O gol de Ruud

por Mauro Beting em 10.jun.2008 às 15:30h


O primeiro gol holandês em Berna, contra a Itália, foi considerado “legal” pelo chefe da comissão de arbitragem da Uefa.

Para ele, Panucci dava condição de jogo a Ruud.

Como? O lateral italiano estava fora de campo, derrubado por Buffon, segundos antes do tiro de Gio ser desviado por Ruud.

Como poderia o italiano “sair” propositadamente de campo para deixar Van Nistelrooy impedido? Ele foi derrubado pelo companheiro de time.
Estava grogue.

Para que teria intenção de deixar impedido um rival?

Errar um lance claro como aquele até vai – mesmo não indo.

Explicar e justificar desse modo grosseiro um erro do mesmo calibre é ainda pior.

ADENDO 1 – O que aconteceu com Panucci não foi algo deliberado. O que a regra explicita e nem foi levantado em questão é o goleiro, por exemplo, dar um passo para fora de campo para deixar alguém impedido. Nisso, todos concordamos.

2 – Do mesmo modo que não se marca falta se um jogador for agredido fora de campo, entendo não ser possível que alguém fora dele – SEM INTENÇÃO DE ESTAR FORA DE CAMPO – dê condição de jogo a um adversário. Panucci estava caído, de costa, e em menos de 3 segundos saiu o gol.



  • Marcos Costa

    É Maurão e o povo aqui está falando do Wilson de Souza Mendonça que na pior das hipóteses acertou o lance…

  • Gibran Rocha

    Desculpa Mauro, mas vou discordar de você e concordar com o representante da Uefa. A sua interpretação literal do texto não alcança a sutileza da situação. O jogador quando sai ocasionalmente de campo não deixa de estar no jogo. Tanto que ele não precisa pedir autorização pra voltar. O jogador não pode simplesmente deixar de existir. O modo como eu interpreto o texto da regra é que ele dá ênfase na hipótese de um jogador sair propositadamente do gramado justamente por ser a opção mais lógica do antijogo. No caso em questão, o jogador não voltar ao gramado logo após o lance é considerado como sair propositadamente. Não interessa se ele estava contundido ou não (não estava). Ele não pode escolher não voltar ou escolher voltar quando quiser. Vou dar um exemplo claro. Um jogador chuta a bola de fora da area que bate na trave. O goleiro, ao pular acaba cainda dentro do gol ao pular pra tentar alcançá-la. Na volta, ela sobra livre pra outro atacante chutar. O goleiro, na iminência de tomar o gol, resolve não tentar a dedefa e permanece atrás da linha. O juiz marcaria impedimento, caso só um zagueiro + o goleiroatrás da linha dessem condições?

    ++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
    MAURO BETING COMENTA:
    Gibran,
    brilhante defesa de ponto de vista. Brilhante mesmo.
    Mas entendo que, do mesmo modo como não se pode marcar uma infração em um atleta que se encontra fora de campo, não se pode considerar que ele esteja ´participando´ do lance ao estar fora do gramado.
    mas a sua tese, repito, é brilhante.

  • Henrique

    Concordo totalmente com o Gibran.

  • Rocha

    Mauro, o que eu acho que você fez foi ressaltar um trecho específico da lei do impedimento e esquecer das outras regras do jogo. Como eu já disse, aquele trecho da regra do impedimento visa impedir uma estratégia caracterizada como antijogo. mas ela em nenhum momento exclui outras possibilidades de acontecimentos dentro de um jogo. O representante da Uefa falou uma coisa pertinente. Que a orientação que se passa aos árbitros é que só considerem um jogador fora do jogo quando o próprio árbitro tiver dado autorização para que ele saia. Veja esse exemplo. Se um jogador recebe um lançamento próximo à linha de fundo ou lateral e, ao se esforçar pra alcançar a bola, só consegue dar uma pisada nela para que ela permneça em campo. O jogador vai em inércia para fora do campo, mas depois volta e toca na bola que estava em cima da linha, com um pedaço pra fora do gramado. Ora, se ele volta a tocar na bola estando fora do gramado, justmente a parte da bola que estava pra fora do gramado também, isso seria uma infração? Claro que não. Pois a saída ocasional do jogador não o exclui do jogo.

  • Leonardo Bertozzi

    Se um jogador de defesa dá um passo para trás de sua linha de gol para colocar um adversário em posição de impedimento, o árbitro deve permitir que a jogada continue e advertir o jogador por deliberadamente deixar o campo de jogo sem permissão da arbitragem, quando a bola estiver fora de jogo da próxima vez.

    Do código de arbitragem da Fifa sobre a aplicação da Lei 11.

    Não há como enxergar intenção na atitude do Panucci. Tem inclusive uma imagem da BBC que mostra o exato momento do chute e o Panucci caído, de costas no gramado, alheio à ação.

  • Fernando Lippi

    É, nessa vou ter que discordar… Grogue ou não, o outro time não tem nada a ver com isso. Não daria pra pedir um “Fair Play” numa situação daquelas, com a bola pipocando no meio da área.
    Se o Panucci tivesse trombado com o Buffon, rolado pra trás das placas mas tivesse se levantado e tentando voltar pro campo, o gol valeria? Então a situação é a mesma.
    Se fosse simples assim, era só qualquer goleiro ficar dentro do gol, e os atacantes sempre ficariam impedidos em qualquer lançamento.
    Abraço

  • Gabriel

    Odeio a regra do impedimento, muitas vezes ela é injusta. No caso em questão, por exemplo, o jogador Ruud fica parado, ou seja, não se projeta à frente, sendo os zagueiros que recuam e colocam o atacante em impedimento. É jogar com a regra embaixo do braço? É. Mas para mim é um anti-jogo facilitado por uma regra injusta.

  • Gibran Rocha

    Leonardo Bertozzi, mas aí é que está o X da questão. Você e o Mauro estão insistindo no ponto da intencionalidade ou não-intencionalidade. Quando a questão que o representante da Uefa coloca é outra. O jogador quando sai ocasionalmente de campo deixa de participar do jogo? Segundo ele, não.

  • Rocha

    Completando: e, nesse caso, o fato de que o jogador ocasionalmente fora de campo é considerando participante do jogo acaba COMPLEMENTANDO o trecho especifico comentado pelo Mauro. Trecho esse que fala sobre intencionalidade, mas hora nenhuma permite a mesma situação em caso de não-intencionalidade. Por isso o complemento se faz necessário para o esclarecimento.

  • Rocha

    Até alguns anos atrás, o trecho da Constituição Federal que fala sobre a proibição de preconceitos citava vários tipo, entre eles preconceito de sexo (masculino/feminino). mas não citava orientação sexual (hetero/homo/bi/etc…). Isso significava que a Constituição Federal permitia preconceito contra homossexuais? Claro que não. Significava que o trecho era incompleto, mas os homosexuais eram amparados por outro trecho que citava a proibição do preconceito de qualquer tipo ou espécie. Ou seja, era algo que encampava a situação dos homossexuais, mesmo esta não sendo explicitada no trecho das especificações. O que acontece nesse caso do gol é algo semelhante.

  • Roney Rodrigues

    No momento do gol eu comentei com os amigos isso. Há duas coisas aqui, e há que se separá-las: a primeira é que se o jogador está sentado, deitado, ou em pé isso não muda o fato de ele dar condições a um atacante ou não. Muitas vezes um zagueiro caído lesionado na defesa deu condições ao atacante. Portanto se Panucci estava desacordado ou descansando um pouquinho é irrelevante. Não há julgamente de intenção: se o jogador saiu sem consentimento do árbitro e portanto pode voltar quando quiser sem esperar autorização, então ele é considerado sobre a linha por onde saiu. É a regra. O lance da má-intenção foi usado pelo secretário para explicar poque foi criada a regra, e não para ser usado na interpretação da intenção de quem está fora do campo na hora da jogada.

  • Daniel

    Posição de fora de jogo
    Um jogador está em posição de fora de jogo se “ele estiver mais perto da linha do gol do adversário do que ambos a bola e o penúltimo homem da equipa adversária”, a não ser que ele esteja no seu próprio campo. Um jogador na mesma linha do penúltimo homem da equipa adversária é considerado em posição legal. Note que o último dos dois defensores pode ser tanto o guarda-redes e outro defensor, quanto dois defensores de linha, porém se o jogador adversário estiver entre o defesa como último homem e o guarda-redes também se caracteriza impedimento. defesa dentro do golo, não é considerado dentro do campo, pois o jogador fora de campo, fora das 4 linhas não é considerado participante do jogo. Note também que a posição de fora de jogo é determinada quando a bola é tocada/jogada por um jogador da mesma equipa – o estado de posição de fora de jogo não é então alterado por eles ou defensores correndo para trás ou para a frente.
    É importante notar que estar em posição de fora de jogo não é uma infração por si só.

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