Atlético vence e Thiago Larghi convence



Por mais que o caminho curto das polêmicas, intrigas e chiliques possa dar cliques, a ideia do texto vai continuar sendo observar as movimentações em campo. Virtudes e defeitos fazem parte de um cardápio que considero bem mais palatável.

Atlético e Corinthians fizeram uma boa partida. Receber o Corinthians, time com padrão definido há um bom tempo, seria um desafio muito grande para um time que ainda engatinha em conceitos e modelo de jogo.

Thiago Larghi apostou na manutenção do meio com Adilson, Luan e Blanco. Os dois últimos se vestindo de meias quando chamados ao jogo ofensivo e de protetores sem a bola.

Sem Jadson, o Corinthians tinha a dupla Clayson/Romero pelos lados e Mateus Vital ao lado de Rodriguinho como armadores centrais.

É muito difícil ver o Corinthians tão retraído como ficou no primeiro tempo. O time de Fábio Carille é sério e comprometido na marcação, mas costuma inibir os avanços dos adversários e matar jogos em um ou outro contra-ataque. Entretanto, o Corinthians não conseguiu dar um único chute a gol no primeiro tempo.

O Galo fez um bom jogo. O primeiro tempo foi de seis finalizações contra o gol de Cássio. O time teve mais a bola e pouco espaço para finalizar, mas produziu contra um time que pouco oferece aos adversários.

Gustavo Blanco e Luan foram exigidos e reagiram muito bem. Adilson ofereceu muito boa proteção aos zagueiros. Róger Guedes e Otero buscaram os lados do campo e voltavam no momento certo.

O Corinthians voltou do intervalo sem Clayson e com Sheik. A liberdade para a defesa do Atlético carregar a bola estava interrompida. O ataque corintiano não chegou a ser exemplar, mas foi mais efetivo.

O volume de jogo do Galo no primeiro tempo já foi diferente na segunda etapa e o time se mostrou assustadoramente maduro para não ceder espaços, não errar com a bola e se manter organizado.

Larghi só fez alterações perto dos 40 minutos do segundo tempo. O jovem treinador, diferente de outros tantos, alterou para vencer e alcançou o resultado já bem perto do apito final.

O resultado questiona o Corinthians quanto ao plano de jogo. O esquema vencedor sacado por Carille tem se mostrado eficiente quando Jadson desafoga a pressão para cima de Rodriguinho. Sem um meia, quando Sheik entrou, o time produziu mais. É certo acreditar que o esquema sem um homem mais perto do gol merece uma adaptação em alguns jogos? Creio que sim.

Sendo muito honesto, fui surpreendido com a maturidade do Atlético. O desafio era muito grande e o time mostrou que conhecia o adversário e suas virtudes. Quando o normal seria ver alguma instabilidade emocional o time optou pela bola no chão e até mesmo para iniciar uma nova jogada.

Os números finais mostraram que o Galo finalizou 18 vezes contra 4 do Corinthians. A disputa foi de bom nível dos dois lados e os donos da casa venceram. A vitória não confere ao Galo qualquer título, mas faz os olhos da crítica se abrirem em favor das ideias de Thiago Larghi.



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