão, isso não tenho dúvida.
    Por fim, gostaria de me dirigir ao amigo Renato Albuquerque. Então, rapaz, não é que eu esteja desvalorizando a Copa das Confederações. Apenas dou um menor valor menor a esse torneio. Comparado a Copa do Mundo e Eurocopa, é inferior, sim. Claro que ganhar é importante. E a Espanha queria o título. Foi incompetente e muito infeliz no jogo com os Estados Unidos da América do Norte.
    Abraço aos dois colegas citados e aos demais que se deram ao trabalho de comentar o meu texto. E, por favor, não confunda com Mauro Beting, que, aliás, escreve muuuito melhor do que eu. Grande Mauro!

  • http://www.eliseogallery.com/Home-Insurance.html Abbs

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