Clássico sem vitoriosos em Itaquera



Uma das muitas falsas verdades absolutas do futebol fala que os clássicos têm poderes curativos. Corinthians e Santos entraram em campo precisando vencer, precisando espantar momentos negativos.

Com Roger no comando de ataque, Osmar Loss novamente sinalizou que pretende alterar e variar esquemas. Pedrinho de um lado e Romero de outro, Rodriguinho na armação por dentro e Mantuan obrigando Jean Mota a dar uma força para Dodô.

Os primeiros minutos do Corinthians foram muito bons. Pressionando a saída de bola do Santos e criando oportunidades pelo lado direito, os donos da casa só viram o jogo mudar quando o Santos se acertou na marcação e Diego Pituca assumiu que seria o responsável por desarmar e até mesmo criar.

Rodrygo escapava da primeira marcação e esbarrava no acompanhamento de Balbuena. Gabriel Barbosa, contratado como solução, perdeu um gol feito no primeiro tempo e outro no segundo.

Roger pouco havia tocado na bola, mas marcou, aos 6 do segundo, na única chance clara que teve. Com a vantagem no placar, o Corinthians viu o Santos voltar ao ataque e aceitou o jogo de contra-ataque.

Com espaço, Rodrygo cruzou e Victor Ferraz empatou. O lateral santista apareceu sozinho na cara de Walter. O placar premiava a boa partida do Santos e tirava o Corinthians do conforto que a vitória oferecia.

Gabigol saiu para Cittadini entrar. Rodrygo passou a ter a companhia de Bruno Henrique. Saiu Eduardo Sasha. Osmar Loss ouviu a reprovação do torcedor quando Pedrinho saiu para a entrada de Mateus Vital. Sheik também entrou na vaga de Roger.

Vital ocupou o lado direito, Sheik o esquerdo e Romero tentava jogar por dentro, mas o Santos se fechava bem e corria para cima da defesa do Corinthians com os rápidos Bruno Henrique e Rodrygo.

Se é verdade que os clássicos curam, não foi no jogo de Itaquera que as teorias seriam testadas. O empate em um jogo que começou do Corinthians e que teve um belo crescimento do Santos não chegou a curar nada em time algum, mas o time da Vila Belmiro comemorou a possibilidade de ter encontrado um caminho.



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