Palmeiras e Boca podem mais e ficam no empate



O jogo valia pela Libertadores, mas valia também para o Palmeiras resgatar o bom humor que as vitórias trazem. Ganhar do Boca é colocar boa vantagem em cima do principal adversário no grupo e é também deixar claro que o Paulista não contamina a temporada.

Só que o primeiro tempo foi tenso. O Boca mostrava boa organização e velocidade pelo lado direito. Jara, Reynoso e Pavón triangulavam e envolviam o lado esquerdo da defesa do Palmeiras. Perto dos 20 minutos, Schelotto alterou os lados de Cardona e Pavón. Cardona, que começou o jogo pela esquerda foi para a direita e Pavón partiu para a esquerda. Diminuía o perigo da velocidade e aumentava o perigo da troca de passes e envolvimento do adversário. Cardona e Reynoso passaram a ter mais a bola.

O Palmeiras teve muita dificuldade. Acostumado a fazer pressão nos minutos iniciais, o time não conseguia criar jogadas e só finalizar no último minuto da primeira etapa.

Roger viu as mexidas do Boca e também inverteu os lados de Keno e Dudu. Lucas Lima, o único a finalizar nos primeiros 45 minutos, não conseguia dar velocidade e dinâmica ao jogo.

O segundo tempo foi mais aberto, mais vibrante.

O Palmeiras passou a atacar com um maior número de jogadores e obrigou o Boca a se encolher um pouco mais. Roger e Schelotto mexeram. Willian entrou no lugar de Borja e Moisés no lugar de Lucas Lima. Guerra acabou entrando na vaga de Bruno Henrique e Moisés recuou.

Tévez entrou no Boca; saiu Cardona. O Palmeiras atacava mais e corria um certo risco nos contra-ataque. Quando a sensação era clara de placar em branco, Guerra viu Jara falhar feio e colocou Keno na cara do gol para marcar, aos 44 do segundo tempo.

Antônio Carlos, que vinha jogando bem e se impondo na marcação, bobeou e Pavón tocou para Tévez empatar. E o futebol aprontou mais uma. O jogo que mudou tanto de um tempo para o outro estava esperando os minutos finais para despejar emoções.

Claro que o torcedor do Palmeiras dorme com a sensação de derrota. Os três pontos ficaram muito pouco tempo no bolso, mas era o Boca. Era um time acostumado a grandes jogos e repleto de bons jogadores. Schelotto está à frente do Boca desde 2016 e sabe o que pode cobrar de seu elenco.

O gosto amargo do Paulista vai ser presente por mais uns dias. Talvez até que uma vitória convincente chegue.



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