Testemunho fiel

por Mauro Beting em 17.fev.2009 às 13:17h

[[[[[Não concordo com tudo que está escrito abaixo. Parte do conteúdo foi editada por mim. Mas o autor coloca pontos que merecem muita reflexão. Algo que temos feito pouco na chamada grande mídia. (MAIS) UMA FALHA NOSSA]]]]]

ESCREVE GABRIEL BRITO

http://www.futebolatrasanonimos.blogspot.com/

Torcer: uma missão para bravos

Abro este texto avisando que o conteúdo que se segue é um relato jornalístico-pessoal, o que na verdade é uma simbiose inevitável, mas que admitida pode conferir menos leviandade ao que se subscreve. Trata-se de uma tentativa de analisar e tirar conclusões dos acontecimentos registrados no Morumbi, à saída do clássico entre São Paulo e Corinthians, mais especificamente da nova tarde de violência e estupidez no país da Copa de 2014.

O tema está em todas as manchetes desta segunda, reverbera na cidade toda e será abordado (e investigado?) à exaustão. Mesmo assim, creio agregar algo ao debate relatando minha experiência, ao lado de meu irmão, na epopeia a que nos propusemos viver neste domingo.

É realmente inevitável dissociar os fatos ao final do jogo com o clima criado, por todas as correntes, durante a semana. No meu ponto de vista, o São Paulo FC tem a mais relativa das culpas. Não avisou com grande antecedência que haveria a controvertida, mas legítima, divisão de torcidas em 90% a 10% e estranhamente construiu o setor dos visitantes ao lado da arquibancada onde se localiza a Independente, isto é, os torcedores tidos como mais temíveis. Por que não fazer o visitante no setor amarelo, sempre o menos povoado pelos são-paulinos e com 100 metros de distância para suas organizadas?

Por sua vez, o Corinthians, em nova atitude demagógica de sua diretoria, esperneou e direcionou expressões como ‘egoísta’, ‘pequeno’ e ‘irresponsável’ aos seus pares tricolores. Digo assim, pois não é a primeira vez que Andrés Sanchez ‘joga para a torcida’. Ao lado de seu departamento de marketing, vem incorrendo em tal expediente desde o rebaixamento do clube, quando precisou limpar sua barra em relação à gestão anterior e levantar fundos para bancar a monumental dívida com que a quadrilha Dualib, da qual era parte, brindou o alvinegro. E para isso não foram poucas as campanhas publicitárias a exaltar o amor que o corintiano (e mais ninguém aparentemente) tem pelo seu time. Em suma, eles fizeram a dívida, mas como somos nós, a torcida, que pagaremos, é preciso adular-nos e fazer-nos esquecer todas as impropriedades cometidas ao longo dos últimos sei lá quantos anos (só crianças acham que não acontecia nada antes da era MSI). Por isso só a fiel não abandona, só a fiel é roxa pelo time e só a fiel comparece ao estádio na pior.

Outro capítulo à parte coube à imprensa. Aventou o clima de guerra, repercutindo em excesso declarações tolas da cartolagem, preferindo deixar os esquemas dos professores Mano e Muricy em segundo plano. Tratou a iminência dos distúrbios como alegoria, mas seu papel mais pernicioso na história só começaria a ser protagonizado no anoitecer do domingo e principalmente nas páginas de segunda-feira. Quem lê a cobertura de tais acontecimentos sabe que nossa imprensa só sabe ouvir fontes oficiais (policiais, dirigentes e promotores, que, aliás, são a mais nova categoria que se vincula ao futebol) e a partir disso tira suas conclusões de gaveta. “Os marginais, sempre os marginais”, “Ah, essas organizadas”, “Ui, não vá nunca mais ao estádio”, enfim, nada se discute a fundo, não se cobra, permanentemente, punição aos culpados quando um verdadeiro crime ocorre e se estigmatiza completamente o torcedor que ainda mantém sua paixão e faz questão de exercê-la.

Fiquei no setor ‘dos 90 reais’, isto é, um pouco mais vazio que o outro corralito alvinegro, logo, mais cômodo. Esperamos os tais 40 minutos para sair, calmamente. Um pouco antes de escurecer, começou a chover fino, o que irritou o pessoal ali presente. Então, começamos a pedir liberação para deixar a arquibancada. No que fomos atendidos pronta e tranquilamente. Comecei a descer a rampa, cheguei à saída e lá já me deparei com os ônibus do comboio de nossa torcida estacionados ao lado do estádio, no contorno da sede social, repleta de policiais, como não deixaria de ser. De repente, ouve-se um estouro, que naquele momento não causou grande preocupação em quem já havia saído. Entrei ao lado do meu irmão e mais um amigo no ônibus, a esperar pela partida. O clima era ameno e parecia que ainda tardaríamos um pouquinho a sair. Mais alguns minutos, ouvem-se mais uns 3 ou 4 estouros. Outro curto lapso de tempo e começam a voltar para os ônibus corintianos, aos montes, manquitolando, queixando-se de dores, quase todos nas pernas. Pensamos: “Bom, enfim, o pau comeu”. Pensávamos que era algo do tipo Gaviões x Polícia mesmo, e por alguma razão gratuita. E a partir daí, o trato dos oficiais mudou: começaram a ordenar aos motoristas que ligassem os ônibus e a tocar os torcedores para dentro deles, muitos ainda sem localizar o veículo que os trouxera. Uma clara e até ali inexplicável mudança de comportamento. E eu já estava contentíssimo de ter visto o esquema de escolta da caravana ter corrido bem na ida, quando saímos do Bom Retiro.

Empreendemos a saída do Morumbi pela Giovanni Gronchi, por onde também chegáramos. Sem explicação, fomos parados ali novamente, esperando outra meia hora, aproximadamente, para retomar o trajeto de volta para a quadra dos Gaviões, que de acordo com a própria PM é a melhor maneira de ir a jogos nessas circunstâncias de parcela minoritária do público. Eu e meu irmão tomamos a decisão de ir com os Gaviões por conta própria, pois já havíamos calculado que, ainda que descamisados, indo sozinhos e pelos trajetos normais correríamos risco de tomar algum susto, para dizer o mínimo. E como era evidente que a caravana das organizadas seria escoltada até a medula, concluímos ser mais seguro ir ao Morumbi com eles. Após essa nova espera, finalmente, por volta de 8 da noite, começamos de fato a ir embora. Contornamos o terminal João Dias, entramos na Marginal Pinheiros e nos mandamos – ainda houve tempo para uma pedrada na janela de nosso veículo, sem maiores consequências.

Portanto, que Gaviões e Polícia tenham se pegado é praticamente uma certeza, resta saber os motivos. A gaguejante entrevista do coronel Velozo foi insegura, seca e contraditória. Como pode ser visto no Blog Vai Lateral, as explicações não se sustentam.

“A torcida do Corinthians partiu pra cima da patrulha da PM, composta por apenas 5 policiais e 1 tenente, e esta revidou”. Eram, segundo o comandante, cerca de 500 torcedores. Primeiro de tudo, suspeita a conta de apenas 5 policiais para fazer a evacuação da torcida. (observação de quem foi ao jogo: eram muito mais) Depois, estranho que 500 torcedores tenham fugido de 5 policiais, mesmo estando estes atirando “apenas 3 bombas de efeito moral”, relata o blog, que ainda expõe o relato de outro torcedor.

“Começou a chover muito, a torcida decidiu se abrigar da chuva nos corredores em baixo da arquibancada e começou a aglomerar a torcida inteira, que chegou até perto dos portões. Aí entra a Tropa de Choque, eles nem perguntaram o que acontecia, viram a massa e já começaram a lançar bombas, balas de borracha, dar borrachada. E o resultado foi que ficaram mais de 3 mil pessoas espremidas num corredor, engolindo gás de pimenta. A PM começou a recuar todo mundo num blocão esmagador, era um verdadeiro rolo compressor humano se esmagando e entre os torcedores se ouvia os gritos de mulheres e até crianças sendo esmagadas, foi uma cena realmente chocante. E assim foi prosseguindo até que a massa espremida foi caindo de costas pela única saída de visitantes. Foi feito um mutirão para ir resgatando as pessoas dali do meio e o resultado é que tinha até mulher grávida desmaiada e entre os muitos feridos, vários com fraturas expostas. E como sempre as organizadas foram as culpadas e a PM está de parabéns”, conta o torcedor, não identificado mas que lá deixou um depoimento.

A versão oficial apresentada foi contradita pelo mesmo Velozo, ao final da improvisada coletiva. “Houve um estouro no estacionamento, os torcedores vieram em nossa direção e a partir disso nos defendemos”. Pois é, fica claro que não se sabia a origem do estouro, nem por parte dos policiais, nem dos torcedores. E mesmo assim o comandante admitiu (na frente de todas as câmeras!) que a reação natural e inicial foi a de revidar, partir para cima de volta, sem nem saber de quem era a culpa, já que até o fim da conversa com os repórteres o policial não afirmou de onde partira esse primeiro estouro. Portanto, a versão de ataque dos torcedores corintianos prova-se falaciosa, ao menos confrontando todas as versões apresentadas, inclusive a oficial. E os instintos de violência da PM ficam novamente desnudados. A propósito, alguém chegou a ver as matérias de capa de janeiro das revistas Caros Amigos e Le Monde Diplomatique? Pois é, lá fica exposto o quão ilibada e realmente irretorquível tem sido a conduta de nossas polícias, ficando fácil compreender o porquê de nossa grande mídia se satisfazer tão facilmente com os pareceres das autoridades.

Quanto ao arrastão, é uma rotunda inverdade. Até porque mal havia ‘o que arrastar’. Cercados que estávamos por policiais, que eram muitos como já dito, não havia a menor possibilidade de se empreender uma ação do tipo. Pelo fato de não haver espaço físico sobrando, de lá estar um contingente enorme de PMs e de nem sequer existir algum ‘alvo’ disponível para vitimizar, se assim decidissem os presumidos marginais.

Como a grande imprensa tem abordado a crise econômica, senão pelo ponto de vista dos empresários, isto é, de seus causadores, que assim ficam livres para expressar quase sem contraponto suas versões dos fatos, sustentando assim a onda de demissões que já assola o país? E no Paraisópolis, como é a cobertura, senão um mero diariozinho de acontecimentos, evitando-se cuidadosamente entrar em explicações sociológicas dos fatos? E em Gaza, como foi a abordagem, senão pelo massacrante ponto de vista israelense, ignorando o fato de a fundação do Estado de Israel ser um ato de ocupação em si desde os primórdios e também omitindo o fato de que há muito tempo o Hamas aceita o direito a existir do Estado israelense e negociar de acordo com as fronteiras de 1967? Por sorte, saí há pouco tempo da faculdade, o que me faz ter fresquinho na mente a premissa inegociável de que o ‘jornalismo é, antes de tudo, uma função social’. Pois se com assuntos tão mais sérios que o futebol a mídia já esbanja sua (ir)responsabilidade social, o que pensar de uma mera partidinha de Campeonato Paulista? O jornalismo de vassalagem está em voga há muito tempo e não somos nós corintianos que estamos “desmascarando” alguma coisa.

O balanço que se pode fazer, obviamente, é negativo. Mas ao mesmo tempo reflito e vejo que não houve novidades. Ainda mais sendo visitante. Quem entende do que falo, sabe: o tratamento, Brasil afora, de torcidas forasteiras é absurdo, violentíssimo, provocador e humilhante. Fui ao Rio de Janeiro em 2007 ver um jogo contra o Flamengo e não deu outra. Fomos esculachados pela PM carioca, cujo linguajar é inacreditável, do começo ao final do jogo. Na entrada, fomos obrigados a entrar correndo, enquanto os ‘servidores públicos’ (um teórico sinônimo de polícia) giravam seus cassetetes para apressar a entrada, se assim pode ser dito. Lá dentro do Maraca, na hora da saída, ficamos esperando o momento da liberação, enquanto os oficiais tentavam a todo instante fustigar torcedores, através de xingamentos e ordens brutais, como proibição de ir ao banheiro. Isso até conseguirem e poderem se comprazer em conjunto espancando alguém, coisa que fizeram e testemunhei. Em outra visita ao Rio, meu irmão foi ver a semifinal da Copa do Brasil no moderníssimo, dispendioso e superfaturado Engenhão, de onde voltou com escoriação no braço, pois levou uma cacetada quando deixava o banheiro, o que aconteceu com muitos e muitos outros torcedores.

Portanto, o que ocorreu no Morumbi foi apenas mais uma dose da mesma mistura que vem matando o futebol brasileiro nas arquibancadas. Polícia despreparado e/ou violenta, torcidas nem sempre dispostas a cooperar com a ordem e uma mídia ávida por relatar tragédias – basta ver que quase nada se falou da partida, com ou sem razão; cada qual com sua abordagem, mas não se falou. A grande diferença é que dessa vez ficou complicadíssimo lamber a bota da PM e referendar de primeira sua versão. Que sirva para que a mídia MUDE sua atual abordagem do futebol. Que pare de ignorar os inumeráveis sofrimentos do torcedor, de apenas noticiar os crimes relacionados ao futebol sem cobrar permanentemente por suas resoluções, de fingir que não percebe a forçadíssima elitização do nosso esporte querido, de se omitir com os horários cada vez mais pornográficos dos jogos. Aliás, como nessa sociedade todos os processos são impostos de cima para baixo, sugiro que essa elitização do jogo venha de cima também. Ou seja, troquem quem colocou nossos clubes e federações em penúria completa por gente qualificada, estudada em gestão, em marketing, que apresente algum estudo de mercado que justifique qualquer aumento de preços nos ingressos, que não podem continuar a preços tão irrealistas, muito menos quando toda a estrutura em volta permanece igual. Elitizem a gestão do futebol primeiro! Porque me parece impossível modernizar alguma coisa exatamente com as mesmas pessoas que passaram (só no pretérito?) anos sugando, roubando e arruinando nossas entidades esportivas. Nesse caso, a elitização, vejam só, parte de baixo, isto é, primeiro atinge o torcedor, depois…. bem, depois fica por isso mesmo, como tão bem sabemos.

ESCREVEU GABRIEL BRITO

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  • Carlos Bueno

    Seria simples diminuir a violência nos estádios, que são incentivadas em grande parte com a cota para visitantes, divisão de torcidas e ingressos reservados para os vândalos de organizadas. A cota de ingressos para o clube visitante fere o direito do cidadão, pois uma partida de futebol é um evento público e qualquer pessoa tem o direito de comprar os ingressos disponíveis, independente do clube para o qual ele torce. A cota que os clubes destinam as torcidas organizadas é uma afronta, pois privilegiam bandidos em detrimento aos cidadãos de bem. Todo cidadão deve ter as mesmas condições e os mesmos direitos de aquisição, independente de pertencerem a qualquer facção.

    MEDIDAS QUE DEVERIAM SER TOMADAS
    *Os ingressos deveriam ser numerados e vendidos em diversos pontos com numerações aleatórias.
    *Acabar com lugares determinados de vendas para a torcida a ou b, as duas torcidas comprariam em um mesmo lugar.
    *Proibição de vendas em sedes de torcidas organizadas ou reserva de ingressos para esses vândalos.
    *Venda de um determinado número máximo de ingressos por pessoa.
    *Proibir a entrada de torcedores com camisas ou qualquer tipo de identificação de torcidas organizadas.

    A violência só ocorre porque os covardes se sentem machões quando estão em bandos. Se as medidas acima fossem tomadas acabaria a aglomeração de torcedores de um mesmo clube em um mesmo setor do estádio, pois os torcedores estariam misturados e não em bandos e em lugares pré determinados. O máximo que poderia ocorres seriam algumas brigas isoladas fáceis de serem contidas.

    Se só essas medidas não resolverem poderia se pensar na proibição da entrada de torcedores com camisas de seu clube.

  • http://www.sbluvs.blogspot.com Flavio Rodrigues

    Gabriel, parabéns pelo texto, e parabéns ao Mauro Beting por divulgá-lo em seu blog. Sou palmeirense, e apesar de nossas cores tão distintas vejo enormes semelhanças entre nós: somos todos uns imbecis que sustentam uma corja irresponsável, desonesta, inconsequente, vil e egoista. Exceção feita às torcidas organizadas, cujo comportamento infelizmente assola a todas as cores e paixões, o torcedor é mesmo tratado como gado e ainda por cima paga, e muito bem, a dolorosa conta (com o perdão do trocadilho). A experiência carioca que Você contou já me foi contada também por amigos saopaulinos que foram ao Maracanã assistir a semi-final de Libertadores no ano passado. Igualzinho. Sabe o que vai acontecer com os responsáveis? Nada. As torcidas organizadas vão continuar a receber ingressos gratuitamente (enquanto Você pagou R$ 90 por um lugar na arquibancada), e os Sanches da vida vão continuar ilesos. Assim com os Mustafás e Juvenais. Quem construiu aquele muro ridículo na saída da arquibancada? A sua informação de que a torcida visitante fica ao lado da Independente é gravíssima. E eu garanto que isso não é um acaso. Alguém será punido por isso? Só Você, eu, e os chamados torcedores comuns. É mesmo uma vergonha. Logo teremos um São Paulo e Palmeiras no mesmo Morumbi, com mando do SPFC e adivinha só que vai acontecer? Acho que deveríamos todos nos unir, e parar de alimentar a essa corja. Não ir aos jogos, não comprar camisas (caríssimas, diga-se), não assinar pey-per-views. Deixemos o futebol para os dirigentes e as torcidas organizadas. Façam uma arena, ou um ringue se preferirem, e divirtam-se . Quero ver do que eles vão viver. Abraços, e até Presidente Prudente. Pelo menos, pela TV aberta poderemos torcer, cada um pelo seu lado, com segurança no clássico mais gostoso depois de Brasil X Argentina. Com rivalidade, mas em paz. Afinal, somos todos adversários, mas não inimigos. Só falta deixarmos de ser otários.

  • Renato Mattar

    Absurdamente sensacional!
    Foi realmente muito feliz a comparação feita com os outros acontecimentos, guardadas é claro as suas proporções, mas dá uma dinâmica muito interessante de como podemos (e normalmente somos) massificados, acreditando em verdades absolutas que raramente questionamos.
    Não há muito mais do que comentar.
    Para a grande maioria, isso logo vai esvaecer. Mas para mim, que sou palmeirense (mas consigo ter meus momentos de imparcialidade), para você e muitos, vai ficar para sempre.
    Parabéns.

  • http://blogdafiel.zip.net Matheus Antunes

    Seu e-mail do Lance não dá, Maurão. “User is over quota”. Quantos e-mails você recebe por dia, então? Se não aguenta (sem trema), não trema, né?

  • douglas dias

    parabéns ao autor pelo texto, crítico, realista, e que expressa exatamente oq a maioria dos torcedores, gente de paz, pensa sobre a organização e a violência no futebol: um suposto profissionalismo que não olha justamente para aqueles que são sua alma e sustento, SEUS TORCEDORES.
    Gostaria de pedir ao MAURO BETING, caso possua os meios, encaminhe este texto à presidência do São Paulo, maior interessada em ver seu estádio 90% lotado de torcedores satisfeitos por estarem ali apenas torcendo, não guerreando ou apanhando. Com isso, em nome de um verdadeiro profissionalismo, e estando no centro das atenções em razão da copa do mundo, o SPFC não pode perder a oportunidade de, em conjunto com autoridades verdadeiramente sérias, resolver a questão da segurança nos estádios de uma vez por todas, nem que seja por meio da contratação de segurança particular devidamente treinada.
    A atual diretoria, na maioria das vezes, enfrentou de forma séria os problemas do são paulo FC, de maneira extremamente competente. Não pode deixar q seja diferente neste que é seu principal desafio, penso eu.
    Agradeço pelo espaço de discussão.
    Douglas Dias

  • http://vailateral.wordpress.com Kadj Oman

    O texto é bom demais. Devia sair em tudo que é mídia. E que a imprensa menos orgulhosa consiga enxergar nele pontos de mudança de postura, como você, Beting, faz na apresentação ao assumir “mais uma falha nossa”.

    Abraços,

    Kadj Oman.

  • http://vailateral.wordpress.com Kadj Oman

    Mauro, o texto é bom demais e devia sair em tudo que é veículo de mídia por aí. A parte da imprensa menos orgulhosa, como você, pode ter nele um ponto de mudança pra pensar a profissão, admitindo as falhas como você fez na introdução do texto. Nessas horas a internet deixa de ser um lugar de “discurso livre para idiotas” e passa a ser uma ferramenta de democratização da discussão.
    Parabéns pela escolha acertada de publicar o texto do Gabriel.
    Abraços,
    Kadj Oman.

  • Fabio

    Parabens Gabriel, assino embaixo. A midia brasileira é pessima e extremamente parcial. A (in)Justiça tambem nao pune os criminosos e quem paga por isso somos nos, simples civis.

  • Hicham

    Em primero lugar, parabéns Gabriel! É isso mesmo que nós torcedores passamos nos estádios brasileiros. Moro em Natal/Rn e sou, com muito orgulho, CORINTHIANO! Não faço parte de nenhuma torcida organizada, mas, tenho certeza, que não foram os torcedores que provocaram aquela confusão. Ano passado, quando o Timão veio jogar aqul em Natal contra o ABC, fui ao jogo e durante toda partida alguns policiais ficavam “procurando” confusão com a torcida visitante. Infelizmente, os estádios brasileiros se tornaram um local prerigoso para se frequentar. A imprensa tem medo de mostrar a verdade e sempre culpa o lado mais frcao. Lógico que no meio dessas organizadas têm muita gente que só vai aos estádios para procurar briga. Por que não se coloca essas pessoas atrás das grades? Eu não sou bandido para apanhar ou para ser humilhado por nenhum policial. Pelo contrário, eles( policiais) têm a obrigação de defender e proteger pessoas que não brigam e nem tumultuam as arquibancadas. Parabéns Mauro Beting pelo espaço tão democrático!

  • Fabiano

    Uma vergonha o que aconteceu no Morumbi!!!!!!

    Culpas:

    1º – PM => Como sempre, muito bem treinada!!
    2º – Imprensa Paulista => Como sempre, isenta, transparente e sem sensacionalismos!!
    3º – Diretoria do São Paulo => Como sempre, humilde e inteligente!!
    4º – Diretoria do Corinthians => Como sempre, profissional!!
    5º – Torcidas do São Paulo e Corinthians => Como sempre, educadas e racionais!!

    Todos os “líderes” destas instituições, deveriam ser punidos e presos, por “tentativa de homicídio”; mas infelizmente estamos no Brasil!!!!!

  • Ze Jose

    Mauro,

    Primeiramente, perdao pelo pseudonimo, nao me sinto confortavel para revelar o meu nome! Gostaria de continuar a citacao, afinal alem de torcedor fanatico do meu time, sou profissional atuante na area do marketing esportivo.

    Como torcedor assino embaixo todas as declaracoes do nosso amigo Gabriel. Frequento arquibancadas ( e so elas!) ha no minimo 15 anos, e o que se ve e’ uma PM cada vez mais violenta e desrespeitosa, preparada para humilhar o torcedor e “aticar” a violencia.

    No ultimo jogo que fui com um amigo, semana passada pelo Paulistao, o mesmo levou um “tapao” do policial na revista, afinal o policial ficou revoltado que meu amigo estava dando suas “pitadas” em um cigarro:

    – Como voce ousa vim baforando essa fumaca na minha cara? Joga essa m$%^% no chao ou senao voce vai ficar pequeno!!!

    Esse foi o tratamento dado a um jovem de 27 anos, Administrador de Empresas graduado, de situacao financeira estavel. Imaginam o que nao fazem com a populacao mais carente…

    Continuando, morei na Inglaterra por um ano, estudando ingles e estagiando em uma empresa de marketing esportivo, portanto meu contato com o futebol la foi sensacional, tendo a oportunidade de frequentar jogos e conhecer clubes, e maravilhosamente, a policia local atende seus questionamentos sorrindo, com respeito e prontidao, e (pasmem!!) ate fotos fazem questao de tirar com os turistas. Essa e’ a diferenca, nao e’ so preparacao, e’ educacao e respeito ao proximo!

    Falando um pouco da gestao no esporte, nosso pais e’ poluido por ratos. Em dezembro de 2008 tentei aproximar uma grande empresa nacional de alguns clubes grandes e a pergunta dos “executivos” dos dois lados era sempre a mesma:

    – Quanto sera meu comissionamento para fecharmos?

    Esse e’ o Brasil, um pais onde voce protege `a voce mesmo e no maximo o seu circulo de relacionamento. Aos outros as migalhas, quando elas sobram!!

  • Marcelo de Souza

    Você pode não concordar Mauro, mas ele disse tudo e mais um pouco, sobretudo quando falou dos promotores, essas novas estrelas do futebol. Não bastou o Capez? Será preciso quantos promotores oportunistas aparecerem até que a imprensa pare de tratar os torcedores como marginais e comece a voltar sua ira ao poder público, que paga mal e prepara mal seus policiais? Ou será que é proibido criticar o Serra nas redações esportivas também? Está na hora de parar de defender policiais brutamontes e seus patrões e perceber que, nem sempre é a torcida que parte pra cima. O inverso também acontece.

  • Nivaldo

    Embora o post seja de hoje, não nenhum comentário, imagino estar sendo primeiro. Sabe porque ? Porque as pessoas tem preguiça de ler, é muito texto e pior é um texto que te leva a reflexão. Concordo inteiramente com o Gabriel, tem que “elitizar a gestão e os gestores” do futebol, não esquecendo também dos demais esportes onde a bandalheira é descomunal (mas não tem retorno na mídia, né ?) haja visto o Pan as Olimpiadas que já estão causando calafrios e por ai vai…. Mas o povo, o torcedor, o cidadão brasileiro tem também sua parcela de culpa sim: aumentou o ingresso ? não vá ao estádio; o time tá ruim? não prestigie; o cara lá em Brasilia ou em qualquer lugar do país roubou? não ponha ele de volta lá… mas por incrivel que pareça o brasileiro sempre acha que não é com ele, é sempre com o vizinho. E assim vamos seguindo, sendo roubados, espoliados, espancados e… nada! Falta amor próprio ao brasileiro.

  • Thiago

    PROMOTOR PÚBLICO OU ADVOGADO PARTICULAR DO SÃO PAULO?

    17/02/2009 – 09h51
    Promotor joga suspeitas de confusão na direção de corintianos

    EDUARDO OHATA
    da Folha de S.Paulo

    Uma declaração do promotor criminal Paulo Castilho tornou menos conclusivas versões apresentadas pela Polícia Militar e pela Gaviões da Fiel sobre o incidente no Morumbi.

    “Não fica claro quem soltou a primeira bomba que começou a confusão. Conversei com o tenente-coronel [da PM, Hervando Luiz] Velozo e nem a PM pode dizer se quem soltou a primeira bomba foi um são-paulino”, argumentou Castilho. “E quero lembrar que a polícia encontrou duas bombas em poder de torcedores do Corinthians.”

    O promotor ressalvou que não estava afirmando, por meio desse seu raciocínio, que os culpados foram os corintianos.

    A PM mantém que bomba vinda do estacionamento do Morumbi fora lançada sobre os corintianos. A organizada acata a versão, que a princípio a isentaria de ter iniciado a confusão.

    “Posso garantir que a primeira bomba veio da direção do estacionamento do Morumbi. Mas, claro, como não vi a pessoa que atirou, não dá mesmo para afirmar com certeza absoluta que foi são-paulino”, esclareceu Velozo, ao ser informado dos comentários de Castilho.

    Ao ser questionado se os presidentes de São Paulo e Corinthians deveriam ser responsabilizados por conta da troca de provocações via imprensa antes do clássico, o promotor afirmou que “as responsabilidades serão apuradas via inquérito”.

    Segundo autoridades do município e do Estado, foram atendidos pela rede pública 49 torcedores ontem. Ao menos um foi submetido a cirurgia –seu estado é “estável”.

    E QUANTO À LIBERAÇÃO DO ESTÁDIO NAQUELAS CONDIÇÕES, COM OBRAS IMPROVISADAS EM CIMA DA HORA, NÃO HAVERÁ INVESTIGAÇÃO?

  • Daniel Damasio

    É mais fácil achar fogo em Plutão do que achar um jornalista esportivo com humildade. Diferentemente de você, Mauro Balada, eu concordo com tudo e mais um pouco:
    – faz mais de 15 anos que a imprensa esportiva alenta este circo de hipocrisia. Até o Alberto Dines (do Observatório da Imprensa) se juntaria aos “temíveis marginais organizados”.
    – primeiro os cartolas imbecís que trocam farpas feito dengo de criança, agora as demências do Ministério Pudico que nunca sentou no cimento quanto mais fez nada pelo torcedor. Quanto de mensalão foi pago pelo deputado que se elegeu as custas de um brilhante fracasso?
    – desde Charles Miller que torcer sempre foi para os bravos. Ou querem que se vai pro estádio como quem fosse ao show do Teatro Mágico, que já é uma merda?
    – basta um ai para fazer um caça-às-bruxas nas organizadas. Eu conheço gente pior que elas.
    Sabe o que é, isso já me encheu o saco, por nunca achar quem falasse minha língua! E mais hipocrisia na nossa paz, tome Tegretol e viva o futebol-arte, bat-macumba ê-ê!!!

    Detalhe: não sou filiado à organizada.

    Onde eu assino?

  • Oswaldo

    Ninguém é santo na história. Não é o primeiro vandalismo da torcida corintiana no Morumbi. Lembram do incêndio? Porém, há de se ressaltar que há muitas pessoas de bem nas organizadas. Os bandidos infiltrados não são denunciados, ou seja, há conivência. Muitos pagando por poucos. O São Paulo deveria ter diversas câmeras de segurança para monitorar e constituir provas contra os bandidos. Os locais depredados são sempre os mesmos. Que se denuncie e que a justiça faça sua parte. Tudo lindo, né. Porém tem mais uma coisinha. Como posso conclamar a Justiça se até a corte máxima do país disse que os bandidos (a aí incluem-se aqueles réus confessos de crimes bárbaros) só podem ficar na prisão depois da interminável tramitação jurídica. É o fim dos tempos. E nós, que pagamos nossos impostos temos que ver tudo isso. Quando um filho de político ou ministro morrer aí vão achar uma solução correndo, infelizmente.

  • thiago

    Finalmente algum grande da mídia publicou o lado de quem vive essa imbecilidade toda. Eu queria ter escrito esse texto.

  • Mauricio França

    Texto lindo e perfeito, principalmente no que se refere ao papel da imprensa.

    Ah se existisse uma liberdade de imprensa vigiada.

    Muita coisa envolvendo a violencia no futebol não aconteceria ou seria muito menor.

  • thiago

    Leiam o texto original também, sem a edição do Beting. Há um elogio à ESPN Brasil que talvez o contrato do jornalista não permita ser publicado aqui no Blog. Mas é bom que todos leiam, para entender as escolhas de canais que podem fazer. Porque entre Terceiro Tempo e ESPN Brasil,não deveria nem haver dúvidas para quem tem TV à Cabo….

    THIAGO, o elogio à ESPN BRASIL também é meu. E foi suprimido do mesmo modo como a crítica a outros veículos e colegas.
    Como trabalhei no Terceiro Tempo, e como só não trabalhei na ESPN Brasil pq não acertei salário, o comentário é leviano e infeliz.

  • Héder

    O texto é perfeito, acho que o início da solução, passa por cobrar e punir dirigentes que agem em desacordo com as leis da nação, mas também em dar condição às torcidas, enumerando as cadeiras (?), identificando o torcedor que compra cada cadeira, vendendo os ingressos antecipados…
    Será que depois da copa alguma coisa muda?

  • http://433compontasinvertidos.blogspot.com Renan Ferreira Fechi

    Eu tenho uma dúvida. Se os ingressos para o jogo fossem divididos meio-a-meio, como sempre houvera ser, o estádio dividido, cada torcida com uma parte da arquibancada, o torcedor (torcida organizada e os mais fanáticos) acostumados a clássico, indo para o jogo, torcendo, teria gerado tanta briga, tanta repercussão como foi o ocorrido domingo?

  • Roberto

    Pobrezinhos torcedores organizados! Eles nunca provocam brigas, nunca provocam vandalismo, nunca fumam maconha no estádio, não se importando nem com crianças ao seu lado, eles nunca levam bombas, paus, pedras, armas de fogo, enfim, são pobres vítimas ou, pra usar a palavra oficial do corinthians, mártires. É claro que a polícia trata inadvertidamente os torcedores ordeiros que estao ao lado dos ditos orgazidos como organizados. Mas se os torcedores organizados de TODOS os times não fossem majoritariamente marginais, não haveria tanta violência nos estádios e nos seus arredores. Eu como cidadão de bem jamais me aliarei a qualquer torcida orgazida, pois não quero ter marginais ao meu lado.

  • Adriano

    Caro Mauro,
    O fato de publicar este texto já podemos consierar um avanço.
    Estive no Morumbi, muito próximo de tudo. Encaminhei mensagens para vários veículos de comunicação e nenhum deles foram capazes de ler.
    Gabriel está coberto de razão, até porque, estava lá como eu e viu tudo. O que não ocorre com 99% dos formadores de opinião que não sabem o que é estar na arquibancada…..alguns talvez saibam o que era nas remotas décadas de 60, 70 etc..
    Enquanto o exemplo não vier de cima, me parece utópico exigir um comportamento exemplar das pessoas que são mal tratadas nos estádios toda a semana.
    E o estatuto do torcedor então, foi rasgado mais uma vez. É lamentável!!
    E lambem as botas de uma agremiação que se gaba por ser a mais organizada do País, mas se isenta de suas responsabilidades.
    O Estatuto diz que a responbsabilidade pelo evento esportivo, sob todos os aspectos, é do mandante da partida. Mas arrogância e altivez São Paulina prevalecem…..e ninguém fala nada..pelo contrário…batem palmas!
    Um Abraço

  • Daniel

    Percebi que não houve comentário. Nem precisaria. A verdade dói, e no nosso país dói demais. A crise no futebol (e não só no caso da violência) esta presente em todos os setores deste esporte. É inconsebível achar que o futebol é uma autarquia do povo brasileiro. Futebol é negócio. O futebol é um esporte que vende emoções. Óbvio. Se ganha dinheiro com isso e muito por sinal. Defendo total profissionalismo do futebol, desde dirigente como árbitros. Clubes de futebol são empresas sim. Me revolto com declarações que mais parecem pedidos de esmolas de dirigentes como Márcio Braga. Clube de futebol não é instituição filantrópica, ela têm que demonstrar proventos e deve assumir suas dívidas. Empresas de outros ramos com dívidas semelhantes a de vários clubes, abriram concordata e fecharam (salvos os bancos, por interesses escusos do governo). No futebol tem que ser o mesmo. Cartola corrupto é cartola na cadeia. Outra instituição que deve ser cobrada é a torcida organizada. Que eu saiba, até associação de bairro deve prestar contadas a sociedade sobre suas atividades. Por que as “Organizadas” não prestam contas? Quero dizer: qual o bem social que uma torcida organizada produz a sociedade? Qual o legado? Qual o bem social que oferecem? … Difícil, né? Eu sei. Me pergunto por quê e pra quê elas existem. É compreensivo sua marginalização, mas não entendo a conivência das autoridades e da sociedade com sua existência. Se eu estiver errado, por favor me expliquem. Outra coisa imbecil no futebol é a “exploração do negócio futebol”. Vejo a forma como os cartolas conduzem seus clubes (é de chorar). O Marketing dos clubes é de uma mediocridade alarmante. Qualquer gestor de empresa sabe do que falo. A gama de possibilidades de explorar o negócio é infinita, mas todos insistem em vender direitos de imagem, patrocínio e bilhetagem. É pouco, pra não dizer nulo este esforço de marketing. Se há quem acha não ser possível melhorar, veja como um teatro ou uma empresa de shows e eventos faz para se suster. Porém, creio que a mudança não partirá dos que “comandam” o desporto. A revolução começa de baixo. Uma revolução de guerrilha. O torcedor, aquele menosprezado e humilhado pela burguesia futebolística, dará a resposta se o futebol terá um futuro ou não no país. Como? Cedo ou tarde, o torcedor, cliente deste negócio, vai virar as costas para sua paixão. É como aquela mulher que cansou de apanhar do marido e resolve denunciá-lo a polícia, o torcedor chegará ao ponto de não só desistir de ir ao estádio: ele desistirá de acompanhar futebol, comprar produtos de futebol, assistir futebol na TV, ler ou comentar futebol. O que significa isso? Siginifica que estamos diante do maior anti-marketing da história: o futebol pode ser num futuro próximo o pior investimento que se possa fazer. Aí, creio, ser o fim do esporte que aprendi a amar com meu pai.

  • Rafael Gonzalez

    Só uma pergunta…

    O vidro não era blindado?

  • Rômulo P. Fernandes

    Parabéns Gabriel, perfeito nas declarações, também sou frequentador de estádios a muito tempo e posso dizer que já apanhei diversas vezes da polícia sem a menor provocação.

    Nós torcedores agradecemos.

  • Andre-ZL

    Tem que ser muito imbecil para falar que os torcedores organizados não pagaram seus ingressos…tem que ser muito mal informado mesmo, como todos os comentarios acima…com ingressos vendendo em nossa sede ou não comprariamos do mesmo jeito e quando vende na sede nem 50% da torcida organizada presente no estadio compram em sua sede..antes de afirmar o que não sabem, verifiquem a verdade com seus proprios olhos

  • Andre-ZL

    1. Daniel disse:
    ” Empresas de outros ramos com dívidas semelhantes a de vários clubes, abriram concordata e fecharam (salvos os bancos, por interesses escusos do governo). No futebol tem que ser o mesmo. Cartola corrupto é cartola na cadeia. Outra instituição que deve ser cobrada é a torcida organizada. Que eu saiba, até associação de bairro deve prestar contadas a sociedade sobre suas atividades. Por que as “Organizadas” não prestam contas? Quero dizer: qual o bem social que uma torcida organizada produz a sociedade? Qual o legado? Qual o bem social que oferecem? … Difícil, né? Eu sei. Me pergunto por quê e pra quê elas existem. É compreensivo sua marginalização, mas não entendo a conivência das autoridades e da sociedade com sua existência.”

    Eu te respondo, mas antes te pergunto..o que vc acha que é uma torcida organizada..o que vc conhece PESSOALMENTE sobre uma, quais as atividades que elas desenvolvem, qual a personalidade jurídica delas. Após sua resposta eu te explico

  • Alexandre Oliveira

    Gabriel,

    Sou sãopaulino, e apesar de não ser nem gostar de organizada alguma, tive que comprar ingresso no setor laranja – portanto, estávamos bem perto um do outro.

    Vejo seu texto muito bem escrito, seja quanto à gramática, seja quanto ao discurso propriamente dito (a linguagem, o encadeamento de idéias, etc), mostrando que vc é um homem culto. Parabéns.

    Mas, claro, percebo que vc, se não pertence, ao menos nutre admiração pela organizada-mor do Coríntias – uma vez que presta-se a tomar transporte com eles para ir e voltar ao campo.

    Então, pergunto: vc cantou junto deles o cântico “…A VIOLÊNCIA VOLTOU!”, que eles cantaram APÓS o término da partida, enquanto os tricolores deixavam o Morumbi (cântico antoado também ANTES o jogo, conforme imagens do Globo Esporte)?

    E os demais cantos violentos – inclusive um que não consegui decifrar: “TORCIDA DE SEGURO”, que cantavam para a torcida sãopaulina… vc sabe do que se trata?

    Vc viu torcedores de seu time quebrando e arremessando ao fosso ou ao “coralito” (por cima da divisória de vidro, não entendi com que finalidade…) as cadeiras do setor VISA, em que vc esteve, IMEDIATAMENTE APÓS o gol do SPFC?

    E as bombas lançadas DURANTE o jogo, da torcida do Coríntias sobre a do São Paulo – ao menos 3? Talvez vc não tenha visto por causa do muro construído para a separação, mas é bem provável que tenha ouvido – ou não?

    Com tudo isso, quero dizer que as torcidas organizadas são INDEFENSÁVEIS, quaisquer que sejam, porém algumas delas têm mais prestígio que as outras – porque têm escola (sic) de samba (e nem de carnaval eu gosto), têm voz ativa nos clubes que, como milícias armadas, defendem…

    O pior é que, certamente, os feridos não são os que agitam, ‘botam pilha’ (como diz-se em vernáculo).

    Enfim, não questiono seu partidarismo, pois vc é livre, mas por favor, não venha defender o indefensável, nem justificar o injustificável: se um torcedor, em nome de uma massa, diz claramente que vai “matar um tenente” da PM, boa intenção esse cidadão não tem. E nem quem voluntariamente se senta ao lado dele, ainda que só para atravessar a cidade de ônibus.

    Alexandre Oliveira

  • Marco Aurélio

    O texto é PÉSSIMO!!!! Vou repetir: PÉSSIMO!!!!

    O que os “presidentes” das torcidas fazem para melhorar o quadro? NADA!!!! As torcidas organizadas são organizações criminosas. Infelizmente a imprensa “flerta” com este bando. Será que jogar um BOMBA CASEIRA em outra pessoa é ato humano? A própria intenção de fabricar uma BOMBA já mostra a falência da dignidade.

    QUANDO É QUE SERÃO EXPULSOS DO FUTEBOL?????

    NÃO AGUENTAMOS MAIS!!! A SOCIEDADE NÃO AGUENTA MAIS VOCÊS!!!

    FORA! FORA! FORA!

    “…E em Gaza, como foi a abordagem, senão pelo massacrante ponto de vista israelense, ignorando o fato de a fundação do Estado de Israel ser um ato de ocupação em si desde os primórdios e também omitindo o fato de que há muito tempo o Hamas aceita o direito a existir do Estado israelense e negociar de acordo com as fronteiras de 1967?….”

    VAI ESTUDAR GAROTO!!! Ponto de vista israelense???? A agência de notícias do mundo ocidental era o o grupo TERRORISTA Hamas!!!! O Hamas aceita o direito a existir do Estado israelense?
    O Hamas matou palestinos integrantes do Fatah e você vem dizer estas BESTEIRAS.

    Lamentável.

  • Marco Aurélio

    Só para terminar…..

    Dias atrás (22/dez/08) estava assistindo TV. Coloquei na ESPN e vejo o começo do jogo entre CHICAGO BEARS e GREEN BAY PACKERS.

    Jogo em Chicago. Noite de segunda feira. Temperatura na hora do jogo: -15ºC. Isso mesmo, MENOS QUINZE GRAUS. E ainda estava ventando.

    E o público?
    O ESTÁDIO ESTAVA LOTADO. LOTADO MESMO. 100% de ocupação. Público de 62.151 torcedores.

    A televisão mostrava famílias com crianças pequenas em um estádio aberto numa temperatura de -15ºC. Digo famílias com marido, esposa, filhos e filhas.

    Por que será?

    Será que veremos estas cenas aqui no Brasil?

    Enquanto existirem as torcidas organizadas estas cenas NUNCA SERÃO vistas aqui no Brasil. NUNCA!!!!

    Ou seja, não há compatibilidade entre torcedor comum e torcida organizada. Pois o torcedor comum quer PAZ. Diferente das torcidas organizadas.

    Resumindo: ou NÓS ou ELES.

    De que lado o futebol brasileiro está?

  • Pedro Carvalho Neto

    Mauro

    sou tricolor doente (tricolor quer dizer Fluminense, o resto ‘e saopaulino, gremista e etc) e vou ao Maraca desde 64. Fui sempre com meu pai, irmaos, amigos e etc. Fui a todas as decisoes, centenas de classicos com as torcidas dividindo o Maraca.

    Levo meus filhos ao Maraca mas levei apenas uma vez a um classico. Contra o Vasco. Eles nao se sentiram confortaveis e muito menos eu. Tem solucao? Todas as sugestoes acima sao boas, lugares numerados, vendas o mais espalhadas/randomizadas possiveis, e etc. Vai funcionar? Nao sei, o poder publico no pais funciona? A policia funciona? Tem preparo? Acho que vcs sabem as respostas destas perguntas.

    Acho que a imprensa poderia ajudar se fosse menos chapa branca. Se fosse investigativa. Os programas esportivos na tv sao “amigos” de todo mundo e muito pouco criticos. O Dunga ‘e patetico? Porque ninguem diz isso em voz alta? A preparacao para a Copa de 2006 foi um circo? Porque ninguem falou nada na hora? Eu li em algum lugar hoje que o Parreira declarou que nao pediu demissao porque tinha um compromisso? E a imprensa compra isto calada? O Zagalo fez um monte de bobagens na selecao, em 2004 desperdicou uma geracao talentosa e montou um time medroso, sem tesao. Em 1998, fez caquinha novamente na escalacao do Ronaldo. Mas a imprensa so bajula.

    O Luxemburgo, o Roth, o Muricy, o Felipao adotam o sistema de rodizio de faltas e a unica voz que eu ouco contra ‘e do Calazans. Alem dele algumas outras poucas vozes se levantam de vez em quando. Mas ‘e pouco. Que saudade do J. Saldanha e outros Quixotes!!

  • http://www.futebolatrasanonimos.blogspot.com Gabriel Brito

    primeiramente, fico agradecido por alguns comentarios, pois creio ser mto importante colocar diversos desses ptos aqui discutidos sob questao. e tb profundamente grato ao beting por conceder um espaço tao importante.

    queria responder primeiro ao senhor marco aurelio, q me mandou estudar (coisa q tento fazer diariamente, longe de atingir a perfeiçao).
    sua visao é do tipico conservador q imputa a culpa ao lado mais fraco e esquece dos fatores sociais q ocasionam diversos desastres, como o da violencia no futebol (peqno apendice da violencia geral).
    sobre gaza, sugiro q leia esse texto:
    http://www.resistir.info/chossudovsky/guerra_e_gn_p.html
    explica o interesse israelense em controlar as riquissimas jazidas de gás natural da faixa de gaza, descobertas em 2000, às quais nao tem direito de soberania mas pretende se apropriar. israel é um país de parcos recursos naturais. precisa importar praticamente tudo, inclusive água. ou seja, por trás da guerra estao os negocios, q afetam diretamente a economia israelense. sendo assim, sabe qdo israel permitirá aos palestinos controlar a regiao? deixa pra lá ne.
    qto ao hamas, é um grupo q aderiu a via institucional ha muito tempo. venceu democraticamente as eleiçoes da regiao em 2006, em pleito reconhecido pela ONU. Hamas hj, OLP ontem. Israel precisa sempre diabolizar alguem para justificar suas práticas genocidas, pois um estado q promove o assassinio de mais de 300 crianças planeja tao-somente a limpeza étnica, para assim evitar a consolidaçao de uma naçao no futuro. um exercito tao moderno e poderoso, subsidiado pela maior maquina militar do mundo, jamais erraria seus alvos se estes fossem realmente os lideres do hamas. há vasta bibliografia q atesta os planos de destruiçao da palestina por parte de israel. qto ao fato de o sr considerar o hamas porta voz da imprensa, é simplesmente risível. talvez o sr. nao leia folha de s.paulo, estadao e nao veja jornal nacional. além de parecer ser do tipo q também condenaria a pegada em armas da resistencia francesa ou argelina ou brasileira nos anos 60,70. portanto, ser criticado por alguem assim me alivia.
    além do mais, dei outros exemplos q o sr. parece nao ter contestado. de toda forma, o eixo da discussao nem é isso. no mais, aceito críticas aos textos e ideias q expresso, mas da proxima vez tente ser menos arrogante e autoritario, pois o termo garoto da forma como foi colocado é tipico de qm quer se impor logo na primeira palavra sem discutir e expor ideia alguma.

    agora ao alexandre, sujeito este educado.

    nao, amigo, nao cantei “a violencia voltou”. conversei disso hj com o meu pai aliás. a torcida deu diversos avisos violentos de tal tipo na saida do jogo com o mogi mirim. se a propria policia observasse melhor esses detalhes, a prevençao poderia ser, talvez, mais eficiente.
    fui com os gavioes pelos motivos q expliquei no texto. era, de fato, mais seguro. saindo sozinho de casa, nao haveria escolta exclusiva para meu irmao e eu.
    nao teci loas aos gavioes em momento algum tampouco. e tenho severas criticas a algumas praticas recentes deles. aliás, eles tb, tanto q racharam.
    nao gosto da relaçao q eles tem com andres sanchez. a gavioes tem um passado combativo e fiscalizador com relaçao as mazelas do corinthians e nos ultimos anos, onde a corrupçao devastou o clube, suas posturas e protestos nesse sentido foram mto mais amenos, o q me causa serias duvidas sobre oq estaria por tras disso.
    acho uma tremenda sacanagem o privilegio q eles tem nos ingressos, principalmente em relacao ao socio-torcedor, q teria mais justificativa em ser privilegiado na distribuicao de tao poucas entradas.
    no entanto, nao sou a favor de extinguir as organizadas. primeiro pq atenta contra o direito de constituir grupo para fins sociais, de qualquer ordem, o q fere nosso estado de direito, a nao ser q nesse grupo haja a intençao de derrubar a democracia no brasil ou algo assim. nao resolverá nada, pois os seus membros poderao continuar a solta e frequentando jogos. é trocar a cama, nao a mulher adultera.
    segundo, e principal: acho q as autoridades deveriam agradecer aos ceus pela forma como se constituem as organizadas. explico: a gavioes, por exemplo, tem constituicao juridica, cnpj, endereço e td. se alguem do MPF quiser contatar suas lideranças, consegue em dois minutos, portanto, esse tipo de organizacao facilita mto a identificacao de criminosos, faltando apenas empenho em cumprir as leis ja existentes no país, pois q eu saiba nosso sistema juridico ja cobre todo os tipos de delitos q essa turma pratica. na argentina, comparando, as barras bravas nao sao assim. sao bandos q se encontram pra ir aos jogos, mas q nao tem sede, endereço, presidente nem nada. é tudo na clandestinidade. talvez por isso mtos violentos de lá conseguiram ficar foragidos por longos periodos de tempo ao cometerem crimes. seus lideres sao conhecidos por apelidos e apesar do verdadeiro empenho de algumas autoridades locais em resolver casos, algumas vezes a coisa é complicada mesmo, pois o esquema lá se assemelha mto mais à bandidagem crua. imagina se as organizadas daqui resolvessem de fato se dissolver e ficar assim, no “anonimato”, mais disfarçados ainda em meio a multidao de bem intencionados q vai aos jogos?
    a questao é complexa, os ultimos 14 anos provaram q nao basta so banir nomes, restringir bandeiras e instrumentos. ou começa-se a punir diretamente os criminosos, e ha respaldo juridico para tal (ou vc joga uma bomba impunemente por ai?), ou ficaremos na mesma ladainha conservadora e retrograda de sempre.
    compreendamos o seio do problema, as visceras, para depois combate-lo e elimina-lo. o fato é q nossas autoridades nao sabem nada da logica de funcionamento desses grupos, ficando assim incapacitados de anular suas açoes, como bem disse o excelente jornalista Mauro Cezar Pereira.
    qto ao responsavel pela bomba, nem a policia sabe ainda. o q ficou claro é q uma parte dela ja preparava uma versao mentirosa dos fatos, desqualificadas por ninguem mais ninguem menos q o proprio coronel velozo, revelando outra pratica comuníssima dessa corporaçao, como vemos em seus inumeraveis casos de execucao sumaria pela periferia q terminam com provas forjadas e envolvem ate ocultacao de cadaver.

    por fim, uma peqna reparaçao. exagerei ao dizer q a espn brasil é o q resta de bom jornalismo. é PARTE do q resta disso. ha outros bravos compromissados com os valores da profissao, espalhados e as vezes com menos espaço q merecem por ai, mas é q a espn brasil é o unico veiculo, a meu ver, q tem tais principios de forma completa, por parte de sua direçao mesmo, nao em casos individuais isolados. como o mauro beting no terceiro tempo por exemplo. feita essa reparaçao, avante o debate, nao vamos cair na mesma conversa de sempre e esquecer td em uma semana.

  • Andre-ZL

    Marco Aurélio, quanta utopia..vc consegue ser o maior dos desinformados, fica ai com seu racismo, porque enquanto a Constituição me der o direito de ir e vir e liberdade de expressão , estarei nos estadios do Brasil inteiro, junto com meus companheiros e familias que estão aos montes nos estadios, quem frequenta sabe muito bem disso…fica ai ouvindo o Falvio Prado fica…

  • Andre-ZL

    Marco Aurélio, TENHA CERTEZA DE UMA COISA, SEU RACISMO NÃO É MAIS FORTE QUE OS DIREITOS GARANTIDOS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL…OS ESTADIOS ESTARÃO LOTADOS DO MESMO JEITO COM VC OU NÃO, A UNICA COISA QUE TIRA O TORCEDOR É O PROCESSO DE ELITIZAÇÃO, FORA ISSO TEMOS JOGOS CONTANTES COM 20 MIL PESSOAS, PODE CHORAR AVONTADE, NOSSO CNPJ PODE SER EXTINTO, NOSSA CAMISA PODE SER PROIBIDA (ISSO JÁ FOI FEITO E NÃO SURTIU EFEITO ALGUM), MAS NOSSA PRESENÇA, NOSSA VONTADE, NOSSA IDEOLOGIA SÓ VÃO ACABAR QUANDO NÓS MORRERMOS, PODE CHORAR AVONTADE

  • Andre-ZL

    A VIOLENCIA SÓ ACABARÁ QUANDO O INFRATOR FOR PRESO…
    A IMPUNIDADE DA RESPALDO AO TORCEDOR VIOLENTO…SEJA ELE DE ORGANIZADA OU NÃO, POIS NA PISTA É TODO MUNDO MISTURADO E NINGUEM TEM CONTROLE DE QUEM ESTA AO SEU LADO, POIS É UMA MULTIDÃO…

    O QUE NÃO PODE É TENTAR IMPEDIR O JOVEM DA PERIFERIA DO SEU DIREITO DE IR E VIR…

  • thiago

    Apenas levantei uma possibilidade, como os jornalistas fazem todos os dias (num serviço de democracia muito importante). Entendo o corte da crítica ao Diário, e não entendo o corte do elogio à ESPN. E não gosto mesmo do Terceiro Tempo, apesar de gostar de você (senão não leria seu blog, ou comentava). Uma crítica, Mauro, não torna meu comentário leviano. Mas realmente posso ter sido infeliz na construção do pensamento, pois a intenção não ficou clara, parecendo um desrespeito gratuito ao seu local de trabalho. Reiterando: não gosto do Terceiro Tempo, gosto do Blog, gosto da ESPN Brasil, não gosto de edições quando não existem ofensas, gosto de criticar, aceito (nem sempre, vá lá) ser criticado, adoro internet. E respondo nesse post antigo pra ficar entre agente. Embora meu ego de leitor-que-quer-ser-notado pelo blogueiro vá me trazer de volta aqui pra ver se teve resposta. Abraço

    THIAGO, brilhante, cara. Muito bom.
    Perfeito mesmo. E adoro quando alguém coloca as coisas com inteligência, educação e firmeza. E foi seu caso. Só editei os comentários (elogiosos ou críticos) para não parecer que estava defendendo um lado (ou alguns colegas e/ou veículos) e atacando outros.
    Reiterando que também adoro a ESPN, o Arnaldo, o PVC, e gosto muito do Flávio Prado – embora discorde de muitos pontos de vista dele.
    E aproveito para dizer que gostei muito de sua manifestação, mesmo não concordando integralmente.

  • Marco Aurélio

    Andre-ZL….

    Primeiramente, não acompanho o trabalho do Flávio Prado. Para mim ele é um “cabeça de bagre”.

    Estava um pouco exaltado na hora que escrevi pois vejo que um belo clássico fica manchado com essas notícias. Mas vamos ao que interessa: Acredito que seja uma utopia mesmo. De vez em quando fico pensando se não seria melhor 10.000 famílias com 4 integrantes cada ao invés de 40.000 “torcedores organizados”. Não estou sendo irônico. Apenas sincero. No momento acredito que seja utopia mesmo. Mas não posso deixar de expressar minha opinião.
    Não sou racista. Reunimos em casa de diferentes amigos semanalmente para acompanhar os jogos. Torcedores dos mais diferentes clubes. Além do mais não sou corinthiano, sãopaulino, palmeirense ou santista.

    Mas lendo o seus comentários vejo que o que você pensa não é muito diferente do que penso.
    “…A VIOLENCIA SÓ ACABARÁ QUANDO O INFRATOR FOR PRESO…”
    Eu também defendo essa idéia. Quando disse no comentário sobre a expulsão era isso que esta querendo dizer. Aliás, vejo que é a ÚNICA SOLUÇÃO. Tem pessoas que defendem a elitização. Eu acredito que um clube deve pensar no fator “bilheteria”. Mas não podemos dividir a violência em camadas sociais. Dizer que os ricos são “bonzinhos” e os pobre são violentos é pura MENTIRA.

    Outra coisa, eu não defendi cancelamento de CNPJ. Os torcedores podem se unir a vontade.
    O problema é que a violência é ocasionada em sua grande maioria por estes torcedores. Pode ocorrer com torcedores “comuns” não filiado a torcida mas que são adeptos ao modelo adotado por ela.
    Uma pergunta sincera: Você sabe de algum torcedor que foi expulso de alguma torcida organizada por portar uma bomba caseira?

    Como ainda a prisão de torcedores violentos não está implantada no Brasil, as torcidas organizadas deveriam fazer um “pente-fino” excluindo os baderneiros. Mas não acontece isso. Os violentos são idolotrados. Se infelizmente vier a morrer em uma briga, ele vira mártir.
    Termino com uma frase que tinha escrito no comentário anterior: “O torcedor comum quer PAZ. Diferente das torcidas organizadas.”

  • Alberto

    Está se desviando o foco do que realmente interessa no ocorrido.

    Mártires ou bandidos (nas denominações dadas, respectivamente, por corinthianos e anticorinthianos), o fato é que dezenas de pessoas que foram ao Morumbi assistir uma partida de futebol se machucaram, várias delas com gravidade.

    Brutalidade da PM e amadorismo de cartolas à parte, porque isso não é novidade, a causa do desastre foi a reestruturação das dependências do estádio reservadas para aqueles torcedores: um espaço diminuto, com uma via de entrada estreita em demasia, aquém do que seria necessário para aquelas milhares de pessoas.

    Qualquer tumulto que alí ocorresse teria conseqüências graves. Como teve. Na verdade, foi por providência divina ou por sorte que o resultado não foi muito pior. Quando se lê os relatos de quem vivenciou aqueles momentos de caos e de terror, se percebe que, ao invés de dezenas de feridos, poderiam ter sido dezenas de mortos.

    Se o estopim do desastre foi uma bomba arremessada do estacionamento privativo dos sócios do São Paulo – como informado na primeira versão da PM, a qual os advogados (formais ou informais) do São Paulo tentam desqualificar – a responsabilidade do clube mandante da partida, além de proprietário do estádio, é ainda mais grave.

    O que não pode ser posto em dúvida é a responsabilidade do São Paulo, clube mandante da partida e proprietário do estádio, perante o tumulto que resultou no ferimento de dezenas de pessoas que se dirigiram ao local para assistir uma partida de futebol. (Responsabilidade acessória pelo ocorrido tem quem liberou o estádio naquelas condicões. Frise-se que a construção do muro que afunilou a passagem dos torcedores foi noticiada pela grande imprensa, e até gerou curiosidade e preocupação de quem teve contato com as informações. Portanto, os órgãos competentes não poderão alegar desconhecimento de uma obra, com aspecto de gambiarra, que foi notícia porque vinculada a uma partida de futebol de grande interesse.)

  • Andre-ZL

    Marco Aurelio,

    A impunidade faz a pessoa violenta sobreviver…essa pessoa deve ser presa, principalmente para dar exemplo aos mais jovens…
    Por portar bomba caseira não me lembro..mas em minha torcida 2 ex-presidentes foram expulsos, o Barcelona foi expulso pelo simples fato de roubar o relogio do motorisrta da caravana, outro amigo meu foi expulso por motivo que não posso contar. Nós temos nossas leis, isto é um pouco complexo…mas uma multidão é incontrolavel, tem tudo quanto é tipo de pessoas…

    Quando as pessoas vão ao estadio, não tem como controlar se A ou B pode ir ao jogo, pois é uma coisa livre, não temos esse controle sobre as pessoas, tem pessoas que fazem sua carteirnha com 15 anos e nunca mais voltam a pisar na sede, e ele faz todo tipo de coisa, mas nós nem imaginamos que essa pessoa esta no estadio, nem sabemos quem é mais essa pessoa, de onde ela vem, porque torcida organizada antes de tudo é ideologia, ela não precisa de forma alguma seguir nosso coletivo, ela é uma pessoa independente…não adiante nos expulsarmos pois ele estará no estadio do mesmo jeito, e quem vai saber que ele esta dentro do estadio….isso ocorre pelo fato de há a vontade da pessoa ir ao estadio, a torcida não infui em nada…

    Não precisda fazer uma legislação especifica, pois tentativa de homicidio é tentativa de homicido, assalto é assalto, porte de arma é porte de arma…basta a policia fazer seu serviço…te garanto que isso acabaria…

    pensa assim, estou na rua, tem outro torcedor na frente, eu vou fazer o que quiser contra ele, pois eu não serei preso, apenas minha torcida, a qual não vou a anos em sua sede, será processada..pensa nisso…

    Paz todos querem, não só nos estadios, mas no metro, nas estradas, no farol, na favela, no show de rock, no funk, na palestina..mas nossa sociedade sempre foi violenta desde a era da pedra…

  • ROSANA DA SILVA DE UBATUBA

    eu gostaria que acabase com essa violencia é tao bonito torcer as pessoas precisa saber que a violencia nao leva nada , o esporte tem que ser um exemplo para todos nós ,vao ao estadio para dar alegria as pessoas e torcem pro seu time serar melhor pra todos nós