Flamengo 1 x 2 Cruzeiro

por Mauro Beting em 04.ago.2008 às 15:31h


ESCREVE ANDRÉ ROCHA
(http://www.futebolearte.blogger.com.br/)


Vitória justa e importantíssima do Cruzeiro, que, assim como contra o Flu, conseguiu reverter um placar adverso atuando com consciência tática, paciência e inteligência para matar o jogo aproveitando-se dos espaços cedidos pelos adversários e pelo campo largo do Maracanã.

Com exceção de uma cautela exagerada nos primeiros quinze minutos de cada tempo e um desequilíbrio natural logo após o gol do Fla, o Cruzeiro foi superior durante toda a partida, jogando de forma organizada, bloqueando os alas rubro-negros com os laterais Elicarlos e Jadílson e o auxílio dos volantes-meias Charles e Marquinhos Paraná. Ofensivamente, a equipe de Adilson Batista, mesmo sem Wágner, que saiu contundido ainda no primeiro tempo para a entrada de Gérson Magrão, soube explorar os generosos espaços entre Léo Moura e Juan, muito avançados, e o trio de zaga. Com a movimentação dos atacantes e a chegada dos que vinham de trás, os volantes Toró e Cristian não conseguiram dar conta da marcação. Para complicar, Thiago Salles se arriscava no ataque e apresentava a tradicional lentidão na cobertura pela esquerda, um problema crônico do time carioca. Por pouco Guilherme não marcou na primeira etapa em jogada muito semelhante ao gol de Sandro Silva para o Palmeiras na quarta-feira.

Não é crueldade dizer que o time de Caio Jr. perdeu quarenta e cinco minutos com a aposta em Erick Flores e a insistência com Obina. Tirando uma cabeçada do pesado atacante e um belo chute do apagadíssimo Léo Moura, na única jogada bem coordenada pela equipe, o time pouco produziu, principalmente pela péssima atuação de Ibson, que continuou mal na segunda etapa, mas, pelo menos no início, ajudou o Fla a desarticular a marcação adversária com a movimentação de Tardelli e do estreante Vandinho, com o Fla voltando ao 3-4-1-2 habitual.

O gol de cabeça do ex-atacante do Avaí explodiu o Maracanã, mas também empolgou os donos da casa, que se mandaram para o ataque e afrouxaram a marcação, o que acordou o Cruzeiro, que, com Rômulo na vaga de Wéldon, virou a partida em dois minutos, com gols de Guilherme e Rômulo, este em falha gritante da zaga, especialmente Thiago Salles, que deu condição ao atacante do Cruzeiro. Para complicar, logo após a a terceira substituição, na troca de Toró por Jonatas, o que relaxou ainda mais a marcação no meio, Tardelli fraturou o antebraço numa imagem chocante, em um lance muito parecido com o do zagueiro Rodrigo, hoje no São Paulo, em sua estréia no Fla no Estadual contra o Volta Redonda, e a equipe passou a atuar com dez homens.

Abalado com tantos problemas, o Fla perdeu o rumo, Fábio Luciano foi jogar de atacante e a equipe só ameaçou em um lance isolado, no chute de Jonatas na trave direita de Fábio. O time até tentou na garra, mas o Cruzeiro estava bem postado e organizou ótimos contragolpes que só não terminaram em gols de Guilherme e Rômulo porque Bruno, disparado o melhor do Fla, salvou a equipe com grandes defesas.

O time mineiro mostra solidez e regularidade em um momento importante do campeonato. As duas vitórias fora de casa dão moral e é possível acreditar na liderança até o final do primeiro turno. A dupla de zaga formada por Thiago Heleno e Espinoza ainda mostra fragilidades, especialmente quando pressionada na saída de bola. Mas a fluência da equipe, a ótima fase de Guilherme – o melhor em campo e um dos artilheiros do campeonato com dez gols – e o encaixe do 4-3-1-2 de Adilson Batista são animadores.

Já o Fla, há seis jogos sem vencer e em sexto na tabela, precisa urgentemente de reforços que cheguem e resolvam. Junto com as baixas por contusões, suspensões e negociações, o time perdeu o entrosamento, o poder de fogo e o volume de jogo, também pelo desgaste físico das partidas em sequência. Para piorar, os adversários aprenderam a marcar os alas e Ibson, as boas opções que sobraram, mas que também caíram de produção. A diretoria deve agir rápido se quiser ver o Mengo de volta ao G-4 e sonhando com um título cada vez mais improvável.


ESCREVEU ANDRÉ ROCHA

  • Marcilio

    O time até que tem tentado jogar, mas deve desanimar, tenta, tem jogos até que se impõe, mas quem para fazer o gol, ninguém então acabam desanimando o que lógico é erradíssimo, mas o culpado é o Caio Júnior provando que não é tão competente assim, Muricy mo lugar dele com certeza resolveria essa questão, definitivamente Caio Júnior é um jovem promissor, mas ainda longe de ser um grande técnico.

  • renato santos barroso

    um time q precisa ganhar e o tecnico coloca 6 jogadores de marcaçao jogando em casa não da e deixa o matador no banco é brincadeira, o pior de todo é levar 2 gools de contra ataque e cara a cara c o bruno c tantos marcadores é brincadeira. caio não esta dirigindo um time pequeno como parána,goiais, palmeiras; acorda caio isso é flamengo . cara.

  • Bruno

    O Atleta Vanderson da Silva Souza, o “Vandinho” do flamengo, pode ter infringido o regulamento da CBF ao ter jogado a partida do dia 03/08/2008 contra o Cruzeiro no Maracanã.

    Por alguns fatos abordados por mim e alguns companheiros, o atleta teria sido suspenso em sua ultima partida com a camisa do Avaí, contra a Ponte Preta, partida válida pela série B do Campeonato Brasileiro, de acordo com o Regulamento da CBF (citado abaixo) o atleta deveria cumprir sua punição no Flamengo (clube atual) ou antes quando ainda fazia parte da lista de atletas do Avaí, cabe a nós cobrar justiça e levantar essa bola para que um repórter investigativo analise melhor a situação.

    Parágrafo 2º – Nos casos em que o regulamento da competição permitir que um atleta seja transferido após já ter atuado, as expulsões de campo, as advertências com cartões e as punições aplicadas pela Justiça Desportiva, pendentes de cumprimento, serão levadas pelo atleta para o novo clube.

    Parágrafo 3º – Nos casos em que um atleta seja transferido de um clube para outro, de séries diferentes, serão levadas pelo atleta as punições aplicadas pelo STJD, pendentes de cumprimento.