A partir da Copa da Rússia, uma reflexão sobre o futebol



Jogos duros, tensos e defesas muito fortes. A Copa tem mostrado grandes partidas, jogadores inesquecíveis, mas, especialmente, muito pouco espaço para jogar.

Defender é uma arte e exige bastante esforço. Impossível tirar o mérito. Entretanto, é claro para mim que o trabalho ofensivo não evoluiu tanto e se mostra muito dependente do talento individual. Em um cenário de exigência de resultado, como por exemplo é o campeonato brasileiro, a tendência é de quebra ainda maior da possibilidade de aprimorar trabalhos ofensivos.

Depois de muito tempo, o recado que a Copa nos deixa deve ser o que já tínhamos percebido há muito tempo: o jogo defensivo eficiente é capaz de fazer desmoronar o talento individual. E apenas o fortalecimento do jogo coletivo de ataque pode dar uma resposta, mas sem sequência de trabalho é impossível ver o setor ofensivo envolver o ataque.

A briga de gato e rato entre defesa e ataque é semelhante ao enfrentamento entre as substâncias proibidas e os estudos de antidopagem. Sempre a defesa parece estar mais avançada.

Em meio ao turbilhão de sensações e visões que a Copa oferece, talvez apenas o VAR funcione como um novo fator para aumento do número de gols. Óbvio que ele não é infalível e que vai merecer anos e anos de ajustes e critérios, mas ele é um dos responsáveis diretos pela média de gols na Rússia.

O esporte futebol precisa refletir e talvez uma saída seja aceitar que a democratização da informação proporcionou que conceitos de marcação viajassem pelo mundo. O próximo e necessário degrau é apreender o conceito de trabalhos mais longevos.

 



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