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HISTÓRIA EM JOGO – HOLANDA 0 X 0 SUÉCIA – COPA-74 | Blog Mauro Beting
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HISTÓRIA EM JOGO – HOLANDA 0 X 0 SUÉCIA – COPA-74

por Mauro Beting em 03.abr.2009 às 20:12h

Existe algum empate sem gols com futebol? A resposta você lerá abaixo. Holanda 0 x 0 Suécia. Segundo jogo laranja na Copa-74. Um dos melhores 90 minutos sem gols que já vi em Copas. A epítome do que dizia Cruyff: o gol é consequencia do futebol. “Jogar bem” é criar lances. As duas equipes fizeram quase tudo certo e quase tudo lindo. Faltou “apenas” o detalhe final e essencial. O que decide jogos, define campeonatos. Mas não necessariamente define uma grande partida como a descrita abaixo.

No blag, na sessão HISTÓRIA EM JOGO, vamos contar o que vi então, e o que estou revendo agora, com a inestimável ajuda de Gustavo Roman (www.futebolpitacos.blogspot.com), que disponibilizou as imagens, e de André Rocha (http://blogs.abril.com.br/futebolearte), que inspirou a série.

Veja ao lado o campinho tático do posicionamento holandês no segundo tempo.

PARA VER – http://www.youtube.com/watch?v=y6bKk8Gr6fI

(CLIP DE 10min DE LANCES HOLANDESES NA COPA-74

JOGO DE PALAVRAS –

Fala, Johan Cruyff – Acho que jogamos bastante bem. Os suecos tinham um time temível. Demonstramos em campo o que tínhamos treinado. Os holandeses jogavam todos para todos, todos em todos os lugares do campo. A qualidade e a intensidade da partirda foram muito bem sintetizadas por um jornalista espanhol, do diário “Marca”: “O primeiro tempo, a melhor publicidade para o futebol”.

Fala, Stefan Kovacs (treinador romeno do Ajax) – Os holandeses têm a força dos atletas alemães e dos ingleses, mas com um estilo penetrante e sutil. Somam a isso a tradição de trabalho e seriedade. Logo, fazem grandes times que jogam um grande futebol.

LOCAL: Westfalenstadion, em Dortmund, Alemanha. 19 de junho de 1974. 19h30 locais. 53.700 pagantes.

PLACAR VIRTUAL 1o. TEMPO – HOLANDA 5 x 4 SUÉCIA

PLACAR VIRTUAL 2o. TEMPO – HOLANDA 5 x 2 SUÉCIA

PLACAR VIRTUAL FINAL – HOLANDA 10 X 6 SUÉCIA

HOLANDA – 4-3-3 – Jongbloed (8); Suurbier (20), Rijsbergen (17), Haan (2) e Krol (12); Jansen (6), Neeskens (13) e Van Hanegem (3); Rep (16), Cruyff (14) e Keizer (9). TÉCNICO -Rinus Michels.

(sem apresentar as melhores condições físicas, Rensenbrink ficou no banco)

SUÉCIA – 4-3-3 – Hellstrom (1); Olsson (2), Karlsson (3), Nordqvist (4) e Andersson (5); Tapper (14), Grahn (6) e Bo Larsson (7); Ejderstedt (16), Edstrom (10) e Sandberg (11) – TÉCNICO – George Ericsson

COMEÇOU – Holanda ataca para o lado esquerdo do vídeo, com calções negros, meias e camisas laranjas. Era impossível não se apaixonar por esse time com esse uniforme.

52s – Primeiro pressing laranja. Na foto é possível observar os 10 holandeses fazendo o arrastão na tentativa de saída de jogo sueca.

A primeira blitz holandesa - com 52s

A primeira blitz holandesa - com 52s

1min – Falha de Rijsbergen num chutão da zaga sueca cria primeira chance de gol, salva por boa saída de Jongbloed, que evitou o gol de cabeça do ótimo atacante Edstrom (21 anos, do PSV). Na cobrança de escanteio, o veterano volante Grahn (31, Grasshoppers) pega bem de fora da área, e o camisa 8 holandês faz boa defesa. Veja na foto 2 o posicionamento tático em escanteio defensivo da equipe holandesa. Ao menos um atacante na intermediária para puxar o contragolpe. Até hoje, não raras equipes europeias colocam os 11 praticamente dentro da área.

Escanteio contra a Holanda - dois no contragolpe laranja

Escanteio contra a Holanda - dois no contragolpe laranja

3min – Jansen pega mal na bola em falta próxima à entrada da área sueca.

3min – Má reposição do goleiro Hellstrom (25 anos, do Hammarby) cria perigoso lance holandês. Em poucos segundos, três atacantes e dois meias já estavam na grande área sueca.

8min – Novo arrastão holandês. Num espaço de não mais que dez metros, nove holandeses tomam a bola do meio-campista rival Tapper (25, Malmoe)

Arrastão holandês. Ninguém repetiu isso

Arrastão holandês. Ninguém repetiu isso

9min – Neeskens cabeceia por sobre a meta sueca, em grande lance de Cruyff como se fosse um ponta-direita. Excelente contra-ataque holandês, com inversão de bola e muita velocidade. Neeskens começa mais atrás (por dentro) e Jansen tem saído mais para o jogo que na partida contra o Uruguai.

11min – Neeskens chega atrasado e perde melhor chance do jogo. Cruyff fez todo o lance pela ponta. Desta vez a esquerda. E Neeskens apareceu novamente como centroavante. A Holanda não para. Não apenas Cruyff arma todo o jogo desde o meio, e cai pelas duas pontas. Os homens de meio também se mexem muito. Estão faltando até agora as entradas em campo de Rep e Keizer (substituto de Rensenbrink, que está no banco).

11min – Van Hanegem pega mal na bola de canhota, e perde outra ótima chance. Mais uma criada por Cruyff, pela ponta esquerda, deitando e rolando sobre o meia Tapper e o lateral Olsson. A marcação é ineficiente do meio-campo sueco. Seria a solução cercar individualmente?

13min – Cruyf escapa às costas do pesado zagueiro-esquerdo sueco e bate cruzado para grande defesa de Hellstrom. Lindo lançamento de perna direita de Krol, desde o campo de defesa. Impressionante o volume de jogo holandês. Terceira ótima chance de gol.

14min – Sandberg (31, do Kaiserslautern) pegou mal de sem-pulo e perdeu boa chance criada para cima do lateral-direito Suurbier – o que melhor apoia na Holanda. Pela origem de homem de frente, também é o que pior marca entre os 4 zagueiros laranjas. Michels adota a marcação individual em seu sistema defensivo: Suurbier segue Sandberg por todo o ataque; Rijsbergen vai onde estiver Edstrom; Krol tem menos trabalho pela esquerda com Ejderstedt, que mais marca que joga, e se mexe bem menos.

16min – Neeskens bate de sem-pulo às costas do veterano Nordqvist (31, do PSV) e à frente do lateral-esquerdo Andersson (22, do Osters), em belo lançamento de Cruyff desde a esquerda. Em apenas 16 minutos, seis chances de gol na partidaça. Foi a terceira chegada de trás de Neeskens, que não teve o devido acompanhamento de Bo Larsson (30, do Malmoe), capitão da equipe sueca. Todas as bolas laranjas buscam Cruyff. E ele se desvencilha fácil da marcação frouxa sueca. Mesmo se fosse individual e bem realizada a marcação, o camisa 14 estava e era iluminado.

17min – Impedimento do ataque sueco na saída de bola do goleiro. Holanda vai até o limite. A TV não flagra o momento da saída de bola. Mas, possivelmente, ao menos o centroavante Edstrom estava impedido. Um risco calculado pelo time laranja. Por vezes, um exagero.

Linha de impedimento holandesa. Um risco calculado

Linha de impedimento holandesa. Um risco calculado

18min – Lindo lance de Cruyff pela direita, limpando dois rivais. Joga por todos os lados e joga demais o camisa 14. Diferentemente do apagado Rep pela direita, e do desambientado atacante Keizer, que varia entre o meio e a ponta esquerda.

20min – Belíssima jogada ensaiada sueca em cobrança de falta. Edstrom finge que vai mandar um canhonaço e dá toquinho de categoria por sobre a barreira para Sandberg, que vira para grande defesa de Jongbloed. Jogaço!

21min – Ejderstedt, sozinho, às costas de Krol, isola a bola. A Holanda faz a linha de impedimento e erra. Risco por vezes desnecessário.

22min – Celebérrima comida de Cruyff no lateral Olsson. Um giro pela ponta esquerda deixa descadeirado, desarvorado e detonado o fraco lateral-direito sueco.

28min – Rep entra de carrinho e joga por cima da meta a quinta chance de gol laranja. Lance espetacular iniciado com a retomada da bola por Van Hanegem, na lateral esquerda, desarmando Olsson e lançando Cruyff livre na ponta esquerda. O genial camisa 14 avançou e cruzou de três dedos para Rep. Que lance!

31min – Falta em Rep, depois de belo lançamento de Keizer. A Holanda liga muito bem e rapidamente o meio ao ataque, sobretudo para cima do lateral-esquerdo Andersson, de pouca recuperação.

33min – Rep pega mal na bola e manda longe. Mas ele começa a aparecer mais. Suécia segue dando espaços, e sem acertar mais o contragolpe. Neeskens continua quase tão livre quanto Cruyff.

35min – AMARELO. Nordqvist. Puxou Cruyff quando ele ia em direção ao gol em velocíssimo contragolpe armado pelo incansável Jansen. Pelas regras atuais, teria sido expulso. Teria sido outro jogo. A regra dos últimos 15 anos favorece quem melhor joga.

41min – Lindíssimo lance de Jansen e Cruyff. Uma típica jogada holandesa. Muita luz, mas pouca conclusão.

INTERVALO – Holanda teve mais a bola, e voltou a finalizar mal. Suécia criou bons lances, e deixou os rivais jogarem.

SEGUNDO TEMPO – Holanda começa buscando o gol.

3min – Ejderstedt (27 anos, ponta do Osters) pega limpo um rebote de escanteio e manda a bomba para boa defesa de Jongbloed.

4min – Os zagueiros que fazem marcação individual na Holanda (menos o “líbero” Haan) seguem os três atacantes suecos em todo canto. Como, por exemplo, o centroavante Edstrom recua demais, Rijsbergen mais parece um volante que o zagueiro-direito (zagueiro-central) holandês que é.

5min – O quarto-zagueiro Haan prepara-se para lançar Cruyff na ponta esquerda. Fora o goleiro, toda a Holanda está além do círculo central.

Haan, o último de linha, com 9 laranjas perto da área sueca

Haan, o último de linha, com 9 laranjas perto da área sueca

6min – Quatro laranjas dentro da área, e mais Cruyff na ponta esquerda. Ataque total. Quantas equipes chegam com tanta gente na área rival?

A Holanda chegava sempre com no mínimo três na área rival

A Holanda chegava sempre com no mínimo três na área rival

6min – Rep pega o rebote da entrada da área e manda por cima. Holanda varia toques curtos e lances pelas pontas com lançamentos longos para um centroavante que não existe. Já que Cruyff cai pelos lados e Keizer ainda não se encontrou. Problema crônico de um time brilhante. Porém, não perfeito.

10min – A Suécia muito recuada abdica do contragolpe. Jansen troca de função com Neeskens e vai ao ataque como o meia pela direita. Neeskens conduz o jogo por dentro, e Van Hanegem (apagado), aparece pela esquerda ou nas cobranças de falta.

13min – Van Hanegem chega no segundo pau, pela esquerda, e cabeceia fraco. Nordqvist salva. Para variar, espetacular lance de Cruyff, pela direita, passando como quis por dois marcadores. Não só joga muito o 14 holandês. Atua em todos os lugares. Desmarcando-se. Ou driblando com extrema facilidade e objetividade os rivais. Joga bonito e joga eficiente.

15min – MUDA A SUÉCIA. ENTRA o meio-campista PERSSON (31 anos, Orgryte) e SAI TAPPER, meio-campista pela direita que não aguentava mais correr e nada fazer. Persson fica ainda mais atrás, dando um pé aos outros dois meias, que fazem uma linha de três à frente da zaga sueca.

17min – Van Hanegem atira da entrada da área. Bela defesa de Hellstrom. Com o recuo exagerado de Sandberg, Suurbier é praticamente um ala pela direita. Ou por onde estiver Sandberg. Mas sem o mesmo fogo do jogo de estreia.

18min – Cruyff passa por cinco adversários em blitz holandesa. Não me recordo de algum drible que não tenha dado certo dele. Impressionante.

20min – Segunda boa saída de Hellstrom. Estou ficando cansado de tanto que trabalha o goleiro sueco. E bem.

21min – Hellstrom salva gol de Rep, com os pés, numa dividida na pequena área.

23min – AMARELO. PERSSON. Falta em Van Hanegem.

24min – Pela zilionésima vez, o lateral Olsson (32, do Atvidaberg) cai no drible pelas costas de Cruyff… O zagueiro-direito Karlsson (29, do mesmo clube) é obrigado a ser virar na inglória cobertura.

26min – AMARELO. REP. Falta em Andersson (22, lateral-esquerdo do Osters).

27min – MUDA A HOLANDA. ENTRA o meio-campista DE JONG (27, Feyenoord), SAI VAI HANEGEM, companheiro de clube. Cansado como todo o time sueco, e como quase toda a equipe holandesa.

28min – MUDA A SUÉCIA. ENTRA o zagueiro GRIP (33 anos, AIK); SAI OLSSON. Uma tentativa de parar Cruyff – alteração feita com uns dois dias de atraso. Suecos mortinhos e fazendo cera desde o reinício do segundo tempo. Mas a Holanda vai perdendo fogo e luz.

29min – AMARELO. ANDERSSON. Pegou sem bola Rep, lá na ponta esquerda… Jogo caiu de ritmo e qualidade.

33min – Cansada, Holanda apela para os pelotaços na área rival. Suécia sai ainda menos para o jogo.

34min – Mais uma bobeada defensiva holandesa, mesmo com a defesa bem posicionada. Faltou perna para Sandberg abrir o placar. Pelo alto, time laranja é vulnerável. A qualidade técnica da zaga não é a mesma do restante do time. Até pelo improviso de Rijsbergen.

39min – Suécia resolveu jogar e chegou duas vezes com perigo. Caiu muito de produção física a equipe laranja. Com o perdão: está um bagaço.

40min – AMARELO. GRAHN. Baixou o sarrafo em Neeskens, dos poucos que ainda correm em campo.

ACABOU – Um grande primeiro tempo, uma segunda etapa menor. Mas um zero a zero com cara de 4 a 2.

NOTAS:

HOLANDA –

Jongbloed – 8 – Boas defesas contra uma Suécia abusada no primeiro tempo. Melhor que a média irregular dele.

Suurbier – 6 – Teve de marcar individualmente Sandberg. Mesmo com o recuo do ponta-esquerda sueco, no segundo tempo, não foi o azougue da partida inicial.

Rijsbergen – 6 – Seguiu Edstrom o jogo todo. Com o recuo do centroavante rival, atuou praticamente como volante na segunda etapa.

Haan – 7 – Atuou livre, na sobra, sem precisar marcar individualmente. Comandou a linha de impedimento holandesa, que não foi tão usada quanto no jogo contra o Uruguai. Fez ao menos duas belas arrancadas para o ataque.

Krol – 7 – Anulou o ponta-direita Ejderstedt, mas sem o mesmo ímpeto do jogo inicial. Teve o trabalho facilitado pela lentidão e pouca mobilidade do rival.

Jansen – 8 – Atuou mais pelo lado direito na segunda etapa. Chegou bastante ao ataque. Mas arriscou menos as finalizações e, como toda a Holanda, foi menos vibrante e brilhante.

Neeskens – 8 – Mais ofensivo que na estreia, apareceu bastante na área, trocando de função com Jansen. Como toda a equipe, finalizou mal. Mas deu bastante velocidade ao time.

Van Hanegem – 5 – Muita discreta a partida do meia-esquerda. Pouco do brilho e as inversões de bola, ainda menos conclusões. Lento.

(De Jong – 5 – Jogou 17 minutos, no momento em que definhava fisicamente a Holanda).

Rep – 7 – Primeiro tempo amuado, talvez atropelado pela excelência de Cruyff, que caiu bastante à direita. Mais participativo na segunda etapa, buscando mais o jogo em diagonal, e mesmo aberto pela direita.

Cruyff – 9 – Só não leva 10 porque não fez gol, e a Holanda, também. Pelas duas pontas, por vezes por dentro, tomando a bola desde a intermediária, um festival de dribles, deslocamentos, jogadas de estilo e de objetivo. Um assombro. Tudo de ótimo e de moderno – até hoje – num atleta que pediu a bola, não se escondeu, e apenas a escondeu dos rivais.

Keizer – 5 – Talvez tenha sido o maior nome do futebol holandês nos anos 60. Mas já não era o mesmo. Não rendeu pela ponta-esquerda, e nem por dentro.

Rinus Michels – 8 – Uma equipe menos móvel e dinâmica que na estreia. Mas ainda com impressionante ímpeto ofensivo.

SUÉCIA –

Hellstrom – 8 – Jovem porém experiente goleiro, garantiu o placar em branco. E se redimiu de frango histórico na derrota para a Itália, na Copa-70.

Olsson – 2 – Nota do número da camisa. Levou um baile de Cruyff e só acertou o craque holandês na porrada.

(Grip – 5 – O zagueiro quebrou o galho na lateral direita e ajudou a conter uma Holanda que já cansava).

Karlsson – 4 – Sofreu com todo o ataque holandês. Lento, só não teve a zaga vazada pelos detalhes já escritos.

Nordqvist – 5 – Experiente, bandeira sueca, mas foi tragado pela marcação frouxa no meio-campo.

Andersson – 3 – Outro que levou um baile de Cruyff e de Rep. Por sorte Suurbier apoiou menos que o usual.

Tapper – 5 – Na raça se virou. Mas bateu feio e não ajudou Olsson. Foi agraciado por atuação discreta de Van Hanegem.

(Persson – 5 – Ainda mais recuado, ainda mais defensivo, ajudou a conter a blitz laranja).

Grahn – 5 – O experiente volante sofreu com as incursões de Neeskens. Como a Suécia não marcou individualmente, também sobrou para ele.

Bo Larsson – 6 – O capitão sueco tentou organizar o time pela meia-esquerda. Mas ficou muito mais seguindo Jansen do que armando a Suécia.

Ejderstedt – 5 – Marcado por Krol, pouco atacou. Mais marcou, quando bastante recuado na segunda etapa.

Edstrom – 5 – Referência técnica sueca, o artilheiro foi anulado por Rijsbergen, e foi jogar no meio no segundo tempo.

Sandberg – 5 – Perdeu boas chances e o duelo com Suurbier.

George Ericsson – 6 – Conseguiu criar seis chances de gol contra a Holanda, e não tomar gol dos rivais. Se deu liberdade aos rivais, conseguiu o resultado esperado – sonhado – em Dortmund.

ÁRBITRO – Werner Winsemann (Canadá) – Apesar da inexperiência internacional, não comprometeu. Nota 5

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