Santos! Grêmio! Náutico!- Domingo, 16h, 3a. RODADA

por Mauro Beting em 24.maio.2009 às 14:51h

ATLÉTICO-PR 2 X 3 NÁUTICO – Que virada do Timbu! O que acontece com o Furacão?

* Wallyson fez os dois gols e as melhores jogadas atleticanas na Arena. Machucado, deve ficar 40 dias fora do time. Fase ruim é isso.

* Galatto larga a bola no pé do rival que empata o jogo. Fase…

* Anderson Lessa entrou mais uma vez bem e deu a bela vitória fora de casa ao Náutico. Mas continua sendo Gilmar o homem que dá gás ao time.

* Repetirá o Timbu o bom início do ano passado até uma queda abrupta durante a temporada? Não creio em tanto sufoco. Mas também não creio na manutenção da ótima campanha por tanto tempo.

* A formação mais ofensiva não deu certo para Geninho. O que não significa que deva ser aposentada na Baixada.

FLUMINENSE 1 X 4 SANTOS – Meninos da Vila fazem do Maracanã a sua casa? Parreira… E 4 a 1 foi pouco para um Santos que teve 8 chances contra duas do Flu.

* Com 40 segundos, já poderia estar 1 a 0 Santos, com uma bomba de Paulo Henrique. Ao final do jogo, com as expulsões, 4 a 1 foi pouco para o time paulista.

* Sem a bola, Thiago Neves (mais) e Conca (menos) assistiram ao passeio do meio-campo santista; com a bola renderam muito menos que Madson, Molina e Paulo Henrique, e mesmo que Neymar, que entrou depois. E muito bem.

* Falando em entradas… O que passou pela cabeça de Eduardo Ratinho para quase quebrar Neymar? A entrada que quase aleijou Eduardo da Silva foi cafuné perto do que fez o lateral tricolor. Que não é disso. Mas merece punição.

* Madson? Ricardo Capriotti, colega de Rádio Bandeirantes, defende a discussão do nome do pequeno-grande santista para a Seleção. Por que não? Existem jogadores melhores. Mas quem, por estes trópicos, tem realmente jogado melhor que ele?

* Nesta fase, na boa, e também na pior, melhor Parreira fechar um pouco mais o meio. Dá para jogar com um volante (que não tem sido Wellington Monteiro) e Marquinho, Thiago e Conca. Desde que todos corram um pouco mais. Ou bem mais que Fred.

* Molina! Quando preciso, faz gol, cria gol, bate falta. Peca como todos, por vezes some como tantos. Mas não é jogador para botar em qualquer negócio de Marcelo Teixeira.

* Bem Fabão, bem Domingos. Mas Fabiano Eller, ainda que caro, garante o que a dupla não dá – segurança.\

* Teria sido a camisa antiga trocada do Fluminense que explica a má atuação de Fred no Maracanã?

BOTA-TEIMA – No segundo tempo, Wellington Monteiro dividiu na bola com Molina, em contragolpe santista. Não houve pênalti.

GRÊMIO 2 X 0 BOTAFOGO – Ótima preparação para a Libertadores tricolor; está faltando muito ao Fogão.

* Com Ruy (em má fase) e Fábio Santos (apesar do gol, também do mesmo modo), e pela características de ambos quando estão bem (o que não tem sido o caso), melhor seguir com a zaga a três, e os dois alas espetados.

* O bom do esquema abaixo explicado pelo ANDRÉ ROCHA é que Tcheco não fica tão sobrecarregado atrás, e Souza ganha companhia na armação. Mas é o caso de já mexer na estrutura da equipe às vésperas da Libertadores?

* Douglas Costa precisa ser mais e melhor utilizado pelo Grêmio. Mas nas condições em que entrou no clássico de domingo.

* Eduardo é das poucas coisas boas à disposição de Ney Franco. Melhor como ala ou como meia.

* O elenco alvinegro segue fragilizado. Momento de botar o time em campo. Mas no próprio campo que no do rival.

* Que jogada a de Máxi López para o gol de Fábio Santos. O gringo joga cada vez melhor.

* Placar virtual: Grêmio 7 x 4.

MELHOR ESCREVE ANDRÉ ROCHA http://blogs.abril.com.br/futebolearte

Na estreia de Paulo Autuori, um Grêmio com alterações táticas tão sutis e discretas quanto seu novo treinador passou em branco na primeira etapa, quando o domínio era absoluto, e marcou os gols no segundo tempo no melhor período do Botafogo na partida após as alterações de Ney Franco. No final, resultado justo para o melhor time no papel e no campo.

Já projetando a equipe no 4-2-2-2, Autuori recolheu um pouco os alas Ruy e Fábio Santos quando o Grêmio se defendia e avançou Tcheco para fazer dupla com Souza na armação e na pressão sobre os volantes adversários. Com um 3-3-2-2 bem definido, o time gaúcho se impôs no primeiro tempo pelo melhor toque de bola e por explorar uma grave deficiência de marcação alvinegra no meio-campo: Túlio Souza não era eficiente no combate e sobrecarregava Fahel, que ficou perdido sem saber qual meia marcar.

O buraco à frente da zaga deixava espaços para os chutes de fora da área e a conquista da maioria dos rebotes ofensivos pelo tricolor gaúcho, que só não abriu o placar porque Souza, Fabio Santos e Jonas concluíram mal nas chances que tiveram e Léo acertou o travessão em rebatida errada da zaga adversária. Pelo lado alvinegro, apenas um chute fraco de Tony dentro da área e a tradicional cobrança de falta de Juninho que Victor rebateu de forma esquisita, num golpe parecido com uma manchete de vôlei.

Ney Franco mexeu no intervalo, trocando os meninos Gabriel e Rodrigo Dantas, que claramente sentiram o peso do jogo, por Wellington e Jean Coral, com Eduardo saindo da zaga e voltando à ala esquerda. O Botafogo voltou melhor, adiantando suas linhas, e poderia ter aberto o placar em nova cobrança de falta de Juninho. Desta vez, o chute explodiu na trave. No rebote, a bola bateu na mão de Rafael Marques dentro da área, mas claramente não houve intenção do defensor.

Depois de chute torto de Tcheco em mais um rebote, o Grêmio conseguiu o gol do desafogo aos 12 minutos: Leandro Guerreiro cortou mal uma tentativa de tabela e a bola sobrou para Jonas, que bateu forte, de bico, no canto direito de Castillo.

O time carioca tentou reagir e Victor Simões cabeceou com perigo aos 19. Diante de um adversário mais ofensivo, Tcheco instintivamente recuou para trabalhar ao lado de Túlio e isolou Souza na armação. Autuori, então, trocou seu camisa oito, cansado, por Douglas Costa, que encantou o técnico nos treinamentos.

A revelação gremista incendiou a partida no Olímpico e armou a jogada do segundo gol, arrancando pela esquerda e cruzando para Maxi López, que se redimiu de uma atuação repleta de erros tocando de calcanhar para o vaiado Fábio Santos, como um autêntico centroavante, empurrar para as redes e definir a primeira vitória do time na competição nacional. Triunfo que teve a medida exata de sorte e competência no início da trajetória do novo treinador que deseja conquistas maiores, a começar pelo jogo contra o Caracas na Venezuela pela Libertadores na quarta-feira.

ESCREVEU ANDRÉ ROCHA http://blogs.abril.com.br/futebolearte

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  • Jovaneli

    Mauro, por essa você, eu e ninguém esperava: ao final do primeiro tempo de Fluminense 1, Santos 1, sabe quantas faltas o zagueiro Domingos cometeu? Nenhuma. Isso mesmo. Ele não fez falta.
    Dizem que não se pode elogiar goleiro e árbitro antes do fim do jogo. Tomara que não volte a este blog para dizer que Domingos foi expulso ou cometeu outra tentativa de homicídio, como é de seu costume, infelizmente. Por ora, nada a reclamar. Ao contrário, só tenho a elogiar esse novo (?) Domingos.
    Outro aspecto curioso: diferentemente dos demais jogadores, Fred não veste o novo modelo de camisa do Fluminense. E eu não faço a menor idéia do porquê disso. Será que ele brigou com o estilista?
    Mais um: Fernando Henrique, o goleiro de handebol do Flu, aderiu mesmo à ridícula moda dos goleiros-tarzãs, iniciada por Fábio Costa e copiada por ele e pelo Felipe, goleiro do Corinthians. Muito esquisito. Fica berrando e batendo no peito. Justiça seja feita, o feliz adjetivo não foi criado por mim. A obra-prima é do Marcelo Damato.
    Mais um pitaco sobre a partida que assisto: com sete minutos do segundo tempo, Molina, que já havia feito gol de falta na etapa inicial, deu assistência para belo gol de Mádson. Santos vira a partida.

  • renato

    operado o palmeiras por esses bambi maldito fla ai

  • Fernando Silva (Santista)

    No jogo entre Flu e Santos no Maracanã era a tão esperada estreia (sem acento) de Neymar no lendário templo do futebol, mas Mancini o deixou no banco, colocando Molina e ganhando o meio-campo e consequentemente dominando o jogo, mas como quem não faz toma, o Flu saiu na frente com um gol de sorte do lateral direito Mariano que logo seria subsituído no final do 1º tempo por contusão, antes disso ainda Molina justificava mais ainda a sua escalação como titular: Gol de empate em cobrança de falta magistral. Final do 1º tempo Flu 1x1Santos mas amplo domínio do Santos na partida. Com a expulsão correta do zagueiro do Flu (que não lembro o nome) o Santos passou a dominar ainda mais a partida e a perder gols até que o Molina enfiou uma bola respeitável pro Mádson que só teve o trabalho de driblar o FH e marcar o gol da virada santista. Após a virada seguia o domínio santista mas as jogadas não eram concluídas em gol, o time não estava conseguindo matar o jogo, até que o Eduardo Ratinho (que havia entrado no lugar do Mariano) deu uma entrada daquelas que merece tomar 90 dias de suspensão no Neymar e foi direto expulso, nem amarelo ele tinha mas o árbitro estava do lado do lance e o Neymar se não tivesse tirado o pé do chão na hora teria quebrado a perna (lance muito parecido com o do Eduardo da Silva). Depois disso Mancini iria tirar o Kléber Pereira, mas o Molina pediu para sair (mais uma decisão acertada do colombiano), o KP fez dois gols em dois contra-ataques, um foi um bom passe do Mádon e ele completou pro gol e outro foi num rebote do FH em que ele completou com oportunismo. Fim de jogo no Maraca Flu1x4Santos… O Santos é o time da virada, o Santos é o time do amor…