VAR do VAR



Além da tensão que a disputa eliminatória carrega, os jogos da Copa do Brasil terão também como novidade a participação do VAR. Considero um avanço o uso da tecnologia no futebol. A chance de minimizar erros me agrada, mas confesso o meu temor com o VAR brasileiro.

A CBF, em todas as entrevistas, tem batido no peito e garantido que está preparada para o que der e vier. Acredito mesmo que a preparação teórica pode ter sido boa, entretanto, o que dizer sobre a prática?

Os responsáveis pela utilização da inovação no país garantem que mais de 50 jogos já serviram como teste, mas, todos eles foram feitos sem a interferência, sem o contato com o árbitro do jogo. Profissionais estavam supervisionando as partidas. Anotavam erros, discutiam sobre eles, mas não tinham o poder de chamar o árbitro do jogo para uma consulta e consequentemente uma correção.

Foram poucos os jogos realizados no Brasil com o VAR como deve ser e os jogos da Copa do Brasil também não serão como deveriam ser. Vale destacar que a FIFA e a UEFA são geradoras das imagens dos jogos e no Brasil será diferente. Lá, diferentemente de cá, os árbitros testaram e erraram muito antes de partirem para os jogos eliminatórios.

Wilton Pereira Sampaio trabalhou na Copa do Mundo nas cabines do VAR e seria muito importante contar com a experiência dele, mas, por incrível que pareça, ele estará em campo, mais precisamente na Vila Belmiro. Ele será o árbitro da partida entre Santos e Cruzeiro.

A chance de dar errado, de aumentar o coro dos descontentes com a inovação é grande. Tomara que todos se superem, mas sou da turma que aposta na preparação e prefere não contar com a sorte.



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