Agora foi com a Júlia Guimarães



Agora foi a repórter Júlia Guimarães, mas antes tinha sido outra e mais outra. Outras. O diferente é que antes as mulheres gritavam por respeito e não eram ouvidas.

Para quem não percebeu, até mesmo a Lei Maria da Penha não tem 15 anos que foi promulgada e sancionada. É lento, mas as coisas vão mudando. Se a violência doméstica custou a ser reconhecida, a liberdade de sair com quem quiser e como quiser ainda está muito longe de ser compreendida pelo universo masculino.

As mulheres podem sair de casa na hora que bem entenderem, assim como os homens. Podem usar as roupas que quiserem, assim como os homens. Não existe lei que proíba mulher alguma de ir ao estádio sozinha, de viajar até a Rússia, de, inclusive namorar quem ela bem entender e onde ela entender, desde que ela tenha reciprocidade. Aí está o ponto: o homem que quiser beijar alguém precisa ter o ok do outro lado.

O trabalho que as mulheres estão fazendo na Copa é gigante, especialmente porque o universo masculino insiste em mostrar que parou no tempo. Insiste em assediar em diversos idiomas, em agredir, em constranger.

Mudar conceito é sempre um processo longo. Não foi fácil começar a usar o cinto de segurança, não é mesmo? Hoje é comum entrar no carro e já puxar o cinto. As reclamações de mulheres assediadas de vários países hoje já é ouvida e promove debates. Um passo, ainda que lento, tem sido dado.

 



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