HISTÓRIA EM JOGO – Inglaterra 3 x 6 Hungria – 1953

por Mauro Beting em 30.jan.2009 às 18:20h

[[[[[[MAIS DO CLÁSSICO EM “O JOGO DO BETING”, na terça-feira, no LANCE!]]]]]]]

VEJA OS GOLS: http://www.myvideo.de/watch/3603969/England_Hungary_3_6_1953_november_25

PRÉ-JOGOInvicta havia 22 jogos (19 vitórias), campeã olímpica em 1952, a magia magiar enfrentaria a pátria-mãe do futebol, que estava invicta em Wembley, e não perdia um jogo em casa para uma seleção não-britânica desde 1901. Para a imprensa inglesa, aquela tarde de quarta-feira de 25 de novembro de 1953 seria o “Match of the Century” – o jogo do século. Exagero? No mínimo, é o amistoso mais importante da história do futebol. Um divisor de águas, um multiplicador de bolas.

A Hungria era não só uma revolução técnica, tática e física – era um projeto de Estado, a melhor propaganda do governo comunista. Os atletas eram literalmente soldados do ideal do bloco soviético – quem não servisse o time do Honved (“defensores da pátria”) teria de servir como soldado na fronteira do país…

Em campo, faziam lindo: a equipe inovava no aquecimento pré-jogo, no posicionamento tático do centroavante (mais recuado, idéia já adotada no MTK húngaro), no apetite pelo ataque, e no detalhado estudo dos rivais. E, claro, era uma seleação baseada numa equipe – o Honved, o time do exército, dos “hómi”. Sete dos titulares jogavam juntos havia anos.

Inventores do jogo, os ingleses só haviam participatado de uma Copa, em 1950 – e fizeram feio. Já não tinham a soberba e a convicção de que eram os donos da bola. Estavam invictos em Wembley até aquele 25 de novembro de 1953. Era um ótimo jogo para mostrar que ainda poderiam ser chamados (ou auto-intitulados) de senhores do jogo se vencessem aquele timaço húngaro, dirigido pelo meticuloso Gusztav Sebes.

Em outubro, ele assistira em Wembley ao empate do English Team com a seleção mundial. 4 x 4. Antes do jogo, na véspera, calçara chuteiras e medira o campo londrino. Pediu ao presidente da Federação Inglesa três bolas para treinar com o time húngaro. Elas eram mais pesadas e duras que as usadas no país. Sebes chegou a observar a posição do Sol para melhor preparar a equipe para vencer os ingleses. Durante três semanas, treinou a seleção contra equipes armadas como deveriam atuar os pais do futebol.

Os ingleses também não quiseram fazer feio e foram estudar os húngaros nos amistosos anteriores. Não havia internet e TV a cabo. Mas já havia espião na guerra fria da bola.

Sebes tinha como filosofia deixar os craques decidirem a forma de atuar. Só falava de tática nas grandes partidas e decisões. Como aquele amistoso. No imperdível livro “Puskas – uma lenda do futebol”, de Roger Taylor e Klara Jamrich, ele explica o que pretendia fazer em Wembley:

– Queria [o centroavante] Hidekguti flutuando em um redemoinho de posições fluidas de nossos atacantes para confudir a zaga inglesa. Eu sentia que a defesa deles se sentiria obrigada a segui-lo e isso abriria espaços para o Boszik vir de trás e armar com Puskas e Kocsis. Quanto mais nós nos movimentássemos, mais problemas criaríamos. Lá na defesa, a idéia era contar com o recuo de nossas pontas, e com o Zakarias na zaga, deixando o Lorant como líbero.

O técnico húngaro estudara os ingleses. Mas os atletas húngaros não conheciam os rivais. E vice-versa. O capitão inglês Billy Wright admite que ficou mais tranquilo ao ver as chuteiras leves dos rivais se comparadas às chancas britânicas…

Ele admite que foi um dos tantos erros que cometeu naquela tarde de quarta-feira.

OS TIMES

INGLATERRA – 3-2-2-3 (WM): Merrick (1); Alf Ramsey (2), Johnston (5) e Eckersely (3); Wright (4) e Dickinson (6); Taylor (8) e Sewell (10); Stanley Matthews (7), Mortensen (9) e Robb (11).

HUNGRIA – 1-3-2-4: Grosics (1); Lorant (3); Buzanszky (2), Zakarias (6) e Lantos (4); Boszik (5); Puskas (10); Budai (7), Kocsis (8), Hidekguti (9) e Czibor (11).

LANCE A LANCE

NO TOSS: Puskas fica com a bola depois de cumprimentar o capitão Wright. Ele admite ter ficado muito nervoso naquele momento. Para relaxar, deu sete embaixadinhas até tocar para o ponta Czibor, que também fez sua graça antes de a bola rolar. Era um modo de transferir o pavor para o rival.A Hungria deu o pontapé inicial atacando à direita da cabine de transmissão de Wembley.

COMEÇOU – No primeiro lance, o centro-médio Boszik lançou Budai (pronuncia-se Budaí) aberto pela direita. Era a saída usual de jogo húngara.

43s – 1 x 0 HUNGRIA. HIDEKGUTI (pronuncia-se algo como IDAKUTI). Zakarias se antecipou a Mortensen na intermediária, no abafa dos visitantes, e tocou a Boszik que serviu o camisa 9. Ele limpou fácil Johnston e, já dentro da área, mandou no ângulo direito da meta inglesa. Golaço. Aplaudido por boa parte do estádio. Interessante é que em 26s a Inglaterra já dava a saída. Não havia celebração efusiva de gol. Contando com um arremesso lateral, os pais do futebol só tocaram duas vezes na bola e já perdiam por 1 x 0 antes do primeiro minuto.

2min – Dois bons ataques ingleses e ótimo contragolpe de Czibor. Jogaço aberto de duas equipes que sabiam de bola – mas absolutamente não se conheciam. Como pedido por Sebes, os pontas Budai e Czibor iniciam o jogo desde a intermediária, pelas pontas. Mas os húngaros forçam mais o jogo pela direita. Nas palavras de Puskas, em cada partida, “bastava 5 minutos para a gente entender o que era preciso fazer, quais as deficiências do adversário. O treinador não precisava falar com a gente”.

* Formação de barreira? Jogador parado à frente da bola para evitar a cobrança? Não naquela tarde de 1953. Era diferente. Parecia falta de educação. Como marcar muito forte no meio. Os até quatro atacantes ingleses (com o avanço do meia Sewell) praticamente atuavam no mano a mano contra a linha de três zagueiros húngaros, protegidos na sobra por Lorant. Boszik era o centro-médio clássico. Todas as bolas passavam por ele. Assim como muitos meias ingleses também…

7min – Livre na entrada da área, o Major Galopante Puskas enfia a bomba. Merrick defende. Johnston (que não sabia se acompanhava Hidekguti ou se ficava no miolo da área…) só observa. Ingleses dão o mesmo espaço que os húngaros. Como o mundo todo deixava os rivais jogarem um pouco mais. Ingleses jogam bem, mas erram passes demais, a partir do goleiro. O jogo húngaro é quase todo com Budai, pela direita, livre pela má marcação de Dickinson (preocupado com Kocsis) e Eckersely.

9min – Brilhante troca de passes até finalização de Budai nas mãos do goleiro. Lance começou na esquerda com Czibor. Budai joga demais. Eckersely marca o ponta rival como se fosse um daqueles guardas ingleses que não podem se mexer.

10min – Kocsis perde gol feito, de cabeça (seu forte), em belo lançamento de Puskas. É a quarta chance de gol húngara, nascida em erro do enorme Stanley Matthews, ponta-direita que tentou arrumar o time, e deu mais um passe torto. Ingleses sentem a categoria rival.

11min – ABSURDO! GOL MAL ANULADO DA HUNGRIA. Árbitro Leo Horn (Holanda) evita vexame maior marcando impedimento inexistente de Hidekguti, em bela tabela com Puskas. Ele entrou sozinho pelo meio da área (os ingleses são os pais do futebol, e essa zaga, a mãe da Hungria!). Um dos gols mais mal anulados da história.

14min – 1 x 1 INGLATERRA. SEWELL. A Hungria atacou com seis até o desarme de Johnston. Ele armou belo lance em velocíssimo contragolpe que pegou a sempre exposta zaga húngara num três contra três. O meia-esquerda apareceu sozinho na área, à frente de Grosics (pronuncia-se Grô-shi-sh), e bateu fraco, de canhota, cruzado. Belo gol, na primeira jogada inglesa.

15min – Hidekguti divide com o goleiro e quase desempata. Nada abala a convicção ofensiva dos visitantes.

* Nos escanteios ofensivos, rapidamente batidos, os húngaros colocam até quatro atacantes na área rival – acima da média daqueles tempos; os ingleses se defendem com oito na grande área.

18min – Kocsis (pronuncia-se Kô-shi-sh, mais ou menos isso) divide com a zaga e perde gol feito. A sexta chance magiar. E como joga esse Hidekguti!!! Por ora, é o melhor em campo, disparado, seguido de perto pelo gigantesco Boszik, que agora começa a arrumar o meio-campo defensivamente, recuperando um tonel de bolas. Mas o Hidekguti… Elegante, esguio, sai da área e abre espaço para Kocsis e Puskas. Um monstro. Inteligente e abusado. Pelo jogo, é fácil imaginar como o placar chegou a esse tamanho. Mas, honestamente, até agora, não esperava tão bom futebol da Inglaterra (do meio para a frente), e tanto espaço dado pelas duas equipes – já posso imaginar como a Alemanha ganhou a Copa, menos de um ano depois, na Suíça…

19min – GOL. 2 X 1 HUNGRIA. HIDEKGUTI. Czibor avança pela ponta esquerda, serve Puskas que é derrubado por Johnston. Árbitro não marca o pênalti e é salvo pela sequência do lance. No melê seguinte, num bate-rebate, Hidekguti acerta a bomba, que bate na zaga, encobre o goleiro, e faz justiça ao placar. Sétima chance húngara em menos de 20 minutos de jogo. E que jogo!

20min – Budai, livre, bate mal, à direita de Merrick. Impressionante o astral negativo inglês. Parece que já sabem que serão impiedosamente goleados. Perdem a bola como se fossem meninos sub-10 diante de um exército romano. Time definha até fisicamente. Parece que os ingleses jogam o futebol de 1953, e os húngaros atuam com a velocidade de 2009.

21min – God save the Queen. Hidegkuti bate na zaga. Nona chance em 21 minutos.

22min – Parem as rotativas! Eckersely ganha a primeira de Budai!

23min – GOL. PUSKAS. 3 X 1 HUNGRIA. GOLAÇO. Aplaudidíssimo por Wembley. Budai recua e lança Czibor, o ponta-esquerda, que aparece pela direita (!?), livre às costas de uma aparvalhada linha de impedimento mal feita pelos ingleses. Ele avança, vai ao fundo e serve Puskas, no bico da pequena área direita. Num come seco, ele deixa o capitão Wright perdido e estatelado no gramado, e fuzila Merrick. Superioridade técnica, tática e física absoluta. O maior espetáculo da terra. O jogo é melhor do que eu imaginava. Locutor húngaro se derrete. Com imensa razão e paixão. Para Puskas, foi “o mais lindo gol de toda a carreira. E não foi um lance por nós ensaiado. Foi uma jogada que ocorreu naturalmente, que tive de resolver no reflexo”. Para Wright, “em nove em dez daqueles lances eu conseguiria o desarme… Mas aquele lance era justamente contra o Puskas…”

[[[[[[[PELA CÂMERA DE TRÁS – http://www.myvideo.de/watch/385167/3_6_fuer_Ungarn_gegen_England]]]]]

25min – O pau come em Wembley. Ingleses entram duro, húngaros respondem na maldade.

26min – GOL. 4 X 1 HUNGRIA. PUSKAS. Deveria ser algum édito real: Ninguém faz barreira na Inglaterra?! Budai é derrubado na meia direita. Árbitro marca a falta. Ninguém fica na frente da bola, nem se faz a barreira. Boszik chega como quem não quer nada e, da meia direita, bate rasteiro, não muito forte. No meio do caminho, Puskas estica o pé esquerdo o suficiente para desviar a bola, que entra mansa, no canto direito de Merrick. Gol de sorte para um time que vinha levando azar como alegria ao jogo. Doze chances, quatro gols húngaros. Ou eram muito ingênuos, ou o futebol era realmente muito diferente. Não necessariamente para melhor.

31min – Incrível! A Hungria não cria um lance de gol há 5 minutos! CRIIIIISE!!!!

32min – Não se pode falar… Kocsis cabeceia nas mãos de Merrick. Impressionante a impulsão do meia húngaro – de fato, mais centroavante que Hidekguti.

35min – Mortensen cabeceia e Grosics faz grande defesa. Primeiro cruzamento certo inglês, sempre no segundo pau.

37min – Com a maior cadência húngara, sem o pé no fundo, ingleses criam mais um bom lance, com o apagado Taylor. Será que cutucaram as feras com a bola curta?

* O esquema húngaro pode ser definido basicamente como um 4-2-4. Na prática, é 1-3-2-4, com Puskas recuando um pouco, mas quase sempre se comportando como o quinto elemento à frente, trocando de função com Hidekguti.

39min – Budai perde o 14o. grande lance de gol. Chuta mal o ponta. Mas joga e corre muito.

42min – Termina o MEU primeiro tempo. O que tenho de gravação vai até aqui. Pouco antes do gol inglês.

42min – GOL. 2 X 4 INGLATERRA. MORTENSEN. Um milagre britânico terminar APENAS com quatro gols na sacola. A fase é tão ruim que não há imagem gravada do gol.

PLACAR VIRTUAL DO PRIMEIRO TEMPO – INGLATERRA 4 X 14 HUNGRIA

FIM DO PRIMEIRO TEMPO.

Fala o zagueiro Johnston: – A tragédia do nosso time foi a sensação de total impotência. Não sabíamos como fazer alguma coisa diante daquela perspectiva terrível de sermos goleados. Eu não sabia se seguia o Hidekguti ou se ficava…

Fala Puskas – As nossas embaixadinhas no aquecimento até certo ponto atemorizaram os ingleses. Mas foi o gol no primeiro tempo que definiu nosso estado de espírito e nosso jogo. Ganhamos confiança para fazer nossa parte e nosso jogo ofensivo.

COMEÇA O SEGUNDO TEMPO.

2min – Grande lance do genial Stanley pela ponta direita, boa defesa de Grosics (que passara mal antes do jogo – nervosismo). Os húngaros resolvem esperar os ingleses, iniciando o jogo mais atrás, com menos velocidade, abusando mais da técnica de seus organizadores. No lance de perigo, o atacante machuca o rosto e é carregado por Grosics e Lorant para fora do gramado. Não havia maca.

5min – GOL. 5 X 2 HUNGRIA. BOSZIK (pronuncia-se algo como Bôs-shiq). Falta pela meia direita. De onde saiu o quarto gol húngaro. Você acha que alguém se importa em fazer barreira? Puskas não bate direto. Faz bem. Hidekguti faz melhor, mete a bola na cabeça de Kocsis, que manda na trave esquerda. No melê, a bola vai sobrar na meia direita para o imenso Boszik bater cruzado, no canto de Merrick, que pulou tarde, e se atrapalhou com o desvio da bola. Os húngaros são demais. Mas os ingleses colaboram.

8min – GOL. 6 X 2 HUNGRIA. HIDEKGUTI. HAT-TRICK do camisa 9. Depois de 21 segundos de posse de bola e de uma tabelinha de cabeça entre Budai e Kocsis, Puskas deu um balãozinho por sobre a zaga inglesa e achou o centroavante aberto pela ponta. De primeira, ele acertou o sem-pulo e fez outro golaço. Muito aplaudido pela torcida inglesa. Até o árbitro holandês se rende e dá um tapinha nas costas do genial camisa 10 magiar.

9min – Puskas (pronuncia-se Push-kásh) quase amplia depois de um chutão do goleiro Grosics. A defesa inglesa é de corar editor de tablóide sensacionalista britânico.

11min – Pênalti estupidíssimo cometigo pelo irregular goleiro Grosics, que fez lambança das grossas numa bola morta, derubando Mortensen.

12min – GOL. 3 x 6 INGLATERRA. RAMSEY (campeão mundial em 1966, dirigindo a Inglaterra). De pênalti, no canto esquerdo do goleiro. O impressionante foi o tempo que “demorou” para ser executada a cobrança: 24 segundos!!!

14min – Como se fala salseiro em húngaro? Czibor (pronuncia-se mais ou menos Txí-bori) , mais acionado pela esquerda, limpa a área, inverte o lance com Budai que, de novo, pega mal na bola. Segue o massacre.

15min – Aleluia. Falta frontal, pouco além da linha da grande área. A INGLATERRA FEZ BARREIRA! Quatro homens. Já é alguma coisa. E Lantos (pronuncia-se Lan-tôsh) mandou o chute na primeira barreira britânica.

17min – Falta para a Inglaterra. Meia direita. Seis húngaros na barreira. Em vez de bater direto, Dickinson resolve abrir na linha de fundo para Stanley… A bola vai direto pra linha de fundo. Enfim, os pais do futebol não sabem formar barreira, não sabem bater falta contra uma barreira…

* Treinador berrando do lado de campo? As imagens são definitivas. Não se viu nenhum treinador, em nenhum momento do jogo…

21min – Czibor recua um pouco mais e ajuda no combate ao excelente Matthews, dando um pé ao lateral Lantos. Puskas ganha liberdade para atuar mais aberto pela esquerda. Melhora a produção defensiva húngara, com Zakarias (pronuncia-se Zô-koriash), o zagueiro central da linha de três, muito bem no desarme, facilitando a vida do líbero Lorant, que fica atrás deles.

23min – Não se pode elogiar… Lorant falha, e Grosics se antecipa ao veloz Mortensen.

*** NÃO TENHO AS IMAGENS A PARTIR DOS 28min ****

PLACAR VIRTUAL DO SEGUNDO TEMPO (sem os últimos 17min)

INGLATERRA 3 X 4 HUNGRIA.

PLACAR VIRTUAL TOTAL: INGLATERRA 7 X 18 HUNGRIA.

PÓS-JOGO – Até o uniforme do English Team foi modificado a partir daquele massacre. As camisas e calções mais, digamos, fofos e folgados foram trocados pelos mais justos. Até com a gola em V dos húngaros serviu de inspiração para novos uniformes.

O 4-2-4 começou a atropelar o WM nas formações táticas européias e sul-americanas.

ATUAÇÕES:

INGLATERRA: 3-2-2-3:

1 – Gil Merrick (Birmingham City) – Nem Gordon Banks salvaria a rainha. Merrick, menos ainda. Nota 5.

2. Alf Ramsey (Tottenham) – Futuro campeão mundial como treinador do English Team, o zagueiro-direito fez um gol de pênalti, e até que não levou tanto baile de Czibor. 5.

5. Harry Johnston (Blackpool) – Perdido taticamente, o zagueiro-central fez brilhante lance no gol de empate de Sewell. Mas deixou Hidekguti desequilibrar. 4.

3. Bill Eckersley (Blackburn Rovers) – Ridículo. Budai fez o que quis. Sempre perdido, sempre atrasado o zagueiro-lateral-esquerdo. Nota 1 (pela qualidade do rival, só por isso).

4. Billy Wright (Wolverhamton) – O médio-direito e capitão inglês não achou Puskas e também sofreu com Hidekguti. Como todo o time, passou mal a bola. 3.

6. Jimmy Dickinson (Portsmouth) – O médio-esquerdo teve de proteger Eckersley, tentar conter Kocsis (que jogava às costas deles), e ainda saber por onde andava Hidekguti. 2.

8. Ernie Taylor (Blackpool) – O meia-direita morreu de medo. Errou quase todos os passes, mesmo com a liberdade dada pelos húngaros. 2.

10. Jackie Sewell (Sheffiel Wednesday) – O meia-esquerda fez o belo primeiro gol, teve o imenso Boszik à frente (e atrás, pelos lados, por cima…), mas ao menos tentou jogar. 5.

7. Stanley Matthews (Blackpool) – Que jogador o eterno ponta-direita inglês! O único que tentou e ganhou vários lances de Lantos. No segundo tempo, recuou para armar. 7.

9. Stan Mortensen (Blackpool) – O forte e rápido centroavante levou perigo à exposta zaga húngara. Fez o segundo, e passou a bola do primeiro gol. 6.

11. George Robb (Tottenham) – Jogou? Não atacou, não criou, não marcou. 1

TREINADOR – Walter Winterbottom – O que deveria ter feito antes? O que poderia fazer durante? Nota 3.

HUNGRIA – 1-3-2-4

1. Gyula Grosics (Honved) – Inseguro, capaz de boas defesas e falhas históricas, jogava adiantado, pelo novo esquema. 6.

(substituído aos 28min por Sandor Geller [MTK])

2. Jeno Busanszky (Dorog) – O lateral-direito anulou o nulo Robb e não teve muito trabalho. 6.

3. Gyula Lorant (Honved) – O líbero foi o melhor dos zagueiros. Firme na antecipação, espanava sem dó. 7.

6. Joszef Zakarias (MTK) – O zagueiro-esquerdo (ou o central na linha de três), meio-campista de origem, teve dificuldades com Mortensen. Mas sabia jogar. 6.

4. Mihaly Lantos (MTK) – O lateral-esquerdo sofreu com Matthews. Como os da época, só marcava. E não tanto. 5.

5. Jozsef Boszik (Honved) – O centro-médio que todo mundo quer. Sobrecarregado na marcação pelo esquema que o deixava isolado no meio-campo, ainda assim desarmava o rival e armava o time. Participação direta em dois gols com o bom chute e a técnica admirável. 10.

10. Ferenc Puskas (Honved) – O meia-esquerda e capitão era o gênio da equipe. Um gol monumental, outro de sorte, uma assistência soberba, e um segundo tempo quase como ponta-esquerda. Monstro. 10.

7. Laszlo Budai (Honved) – O ponta-direita chutava mal. Mas era hábil, rápido e ainda ajudava atrás. Atuação facilitada pela ausência do lateral inglês. 9.

8. Sandor Kocsis (Honved) – Artilheiro da Copa-54, o emérito cabeceador não jogou tudo em Wembley. Perdeu muitos gols, mesmo atuando bastante dentro da área. 8.

9. Nandor Hidekguti (MTK) – Fez três gols, armou todo o ataque, abriu espaços a partir de trás. A (r)evolução tática num só jogador. Um show. O melhor entre os bambas. 10.

11. Zoltan Czibor (Honved) – Menos explorado, mais tático, menos incisivo, mas sabia correr o campo todo. 8.

TREINADOR – Gusztav Sebes. Dez. Por extenso. E, no caso, por intenso.

O NÚMERO – A Hungria finalizou 35 vezes. Os ingleses, 5.

O PÚBLICO – 100.000 pessoas – aproximadamente – aplaudiram efusivamente a vitória húngara.

A FRASE – Até aquele jogo, nós [ingleses] pensávamos que todo mundo era nosso pupilo, que nós éramos os mestres. Contra a Hungria, tudo mudou. Eles eram os masters. Nunca mais fomos os mesmos (Bobby Robson, treinador inglês).

A REVANCHE – Em 24 de maio de 1954, o troco, em Budapest. 7 x 1 Hungria. Ainda a maior derrota do English Team. Mais uma goleada a favor do time que só perderia a invencibilidade na final da Copa de 1954, na virada da Alemanha.

O CASO – Nos anos 70, vários jogadores das duas equipes se reuniram, na Inglaterra. No salão de entrada do evento, Alf Ramsey falou em voz alta, quando chegou um senhor nitidamente fora de forma: “Você é o… Bill? Bill Eckersely? É você?”. Ramsey não conseguia reconhecer o lateral inglês. Puskas ficou sabendo e não se agüentou: “Realmente, hoje está parecendo o jogo de 1953. Os ingleses mal conseguem saber os nomes dos próprios companheiros”.

LEGADO TÁTICO – O 3 x 6 pode ser considerado o réquiem do WM (3-2-2-3) inglês, que havia nascido em 1925. Mas não se pode dizer que foi apenas a questão tática que derrubou horroroso o time da casa. Fisicamente, os húngaros voaram em Wembley; tecnicamente, era um assombro de equipe – também pelo entrosamento (sete jogavam juntos no Honved, mais três no MTK)- e pelos treinos exaustivos; taticamente, o 4-2-4 (muitas vezes um 4-1-5, com o avanço de Puskas) também facilitou o passeio em Wembley.

Os dois pontas húngaros eram (ou deveriam ser marcados) pelos dois zagueiros-laterais ingleses – e eles ainda recuavam para ajudar na contenção aos pontas rivais; como Hidekguti saía da área o tempo todo, o central Johnston se perdeu e boiou, mais que sobrou; para piorar, os dois marcadores do quadrado do meio-campo não encontraram Kocsis e Puskas, que se mexiam muito, e jogavam demais. E ainda tinha Hidekguti, o melhor em campo. Praticamente três criadores ficaram livres – e mais o centro-médio Boszik, jamais acompanhado pelo meia-esquerda inglês Sewell.

Razoavelmente livre ficava o meia-direita inglês Taylor, com o recuo de Zakarias para a zaga. Mas ele parecia foragido em campo. Escondeu-se. Os três zagueiros húngaros tiveram muitas dificuldades com o ataque inglês, sobretudo Matthews e Mortensen. Mas a pálida partida do ponta-esquerda Robb facilitou para o lateral Buzanszki (pronuncia-se Bú-zanshqi). Se tudo ainda desse errado, sobrava Lorant, de boa atuação na zaga, e o goleiro Grosics, que ao menos uma vez saiu da área para afastar com os pés, como um segundo líbero.

A grande sacada tática húngara era a intensa e inédita movimentação, combinada com a frágil marcação inglesa. O lance que é a epítome do jogo e do modelo húngaro é o terceiro gol, o de Puskas, com a limpada para trás (o drag-back) que dizimou o capitão Wright e a armada inglesa. Nele, o ponta-esquerda Czibor vai ao fundo pela direita, o meia-esquerda Puskas aparece como centrovante, o ponta-direita Budai arma como meia.

No frigir das bolas: futebol total, 20 anos da Laranja Mecânica holandesa.

AGRADECIMENTOS: GUSTAVO ROMAN (gugaroman@hotmail.com] – pelas imagens, e André Rocha, pela idéia.

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  • Valderi

    O engraçado é ouvir de sujeitos que esses jogadores que tem aos montes por aí são melhores que os antigos. Duvido que Cristiano Ronaldo, Drogba, Vieri, Kaka, Ronaldinho, Raul, Zidane, Robinho, Messi, Henry, entre outros que jogam com caneleiras, chuteiras de Kevlar de 150 gramas, camisas dryaft e 500 mil Euros/mês pegariam zagueiros, gramados e bolas que CRAQUES como Puskas, Dstefano ou Pelé enfretavam. Simulavam uma contusão no Primeiro minuto. E olha que a Hungria não era profissional, ou seja, não recebiam salários.

  • Felipe Terranova!

    Esse é um dos piores blogs que já vi na vida!
    Você é uma pessoa totalmente parcial só defende as cores do clube que tu torce e ainda abrem espaço na midia pra você, é totalmente ridiculo! E ainda por cima fica pondo jogos de 1953? Ah vai dormi Mauro Beting que tu ganha é mais!

    Felipe Pimpão,
    de fato, quem vive de passado é museu.
    Obrigado pela força.
    mauro beting

  • http://rumoatokyo.wordpress.com Alan Bezerra

    Parabéns, Mauro. Excelente trabalho.
    E como é bom poder ver e ler o futebol de outros tempos e de outras táticas.

  • Daniel Tavares

    Simplesmente fantástica essa idéia. Tomara que continue. Aproveite e comente algum jogo da própria “Laranja Mecânica”. Seria interessante traçar esse comparativo entre as equipes. Parabéns pela iniciativa. Grande abraço!

  • Daniel Damasio

    Cara, isso não é um post, é uma Post-Graduação em Futebol! Obrigado em húngaro!

  • Daniel Damasio

    de volta à 2009:

    ALELUIA DUNGA!

    “Não passou no Pânico, mas o ‘gigante’ Dunga calçou as Sandálias da Humildade. Diretamente de Turim pelo Sedex.

    Amauri, o azzuri de Carapicuíba já vinha arrebentando com a jaqueta alvinegra da Juventus, mesmo com as insinuações de que estava fora de forma.

    Dos 11 gols que garantiram-lhe a atual artilharia da Série A do ‘Calcio’, dois foram contra o poderoso Milan de Kaká (‘melhor do mundo’), Ronaldinho (‘voltando a jogar como antes’) e Pato (‘guri’) e um no derby local contra o Torino.

    E no entender deste escriba, está em melhor fase do que Robinho (Tyson), Adriano, que quase o Zé Mourinho mandou pra rua (‘em grande fase’) e Luís Fabiano, que anda devendo no Sevilla (‘meu homem de confiança).

    E algo raro em tempos de europofilia explícita onde talentos nem se lembram do chão em que aprenderam a chutar.

    Ou ele queria mais uma ‘pizza’ na conta do Lippi?”

  • leonardo bianchi

    Gostaria de ter estado lá. São poudo os momentos de bom futebol nos dias de hoje…
    Como esse time perdeu para a Alemanha na copa de 1954?
    Seria um excelente jogo para se comentar na próxima oportunidade.

  • Fabio

    sensacional. gostaria muito de ver este jogo.

  • Ivan Pedro Braga Filho

    Sensacional o relato histórico de um melhores times da estória. Sinceramente, consegui enxergar o mssacre hungáro como se tivesse assistido ao jogo. Parabéns! Uma aula sobre a evolução tática do futebol e um legado da influência da Guerra Fria no esporte das multidões, que consegeu se harmonizar em qualquer ideologia.

  • Clayton Heleno de Oliveira Pailho

    Esse timaço da Hungria foi maravilhosamente uma máquina pena que não vi esse time jogar e que atualmente não aconteçam mais inovações táticas como naquele tempo.

  • Gabriel

    Para o saudosista abaixo: o futebol de antigamente tinha muita magia, porém não aguentariam jogar hoje em dia. Motivo: evolução física. Qual época é melhor? Não ouso responder, deixo isso para os saudosistas recalcados.

    GABRIEL,
    1. O time húngaro era ainda mais espetacular pela impressionante capacidade física.
    2. Qualquer jogador, em qualquer época, se adpata às condições físicas do período.
    3. Sim. a Inglaterra deu muuuuuuuuuuuuuuuuuito espaço ao time húngaro. e vice-versa. Era diferente de hoje, claramente.
    4. Também não sei dizer qual época era melhor. sào diferentes. mas os anos 50-60 do futebol são mágicos, como as bandas inglesas e norte-americanas dos anos 60-70 são melhores que as atuais.
    5. Saudosismo não faz mal à saúde. Como qualquer recalque. Dos que só pensam no passado. Ou dos que não enxergam nem o presente.

  • http://blogs.abril.com.br/futebolearte André Rocha

    Não é questão de saudosismo. A análise de uma partida como essa serve para entendermos as evoluções táticas, técnicas, físicas e até na forma da disputa (barreiras, tempo de jogo, etc.). Para quem se interessa verdadeiramente pelo esporte, e não apenas pelo que acontece no quintal do seu time de coração, é um material espetacular, não há dúvidas.

    Parabéns, Mauro!

    Abraços a todos!

  • Rafael

    Esta dificil ver futebol hoje em dia na tv. Incrivel como os técnicos mudam pouca coisa em relação a outros. Hoje se dá muito mais valor a uma bola parada(que vem decidindo muitos jogos) do que as improvisações, as tabelinhas, a liberdade do jogador pensar… Lendo este texto vejo que nunca conseguiremos achar técnicos com esta visão de jogo. Nunca mais teremos seleções se preparando para se enfrentar em amistosos, quanto mais em mundiais. Talvez esta tal de globalização seja essa merda que muita gente pensa e eu começo a acreditar que seja mesmo. Como disse um famoso jogador: Nasci na época errada. Com esses contratos milionários e essa pouca bola sendo jogada, fica difícil não sentir vontade de voltar no tempo e ver um jogo de verdade com entrega, com tática, com ataques fabulosos, com zagueiros que sabiam enfrentar um atacante e não precisavam de um cabeça de bagre para dar o 1º combate…
    Tenho inveja das pessoas mais velhas, muita inveja por terem presenciado um futebol mais magnifico, mais bem jogado, com mais amor a camisa(ou alguém imagina Pelé no Corinthians, ou Zico no Fluminense/Vasco). Pena que a memória cinematográfica chegou tempos depois de grandes jogos, grandes atuações.
    Ótimo texto.
    Ótima ideia.
    Valeu Mauro…

  • Geovane Placido

    Eu tenho 22 anos…
    E jamais imaginaria que um time pudesse jogar assim nesses tempos…
    Simplesmente um timaço…
    Que passe foi esse do Puskas para o Sem-pulo do centroavante..
    Otimo texto…fabuloso!!
    Parabens Mauro

  • http://www.futebolpitacos.blogspot.com Gustavo Roman

    Mauro parabens.fui rever a partida com meu laptop no colo e a medida que as coisas iam acontecendo ia lendo seu post.rapaz q aula de futebol vc deu(vc e e o “escrete” hungaro)pena esta ser a unica partida quase completa q temos dessa maravilhosa seleçao…
    parabens pela ideia e por favor para os amantes do bom futebol mantenha essas analises de partidas historicas(e de preferencia q eu tenha aqui em meu acervo pra eu poder acompanhar o jogo lendo seu post…)
    abraços do fa e amigo e no q eu puder colaborar conte comigo

  • marcelo

    SENSACIONAL!!!!!! isso é que é túnel do tempo!

  • Thiago Chini Bender

    FUTEBOL DE VERDADE!!!

  • Raul Araujo

    Parabéns Mauro Betting, so um cara com a sua competencia poderia fazer algo como isso: analisar taticamente um jogo 46 anos depois. Sensacional. Impressionante esse time da Hungria, e assim como a fantastica Holanda, nao ganhou uma Copa. Alias, qual tera sido a maior injustiça do futebol, a Hungria ou a Holanda nao ter ganhado uma Copa? Depoi desse texto e dos videos me apoixanei pela Hungria, vou ate procurar esse jogo pra baixar, assim como fiz com outros classicos como os jogos do Brasil de Tele em 82, ja que tenho 20 anos e nao pude ver ao vivo os melhores da história. Quanto aos que criticam so tenho que dizer que quem nao aprecia o passado nao vai entender o futuro. Parabens Mauro e continue publicando esses textos historicos. Valeu.

  • Fernando Arbex

    Mauro, não sei se você ainda lê os comentários desse post. Só queria agradecer por essa aula de futebol. Para mim mais importante ainda, porque estou fazendo um trabalho de faculdade, cujo o tema é livre dentro do período da Idade Contemporânea. Escolhi a seleção de futebol da Hungria dos anos 50 porque além da questão esportiva posso enfocar a tensão política e a Guerra Fria. Mais uma vez obrigado, abraços.

    FERNANDO, leio e quero ler o seu trabalho e faculdade depois. entre em contato, com o maior prazer. abs, mauro

  • Fernando Arbex

    Mauro, trabalho feito e enviado. Mandei até outro e-mail pedindo que tente abri-lo mais de uma vez, porque de primeira não está indo. Na segunda ele deve abrir.
    Pela atenção, obrigado e abraços.

  • Claudio Sacramento – Salvador/BA

    Mauro, partilho do mesmo prazer de lembrar com frequência do futebol do passado. Mesmo sobre épocas em que eu nem era nascido. Faço isso através da leitura e de videos. E não sei o que é mais fascinante: lembrar do que eu assisti, como a seleção da copa de 82, ou “lembrar” do que eu apenas li sobre, como a seleção da Hungria da década de 50! Imagina sobre fatos, jogadores, situações ainda mais remotas como “lembrar” sobre Paulino Alcântara, maior artilheiro da história do Barcelona. Era filipino de nascimento. Imagina!

    CLAUDIO, então prepare-se pq, em breve, conto mais detalhes de mais uma viagem no tempo que farei. aguarde

  • http://fnbnncfvmplq.com/ iluyqeclce

    sjB2Ny fuajyqnetmfp, [url=http://tvglopfzzpzj.com/]tvglopfzzpzj[/url], [link=http://zqhxfsshtdzh.com/]zqhxfsshtdzh[/link], http://rwmdxteyxakc.com/

  • silvio poggi nunes

    desde pequeno, anos 50, ouço falar deste jogo, A Folha de São Paulo ou Folha da Tarde, em 1959, fez uma história quadrinho desse jogo, e dos 7×1 também, era umas tirinhas importadas, aí fiquei sabendo desse jogo, para muitos da crítica internacional a Hungria de 54 e o Brasil de 58, foram as melhores seleções do século XX, e esse jogo é tido também como o jogo do século, realmente foi um jogo espetacular, ouvia falar muito do Puskas, em 62, vi o video tape que traziam depóis do jogo e eram apresentado no dia seguinte, senti ser um jogador fora de forma, muito gordo, mas o que vi jogar nesse jogo, passes e gols de letra, foi realmente um dos maiores jogadores do século, Stanley Matthew, pelo que vi no filme do jogo Inglaterra 4 x Brasil 2, em que ele acabou com o Nilton Santos e companhia, não esteve bem nesse jogo, muito bem marcado e mal posicionado em campo, muito bom o comentário do Mauro! obrigado

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