Alemanha finalista

por Mauro Beting em 27.jun.2008 às 15:06h



Terceiro melhor ataque (10 gols), semifinalista que menos finaliza (11,6 por partida, superior apenas a quatro seleções!), quarta equipe que menos ataca (10 vezes por partida), terceiro goleiro que mais trabalha, a Alemanha fica com a bola menos tempo que outras oito equipes.

Pelos números, não poderia ir longe na Euro. Mas é a Alemanha. Que, pelo futebol, mereceu eliminar Portugal e Turquia. Mas, fora a camisa, não merece ir além do vice-campeonato. Bate menos que a Espanha (14 faltas por jogo), e apanha menos (recebe 16 por partida). O mais faltoso da competição é Ballack – também o terceiro que mais apanha. Normal.

JOACHIM LÖWE – Ex-auxiliar de Klinsmann, 48 anos, meio-campista ofensiva quando jogava (1978-1995), treinador desde 1994, Jogi amava o 4-4-2 que usou na primeira fase. Resolveu mudar para um 4-2-3-1 que espelhava Portugal, nas quartas. Amassou o time de Felipão e nesse sistema prosseguiu também na vitória sobre a Turquia. Da equipe que considerava ideal, trocou o lateral-esquerdo Jansen por Lahm, que saiu da direita para dar vez ao mais consistente Friedrich.
Se manteve os quatro da zaga em linha regularmente alta, trancou mais o meio com dois volantes. Pela contusão de Frings, começou com Rolfes. Com a saída dele, deve fazer retornar o ótimo volante que também garante mais saída e experiência. Ao lado, Hitzlsperger, canhoto que sabe distribuir bem o jogo (deu a assistência para o golaço de Lahm, o decisivo, contra os turcos).
Nesse novo 4-2-3-1, Löwe avançou Ballack, que era o meio-campista pela esquerda, mais defensivo que o usual. Desse modo, aproveita o poder de finalização de seu principal jogador, sem perder a força defensiva. O motivo que prendia Löwe e Ballack ao 4-4-2 ortodoxo.
Com os os wingers ofensivos como Schweinsteiger e Podolski (atacante que tem se saído muito bem vindo de trás, pela esquerda), Klose não fica isolado. Como também não teve grande companhia com um pálido Mário Gómez no início da competição.

LEHMANN (1) – 1,90m, 38, reserva do Arsenal (atuou apenas 7 vezes), irá jogar no Stuttgart. Ano de contusões e de banco, demorou a voltar à boa forma. Mas não foi bem contra os turcos. Ótimo para orientar os zagueiros, porém, não tem passado a confiança da Copa-06. Estuda os pênaltis dos rivais. Merece respeito.

FRIEDRICH (3) – Lateral-direito de 29 anos, 1,85m, capitão do Hertha Berlin, titular na campanha terceira colocada em 2006, ganhou a vaga na experiência e na regularidade. Jamais será o melhor do time. Nem o pior. Rápido, ainda assim terá problemas com David Silva e até com a boa fase de Capdevilla. Schweinsteiger irá garantir a saída alemã pelo lado direito.

MERTESACKER (17) – Apenas 23 anos, enormes 1,98m, o zagueiro-direito do Werder Bremen sabe o que é superação. Na estréia como profissional pelo Hannover 96, fez um gol contra e quebrou o nariz. Só isso. Fez boa Copa, e sabe usar a altura, sem ser um horror por baixo. Mas terá problemas com Torres, em ótima fase.

METZELDER (21) – A outra torre alemã (1,93m), com 27 anos, atuou apenas nove vezes na temporada do Real Madrid. Teve de operar a sola do pé. Ano complicado, mas faz boa Euro – também pela sintonia fina, por vezes grossa, com Mertesacker. Teve problemas contra os turcos, e poderá ter ainda mais contra os inspirados espanhóis. Boa colocação e pés eduacados para um zagueiro. Pode jogar como lateral-direito. O que, por vezes, o deixa meio torto à esquerda.

LAHM (21) – Com 1,70m, é um anão perto dos zagueiros de área alemães. Mas é o melhor dos homens de trás. Ou de frente. Porque gosta e sabe apoiar. Na marcação, por tabela, tem problemas. Iniesta terá de cercá-lo e, também, jogart às costas dele. Foi mal contra os turcos até o golaço decisivo, aos 44min. Começou a Euro na lateral direita, onde prefere atuar, por ser destro. É a posição dele no Bayern. Mas foi pela esquerda que fez ótima Copa em 2006. E, pelos dois lados, tem feito ótima Euro. Possivelmente, o melhor lateral-esquerdo alemão em 30 anos, superando nomes como Briegel e Brehme. Mas ainda muito inferior a Paul Breitner, campeão em 1974.

FRINGS (8) – 31 Anos, 1,82m, volante do Werder Bremen, sabe marcar e chegar à frente, com muita força no chute de pé direito, e muita raça no coração. Tanto que superou a parada de 7 meses por cirurgia nos ligamentos do joelho, e, agora, uma contusão nas costelas. Volante pela direita, deverá ficar de olho nos avanços de Xavi no provável 4-1-4-1 espanhol para a decisão.

HITZLSPERGER (15) – O volante-esquerdo do 4-2-3-1 de Löwe tem 26 anos E 1,83,m. Começou como profissional no Aston Villa inglês. De lá voltou para o futebol alemão, onde atua desde 2005 no Stuttgart. Reserva em 2006, começou no banco a Euro, mas ganhou lugar com a mexida tática de Löwe. Na prática, entrou no lugar de Mário Gómez (centroavante). Mas, taticamente, faz a função que era de Ballack (na marcação). Mas sem poder avançar tanto.

SCHWEINSTEIGER (7) – Além da noiva Sarah Brandner, modelo internacional, o winger do Bayern tem jogado muito. Sobretudo à direita, entrando em diagonal, no 4-2-3-1 alemão. Ele e Podolski não deixam Klose isolado. Fará duelo dos mais interessantes sem a bola com Silva, e, quando apoiar, tentará levar para dentro Capdevilla. Com apenas 23 anos e 1,83m, Bastian tem um irmão mais velho que joga na terceira divisão alemã. Desde os 13, o camisa 7 alemão atua no time de Munique. Tanto do lado direito quanto no esquerdo do meio-campo. Chuta forte de longe, tem raça, mas, por vezes, se perde na indisciplina. Costuma atuar melhor pela seleção alemã que pelo Bayern.

BALLACK (13) – Referência alemã, ótimo cabeceador e excelente chutador, Ballack alterna momentos na Euro. Foi mal contra a Turquia, muito bem contra Portugal. E está melhor como meia interno da linha de três da intermediária. Mais próximo da meta, pode se aproveitar do chute que tem, essencial na vitória sobre a Áustria. Usa muito bem o 1,88m de altura. 31 anos, atua no Chelsea. Mas ainda deve melhores partidas decisivas. Pode ser o catalizador alemão. Ou o grande vilão da equipe.

PODOLSKI (20) – Nascido na Polônia, 23 anos, 1,82m, o atacante do Bayern fez temporada pálida, como reserva. Mas atuando como winger-esquerdo de Löwe, faz ótima Euro. Terá grande duelo sem a bola com Iniesta, e problemas para passar pela ótima fase de Sergio Ramos. A mãe foi da seleção polonesa de handbal. O pai jogou futebol e foi campeão nacional em 1980. A família mudou para a Alemanha quando Lukas tinha dois anos. A imprensa polonesa pediu a convocação dele ainda em 2003. Mas o treinador da seleção Pawel Janas achou que era muito cedo dar tanto bola a um moleque que apenas começava a carreira no Colônia. Passou o tempo, e pesou a vida vivida na Alemanha. Podolski optou por jogar pelo time alemão. E por ele venceu a Polônia, na Euro, por 2 a 0. Dois gols dele. No primeiro, não celebrou. E ainda assim foi excomungado por uma igreja polonesa…

KLOSE (11) – Artilheiro da Copa-06, 30 anos, 1,82m, o centroavante do Bayern ficou ilhado mesmo com a companhia de Gómez, na primeria fase. Com a mudança de esquema, saiu ganhando. Pode passar minutos sem tocar na bola e anotar o gol decisivo. Supera-se pela seleção. É o único artilheiro da história das Copas a marcar ao menos cinco gols em dois Mundiais seguidos. Impressiona a impulsão que tem. Não faz gols bonitos. Mas faz. Como Podolski, nasceu na Polônia. Como o companheiro, teve pais esportistas; a mãe também foi goleira de handbal – a mãe de Lukas atuou igualmente na seleção polonesa; o pai também foi futebolista profissional, mas de maior sucesso, indo atuar no Auxerre no ano em que Klose nasceu. Depois de aposentado, o pai de Miroslav quis morar na Alemanha, como “aussiedler” que é (tem origem alemã, mas nasceu no Leste Europeu).

  • willian

    Mauro, você dizer que o Lahm é talvez o melhor lateral esquerdo alemão dos últimos trinta anos é uma barbaridade. Ele é fraquíssimo na marcação e o desempenho dele nestes últimos jogos foi bisonho. O Brehme foi muito melhor que ele.
    Um abraço.

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