Obrigado, LANCE! Por tudo e por todos

por Mauro Beting em 01.mar.2016 às 11:59h

Obrigado por tudo e pra todos

 

Gol de placa

 

No sábado fará 55 anos do lance em que Pelé driblou meio Fluminense até marcar o “tento mais bonito da história do Maracanã”. Está assim na placa que um repórter do jornal “O Esporte’” de São Paulo escreveu com o editor Walter Lacerda. Esse repórter esportivo pendurou as chuteiras logo depois. Ele era mais palmeirense que jornalista. Não conseguiu separar as bolas. Foi trabalhar com jornalismo econômico. Acabou virando um Pelé da área.

Sou meio suspeito para falar do jornalista esportivo que, em 1961, criou a placa do gol. Também virei suspeito para falar de Pelé que, em 1999, deu uma placa ao autor da placa que criaria a expressão gol de placa. Sou um dos curadores do Museu Pelé.  Meu gol de placa por estar há 25 anos trabalhando em jornal, rádio, TV, internet, livros, documentários, exposições, museus, videogames. Conquistando via LANCE! e LANCE.COM prêmios jornalísticos que jamais imaginaria receber.

Mas nada do que eu tenha feito em 25 anos de jornalismo esportivo supera o que meu pai fez há 55. A placa do gol de placa de Pelé. Também por ela, quando Joelmir Beting morreu, em 2012, o Santos, pelas mãos de Neymar, deu à família uma homenagem tão linda como a do Palmeiras da família, que entrou em campo com uma camisa com a frase que meu pai escreveu no vestiário do Palestra Italia: “Explicar a emoção de ser palmeirense, a um palmeirense, é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense é simplesmente impossível”.

Meu pai não conseguiu separar o amor incondicional pelo clube do jornalismo esportivo. Há 25 anos eu tento. Sou jornalista futebolístico desde 1990 por ser palmeirense desde 1966. Tenho o dever de não distorcer pelo meu clube enquanto jornalista, mas tenho o direito de ser torcedor dele até além do além. Um dia vou me aposentar do jornalismo. Mas jamais do meu primeiro amor incondicional. Nasci amando meus pais e nosso Palmeiras. Como você talvez seja, e odeia quando eu ataco o Verdão, ou não o defendo. Se você não é verde, talvez tenha gostado dos meus textos para o Corinthians (o do centenário estava na porta da sede da Gaviões). Se são-paulino gostou dos textos de Ceni e dos prefácios de livros. Se santista, não só do Museu Pelé, mas o livro do Neymar, e outros textos. Se Flamengo, o livro de 1981. Se Vasco, ao menos um texto para o site oficial. Tenho textos em livros do Botafogo. Escrevi livro do Galo de 2013. Prefácios do Cruzeiro. Textos oficiais ou não para Inter e Grêmio.

Mas texto difícil, mesmo, é este. O último para o LANCE!. Foram 10 anos de alegria e aprendizado. Companheiros, coleguismo e fé no jornalismo sério feito por jornalistas que não precisam ser tão sérios. LANCE! que me fez ser mais reconhecido pelo meu texto carregado de paixão e, também, pieguismo. Amor é assim. Futebol é ainda mais. Sou um cara de raiz. Difícil trocar de lar para morar e mesmo de casa para trabalhar. Eu me afeiçoo. Ainda mais por um veículo que assino desde o primeiro número. E continuarei fiel, opa, leal leitor. Como o jornal sempre foi um grande colaborador e incentivador do esporte.

Não é fácil separar. Dizer adeus. É preciso driblar meio mundo, como Pelé fez há 55 anos. É preciso tomar decisões, como meu pai, logo depois, fez ao abandonar o jornalismo esportivo. Mas, muito mais importante, é preciso fazer o jornalismo. Buscar a melhor versão possível dos fatos. E, no futebol, ainda que fartos de muitas coisas erradas, e com riscos de infartos e outras doenças, é preciso sair driblando para escrever uma nova história.

Saio do LANCE! hoje. Mas ele continua comigo desde 1997, quando lançado, desde 2006, quando ele me laçou em outro jornal. Não largo o jornalismo esportivo. Tenho ainda bastante coisa a escrever para quando meus netos forem conhecer minha história. Eles saberão que um dos gols de placa que o avô marcou foi trabalhar 10 anos no melhor jornal de esportes do país do melhor futebol do mundo.

Obrigado, LANCE!, pelos meus dez anos nota 10.

 

 

 

Real Madrid 0 x 1 Atlético de Madri

por Mauro Beting em 27.fev.2016 às 17:50h
Panorama do 1ºTempo. (TacticalPad)

Panorama da partida: Real tentando furar as linhas cochoneras, que aproveitavam os espaços deixados pela defesa dos mandantes. (TacticalPad)

ESCREVE DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

O clássico de Madrid no Santiago Bernabéu foi marcado por notórios comportamentos defensivos e ofensivos de ambos os lados. Apesar dos esquemas táticos serem iguais (4-4-2), Zinedine Zidane e Diego Simeone tinham propostas nítidas e modelos de jogos bem diferentes.

Para a etapa inicial, o que já era esperado, aconteceu. Zidane organizou o Real Madrid no 4-4-2, com Isco pela esquerda e James pela direita. Cristiano Ronaldo flutuando no ataque, junto com Benzema, mais fixo na área, esperando a bola alçada.

Já o Atlético tinha a proposta clara: compactação, aplicação tática, ocupação dos espaços e saída para o contra-golpe com toques rápidos, envolventes, objeitos e eficientes. A marcação era iniciada já com a dupla de ataque, Griezmann e Fernando Torres, impedindo a transição ofensiva dos mandantes.

Os mandantes tocavam a bola no campo de ataque, mas não se aproximavam do gol, devido a intensa marcação e excelente ocupação dos espaços, balanceando para o lado da bola, fechando os espaços para infiltração/penetração do Real. Quando tinha a bola, o Atlético ia para o ataque, com velocidade na transição, passes verticais, envolventes e rápidos.

Flagrante da compactação defensiva. Linhas próximas e o círculo LARANJA mostra o meio-campo espaçado do time da casa. (Reprodução ESPN Brasil)

Flagrante da compactação defensiva. Linhas próximas e o círculo LARANJA mostra o meio-campo espaçado e sem movimentação/mobilidade do time da casa. (Reprodução ESPN Brasil)

 

Mudança no Real. Saiu Benzema e entrou o jovem Borja Mayoral, destaque das categorias de base. Zidane precisava de mais movimetação, mais criação no meio-campo.

Aos 53’min, contra-ataque dos cochoneros, Griezmann foi lançado e, dominou , esperou a passagem de Filipe Luis, que recebeu sozinho, após ultrapassagem, rolou para o francês, que bateu firme, rasteiro, sem chances para Navas. Atlético 1-0.

Após o gol o Real foi pra cima, em busca do empate. Zidane colocou Lucas Vásquez no lugar de James, que fez partida ruim.

O Real tentava pelos lados com Carvajal pelo flanco direito e Danilo pela lateral esquerda, improvisado (Marcelo estava machucado) mas não conseguia furar o bloqueio bem arquitetado por Diego Simeone. O técnico argentino colocou Kranevitter e Angel Correa nos lugares de Augusto Fernandez e Fernando Torres, respectivamente.

Panorama da etapa final, após as substituições. (TacticalPad)

Panorama da etapa final, após as substituições. (TacticalPad)

Aos 67’min, Cristiano teve chance de empatar a partida. O português recebeu pelo alto e cabeceou bem. Oblak fec bela defesa.

Zidane mudou novamente. Tirou Isco, que também fez ruim partida e colocou Jesé.

Mayoral bateu bem, mas Oblak fez excelente defesa. Na sequencia, Giménez afastou o perigo.

O Real tentou, mas não conseguiu empatar a partida. Vitória do coletivo. Aplicação tática implacável. 1ª derrota de Zidane sem Bale e Marcelo, que teve mais posse de bola, chutou mais a gol mas tem trabalho para furar bloqueios defensivos.

ESCREVEU DANIEL BARUD — @BarudDaniel

Juventus 2 x 2 Bayern de Munique

por Mauro Beting em 24.fev.2016 às 16:53h

Panorama da etapa inicial: Juve se defendendo em duas linhas de 4, com Lichsteiner/Cuadrado e Evra e Pogba dobrando a marcação nos flancos. (TacticalPad)

ESCREVE DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

Em Turim, Juventus e Bayern de Munique iniciaram o confronto pelas oitavas de final da Uefa Champions. O duelo foi bem interessante, principalmente pelo AMPLO domínio na primeira etapa de Pep Guardiola e seus comandados. A etapa final foi de espaços deixados para a rápida transicao de Massimiliano Allegri e seus atletas.

A etapa inicial começou com domínio territorial e possessivo do time de Guardiola. Com pontas agudos e muita troca de passes. Muita facilidade na transição defesa-ataque alemã, com blocos altos, intensidade, pressão alta na marcação da saída de bola alvinegra. Lewandowski saindo da área, buscando o jogo, fazendo o pivô, abrindo espaços para penetração dos pontas.

A Juve se defendia fechando duas linhas e deixa Dybala e Mandzukic na frente. Recomposição rápida e constante do sistema defensivo italiano, compacto, blocos baixos. Aplicação tática intensa na marcação, excelente ocupação dos espaços. Aposta no contra-ataque, pelos flancos, com Pogba na esquerda e Cuadrado na direita, visando Mandzukic na área e a velocidade de Paulo Dybala. Juve 4-4-2 em linhas, ocupando os espaços, fechando as linhas, neutralizando as jogadas pelos flancos com os pontas Robben/Evra pela direita e Douglas Costa/Cuadrado.

 

Flagrante das linhas italianas. (Reprodução EIMAX2)

Flagrante das compactas linhas italianas. (Reprodução EIMAX2)

Com 3’minutos, Vidal chutou bem de fora da area, Buffon espalmou, Robben cruzou e Lewandowski reclamou de penalti. Nada de falta. Segue o jogo. Dos 6 aos 10’min da etapa inicial foi 100% de posse de bola do Bayern. Incrível!

Porém, aos 11’min, Mandzukic quase abriu o placar. Após roubada de bola italiana, Dybala cruzou e o atacante croata quase abriu o placar. O Bayern respondeu com Müller que fez bela jogada na entrada da grande área, ficou cara a cara com Buffon e tocou para Lewandowski, que perdeu.

Flagrante dos 11 jogadores da Juventus no campo de defesa. (Reprodução EIMAX 2)

Flagrante dos 11 jogadores da Juventus no campo de defesa. (Reprodução EIMAX 2)

Aos 30’min, Bernat bateu bem na entrada da grande área, após cruzamento de Muller. Buffon espalmou, fazendo grande defesa. No fim do primeiro tempo, Robben foi no fundo, cruzou para área, Douglas Costa tocou para trás e Müller bateu rasteiro, abrindo o placar. Bayern 1 a 0.

Fim do primeiro tempo: Domínio total alemão, que SÓ fez 1 gol. Posse de bola 68 a 32% para os bávaros. 3 a 1 em escanteios para os alemães. A Juve pouco assustou.

A etapa final começou sem Marchisio, que saiu com dores para entrada de Hernanes. Melhor transição ofensiva para a “Velha Senhora”. Além da substituição, a postura italiana para a etapa final, era diferente. Adiantada, com a marcação na intermediaria, pressionando e não dando os espaços que deu na primeira etapa.

A intensa marcação aguentou apenas 5 minutos. Após isso, o Bayern retornou o domínio, jogando a Juve para o campo de defesa, que já tinha difuculdades para sair e quando saía, sempre errava passes e dava contra-golpe para os bávaros.

Saida 3

Flagrante da saída de 3 bávara: Vidal afunda entre os “zagueiros” e dá amplitude para os laterais, que avançam. (Reprodução EI MAX2)

Em jogada veloz, aos 8’min, Lewandowski trombou com Bonucci no meio campo, foi acionado, carregou e tocou para Robben, que ajeitou para a canhota e bateu no canto esquerdo de Buffon, sem chances para o arqueiro italiano. Bayern 2 a 0.

Com o gol sofrido, a Velha Senhora foi pra cima. Aos 12’min, Dybala cobrou falta e Neuer espalmou. Kimicch afastou errado e Mandzukic serviu Dybala. O jovem argentino ficou cara a cara com Neuer e tocou na saída do goleiro alemão. 2 a 1.

Daí em diante, o jogo pegou fogo. Mandzukic se entranhou com Lewandowski. A Juve passou a acreditar (e porque não?!) no empate. E foi atrás.

Aos 21’min, contra-ataque alvinegro, Mandzukic tocou para Cuadrado que bateu no alto. Neuer salvou. Pogba quase empatou em seguida. A Juve estava no jogo. Sturaro no lugar de Khedira.

A Juve continuava em cima. Guardiola tirou Bernat e colocou Benatia. Chamou a Juve. Allegri não pensou duas vezes e colocou Sturaro para buscar o empate. Aos 30’min, Kimmich falhou na marcação de novo e deixou Sturaro tocar pro fundo das redes, após cruzamento de Mandzukic.

Ribery entrou no lugar de Douglas Costa, que fez um segundo tempo apagado. Do gol de empate até o fim da partida, houve muito equilibro. A Juve ainda se manteve em busca da virada e o Bayern tentava pelos lados, com Ribery e Robben atuando nas pontas, visando Lewandowski na área. Sem sucesso.

Fim de papo. 2 a 2. Boa vantagem para os alemães, que se classificam com empates em 0 a 0 e 1 a 1. Igualdade em 2 a 2 leva a partida para a prorrogação e pênaltis, se necessário. A partida de volta será na Allianz Arena, a casa do Bayern, no dia 16 de Março.

OBS: Estatísticas tiradas do site da UEFA, aqui.

ESCREVEU DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

Flamengo 2 x 1 Fluminense

por Mauro Beting em 22.fev.2016 às 14:03h

ESCREVE DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

Organização tática das equipes para o Fla-Flu. (TacticalPad)

Organização tática das equipes para o Fla-Flu. César Martins no duelo com Fred e Henrique com Guerrero – Melhor para a dupla rubro-negra. (TacticalPad)

No primeiro Fla-Flu do ano, o primeiro da história em Brasília, Muricy Ramalho deu um nó tático em Eduardo Baptista. Desde o início da partida, foi possível notar a diferença na postura entre as duas equipes.

Um Flamengo aguerrido, brigando, marcando em cima, pressionando desde os primórdios do primeiro tempo a saída de bola do Flu. Já o Flu parecia que não entrou em campo. Sonolento, estático, bem pragmático. A equipe das Laranjeiras teve até alguns lances de perigo em bolas aeras com Fred. Tirando isso, foi AMPLAMENTE dominada por Muricy e seus comandados.

Após cobrança de escanteio duvidosa, Cavalieri e a zaga tricolor falharam, Fred e Diego Souza marcaram MUITO MAL, Willian Arão dominou, ajeitou, girou o corpo, bateu rasteiro e abriu o placar para o Flamengo.

Depois do gol, o Fla começou a controlar territorialmente o jogo, aumentando o volume de jogo, a intensidade. Trocando passes no campo de ataque, contra um Flu acuado, tentando sair rápido com as investidas em velocidade, sem sucesso. Fred errava muito na transição defesa-ataque, tentando fazer o pivô, no meio-campo, voltando para buscar o jogo.

FLA

Flagrante da transição ofensiva rubro-negra: Cirino e Jorge dando amplitude pelos lados, Guerrero dando profundidade no ataque, Cuellar dando opção de retorno e Sheik e Mancuello sozinhos. (Reprodução PFC)

Com a bola, o Flu era lento, não criava e tocava a bola no campo de defesa/intermediária, sem incomodar o Flamengo, que fechava no 4-1-4-1, com Cuellar entre as linhas e Guerrero isolado no ataque, também ajudando na marcação na intermediária, como mostra a imagem abaixo.

Fla-Flu

Flagrante tático do 4-1-4-1 rubro-negro sem a bola. Guerrero, na frente, impedindo a saída de bola tricolor. A linha de quatro meio-campistas do Fla deram o tom do jogo. (Reprodução PFC)

O Flamengo tinha espaços, chegava bem, mas falhava na definição, no último passe ou parava em Cavalieri. Enquanto isso, quando tinha a bola, o Flu não era objetivo, ineficiente.

Na etapa final, pouca coisa mudou. Douglas entrou no lugar de Léo Pelé, amarelado, para tentar melhorar a saída de bola. Com isso, Scarpa foi para lateral esquerda e o Flu perdeu seu melhor meio-campista. Diego Souza era facilmente marcado. Fred idem. Cícero tentava mas pouco ajudava.

O Fla começou como terminou a etapa inicial. Em cima, marcando no campo de ataque, sufocando a saída de bola tricolor. Rodinei teve espaço, cruzou e Guerrero antecipou Henrique, testou firme cuca legal, sem chances para Cavalieri. Fla 2 a 0.

Marcos Junior e Cuellar arrumaram confusão e o juiz expulsou os dois. 10 jogadores para cada lado. Cícero quase diminuiu de cabeça. Mancuello saiu para entrada de Marcio Araujo. Fla diminuiu a intensidade e a posse de bola, que agora está mais com o Flu, que não sabe o que fazer com ela, não consegue furar as linhas rubro-negras.

Gerson entrou no lugar de Cícero. Eduardo Baptista ainda tirou Diego Souza e colocou Osvaldo. O Flu tentava como podia, sempre buscando as jogadas pelos flancos, visando Fred na área, nas bolas longas e . O Flu tentava pelo flanco esquerdo com Scarpa e pelo lado direito com Wellington Silva.

Após falta de Wallace em Gérson, Scarpa diminuiu para o Flu cobrando bem. Wallace foi expulso infantilmente chutando a bola pra longe, retardando o jogo.

Com um a mais (10 contra 9), o Flu foi em cima, no abafa, buscando um gol de empate, sem sucesso. Muita bola na área, sem jogadas trabalhadas.

Muricy conseguiu dar bom volume de jogo e parece ter encaixado o time. É cedo, mas já pode ser um bom início. Eduardo Baptista, que sofre com as lesões de seus contratados (Richarlison e Felipe Amorim), parece não ter padrão de jogo, sendo refém das bolas aéreas quando Fred está no time. E quando coloca Cícero como volante, o time parece ser muito mais vunerável na fase defensiva. No fim, vitória para os rubro-negros que dominaram o primeiro clássico entre tricolores e rubro-negros no ano.

ESCREVEU DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

Começou a Libertadores!

por Mauro Beting em 19.fev.2016 às 12:52h

ESCREVE DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

A grande competição entre clubes do continente no primeiro semestre do ano se iniciou nesta semana para as equipes brasileiras. Resultados não muito agradáveis com 1 empate, 2 derrotas e 2 vitórias.

O Palmeiras de Marcelo Oliveira foi até o Uruguai enfrentar o River Plate e, assim como vem fazendo desde o ano passado, não conseguiu comandar a partida. Ficou a frente do placar duas vezes, mas cedeu o empate. Falta mobilidade, compactação e o item principal do futebol moderno: INTENSIDADE. O grupo ainda tem duas pedreiras: o tradicional e recordista de participações, Nacional também do Uruguai e o Rosário Central da Argentina. Marcelo Oliveira até mudou o esquema palmeirense, mas continuou pragmático, sem objetividade e que vive das jogadas individuais. Precisa melhorar, pois não vai ser fácil se classificar.

O vexame da rodada ficou por conta do São Paulo, que já havia passado sufoco diante do amador Cesar Vallejo, tanto fora de casa quanto em casa, na fase preliminar.  No Pacaembu, “El Patón” Bauza e companhia não conseguiram passar pelo The Strongest. Mesmo controlando territorialmente, com mais posse de bola, com mais chances criadas, a equipe são paulina não conseguiu eficiência para marcar os gols. A equipe boliviana se manteve organizada, firme nos contra-golpes com Chumacero, Pablo Escobar e Ramalho, dando trabalho a defesa tricolor, muito exposta. A equipe de La Paz não vencia fora de casa há 34 anos. Grupo difícil com o atual campeão River Plate, alem dos bolivianos na altitude e os venezuelanos do Trujillano.

O Corinthians-16 está remodelando. Reformulando. Depois da debandada de Janeiro, peças chegaram e estão entendendo o modelo de jogo do campeão brasileiro. Por isso, o 4-1-4-1 que foi a campo não tinha nenhum reforço contratado: Cássio; Fágner, Felipe, Yago e Uendel; Bruno Henrique; Elias, Rodriguinho, Romero e Lucca; Danilo. Todos que já “conheciam” o estilo de jogo do treinador. E deu certo. No apagar das luzes, Lucca cruzou para área e Escalona tocou para o próprio gol. Vitória importantíssima no deserto do Chile. No Grupo com o tradicional, mas frágil Cerro Porteño e o colombiano Santa Fé do veterano Omar Perez e companhia, classifica sem muitos sustos.

O Galo de Diego Aguirre vem forte para competição e mostrou isso na estreia. No Peru, em Arequipa, a equipe se comportou bem, organizada defensivamente (que muitas vezes faltava no Galo de Cuca e Levir) e efetiva no ataque, saiu atrás no placar, mas arrancou a virada com belos gols de Rafael Carioca e Patric. O Grupo com os equatorianos do Independente Del Valle, o já conhecido Colo-Colo e os peruanos não deve trazer perigo, classifica junto com os chilenos.

E para fechar a rodada dos brasileiros, o Grêmio de Roger Machado foi até o México enfrentou o Toluca e se saiu mal. Mesmo com um a mais desde os 36’min da primeira etapa, não conseguiu se impor. Com apenas 2 chutes ao gol (4 fora do alvo) e 18 faltas cometidas, a equipe azul saiu derrotada depois de sofrer dois gols do atacante Enrique Triveiro. No grupo com a equatoriana LDU e os argentinos do San Lorenzo, Roger Machado e seus comandados terão trabalho.

ESCREVEU DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

São Paulo 0 X 1 The Strongest

por Mauro Beting em 18.fev.2016 às 17:45h

Havia 34 anos que o time ajeitadinho de La Paz não vencia fora de casa (ou, no caso, da cobertura). 

Havia 14 anos que um clube brasileiro não perdia para um time boliviano no Brasil. 

Há 380 jogos Centurión não merece a titularidade no São Paulo. 

Mais 896 jogos ele vai ter de paciência de Bauza pela direita do 4-2-3-1 tricolor. 

Há um mês Calleri não pode ficar fora do São Paulo. 

Há um mês Lucão precisa ficar um mês fora do time. 

Há cinco anos espero Ganso ser aquilo que foi. 

Há alguns jogos Ganso está sendo um pouco mais do que não foi nos últimos tempos 

Há alguns meses o São Paulo vive o seu pior momentos em décadas. 

Há alguns meses o São Paulo fez de tudo para ser rebaixado. 

Há dois meses o Tricolor, ainda assim, foi para a Libertadores. 

Em alguns meses o São Paulo estará melhor. Mas ainda não será o São Paulo. 

Primeira Liga: Cruzeiro 3 x 4 Fluminense

por Mauro Beting em 18.fev.2016 às 9:10h

No Mineirão, Cruzeiro e Fluminense protagonizaram o melhor jogo do ano até agora. Os 21.118 torcedores que foram até o Gigante da Pampulha assistiram a um grande jogo, não apenas pela quantidade de gols, mas pelas oportunidades criadas, intensidade, velocidade e triangulações. O jogo era de grande importância para ambas as equipes, pois não haviam vencido na competição e a vitória deixaria a vaga bem encaminhada para as semifinais da Primeira Liga.

Organização inicial das equipes. Cruzeiro no 4-2-3-1 e Flu no 4-4-1-1 (TacticalPad)

Organização inicial das equipes. Cruzeiro no 4-2-3-1 e Flu no 4-4-1-1 com Cícero e Diego Souza flutuando no campo de ataque. (TacticalPad)

O jogo começou aberto. Cruzeiro com bastante movimentação no setor ofensivo, organizado no 4-2-3-1, com Arrascaeta centralizado, Sánchez Mino na direita e Alisson na esquerda, formando a linha de três meias e Rafael Silva na frente, na referencia. Blocos médios. Organização na fase defensiva, com setores compactos, ocupação boa dos espaços, negando infiltrações. Na fase ofensiva, trocas de passes, triangulações no campo de ataque e muita mobilidade no campo de ataque.

Com apenas 4 minutos, o Cruzeiro já abriu o placar. Arrascaeta tabelou com Sánchez Miño na entrada da área e deu bela assistência para infiltração de Rafael Silva, que driblou Cavalieri e tocou pro fundo das redes. Cruzeiro 1 a 0.

O Flu, comandado por Eduardo Baptista, foi a campo no 4-4-1-1/4-2-3-1, com Diego Souza na frente, como falso 9 e Cícero também circulando/flutuando no ataque, sem referência no ataque. Scarpa e Marcos Junior ocupavam as pontas, com Pierre e Douglas na proteção da zaga e distribuição do jogo, respectivamente. O Flu apostava suas fichas nas jogadas pelos flancos, com Wellington Silva pela direita e Giovanni pela esquerda.

O Flu tentava furar o bloqueio cruzeirense, mas esbarrava no efetivo sistema defensivo mineiro. Até que Diego Souza tentou cruzar a bola na área mineira, mas Fabiano impediu, colocando a mão na bola. O juiz marcou pênalti. Diego Souza bateu bem no meio do gol, igualando o marcador.

Com o gol sofrido, o Cruzeiro foi para cima do Flu. A defesa carioca não cansava de falhar. Após cobrança de falta de Arrascaeta, Dedé bateu firme, Cavalieri fez milagre, espalmou e a bola sobrou para Manoel , que isolou. Quase gol da equipe azul de Minas. Sorte do Flu.

Em rápido contra-ataque, Wellington Silva deu drible em Fabrício, rolou para Diego Souza na grande área, sozinho, que bateu firme, rasteiro. Sem chances para o goleiro Fábio. Flu 2 a 1, de virada.

O jogo era bom. Aberto. Com as duas equipes buscando o gol. Com velocidade, mobilidade e muita movimentação. Foi assim que Gustavo Scarpa entrou em diagonal, na grande área, fazendo o facão e bateu forte, no ângulo de Fabio, ampliando o placar. Flu 3 a 1.

O Flu apostando no quinteto com Giovanni deu espaços para Fabiano, que cruzou na cabeça de Rafael Silva. Erro de Henrique, deixando o atacante do Cruzeiro, sozinho. Cruzeiro 2×3 Flu.

Etapa inicial muito boa. Muita bola no chão, muita velocidade, criação de jogadas, muitos gols. Excelente futebol. Alto nível. Grande jogo.

Osvaldo entrou no lugar de Scarpa que saiu machucado. O Cruzeiro começou em cima, tentando o gol de empate. Flu bem organizado na defesa. Deivid é expulso, após reclamar com a arbitragem. Flu se defendia bem e saía rápido em velocidade. Sánchez Miño saiu e entrou Élber. Alisson foi para esquerda e Élber foi na esquerda. Arrascaeta se manteve centralizado.

Eduardo Baptista mexeu. Colocou Felipe Amorim no lugar de Marcos Junior. Cruzeiro mais em cima, atuando pelos flancos, principalmente pelo lado direito, visando bolas aéreas, para Rafael Silva e Dedé e Manoel. Mas foi pelo lado esquerdo que Arrascaeta empatou a partida. Élber passou por Marlon e cruzou para o meia argentino que bateu bem. 3 a 3. Jogaço.

Após chute de Douglas, de fora da área, Fábio espalmou e sobrou para Felipe Amorim que foi tocado pelo goleiro cruzeirense. Pênalti para o Flu. Diego Souza fuzilou no meio do gol. Flu 4 a 3. Que jogo!

Panorama tático da segunda etapa, após as substituições. (TacticalPad)

Panorama tático da segunda etapa, após as substituições. (TacticalPad)

E o Cruzeiro foi para cima. Diego Souza caiu em campo, após choque com a cabeça,  mas o juiz deu vantagem, pensando ser cera.

O Cruzeiro insistia nas jogadas pelos flancos, tanto pelo esquerdo com Pisano, Fabrício e Élber, quanto pelo direito, com Alisson e Fabiano. Entretanto, o Flu se defendia como podia.

O Cruzeiro, que tentou alçar bolas na área nos minutos finais, não foi páreo para o Flu, que venceu a segunda partida seguida e segue vivo na Primeira Liga.

PSG 2 x 1 Chelsea

por Mauro Beting em 17.fev.2016 às 10:40h
Organização tática das equipes para a primeira etapa. (TacticalPad)

Organização tática das equipes para a primeira etapa. (TacticalPad)

ESCREVE DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

O já tradicional duelo entre PSG e Chelsea em mata-mata de Champions League teve mais um capítulo iniciado ontem. No Parque dos Príncipes, o time de Laurent Blanc enfrentou os comandados por Guus Hiddink, tentando não sofrer gols em casa para encaminhar uma possível classificação.

A equipe francesa começou em cima, pressionando, sufocando o Chelsea, compacto, duas linhas. D. Costa e Willian na frente. Muita movimentação e jogadas pelo flanco esquerdo de ataque, com Lucas indo em profundidade. Triângulações pelo franco esquerdo, com Maxwell, Matuidi e Lucas. Marcação alta, pressionando no campo de ataque. Ibra se movimentava bastante, saía da área, abrindo espaços para infiltrações de Di María e Lucas, os pontas parisienses.

 

Flagrante do 4-4-2 inglês, com Willian e Diego Costa na frente. Note, que no ataque parisiense, Ibra não está alinhado entre os zagueiros. Ele se encontra alinhado ao lateral esquerdo, abrindo espaços para infiltrações dos pontas Lucas e Di Maria. (Reprodução: Esporte Interativo MAX)

Após os 20 primeiros minutos, o Chelsea começou a sair, equilibrando o jogo. Diego Costa quase abriu o placar, em cabeçada, após cruzamento vindo da esquerda. Kevin Trapp salvou de mão trocada.

O jogo era aberto, equilibrado, ambas as equipes tentando criar chances. Com o Chelsea mais no campo de ataque. Até que Obi Mikel cometeu falta em Lucas na entrada da área. Ibrahimovic cobrou, a bola desviou no próprio africano, que cometeu a falta, e não deu chances para Courtois. PSG 1 a 0.

O Chelsea se manteve no ataque, tentando o empate. O PSG se fechou, tentou compactar as linhas, mas sofreu o gol de empate no último minuto da primeira etapa. Após cobrança de escanteio de Willian, Obi Mikel dominou na pequena área e fuzilou. 1 a 1.

Primeiro tempo justo. Domínio territorial inicial dos franceses, que perdeu força e foi equilibrado pelos ingleses. Em jogadas de bola parada, 1 a 1 ficou de bom tamanho.

A segunda etapa começou corrida, com as duas equipes querendo ampliar o placar. O PSG sempre buscando Ibrahimovic na área e o Chelsea visando a velocidade de Hazard e Diego Costa.

O PSG começou a adiantar suas linhas, com uma postura ofensiva, pois o gol fora de casa, dava a vantagem do empate por 0 a 0 aos ingleses. Tentando chutes de área, com defesas de Courtois, falhas na finalização. Só pressão do PSG. Ivanovic e Cahill salvava os Blues. Pedro cometeu falta em Hazzard na entrada da área que Di Maria cobrou e Courtois fez grande defesa.

Cavani entrou no lugar de Lucas. Ataque total parisiense. Oscar também entrou no lugar de Hazard. Ele foi lançado no campo de ataque, mas não conseguiu chegar na bola.

O Chelsea parecia feliz com o 1 a 1. Até que, faltando 10 minutos para terminar, Di María centralizou e lançou para Cavani, que bateu firme, rasteiro no canto esquerdo do goleiro belga do Chelsea. PSG 2 a 1.

O PSG tentou ampliar, pressionou, em vão. O Chelsea estava satisfeito com o placar, afinal, uma vitória inglesa por 1 a 0 os classifica para a próxima fase.

Vale lembrar que, na temporada 13/14, o PSG venceu em casa por 3 a 1 e perdeu em Londres por 2 a 0. Portanto, o gol fora de casa, pelo menos para o Chelsea, vale MUITO. Resta saber o que acontecerá em Stamford Bridge, no dia 9 de Março.

ESCREVEU DANIEL BARUD — @BarudDaniel

River Plate-URU 2 x 2 Palmeiras

por Mauro Beting em 16.fev.2016 às 23:04h

Se sou o Palmeiras, mando ofício para a Conmebol para inscrever os 30 atletas em todas as Libertadores com a camisa 12 de São Marcos. A que o menino Jesus, Gabriel vestiu para fazer um belo gol, depois de passe de peito de Alecsandro – um que entrou melhor que Barrios, mais uma vez. (E que Marcos Vinícius usou em 2013…).

Se sou Marcelo Oliveira, mais que mexer taticamente na equipe (como fez ao adotar o 4-3-3 que virou 4-3-1-2 no primeiro tempo, e depois o velho 4-2-3-1, com Arouca mais adiantado na posição que depois seria ocupada por Robinho), mando o time aproveitar o voo de volta de Maldonado para treinar o jogo aéreo. Mais aéreo que jogo. Como estava avoado Alecsandro no segundo gol quando não subiu. Como esteve Jean flanando quando deixou Montelongo cabecear sozinho, sem tirar o pé do chão.

Se sou o palmeirense, bravo por saber que o 2 a 2 poderia ter sido vitória no Uruguai, sigo cornetando todo mundo. Do treinador que não tem sido feliz, não tem feito o Palmeiras jogar como ele gosta, e continua com muitos problemas nas bolas cruzadas, à diretoria, aos gandulas, à imprensa, à bola, a essa estranha mania de se complicar contra equipes mais frágeis.

Se sou a tabela da Libertadores, sei que empate fora de casa na estreia no Uruguai não é mau resultado. Mas fica sempre a sensação de que poderia ser melhor – até por talvez o River Plate ter a cada jogo menos chances de classificação.

Se sou o que sou, palmeirense, não vejo a hora de enfrentar Rosario e Nacional. Equipe tradicionais e mais fortes. Essas contra as quais Palmeiras de 2015 jogou melhor. Ou aquilo que segue sem jogar. Mesmo mais confiante, entrosado e reforçado que no ano passado.

Crise de relacionamento? Não. Salário atrasado? Não. Choque de egos? Não.

O que é?

Não sei.

E Marcelo também não tem sabido.

 

 

 

Manchester City 1 x 2 Tottenham

por Mauro Beting em 15.fev.2016 às 16:29h
Panorama da etapa inicial. (TacticalPad)

Panorama da etapa inicial. (TacticalPad)

ESCREVE DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

No confronto entre técnicos sul-americanos, Manuel Pellegrini e Mauricio Pochettino, Machester City e Tottenham, respectivamente, duelaram em busca de três pontos na briga pela ponta da Premier League.

O jogo começou aberto, com ambas as equipes buscando o gol. O Tottenham começou tentando pressionar o City, mas rapidamente perdeu intensidade. O City logo equilibrou o jogo.

A partida ficou equilibrada, com ambas as equipes tentando criar as oportunidades. City começa a controlar o jogo territorialmente, a partir dos 15’min, pressionando a saída de bola do Tottenham, que pouco produziu depois da pressão inicial.

O técnico chileno do City, organizou sua equipe no 4-2-3-1 com blocos médios/altos, alternando pressão no campo de ataque e marcação na intermediaria. Sem a bola, duas linhas de 4, com Aguero e Touré na frente. Sterling na esquerda e David Silva na direita.

Flagrante da recomposição da equipe de Manchester. (Reprodução Watch ESPN)

Flagrante da recomposição da equipe de Manchester. (Reprodução Watch ESPN)

Os comandados de Pochettino postou sua equipe no 4-2-3-1 blocos médios/baixo, marcação na intermediaria, com alguns esporádicos momentos de pressão no campo de ataque. Sem a bola, um 4-2-3-1 compacto, recompondo bem, organização boa defensivamente, basculando bem para o lado da bola.

Flagrante do 4-2-3-1 do Tottenham, antes das substituições. (Reprodução Watch ESPN).

Flagrante do 4-2-3-1 do Tottenham, antes das substituições. (Reprodução Watch ESPN).

As jogadas ofensivas do Tottenham passavam pelos pés de Son e Walker pelo flanco direito e pelo lado esquerdo com Rose e Eriksen. Kane se movimentava muito, saía da área, buscando o jogo, fazendo o pivô. Troca de passes do Tottenham no campo de ataque.

Aguero teve chance de abrir o placar, mas falhou na conclusão da jogada. David Silva não conseguia acompanhar Rose pelo flanco direito de defesa do City.

Fim do primeiro tempo: Dificuldades para finalizar. Poucos espaços. Alternância da posse de bola. Sistemas defensivos eficientes. Ocupam e negam bem os espaços. Poucos chutes a gol. Muita troca de passes e poucas infiltrações/penetrações nos eficazes sistemas defensivos.

A etapa final começou equilibrada, assim como o primeiro tempo. As duas equipes tentam o gol, mas falham na conclusão do passe final. Aguero perdeu outra grande chance na grande área.

Em lance muito duvidoso, após cruzamento de Rose, a bola bate em Sterling. O juizão aponta pra marca da cal. Penâlti mal marcado. Harry Kane cobrou no meio do gol e abriu o placar para os visitantes.

Após o gol, o City se lançou ao ataque, pois precisava da vitória para encostar no líder Leicester. Yaya Toure cobrou falta no travessão. O City tentava como podia furar o bloqueio da equipe de Mauricio Pochettino. Até então, em vão.

De tanto insistir, aos 73’min, após tabela de Clichy e David Silva, o lateral esquerdo da equipe de Manchester cruzou para a grande área e achou Kelechi Iheanacho, de apenas 19 anos, que havia acabado de entrar no lugar de Fernando. O jovem nigeriano acertou belo chute no ângulo de Lloris. 1 a 1. Brilhou a estrela de Pellegrini. Kolarov no lugar de Clichy. Mais ataque.

Com o gol de empate, o Cityy foi em busca da virada e se manteve em cima do Tottenham. Yaya Touré acertou belo chute de fora de área. Lloris fez bela defesa.

Pochettino mudou. Colocou Lamela no lugar de Alli. E não é que a estrela de do técnico argentino brilhou. Roubada de bola dos Spurs dos pés de Yaya Touré no campo de defesa da equipe de Manchester, Lamela foi acionado, carregou a pelota e deu belo passe para Eriksen, que tocou muito bem na saída de Hart. Tottenham 2 a 1.

Flagrante do gol do Tottenham. Eiksen infiltrando na grande área, cara a cara com Hart, não titubeou. (Reprodução WatchESPN)

Flagrante do gol do Tottenham. Eiksen infiltrando na grande área, cara a cara com Hart, não titubeou. (Reprodução WatchESPN)

Nos minutos finais, o City se lançou ao ataque, trocando passes no campo de ataque, sem objetividade, tentando o gol a qualquer custo. Era tudo que os Spurs queriam. Nos acréscimos, Lamela ainda teve a chance de ampliar em contra-golpe, mas falhou no último passe.O City até tentou, foi pro abafa, mas Lloris e o sistema defensivo de Pochettino não deixaram a pelota entrar.

No fim, City 1-2 Tottenham. Vitória importantíssima da equipe de Londres, que não vencia no Etihad Stadiu há 5 jogos, para incediar ainda mais o Premier League.

ESCREVEU DANIEL BARUD — @BarudDaniel