Um grande jogo com vitória de uma grande Bélgica



Mais uma Copa do Mundo que ficará nas mãos do europeus. Desde 2006 tem sido assim. A França eliminou o Uruguai e o Brasil foi derrotado pela Bélgica.

O grupo belga tem qualidade. Muita. Não iniciava uma partida com uma linha de marcação com quatro homens desde outubro de 2016. Roberto Martinez montou o time com Meunier, Alderweireld, Kompany e Vertonghen em uma primeira linha; Chadli pela esquerda, Witsel e Fellaini em uma segunda linha e o ataque com Lukaku, aberto pela direita, Hazard pela esquerda e De Bruyne por dentro. Formação diferente para um adversário diferente. Seriedade.

Claro que os gols foram mudando o jogo. É sempre assim. O primeiro tempo já mostrou o placar de 2 a 0. Desesperado, o Brasil se precipitou e afunilou jogadas. Tentava e errava. Errava e aumentava a pressão. E tome cruzamento – foram 18 no primeiro tempo. A defesa belga acertava e o tempo passava.

A partida da seleção brasileira no segundo tempo foi melhor. Bem melhor. Aos 12 da etapa final, Douglas Costa, um dos destaques, entrou e o Brasil cresceu. Courtois também.

Os belgas se fecharam, mas ainda assim o Brasil criou espaços e finalizou, quase sempre esbarrando no ótimo goleiro do Chelsea.

O placar foi justo e conquistado através de muito esforço, dedicação, preparação tática e qualidade técnica. Já é hora de saber valorizar quem se prepara bem.

A Copa termina para o Brasil, mas deixa um recado para todas as seleções: todos já sabem se defender e é preciso não contar apenas com talentos individuais para quebrar defesas. É preciso se aprimorar coletivamente no trabalho ofensivo. Não vai ser sempre que o talento individual vai furar bloqueios – e isso foi visto no primeiro tempo de forma muito clara.

Interromper a sequência de trabalho é fazer exatamente o que os adversários mais querem e retroceder. E também não é justo e apropriado apontar o dedo para os erros, para os vilões. É incrível, mas a vida não precisa ser de heróis e vilões. Já é hora de amadurecer.



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