Empate que serve como puxão de orelha



Empate. O primeiro jogo do Brasil começou tenso e acabou em frustração. Coutinho abriu o placar e Zuber empatou no início do segundo tempo.

É preciso ser maduro e menos passional para assimilar erros e jogar melhor. Se a opção da comissão técnica e dos jogadores for a de ir pelo caminho mais curto, o rosário de críticas endereçadas ao trio de arbitragem e ao árbitro de vídeo será interminável. Mas existe outro caminho.

O jogo da seleção brasileira foi abaixo do normal, do esperado. Tenso no início, o time ficou mais calmo após Coutinho acertar mais um daqueles belos chutes. Confortável, a postura poderia ter sido a de matar o jogo no primeiro tempo. Entretanto, após marcar aos 19 minutos, o Brasil só finalizou mais duas vezes – Gabriel Jesus, aos 32, e Thiago Silva, aos 46 – e ofereceu a possibilidade de um novo jogo na segunda etapa.

O gol marcado por Zuber e a saída de Casemiro fizeram o jogo mudar. Casemiro recebeu amarelo e Tite temeu uma possível expulsão. Naquele momento, vale destacar, Casemiro tinha o jogo no bolso e era o grande destaque da partida. Saiu Casemiro e saiu a força de recuperação de bola.

A frieza que se espera de uma seleção brasileira repleta de jogadores experientes não foi vista em campo. O Brasil passou a exagerar nas tentativas de cruzamentos e facilitou a vida dos defensores. Neymar, dono do maior talento do time, não conseguia dar velocidade aos lances.

O placar final não deixou de ser um prêmio para o esforço suíço. Esforço e leitura de jogo. Sabendo que o Brasil atacaria desesperadamente, Shaqiri se posicionou como o homem da velocidade de contra-ataque e prendia a bola na hora certa para irritação dos jogadores brasileiros.

O empate não representa o fim do mundo para a seleção brasileira, mas pode representar o puxão de orelha necessário. O jogo coletivo, razão do crescimento nas Eliminatórias, precisa voltar a aparecer.



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