Troca-troca de treinador

por Mauro Beting em 10.dez.2008 às 11:35h

Caio Júnior estreou derrotado no Flamengo. Pegou um time que estava abaixo de zero com a eliminação doida e doída na Libertadores. Fez um início de BR-08 melhor que a encomenda, perdeu toda a linha ofensiva, perdeu a liderança, o G-4, e, quando começou a se remontar, oscilou demais. Como tantos.
E ficou pelo caminho. No campeonato e no clube.

Fez bom trabalho. Mas não o ideal. Até porque não é fácil entender o Flamengo.

Renato Gaúcho estaria no Japão, agora, preparando o Fluminense para tentar superar o Manchester United. Um chute errado no Maracanã o derrubou do cavalo e, em semanas, do Tricolor. O que seria uma “brincadeira” no BR-08 foi algo muito sério para o Flu. E ainda pior para Renato, que caiu horroroso com o Vasco que não tinha salvação.

Marcelo Oliveira fez mais do que deveria e poderia no Atlético Mineiro. Apostou bem em Renan Oliveira, e termina o BR-08 melhor que os investimentos, e muito melhor que a turbulência política que afastou o presidente, e tirou maiores chances da equipe no campeonato.

Três treinadores que tiveram momentos sensacionais em 2008.

Três trocas, porém, que se entendem nesse futebol que não suporta tropeços.

O que é uma lástima.

  • Abraão Alexandre Sobral Caruaru – Pernambuco

    Por enquanto, Caio Júnior não é treinador pra time grande. Não quero dizer com isto, que ele seja limitado. Uma prova disso, foi a sua passagem pelo Palmeiras. Vale lembrar, que os times que fazem parte do Clube dos 13 vivem de títulos. E, quando isto não acontece, cabeças rolam. Principalmente a de treinadores.

  • Abraão Alexandre Sobral Caruaru – Pernambuco

    Renato Gaúcho nunca foi jogador de seleção. Porém, na maioria dos clubes que passou, deixou a sua marca de atleta vencedor. Pendurando as chuteiras, abraçou a carreirta de técnico. E não nego que ele tem talento pro negócio. O que o prejudica , no entanto, é a sua auto-suficiência, certamente, ao ponto de se achar tal qual Zagallo, Rinus Michels, Carlos Lancelotti e César Luiz Menotti. Calminha, Renato, que o santo é de barro!…