8 ou 80 – 20 a 26 de maio de 2001

por Mauro Beting em 26.maio.2009 às 12:47h

Terça-feira, o blag faz uma sessão de regressão. Volta oito anos aos meus textos publicados à época nos veículos onde trabalhava.

Em maio de 2001, escrevia uma coluna diária no “Agora São Paulo”, uma coluna semanal no portal PSN.com, canal a cabo onde trabalhava como comentarista, além de também comentar na Band.

Notas que contamum pouco da bola que rolava então, com palpites e pitacos de época. Com todos os erros e raros acertos deste que vos tecla.

Por que oito anos? No futebol, é o tempo exato entre duas Copas do Mundo. Tempo mais que suficiente para tentarmos entender onde erramos.

21/05/2001

NOTA DO REDATOR-2009 – Corinthians venceu por 3 x 0 o Botafogo em Ribeirão Preto, no primeiro jogo decisivo do SP-01. No dia anterior, a coluna considerava o Timão de Luxemburgo o “maior favorito da história de uma decisão paulista”.

O pé que bate é o mesmo que chuta

Marcelinho Carioca é expulso de campo a cada 22 jogos corintianos. Na partida seguinte, costuma decidir a favor o que o seu gênio “burro” jogou contra. Na quinta, atrapalhou o Corinthians contra o Atlético-PR; no domingo, deu o 24o. estadual ao Timão.

Fez um gol de falta (o 56o. desde 94). Fez um belo gol em outro letal contra-ataque (o seu 204o. em 421 jogos pelo clube). Mais não fez pelo Chicão que fungou em seu cangote o primeiro tempo todo. Mais não precisa fazer para ficar na história alvinegra: marcou 12 gols em 17 jogos decisivos; venceu quatro vezes o Paulistão, uma vez a Copa do Brasil, duas vezes o Brasileirão, uma vez o Mundial da Fifa.

Goste ou não de suas palavras que não rimam com suas ações, aprecie ou não o seu jogo bonito e eficiente, você não pode desprezar Marcelinho. Um pé que faz gols e dá gols. Um pé 35,5 que faz da falta um pênalti, e de sua falta em campo uma penalidade máxima ao Corinthians.

Marcelinho tem sido tudo, tem sido nada. Como o Timão, que foi do nada ao tudo no SP-01. Despachando na fé e no pé adversários de história, ou simplesmente usando o contra-ataque para golear rivais bonitinhos e ordinários como o Botafogo. Um finalista de Paulistão com saldo negativo, que mais empata do que vence, que teve como melhor chance em 90 minutos no seu estádio uma cabeçada de Otacílio contra a própria meta.

O Paulistão-2001 foi o título mais difícil do Timão. E o mais fácil.

N.R.-2009 – CBF divulga desnecessária lista de pré-convocados para a Copa das Confederações.

Obrigado

Anderson Lima, Sylvinho, Dedê, Émerson Carvalho, Fabinho, Marcão, Renato, Edu, Irênio, Donizete, Deivid, Dodô e Christian…

Os pré-convocados por Leão agradecem pela lembrança inútil da entidade, e pela utilíssima valorização de seus passes no mercado mundial. Thanks!

24/05/2001

A vida dura dos que progridem

O atacante Euller. O volante Galeano. O zagueiro Ronaldão. O zagueiro Júnior Baiano: uma vez “perna-de-pau” para a arquibancada, e “modesto” para a tribuna de imprensa, sempre “cabeça-de-bagre” e “limitado”. Mesmo que Euller seja o melhor parceiro de Romário desde Bebeto; que Galeano tenha dobrado o desconfiado palmeirense; que Ronaldão tenha sido campeão do mundo por clube e seleção; que Júnior Baiano tenha se tornado um zagueiro vencedor e (algumas vezes) confiável.

Uma vez “ruins”, sempre “péssimos”. A primeira lambança é a lembrança que resta.

Por mais que Euller tenha desenvolvido o drible, o posicionamento, a inversão de pontas, a própria velocidade, o passe, o cruzamento, e mesmo a finalização (até de pênalti), por mais que Euller seja mais jogador do que foi no América Mineiro, no São Paulo, no Galo e no Japão, ele continua tachado como um Mirandinha (o ponta do Timão) que não pode correr e pensar ao mesmo tempo. Cruel. Injusto. Para não dizer desprovido de visão.

O erro de tratamento não é de hoje. Mirandinha, o da Copa de 74, era um “grosso incorrigível” nos tempos de Corinthians. Flávio Minuano, outro. Toninho Guerreiro, pentacampeão paulista por Santos e São Paulo, era “grosso” para aqueles dias do fino da bola e de outras bossas.

Se craque nasce e se aperfeiçoa como tal, tem boleiro que pode virar um jogador melhor do que é. É só tentar. É só a gente enxergar.

25/05/2001

Nomes aos bons

Tite (Grêmio) e Ivo Wortmann (Coritiba). Esses merecem elogios pela maneira inteligente, dinâmica e ousada como dirigem dois dos semifinalistas da Copa do Brasil.

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  • http://blogs.abril.com.br/palestra Thiago Liberal

    Por mais grosso que tenha sido, Galeano nunca faltou com raça.

    Por mais que tenha levado mais cartões vermelhos do que marcado gols, os gols memoráveis e sua comemoração desengonçada é que ficam na – minha – memória.

    E por mais que a maioria dos palmeirenses não reconheçam, Galeano foi uma figura marcante para o Verdão, ou, pelo menos, para mim.

    Sinto mais saudades de um jogador ‘cabeça-de-bagre’ que marcou época, do que artilheiros que saem do time no ano em que entraram.

  • LUCIANO DIAS JUNIOR

    THIAGO,ASSINO EM BAIXO!GALEANO FOI SIMBOLO DE RACA,ESTA FALTANDO MUITOS GALEANOS NO FUTEBOL DE HOJE,A MAIORIA DE JOGADORES DE HOJE USAM OS CLUBES COMO TRAMPOLIN PARA A EUROPA.

  • http://perfil marcos antonio da silva

    gostaria que voces fizecem uma repor tagem com Taico do internacional por ele hoge e o melho meia direita do brasil ,ele colo os pedrnas de pau de cara com ol gool eu acho ele melho do o Nilmar