Argentina 2 x 1 Uruguai

por Mauro Beting em 12.out.2008 às 11:04h



ESCREVE ANDRÉ ROCHA
(http://blogs.abril.com.br/futebolearte)

No clássico mais “elétrico” da América do Sul, vitória mais do que merecida do time mais talentoso e ofensivo. Não fosse a natural insegurança de uma tradicional seleção que estava há cinco jogos sem vencer e a partida discretíssima de Riquelme, a Argentina poderia ter concretizado a goleada que ensaiou nos primeiros doze minutos.



Os gols de Messi e Aguero foram frutos de falhas grosseiras do sistema defensivo uruguaio pelos lados do campo. Fucile não conseguia evitar os cruzamentos pela esquerda e, do lado oposto, Cáceres não acompanhava o jogador argentino que entrava em diagonal na área para concluir. Para complicar ainda mais, o árbitro paraguaio Carlos Torres acabou “cortando” um chute do zagueiro Godín e a bola sobrou para Riquelme cruzar da esquerda e Messi abrir o placar. No segundo, quase o mesmo roteiro, mas com personagens diferentes: Tevez cruzou, Cambiasso, às costas do lateral-esquerdo da Celeste, chutou na trave e, no rebote, o artilheiro do Atlético de Madrid concluiu para as redes.



O 4-3-3 dos “hermanos”, com Messi e Tevez voando pelas pontas e conduzindo a bola com os pés “trocados”, surpreendeu e assustou o Uruguai, que não conseguia bloquear o início das jogadas, mesmo com a vantagem numérica no meio-campo com o 4-4-2 ortodoxo utilizado por Oscar Tabárez, que foi ousado e trocou o lesionado Fucile pelo atacante Cavani. Com o recuo argentino, mais uma vez, a grande virtude uruguaia foi a vontade e a persistência. Com muita correria e força nas divididas, a equipe conseguiu diminuir o placar na garra de Suarez, que acreditou em bola praticamente perdida pela direita e conseguiu cruzar para Lugano escorar.



No segundo tempo, após um bom início do time de Alfio Basile, a partida ficou muito violenta e Torres foi conivente ao não expulsar ninguém. As entradas de Ledesma e Milito nas vagas de Riquelme e Aguero tiraram o poder de fogo dos donos da casa. De produtivo, apenas uma boa jogada de Milito pela esquerda que Cambiasso concluiu por cima do gol de Castillo. Os uruguaios, que sentiram demais a ausência de Forlán, lesionado, tentaram uma pressão mais na presença física dentro da área, após as entradas de Bueno e Chevantón nos lugares de Cristian Rodriguez e “El Loco” Abreu, mas falta qualidade ao setor de criação da Celeste. Os cruzamentos invariavelmente encontravam os zagueiros Demichelis e Burdisso ou o goleiro Carrizo.



Mesmo sem brilho, a Argentina chega à vice-liderança das Eliminatórias e agora joga a pressão sobre o time de Dunga. Com a vitória do Paraguai sobre a Colômbia por 1 a 0, gol de Cabañas, o triunfo argentino ganha ainda mais importância, por não deixar os líderes escaparem na classificação.

E não dá para negar que numa disputa em que a rivalidade começa já nos hinos (os uruguaios continuaram cantando em altos brados a letra da parte do hino que não foi executada, com o argentino já sendo tocado, isso no Monumental de Núñez!), uma vitória sempre aumenta a moral.

ESCREVEU ANDRÉ ROCHA
(http://blogs.abril.com.br/futebolearte)

  • João Aníbal Lemos

    Quando um jogador da Seleção Brasileira joga mal, a maioria dos jornalistas, desce o martelo nele e fala até da sua vida particular. Quando o Riquelme não joga nada, absolutamente nada, um jornalista do seu nível diz que ele fez uma discretíssima partida. Não consigo entender essa comparação.

  • João Aníbal Lemos

    BRASIL FUTEBOL TRADICIONAL: Júlio César: Maicon, Breno (Thiago Silva), Juan e Marcelo; Hernandes (Lucas ou Ânderson), Diego e Kaká: Robinho, Pato e Ronaldinho Gaucho. Com esse time partindo prá cima da Venezuela, será que resgataríamos a alegria do verdadeiro futebol brasileiro.

  • ALOIZIO MANOEL ARAUJO

    a argentina sem duvida e a melhor seleçao do mundo.agora o que nao pudemos e ser manipulado pela imprensa marron, precisamos jogar mais e falar menos, nas antigas goleavamos la e ca hoje nao porque? os adversarios aprenderam a jogar e isso pouca gente da imprensa cala. ou sera que nos desaprendemos?