Chute seco

por Mauro Beting em 06.maio.2009 às 12:04h

Na Liga dos Campeões, se sou o excelente Hiddink, repito o jogo feio (não o antijogo) do Camp Nou. Boto no placar de Stamford Bridge que o Chelsea vai ficar atrás, com os 11, para segurar o zero a zero no tempo normal, na prorrogação, e ganhar nos pênaltis com Cech diante de Valdés.

Mas, ainda assim sou mais Barcelona. Pelo bem do futebol bem jogado e bonito.

Copa do Brasil?

O Coritiba já passou pelo CSA e deve pegar a Ponte Preta em duelo equilibrado.

O Inter, mesmo se tivesse perdido por 3 a 0 nos Aflitos, ainda assim seria o meu favorito no Beira-Rio. Está jogando demais. e não deixando o rival jogar.

No Ceará, o Icasa já deveria ter vencido em São Januário. Tem time rápido e perigoso. Mas, sei lá: empate por 1 a 1, e, nos pênaltis, dá Vasco. Apenas um chute.

No Castelão, o Flamengo consegue o empate com gols. Todos os que perdeu em Volta Redonda, ao menos um vai achar contra o Fortaleza.

No Mineirão, Roth estreia. E mesmo se fosse Telê, não deverá fazer milagre. Os 3 a 0 no Barradão deverão classificar o Vitória.

No Pacaembu, o Atlético tem uma bela história contra o Corinthians. Mas os gols no final do ótimo jogo na Arena devem acabar classificando o Timão de Ronaldo.

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  • Jovaneli

    “Sou mais Barcelona. Pelo bem do futebol bem jogado e bonito.”
    Essa sua frase dá uma bela e deliciosa discussão. Obviamente só estou escrevendo isso porque penso diferente. Não acho que a derrota do Barcelona ou mesmo lá atrás a eliminação do Brasil 1982 mude o futebol.
    Aliás, tradicionalmente, o Barça sempre montou equipes ofensivas. E não mudou a sua forma de enxcergar futebol. Mesmo com o rival Madrid ganhando taças e mais taças.
    A meu ver, o futebol bem jogado pode ser bonito à italiana, à inglesa e à argentina, assim como pode ser tosco à brasileira. Ganhar é uma questão de mais felicidade. De ser melhor naquele instante, a sua maneira.
    Como você, Mauro, admiro o futebol desse Barça de Daniel Alves, Xavi, Iniesta, Messi, Henry e Eto’o. E não será o resultado dessa semifinal que mudará o meu pensamento sobre a qualidade do futebol dos catalães.
    A propósito, se algum dia rolar essa discussão sobre futebol bem jogado e bonito, como sou minoria, exijo a presença do Victor Birner, da CBN, e do Mauro Cezar, da ESPN Brasil.

  • http://blogs.abril.com.br/futebolearte André Rocha

    Mauro, vou me ater à Champion’s League:

    Em entrevista sobre o Flamengo do início dos anos 80, o Zico disse que a maior dificuldade para aquela equipe espetacular era quando o adversário avançava e pressionava a marcação. Foi assim que o Fla penou, por exemplo, contra o Peñarol em Montevideu pela Libertadores de 1982 e na semifinal do Brasileiro contra o Atlético-PR de Washington e Assis no ano seguinte.

    O Galinho afirmou ainda que time técnico sempre quer e precisa de espaço para se impor no toque. E que os adversários erravam ao recuar e esperar aquele Flamengo descer em bloco tocando a bola.

    É lógico que aquele Barça não é o Flamengo, por todas as distâncias temporais, técnicas e de dinâmica de jogo. Mas acredito que o Chelsea deveria seguir as dicas do eterno camisa 10 da Gávea e subverter tudo para este jogo no Stamford Bridge.

    Eu, no lugar do Hiddink, pressionaria a saída de bola desde o Drogba abafando a improvisada dupla de zaga catalã, com os “wingers” Malouda e Kalou indo buscar os laterais adversários ainda no seu campo e Lampard seguindo o Touré. No meio, Xavi, como é mais clássico, seria marcado por Ballack e Iniesta, mais veloz e elétrico, ficaria por conta do implacável Essien. E o quarteto de trás marcaria normalmente o trio do Barça, com um na sobra.
    Ou seja, um 4-2-3-1 para bater com o 4-3-3 do adversário. Mas na pressão, no abafa!

    Falando do time do Guardiola, a única coisa que pediria de diferente seria uma inversão de posições ao longo do jogo de Xavi e Iniesta no meio e de Messi, Eto’o e Henry no ataque. Contra o time que melhor marcou o Barcelona na temporada, uma maior movimentação seria legal para sair da previsibilidade que só vence porque o talento é enorme e, desde sempre, faz a diferença.

    Estou torcendo pelo Barcelona como uma ode ao futebol espetáculo. Mas acho que o Chelsea vai acabar levando no abafa e se aproveitando do maior vigor físico, da retaguarda remendada do adversário e do fator campo, que sempre pesa em confrontos tão equilibrados.

    Abraços a todos!

    SE O ANDRÉ ROCHA FALOU, TÁ FALADO.
    Mas só esticando um pouco a conversa – pq, infelizmente, preciso fazer ginástica agora, e estou todo enrolado -, claro que o Chelsea não pode sair como sairia normalmente; nem ficar tanto atrás. Mas, de fato, abusar da zaga não plena (e não plenamente confiável) do rival é boa estratégia. o duro é fazer isso sem dar campo aos craques da Catalunha.

  • Jovaneli

    Meu, essa conversa é boa demais. Vai muito além do enorme jogo de hoje. O André tocou em um aspecto interessante e que pode ser decisivo: a já não muito confiável zaga catalã, que ultimamente até tem se superado, reconheço, entrará em campo toda ela improvisada.
    A opção de usar o uruguaio Cáceres parece a menos provável, já que o jogador não conta com a confiança de Guardiola. Mas, a meu ver, seria a opção que menos confusão tática e técnica provocaria no time do Barça. Não gosto da idéia de Abidal na zaga. Touré talvez seja o escolhido para atuar emprovisado na zaga. Em seu lugar, no meio, cravaria Hleb, sem muita certeza.
    Mas uma coisa tenho certeza: nos pênaltis, a chance é zero do fraco Valdés ganhar a disputa com o ótimo Peter Cech. Então, ou dá Barcelona nos 130 minutos, ou o Chelsea leva, que é o meu palpite.