Atlético Mineiro 50% x 50% Cruzeiro – Muro Beting

por Mauro Beting em 25.abr.2009 às 17:02h

Futebol é com 11?

Atlético não vence Cruzeiro há dez partidas (um só empate). Mas tem sabido vencer em 2009 até quando não joga bem. Como superar um rival de melhor nível?

Leão é o primeiro a reconhecer a qualidade do Cruzeiro e os problemas do Atlético. Adilson Baptista conhece o equilíbrio que iguala desiguais em um clássico, mas nem sempre reconhece erros ou questões em aberto do seu time. Ainda melhor qualificado tecnicamente, superior nos últimos confrontos (nove vitórias em dez jogos). Mas nem por isso tão favorito como acabou sendo na decisão do último ano.

O atleticano ainda não sabe como jogará o ataque. Talvez nem mesmo Leão tenha ideia de como substituir a velocidade de Éder Luís, parceiro ideal de Diego Tardelli na temporada. Ótima opção poderia ser o machucado Renan Oliveira, mais adiantado. Mais um volante seria isolar o letal artilheiro Tardelli e chamar o Cruzeiro para o campo alvinegro. Tripodi tem o apreço de Leão e a capacidade de voltar para marcar – como Éder Luís. O garoto Kléber tem qualidades, movimenta-se bem, mas pode sentir o peso do jogo e do Mineirão. Algo que Lopes não sentirá, pela milhagem obtida na carreira. Mas será que ele “sentirá” o necessário para se superar e não sumir diante da marcação de Marquinhos Paraná? Na dúvida, é só perguntar para Tardelli, brilhante em 2008, inspirado em todas as decisões da carreira.

O avanço de Júnior é problema para Jonathan e Leo Fortunato, do discutível lado direito da zaga celeste. Do outro lado, jogue Gerson Magrão (melhor opção) ou Sorín, quem atuar precisa saber o momento de se apresentar ao ataque. Por mais que o lado forte atleticano seja o outro, num clássico não se pode bobear como o Atlético de 2008, ou o Cruzeiro de 2007. Até porque os dois sistemas defensivos inspiram cuidados. Quando a Raposa perdeu, caiu horroroso, em La Plata. Nem Fábio salvou. Nem o surpreendente Leonardo Silva e o sempre eficiente Marquinhos Paraná deram conta. No caso atleticano, apesar dos bons resultados, e da contenção do meio-campo fechadinho, o goleiro é irregular, e a zaga não é rápida. Kléber em dia de Kléber pode ser fatal. Desde que, também, Wágner jogue uma decisão como se deve. Com entrega pontual de bola, e entrega de coração na contenção ao rival.

Mas não há como prever qualquer coisa em dia de decisão. Na história, o alvinegro tem mais vitórias. Em jogos pelo Campeonato Mineiro, também. No Mineirão, a partir de 1965, a vantagem é azul. O retrospecto atual é favorável ao time de Adilson.

Melhor elenco e mais gente para desequilibrar? É só perguntar para Leão. Mas quem conhece de futebol, e sabe da força do Atlético (sobretudo neste clássico), não pode nem cantar muito menos contar vitória.

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