Bélgica avança, mas mostra muitos erros na defesa



Ainda que por linhas totalmente tortas, o adversário do Brasil na próxima fase foi definido e é a Bélgica. O time treinado por Roberto Martinez não esperava passar o sufoco que passou e chegou mesmo a abrir mão, por causa do desespero, de sua principal ideia de jogo.

Sem perder desde setembro de 2016, a seleção belga precisou contar com Fellaini e Chadli, ambos vindos do banco, para empatar e virar o jogo.

Martinez deve ter percebido que o comportamento da defesa não poderá ser o mesmo para o decisivo jogo contra o Brasil e a pergunta que se segue é: o que poderá ser diferente?

Fellaini pode ter a chance de começar o jogo e não dá para afastar a possibilidade de vermos Vertonghen deixando a linha de três e indo para a lateral no lugar de Carrasco. Manter tudo como está é flertar demais com a eliminação.

A última vez que a Bélgica iniciou uma partida com quatro homens na primeira linha de defesa foi na vitória sobre a Bósnia em outubro de 2016. De lá para cá, sempre três zagueiros.

É possível imaginar que Fellaini ou Dembele e Witsel  darão maior proteção aos defensores, mas a mudança alteraria o posicionamento e a função de De Bruyne.

Vindo de trás, o meia do Manchester City organiza bem o jogo e faz a bola chegar aos mais avançados com muita qualidade. Entretanto, apostar na continuidade dele ao lado de Witsel é ter a certeza de que a defesa sofrerá mais sem um outro protetor.

Se De Bruyne for adiantado, fatalmente Mertens perderá espaço. O time ficaria mais previsível, menos clássico, no entanto, mais forte fisicamente e poderia endurecer o jogo no meio.

Se os belgas insistirem na mesma formação, o jogo tenderá muito para o lado do Brasil. Tite deve estar bastante atento aos próximos capítulos da preparação da Bélgica para o jogo de sexta.



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