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Artilheiros não são deuses

por Mauro Beting em 28.mar.2009 às 14:43h

ESCREVE ANDRÉ ROCHA http://blogs.abril.com.br/futebolearte

Quando Cruyff e Carlos Alberto Parreira afirmaram que o gol “era apenas um detalhe”, realmente soou estranho para os apaixonados por futebol. Afinal, é o momento máximo do esporte bretão. Talvez o termo “conseqüência” ficasse melhor na frase, pois se uma equipe tem qualidade para criar várias oportunidades, empurrar uma ou mais bolas para dentro da meta adversária teoricamente não pode ser o mais complicado.

E realmente não é, haja vista que desde sempre tivemos em todos os cantos do planeta bola jogadores com pouca, pouquíssima ou nenhuma habilidade, mas que se especializaram em estufar as redes. No Brasil, exemplos não faltam: desde Vavá, passando por Dadá Maravilha, Serginho Chulapa, chegando a Jardel e, mais recentemente, Washington “Coração Valente”. Quando craques são artilheiros, viram gênios como Pelé, Ronaldo, Romário, Reinaldo, Zico e outros. Mas parece óbvio que não é preciso ser um monumento de habilidade e técnica para cumprir a tarefa.

A questão é que muitas vezes a análise de uma atuação individual é definida pela quantidade de gols marcados. É o simplismo de atribuir ao artilheiro o status de destaque absoluto da partida.

Nos jornais cariocas e em vários sites sobre futebol, as manchetes relativas ao Flamengo após a vitória sobre o Madureira invariavelmente deram um enfoque exagerado aos três gols de Josiel, desprezando a atuação coletiva e outros destaques, como Juan e Erick Flores. Tecnicamente, o artilheiro da tarde em Édson Passos esteve longe de ser um dos mais brilhantes, protagonizando, inclusive, uma furada grotesca dentro da pequena área no segundo tempo.

A mesma distorção aconteceu na final da Taça GB. Todas as atenções estavam voltadas para o artilheiro do Resende, Bruno Meneghel, que havia marcado dois gols na histórica vitória do time do interior sobre o Flamengo no sábado de Carnaval pelas semifinais, mas também perdido outros tantos nos mesmos 90 minutos. A sorte do Botafogo é que, além de sua clara superioridade técnica, o time tem um comandante observador. Ney Franco percebeu que era o camisa 10 Léo que fazia o adversário jogar e destacou seu melhor marcador, Leandro Guerreiro, para perseguí-lo e matar a “zebra”. Mesmo com a derrota na decisão com atuação patética, Meneghel continua artilheiro do Estadual e, embora seus méritos sejam óbvios, ele permanece sendo o jogador mais lembrado na mídia quando se fala dos times de menor expressão do Estado apesar do futebol mais que limitado.

Ainda que as estatísticas tenham ajudado a dar maior visibilidade aos jogadores responsáveis pelas assistências, o craque só reluz quando faz gols. E não é só no Brasil.

Steven Gerrard, craque, capitão e bandeira do Liverpool, voltou de contusão e teve duas atuações bárbaras contra Real Madrid, marcando dois gols, e Manchester United, partida na qual foi às redes uma vez. Mas foi só quando anotou três contra o Aston Villa, sendo dois de pênalti e um de falta, na atuação menos relevante da sequência de vitórias maiúsculas dos Reds, é que ele ganhou as manchetes do mundo todo, já sendo apontado como um dos candidatos ao prêmio de melhor do planeta em 2009. Ainda que muitos tenham considerado “o conjunto da obra” e a regularidade do meia inglês para elogiá-lo, os três gols serviram para colocá-lo na “crista da onda”.

O fenômeno está longe de ser recente. Este que escreve lembra perfeitamente de uma conversa entre colegas de escola na qual os flamenguistas, eufóricos, compraram todos os jornais, que exaltavam os três gols de Zico sobre o Fluminense em 1986, em seu retorno aos campos na vitória por 4 a 1 no tradicional clássico e só falavam dos lances em que o craque venceu o goleiro Paulo Vítor. O blogueiro foi alvo dos protestos dos garotos ao dizer que um gol (golaço, aliás!) de falta e outro de pênalti não diziam muita coisa em se tratando do personagem em questão. Os indícios de que o Galinho estava bem física e tecnicamente vinham de seu gol de cabeça, do passe de calcanhar espetacular deixando o lateral-esquerdo Adalberto na cara do gol e de uma bela arrancada já no final do jogo.

E o incompreendido menino ainda acrescentou que testemunhara uma atuação bem melhor do eterno camisa 10 do Fla quatro anos antes, também em uma Taça Guanabara, também numa vitória por 3 gols de diferença sobre o Flu. Mas sem gols do craque, que fez uma partida notável, dando passes para Andrade e Vítor, este duas vezes, decretarem o placar final, construído ainda no primeiro tempo. Foi a senha para ser xingado ainda mais e terminar falando sozinho. Vida que segue…

Romário, um dos maiores craques e artilheiros de todos os tempos, também foi alvo do mesmo critério ao longo de sua carreira. Muitos consideram sua performance em 2000, quando marcou 66 gols pelo Vasco e sete pela seleção em 72 partidas, como a melhor do Baixinho. Só que o “Peixe”, com 34 anos, esteve longe do desempenho técnico, por exemplo, dos anos de 1993 pelo Barcelona e 1997 pelo Flamengo, Valencia e Seleção Brasileira. O fato é que aquele Vasco dos Juninhos (Pernambucano e Paulista) e Euller jogava para o seu camisa 11, que ainda era o batedor oficial de pênaltis.

A épica virada sobre o Palmeiras por 4 a 3 na final da Copa Mercosul é ótimo exemplo do que Romário fez naquela temporada: foram três gols, sendo dois de pênalti e o da vitória em que ele se valeu de sua ótima colocação e apenas empurrou para dentro o rebote da defesa. Na manhã seguinte à conquista do título, todos os jornais estampavam nas manchetes: “Vasco campeão na raça e com show de Romário!” E Juninho Paulista tinha sido, disparado, o melhor em campo.

E alguém duvida que se Ronaldo, que já tem quatro gols em cinco jogos pelo Corinthians, mantiver uma média de gols no Estadual e na Copa do Brasil superior a dos tempos de Barcelona e Internazionale não surgirão apaixonados afirmando que o Fenômeno da última hora é melhor do que aquele com os joelhos inteiros e alguns quilos menos pesado, desconsiderando o nível de dificuldade dos adversários, estilo de jogo nos países e outras variáveis que fazem toda a diferença?

Coisas dos nossos campos, mas que não podem ser levadas aos extremos. O gol é o “orgasmo do futebol”, como dizia Nélson Rodrigues. Mas a vida (e o sexo) não se resume aos momentos de clímax. O centroavante ou artilheiro, aquele que normalmente proporciona os momentos de maior emoção nos estádios, até pode ser “o mais importante”, como canta Samuel Rosa, do Skank. Mas ele não joga sozinho e nem vive, ou não deveria viver, apenas dos tentos que marca.

O futebol é bem mais que isso.

ESCREVEU ANDRÉ ROCHA

Tags:

  • Alex

    concordo plenamente. Acho que muitas vezes se dá muita ênfase a um jogador que quase não tocou na bola, mas deu a sorte de fazer um gol.O exemplo está acontecendo com ronaldo, que ainda não fez nenhuma grande partida e tem gente que já especula a volta dele para a seleção, sem pensar é claro em jogadores que realmente estão jogando bem.