O dilema belga entre luta pela liderança ou o conforto de evitar deslocamentos



Nada como os resultados. Pouco antes do início da Copa, torcedores belgas não podiam ouvir falar no nome do treinador Roberto Martinez. O espanhol, que já foi treinador na Premier League, liberou a lista de convocados e não incluiu Nainggolan. Até evento para protestar foi criado no Facebook. Martinez bateu o pé e a lista não sofreu alteração.

A seleção belga ainda fez amistosos e sempre venceu e convenceu. Na verdade, já há quase dois anos o time de Lukaku, Hazard e companhia não sabe o que é perder um jogo.

Agora, com a Copa em andamento, os belgas disputaram dois jogos e conquistaram todos os pontos possíveis. A discussão já é se vale a pena ou não terminar em primeiro lugar ou ver a Inglaterra comemorar a liderança do grupo.

Em entrevista coletiva, Roberto Martinez destacou que não é possível abrir mão de um espírito vencedor, mas, assim como o zagueiro Vertonghen, o treinador apontou que os deslocamentos que o líder do grupo será obrigado fazer são desagradáveis.

As declarações, em momento algum, deixaram claro uma intenção de entregar o jogo ou mesmo de fugir de confrontos mais complicados, mas a imprensa local repercutiu suas impressões.

Gert Verheyen, atual treinador do KV Oostende, foi perguntado se valeria a pena escolher o adversário e se posicionou firmemente contra.

O fato é que a tranquilidade de ter feito uma boa campanha em um grupo acessível está sendo deixado de lado. O confronto contra a Inglaterra deixou de ser decisivo e passou a ser estratégico.



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