Chegar em primeiro

por Mauro Beting em 18.mar.2009 às 14:00h

Numa corrida, qualquer uma, vale chegar na frente.

Ponto final. Sem contar os pontos dos demais colocados.

Por definição básica, diria até mesmo primária, uma corrida de carros segue a máxima de Nelson Piquet (cerebral piloto, craque do cockpit, nem sempre o mais rápido): “o segundo colocado é o primeiro perdedor”.

Sou a favor de, na FÓRMULA 1, para ficar bem claro, o piloto que vencer mais provas na temporada ser declarado o campeão. Os pontos ganhos em cada corrida servem como critério de desempate depois do número de GPs vencidos.

Algo que não tiraria um título do maior vencedor (Michael Schumacher), e que mudaria alguns campeões em torneios específicos. Sem prejuízo da lógica simplista do sucesso para quem é mais rápido.

E no nosso mundinho do futebol?

Para não ir longe, e adotando apenas os anos de pontos corridos no Brasileirão: desde 2003, nada mudaria:

Cruzeiro-03 teve seis vitórias a mais que o vice Santos.

Santos-04 teve duas vitórias a mais que o vice Atlético Paranaense.

Corinthians-05 teve uma vitória a mais que o vice Internacional.

São Paulo-06 teve duas vitórias a mais que o vice Internacional.

São Paulo-07 teve quatro vitórias a mais que o vice Santos.

São Paulo-08 teve o mesmo número de vitórias que o vice Grêmio e que o terceiro colocado Cruzeiro. Mas, pelo critério de pontos, terminou três a frente do Tricolor gaúcho.

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  • Mateus Fregonassi

    Mauro, eu não gostei tanto da regra da F1, por motivo simples levantado pelo Flávio Gomes nos últimos dias. As equipes têm 2 pilotos e será mais vantajoso então ter um bom piloto e um escudeiro (Hamilton e Kovalainen) do que dois pilotos competindo em igualdade (Raikkonen e Massa). A definição do “número 1” será feita antes da metade do campeonato por tal motivo e isso faz o campeonato perder graça.

    Mas no futebol eu sou favorável à decisão por maior número de vitórias, desempatando por saldo de gols. Eu consideraria o empate como derrota dupla.

    Abraço.

  • Andre George

    Caro amigo, nao mudou nada, mas vc me despertou a curiosidade!
    Desde seu inicio, em 71, mudaria?? o SPFC ainda seria Hexa??
    e gostaria muito de saber quais os grandes craques do futebol brasileiro, NASCERAM em SP…….. Abraços!

    ANDRÉ, pelos formulismos dos campeonatos passados, preferi não fazer a conta. os regulamentos nem sempre premiavam as melhores equipes.

    entre os grandes craques, dá para citar os paulistanos Rivellino, Julinho Botelho, Djalma Santos, Friedenreich…

  • Roberto

    é caro Mauro, mas você esqueceu que hoje, no futebol, vitória vale 3 pontos, contra 1 do empate e 0 da derrota.
    Se fosse 2,1,0, teríamos exatamente o mesmo problema da F1.

    ROBERTO, perfeiro. por isso a mudança, em 1995, para os 3 pontos foi essencial.

  • http://www.ivanbastos.net Ivan Bastos

    Sábias as palavras do Tri-Campeão de F1 Nelson Piquet. De fato, no esporte, o vice é sempre o primeiro perdedor. Que o diga o endinheirado Rubens Barrichello que por colocar sempre na frente o interesse financeiro se sujeitou a ser vice do alemão (também foi objeto de cometário de Nelson Piquet naquela ocasião) e, hoje está quase conquistando o honroso título de vice do vices campeões da F1. Se a regra da “vitória” estivesse prevalecendo, nem a esta posição ele conseguiria chegar.
    Acho que o trabalho de qualquer piloto deve ser pontuado e, prevalecer a pontuação para que ele seja campeão com ou sem vitórias.
    O mesmo entendo para o Futebol onde os campeonatos deveriam ter turno e returno, 4as de finais, semi-finais e finais, como acontecia antigamente. Assim acabaria esta estória nas finais, do “ganhou perdendo” onde muitas vezes o campeão é o que perdeu o jogo final do campeonato.
    Parabéns pelo Blog. Ivan Bastos – Brasília – DF