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Taça Oswaldo Brandão

por Mauro Beting em 06.mar.2009 às 14:48h

Unanimidade entre corintianos e palmeirenses? Além do amor pelo futebol, só Oswaldo Brandão.

Limitadíssimo médio-direito do Palmeiras nos anos 40, o gaúcho teve séria lesão no joelho. Em fevereiro de 1947, o treinador Ventura Cambon foi demitido depois de desatrosa excursão. Oberdan Cattani, Waldemar Fiume e Lima convenceram a direção do clube a dar uma chance ao companheiro de apenas 30 anos de idade no comando tático da equipe. Brandão estreou em 13 de abril, amistoso com vitória diante do Batatais por 1 a 0. No fim de ano, era o treinador da “defesa que ninguém passa” que inspirou o hino palmeirense, campeã paulista de 1947.

Em 1959, acabou com a fila palmeirense de títulos, que começara no Ano Santo de 1950, vencendo o Santos de Pelé no Supercampeonato paulista. De 1971 a 1975, montou o time bi brasileiro, campeão paulista invicto em 1972, campeão sobre o Corinthians em 1974. Também pelo condicionamento físico inovador trazido por ele e pelo professor Hélio Maffia.

No Parque São Jorge, Brandão deu o último título estadual antes da fila (em 1954), e acabou com ela em 1977. Mais não seria preciso fazer. E ele fez. Como maior treinador da história do clube do coração desse gaúcho. Tão capaz que segue sendo o que mais venceu e mais treinou o Palmeiras de Luxemburgo e Felipão.

O Corinthians foi buscá-lo em 1954 num cinema em que era gerente, enquanto esperava propostas para trabalhar de técnico. Foi se inspirar nele para se recuperar no SP-77 e ganhar o título que havia 22 anos não ganhava. E que começou a vencer na véspera quando o treinador, espírita, disse a Basílio que o gol do título e da redenção seria dele.

Como foi.

Brandão não era um primor tático. Mas era o mais agregador de ambientes da história do futebol. Conta o volante palmeirense Dudu, em entrevista que está no meu novo livro, “Os 10 Mais do Palmeiras”, da Maquinária Editora, que será lançado dia 16 de março, segunda-feira, 19h, na Livraria Saraiva, no Shopping Eldorado, em São Paulo:

Foi o melhor treinador que tive. Armava bem a equipe, exigia marcação e gostava de um time goleador. Cobrava muito da gente, mas tinha o respeito e o carinho de todos. No hotel, antes das preleções, distribuía balinhas para os jogadores, ganhando a simpatia do grupo, descontraindo o ambiente. Ele brigava muito por nós. Logo que chegou [em 1971], aumentou meu salário e lutou para melhorar nossas condições de trabalho. Arrumou um hotel melhor para nos concentrar. E nos condicionou melhor, também.

Brandão foi campeão pelo São Paulo. Pelo Independiente argentino. Mas foi por Palmeiras e Corinthians que o Velho Mestre se tornou uma lenda homenageada pelos dois clubes na disputa da taça do dérbi que promete tudo.

Menos guerra.

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  • Renan

    Como sãopaulino, adorei a iniciativa de promover o clássico. Essa taça ganhará um grande valor para a torcida se for levada adiante. Imagine daqui a algumas décadas torcedores provocando o rival pela superioridade na disputa do Brandão. Evidenciará quem está mandando no dérbi.

    Outros clássicos devem fazer o mesmo, sem vergonha de “copiar”. Aliás, as competiões nacionais não são bem promovidas. O brasileiro só chamaa atenção de verdade no segundo turno.

  • Nivaldo

    Olá Mauro. Na condição de espírita, fico feliz em saber que uma pessoa tão honrada quando o Sr. Brandão tenha sido seguidor da mesma doutrina. No entanto, seu comentário sobre o que foi dito ao Basílio, ao meu ver, não colabora com nosso movimento, já que pode ajudar a distorcer ainda mais o conceito que muitas pessoas tem a nosso respeito. O fato de ser espírita não dá a condição de prever o futuro, coisa que ninguém tem. No mais, quero salientar que sou leitor assíduo do seu “blag” e te parabenizar pelo trabalho. Abraços.

    NIVALDO, entendo o teor do seu comentário e, de fato, não foi minha pretensão ligar as coisas. Fez bem em salientar. Obrigado, Mauro

  • Rodrigo Linhares

    Tudo bem, Mauro??
    Participo sempre do “Terceiro Tempo” da Rádio Bandeirantes, sou um “Miltista Juramentado” há muitos anos e hoje tenho o prazer de ser radialista.
    Admiro muito o seu trabalho também, leio sempre o seu Blog, embora jamais tenha lhe mandado mensagens.
    Mas estou fazendo questão de lhe escrever hoje porque esse seu texto sobre o “Velho Mestre” Oswaldo Brandão, confesso, me emocionou.
    Sou Cirurgião-Dentista de formação (você eu sei que é advogado) e o futebol ocupa, desde menino, um espaço gigante na minha vida.
    O primeiro jogo de futebol a que assisti foi em 1982 ( eu tinha 6 anos de idade), no Estádio Martins Pereira, em São José dos Campos, minha terra natal.
    O Corínthians de Sócrates, Casagrande e cia contra o São José, em uma quarta-feira à noite.
    E, na chegada ao estádio, eu e meu pai encontramos o Brandão que, na época, era comentarista da TV Record.
    Conversei com ele e peguei um autógrafo, embora na época eu não imaginasse a importância desse homem na história do futebol do Brasil.
    Mas eu jamais me esqueci desse dia.
    E o seu texto, de alguma forma, me “transportou” àquela noite, me senti de novo no velho “Martinzão”.
    Foi uma volta à minha infância, ao tempo em que tínhamos craques de verdade por aqui (os quais eu via como verdadeiros super-heróis).
    Enfim, uma volta há um tempo que não volta mais!

    Um grande abraço e fique com Deus, Mauro!

    Rodrigo Linhares.

    RODRIGO, que legal seu texto, amigo. MUITO GRATO! E o Brandão, de fato, foi um monstro.

  • Douglas Verde

    Boa noite galera,

    Muito legal ficar sabendo um pouco mais da historia do futebol…
    …gosto muito de futebol…. torço muito pro meu Palmeiras ….
    ..mas realmente o legal é a diversão, a emoção que o esporte passa…
    .. portanto vamos todos torcer e ” curtir ” a partida na boa.

    …. ahhh muito legal saber que ele torcia pra gente …kkkk!

    Grande abraço!!

  • http://radiobaseurgente.blogspot.com Rodney

    Oswaldo Brandão merece uma biografia.

    RODNEY, não tenha dúvida.
    É um dos tantos projetos que gostaria de abraçar. Mas, de fato, tem muito da história dele no meu novo livro, que lanço dia 16 de março, 19h, na Livraria Saraiva, do Shopping Eldorado. Espero você e os amigos por lá.

  • Thiago

    É claro que a promoção do clássico acaba sendo interessante, principalmente para o Corinthians, nesse momento, financeiramente falando.
    Porém, tem muito mais coisa por trás disso. Essa aproximação dos clubes tem como objetivo diminuir a hegemonia do São Paulo no cenário nacional. É claro que isso é motivado por um certo ciúmes dos dois clubes em relação ao São Paulo. Quem conhece a história do clássico entre Palmeiras e Corinthians e, principalmente, a rivalidade aumentada nos últimos anos, sabe que isso não passa de um jogo político das duas diretorias. Quanto a atribuição da Taça ao vencedor, não acho uma idéia interessante, pois, o que está em disputa é o campeonato paulista e este jogo não vale mais do que 3 pontos, a menos que as duas equipes acreditem que não ganharão nada além dessa taça, em 2009.
    Esse clima “forçado” de cordialidade soa um tanto ridículo, pois, o VERDADEIRO sentimento não é esse, isso é um desrespeito com a história do clássico, um desrespeito com a rivalidade, algo que sempre existiu e que sempre motivou, tanto as torcidas como os jogadores. Se não há rivalidade, não há futebol. Rivalidade não se confunde com violência, por favor não me entenda mal.
    Isso é atitude de time pequeno, que precisa se juntar ao maior rival, pra poder recuperar as glórias de outrora. Palmeiras e Corinthians não precisavam disso. Talvez isso explique as más administrações dos dois clubes ao longo dos anos.
    Não há como negar que as conquistas recentes do São Paulo, bem como a candidatura do Morumbi à Copa de 2014, tem gerado um certo clima de inveja no Palmeiras e no Corinthians, mas, a ponto de se unirem contra o São Paulo (o objetivo da aproximação é esse), é algo que eu não esperava.
    Portanto, só se pode chegar a uma conclusão:
    – O São Paulo está incomodando, hein!!!

    Valeu Mauro,
    ABRAÇÃO!

    THIAGO, ninguém nega que o rival a ser batido é o São Paulo, já há muito, e o sentimento é natural, e sazonal. Mas as iniciativas como as do clássico são excelentes. Sempre.

  • rodrigo dos santos moreira

    algumas iniciativas,, tem q ser louvaveis,, pq os dirigentes só estavam la pra demitir tecnicos,,estourarem divida nos clubes,, contratarem errado,, pelo menos apareceu alguma coisa mais sabia,, apesar q palmeiras e corinthians tera q ajudar pq o futebol de ambos,, tem deixado a desejar,, o time de ronaldo com um time sem qualquer interesse de ser bom,,o time do k-9 com uma vontade inconsequente de atacar,, sem ter vontade de ser um grupo,, q tb tem q fechar espaços e nao deixar o adversario jogar,,, temos q esperar e ver oq da….

  • Marcos

    Palmeiras x Corinthians é o maior clássico do Brasil, disparado. A rigor, a condição de maior clássico do Brasil já está mais do que consolidada, uma vez que até mesmo publicações internacionais, como o site FootBallDerbies.com e até o portal da CNN ( um dos maiores veículos de comunicações do mundo ) já indicaram esta condição.

    Como já é notório, tanto para brasileiros quanto para estrangeiros, que o Derbi é o maior clássico, vou além. Na minha modesta opinião, o Derbi é o maior clássico do mundo. Talvez, em empate com o SuperClasico Argentino River Plate x Boca Juniors, que não deixa de ser um grande clássico tb, envolvendo duas equipes de dimensões similares a Palmeiras e Corinthians.

    O Derbi é um momento diferente do futebol, já que este super-clássico centraliza todas as atenções. Por exemplo, nesta semana, houve jogos da Copa Libertadores e da Copa do Brasil. No entanto, só se falou, praticamente, do Derbi. É sempre assim: na semana do Derbi, ele se transforma no assunto predominante. E depois do clássico sua repercussão durará tb por vários dias.

    O histórico de grandes partidas entre Palmeiras e Corinthians, realmente, é impressionante. Já foram muitas decisões do Campeonato Paulista, do Torneio Rio-SP, do Campeonato Brasileiro e até duas séries mata-mata da Copa Libertadores. Nenhum outro clássico do futebol brasileiro gerou tantas partidas decisivas e emocionantes como o Derbi.

    Particularmente, o maior e mais inesquecível Derbi foi justamente a do título mais marcante que já comemorei. Trata-se da final do Paulistão de 1993. Um jogaço inesquecível, que terminou de forma perfeita para os palmeirenses. A sensação após aquele Derbi, por tudo o que ocorreu, foi a de ter uns 50 títulos de uma só vez.

    No entanto, sem dúvida nenhuma, há muitos capítulos marcantes ao longo da história do maior clássico do futebol mundial.

    Pelo lado do Corinthians, poderíamos destacar a goleada de 6 a 4 em 1953, o famoso título do IV Centenário ( Paulistão de 1954 ), esse famoso jogo dos 4 a 3 do Adãozinho em 1971, a semifinal do Paulistão de 2003 ( essa foi a pior eliminação que o Palmeiras já sofreu em séries mata-mata ) os Paulistões de 1995 e 1999. Este último, teve um término insólito, aos 30 minutos do 2º tempo, devido à batalha campal que se seguiu às embaixadinhas de Edílson. Sem dúvida nenhuma, a maior batalha campal do futebol brasileiro e sul-americano, ironicamente, dando a dimensão concreta da rivalidade entre ambas as agremiações.

    Pelo lado do Palmeiras, podemos destacar o primeiro Derbi ( 3 a 0 ), a histórica goleada de 1933, as finais dos Paulistões de 1974 e 1993 e a semifinal de 1986, bem como a final do Torneio Rio-SP de 1993 e do Campeonato Brasileiro de 1994.

    Em relação às iniciativas de marketing envolvendo o Derbi são excelentes. Trata-se de uma forma interessantíssima de se promover ainda mais algo que economicamente significa muito. Principalmente em termos econômicos, essa iniciativa tem o potencial de gerar receitas que até então vêm sendo ” desprezadas ” no futebol brasileiro. Por isso, achei muito importante e muito interessante a criação da logomarca, da Taça que foi instituída e a bola exclusiva, que contem a logomarca. Acho que tudo isso pode ser um começo, pois espero medidas menos tímidas nos próximos confrontos. Todos estes elementos de marketing apresentam um potencial enorme de gera receitas. Imaginem o quanto venderia essa bola com a logomarca!!! O mercado potencial passa a ser a soma das torcidas de Palmeiras e Corinthians, as duas maiores de SP, do Brasil e duas das maiores torcidas do mundo inteiro!!!

    Analisando-se somente o lado do Corinthians, conseguiu patrocínio da Visa, exclusivamente para esta partida e, segundo se fala, pode obter até cerca de 1 milhão de reais. Imaginem se todo jogo gerasse 1 milhão em patrocínios. Em cerca de 50 jogos por ano seriam 50 milhões de reais-ano!!!! Isso mostra a grandeza e a singularidade deste clássico!!! Assim como o interesse que gera nas pessoas, haja vista que o maior público do Paulistão de 2008 foi justamente no Derbi ( cerca de 50 mil pessoas ) e os ingressos para o jogo no Prudentão ( cerca de 47 mil ) já estão quase esgotados, faltando dois dias para o clássico!!!

    Um outro aspecto que precisa ser analisado foi o excelente exemplo que deram os dirigentes de Palmeiras e Corinthians ao se sentarem próximos e juntos falarem com a imprensa, em tom amistoso. Essa medida louvável pode contribuir para acalmar os ânimos das duas torcidas, que se odeiam reciprocamente. Não sei se vai adiantar, mas, ao menos, os brilhantes dirigentes fizeram algo neste sentido, o que deve ser elogiado e reconhecido pela imprensa.

    Em suma, trata-se sim do maior clássico do futebol brasileiro e mundial e domingo teremos um novo capítulo do Derbi.

  • Marcos

    PALMEIRAS MUITO À FRENTE DOS DEMAIS NO MARKETING ESPORTIVO

    Essa brilhante iniciativa da diretoria alviverde no que se refere à criação de uma marca para exploração comercial do Dérbi ( o principal clássico do futebol mundial, talvez, num empate com o SuperClasico argentino River Plate x Boca Juniors ), revela apenas mais uma qualidade inerente ao Campeão do Século, a saber a extrema competência quanto à utilização do marketing esportivo, item em que está à frente dos demais times do Brasil.

    Voltando no tempo, em meados da década de 70, foi justamente o Palmeiras o primeiro time do futebol brasileiro ( se não da América do Sul ) a firmar contrato de fornecimento de material esportivo. Naquela época, o Palmeiras fechou com a gigante Adidas, coincidentemente, a atual fornecedora. A Adidas tem essa tradição de manter parceria com os maiores times de cada país, e os maiores do mundo, como Real Madrid, Milan, Liverpool, Bayern Munchen, River Plate.

    Na década de 90, o Palmeiras fechou o principal contrato de patrocínio da história do futebol sul-americano, com a Parmalat, algo que não foi igualado até os dias de hoje. A Parmalat, mesmo tendo passado por uma severa crise no início desta década continua sendo uma das marcas de maior prestígio junto aos consumidores, devido à sua imagem consolidada na época em que foi parceira do Campeão do Século. Várias pesquisas já demonstraram com clareza este fato notável.

    Aliás, nota-se, em razão de sua grandeza e relevância mundial, típicos de um gigante que está sempre sob os holofotes, que o Palmeiras já foi patrocinado por gigantes multinacionais, patrocinadoras de grandes times da Europa e do mundo. Por exemplo, a própria Parmalat, que patrocinou o Verdão de 1992 a 2000, foi tb patrocinadora do Real Madrid, do Benfica, do Peñarol e do Boca Juniors. A Pirelli, patrocinadora alviverde de 2001 a 2007, é patrocinadora da Internazionale de Milão. A Fiat, que esteve na camisa alviverde em 2008, é patrocinadora da Juventus de Turim. E a Samsung, atual patrocinadora, está presente na camisa do Chelsea.

    Aqui no futebol brasileiro, por incrível que pareça, existem muitos times considerados “ grandes ” que NUNCA foram patrocinados por multinacionais deste nível. São “ times grandes ” que não apresentam o mesmo potencial de mercado de um gigante como o Palmeiras. Podem pesquisar e constatar. Enquanto uns nunca receberam patrocínios tão prestigiosos, o Palmeiras já teve parcerias com quatro multinacionais tradicionais patrocinadoras de grandes times do cenário internacional ( Parmalat, Pirelli, Fiat e Samsung ), só para mencionar a década de 90 em diante.

    A título de comparação, podemos ver o Boca Juniors, que é um dos principais times da América do Sul. Esta agremiação, atualmente, é patrocinada por uma empresa local, a Rede Megatone. Já foi patrocinado por uma multinacional, no caso, a Pepsi, por alguns poucos anos nesta década. E pela Parmalat, durante alguns anos, na década de 90. Mas tirando estas exceções pontuais, nota-se claramente que o Boca Juniors não significa um atrativo tão grande em termos comerciais como o Palmeiras.

    Este fato ajuda a visualizar o enorme potencial de mercado agregado à marca Palmeiras, o que não passa despercebido das grandes corporações mundiais. Estas tradicionalmente procuram o Palmeiras por ser uma instituição rentável, de elevadíssimo potencial e que é a equipe brasileira mais conhecida nacional e internacionalmente.

    Tanto é assim que, hoje, o Palmeiras tem o maior contrato de patrocínio de camisa do Brasil e da América do Sul. A Samsung, líder no segmento de eletrônicos do mercado brasileiro, paga anualmente ao Verdão 15 milhões de reais e mais 3 milhões em ações de marketing e prêmios, totalizando, 18 milhões de reais por ano, valor máximo por estas bandas. O contrato entre Palmeiras e Samsung é de 3 anos.

    A tradicional parceira Adidas tb tem contrato de 3 anos com o Campeão do Século. Os valores em dinheiro são 9,5 milhões por ano. Já a porcentagem na participação de vendas e ações de marketing, os quais elevam significativamente os valores, não são revelados. Mas é interessante notar o assombroso crescimento da Adidas no mercado brasileiro a partir do momento em que passou a fornecer material ao Palmeiras. O Alviverde impulsionou o crescimento da Adidas no marcado brasileiro de uma tal forma que, em 5 anos, a sua participação neste mercado simplesmente dobrou.

    Ainda sobre a Adidas, é interessante notar que somados o tempo da primeira parceria ( ou seja, desde meados da década de 70 até 1992 ) com o da segunda ( desde 2006 e até 2011, já que o atual contrato tem 3 anos de duração ), percebe-se que o Palmeiras mantem uma parceria ímpar de duas décadas com a gigante mundial de materiais esportivos. Nenhum time do Brasil atingiu uma marca dessas, típica de alguns poucos gigantes do futebol mundial, como Real Madrid, Milan, River Plate. E o Palmeiras, claro.

    Além destes dados, podemos comentar as parcerias com a Traffic, principal empresa de marketing esportivo da América Latina, com a Visa, que resultou no pioneiríssimo Setor Visa do estádio Palestra Itália, e com a WTorre, uma das maiores construtoras do Brasil.

    Com a Traffic, o Palmeiras mantém uma bem-sucedida parceria para contratação de jogadores, cuja origem foi a Cesta de Atletas, ideia genial da diretoria alviverde ( na época, elogiada até por dirigentes de outros times, como o Roque Citadini ), que levou a Traffic a propor esta parceria, tendo ela constituído um fundo de investidores próprio.

    Da parceria entre Palmeiras e Visa surgiu o Setor Visa, parte do estádio Palestra Itália, onde há 5000 lugares, com cadeiras numeradas, banheiros padrão “ shopping center ”, telas de LCD para os torcedores acompanharem lances das partidas, lanchonete de alto nível. A Visa reformou este local e passou a vender os ingressos, o que ocorre exclusivamente pela internet, resultando numa comodidade inédita em se tratando de futebol brasileiro. A vida do torcedor ficou muito facilitada com este sistema, pois não há necessidade de enfrentar fila para comprar ingresso; basta acessar o site e dar alguns cliques. A parceria Palmeiras – Visa, firmada no 2º semestre de 2007, foi tão bem-sucedida, que levou times rivais procurarem a Visa e copiarem exatamente o que fez o Verdão. Hoje, Santos e SPFC tb contam com seus “ Setores Visa ”, copiados integralmente do modelo original do Palmeiras.

    Já a parceria com a WTorre será responsável pela modernização do estádio Palestra Itália, que passará a ser o principal estádio-arena multiuso da América Latina. A WTorre investirá 300 milhões de reais e será parceira do Verdão neste projeto brilhante, que gerará verdadeiras fortunas anuais tanto para um quanto para outro. A expectativa é de que somente com naming rights e com venda de camarotes boa parte dos custos sejam cobertos.

    Diante de todo este quadro, resta clara a superioridade alviverde no que se refere a marketing. Pela capacidade de trabalhar estes fatores todos ligados ao marketing, o Palmeiras se tornou o time brasileiro mais conhecido no exterior e, no âmbito interno, uma das mais valiosas marcas do mercado brasileiro. O passado e o presente provam isso e são a chave para se entender o motivo pelo qual o Palmeiras terá um futuro brilhante pela frente.

    A consequência deste conjunto de elementos é a grande visibilidade internacional da marca Palmeiras, a mais conhecida e difundida no exterior, em se tratando de futebol brasileiro. Exemplo claro disso está ilustrado na matéria abaixo, do portal GloboEsporte.com. Nela, notamos que mesmo numa desconhecida localidade peruana, as lojas de material esportivo não tinham camisas do time local. À venda estavam apenas camisas dos principais gigantes do futebol mundial, como Real Madrid, Milan, Chelsea, Internazionale, etc….. e, no meio destas, estava a do Palmeiras. A ÚNICA camisa de time brasileiro encontrada naquelas duas lojas. Não é coincidência. E tb não há nenhuma novidade, afinal, um ano antes, a Globo já havia constatado que a camisa brasileira mais fácil de ser encontrada nas lojas de Buenos Aires tb era a do Campeão do Século………

    _____________________________________________________________________________

    13/02/2008 – 14h53m

    Camisa do Bolognesi é artigo raro

    Lojas de Tacna não têm camisas de times peruanos, nem do Fla. Só se acha a do Verdão

    Eduardo Peixoto Enviado especial do GLOBOESPORTE.COM, em Tacna, Peru

    A partida entre Coronel Bolognesi e Flamengo, nesta quarta-feira, pela Libertadores, é o assunto principal de Tacna. Porém, os torcedores que desejam apoiar a equipe da casa estão com uma curiosa dificuldade: não há uniformes do Bolo nas lojas da cidade.

    A reportagem do GLOBOESPORTE.COM percorreu seis lojas de material esportivo e não encontrou o uniforme dos donos da casa. Aliás, de nenhum outro clube peruano.

    – Peru? Não temos nada. Ainda não recebemos porque a temporada não começou – diz um vendedor, que tenta “empurrar” os uniformes europeus:

    – Temos do Chelsea, do Barcelona com o nome do Ronaldinho…

    Curiosamente, em alguns locais é possível encontrar as camisas de times chilenos como Cobreloa e Colo Colo. O motivo é simples: Tacna está a menos de 40 minutos da fronteira com o Chile.

    Se camisa do Bolognesi é difícil, que dirá do Flamengo. Os únicos modelos rubro-negros vistos na cidade estão com os poucos torcedores que se deslocaram até a cidade no deserto peruano. Mas há um clube brasileiro com prestígio em Tacna: o Palmeiras. Em duas lojas havia a camisa do Alviverde à venda.

    Os dirigentes do Bolo providenciaram a instação de alguns quiosques ao redor do estádio Jorge Basadre para vender camisas nesta noite. A partida começa às 21h50m (horário de Brasília) e terá transmissão em Tempo Real do GLOBOESPORTE.COM. A TV Globo também acompanha ao vivo.

    Fonte: http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/Futebol/0,,MUL297600-4274,00.html

  • Marcos

    Essa ideia de promover o Derbi com marketing é mesmo brilhante. A Taça Osvaldo Brandão precisa ter longa sequência. Essas iniciativas são os primeiros passos, tímidos ainda e que podem ser muito aprimoradas.

    Taça, bola personalizada e logomarca do clássico são ideias excelentes a serem expandidas.

    Acho que, futuramente, o Derbi poderia ser disputado nos Estados Unidos, ou Emirados Árabes ou Japão….

    Pelo valor inerente às equipes, pelo tamanho de suas torcidas e importância para o futebol brasileiro, o marketing precisa ser trabalhado de forma cada vez mais profissional, já que há muito o que se fazer com duas marcas deste nível.

  • Alessandro

    Mauro desculpe, mas não entendi essa parte do texto

    “E ele fez. Como maior treinador da história do clube do coração desse gaúcho. Tão capaz que segue sendo o que mais venceu e mais treinou o Palmeiras de Luxemburgo e Felipão.”

    Qual o clube do coração desse gaúcho Corinthians ou Palmeiras ?

    Ele é o treinador que mais treinou o Palmeiras. Certo?

    E também o treinador que mais venceu o Palmeiras. Certo? Isso no geral ou pelo Corinthians?

  • http://EU.1br.net Luiz [looidi]

    Mauro, interessante as informações sobre Brandão e a taça criada pelas diretorias de Palmeiras e Corintians para homenageá-lo.

    Citei seu artigo [ou, “blague” como talvez prefira se auto-intitular] no meu “blógui”.

    Sendo palmeirense como você, que é grande conhecedor do Verdão e privilegiado como poucos garotos de nossa época por aparecer como mascote na foto da formação mais clássica da 2ª Academia, tomei a liberdade de linkar seu artigo

    Ler você – ou ouvir seus sempre inteligentes e bem humorados comentários – faz com que eu relembre sempre com carinho do Palmeiras de meados dos anos 70, em particular da inesquecível decisão de 1974, que certamente marcou a minha, a sua e a infância de muitos palmeirenses

    Forte abraço – e caso queira conhecer o post, está em http://luiz-antonio.blogspot.com/2011/03/ronaldo.html