A vez de Aguirre no São Paulo



Diego Aguirre foi anunciado como treinador do São Paulo. O uruguaio levou o Peñarol ao segundo lugar da Libertadores em 2011 e dirigiu Inter e Atlético MG em outras Libertadores.

A campanha no Atlético teve bons momentos, mas talvez Aguirre seja lembrado pela improvável derrota, em casa, por 4 a 2, diante do Tricordiano ou pelo jogo, válido pela Libertadores, contra o São Paulo. O Galo era forte, tinha boas opções no elenco, mas jogou muito pouco no Morumbi e quase não passou do meio campo.

Se alguém quiser ajuda com os já manjados rótulos, segundos de pesquisa na internet irão apontar que ele gosta bastante de girar o elenco, que arma bem defensivamente e que a preparação física deixa a desejar. Os rótulos grudam nos profissionais e muitas vezes atrapalham uma interpretação mais correta e justa do trabalho. Aguirre, eu e você mudamos. O que acreditávamos ontem já pode ser bem diferente amanhã. No caso de comando técnico as variáveis são ainda bastante diversas. O que era verdade para um grupo de jogadores pode não ter nada a ver com outro grupo.

Não é Aguirre, não era Dorival e nem Rogério Ceni foi culpado pelas sucessivas temporadas abaixo do esperado. O São Paulo tem trocado de treinador e de filosofia com muita frequência. Trocar técnico não é solução para nada e novos técnicos chegam. E saem.

Cabe aos diretores do São Paulo a maior transformação e ela vem com o tempo e alicerçada em conceitos: filosofia. Pouco adianta ter novo treinador se as ideias da direção continuam as mesmas. É preciso dar tempo ao tempo, dar firmeza ao trabalho técnico e mostrar aos jogadores que os tempos mudaram.

 



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