Palmeiras voa e ganha bem o clássico



Sabe aquele papo antigo de que o time tem que jogar com fome? Ou que é preciso disputar a bola como se fosse em prato de comida? O Palmeiras e São Paulo mostrou um time faminto e outro tentando entender o que estava acontecendo.

O placar do primeiro tempo, 2 a 0, foi pouco perto da intensidade, dedicação, qualidade técnica e tática, além da entrega dos palmeirenses. A diferença em campo foi superior ao 2 a 0.

O lado direito novamente esteve muito bem com Marcos Rocha e Dudu. Rocha, que ainda luta contra o rótulo de que não sabe marcar, respeitou o tempo todo a linha defensiva e deu liberdade para o baixinho da camisa 7 abrir o campo pelo lado direito.

O primeiro gol saiu com Antônio Carlos subindo muito e a defesa do São Paulo não percebendo. O segundo, marcado por Borja, saiu após boa jogada construída e ótima finalização de Victor Luiz – na sobra o gol. O jogo foi resolvido ali, aos 31 minutos do primeiro tempo.

Vale o destaque: foram 27 desarmes do Palmeiras em toda a partida. É o perde/pressiona. Se um jogador perder a bola, todos se mobilizam para pressionar e recuperar a bola. A ideia do Palmeiras sufoca, aniquila o adversário. Para que ela dê certo é necessário ler bem o adversário, estar bem distribuído em campo e bem fisicamente. Mesmo em março, mesmo no início do trabalho do Roger, mesmo sem o amadurecimento das ideias. Mesmo assim o Palmeiras colocou em campo o que treinou e foi intenso ao ponto de não permitir que o São Paulo visse o jogo.

É claro que Dorival foi para o intervalo sabendo que precisaria mexer no time. Saíram Hudson, Marcos Guilherme e Brenner. Shaylon, Nenê e Tréllez entraram.

É certo que o São Paulo cresceu e passou a atacar mais. Tréllez chegou a colocar a bola no travessão. O Palmeiras tentou trabalhar mais a bola e envolver o adversário, mas o São Paulo pareceu ter acordado no jogo.

As tentativas do São Paulo começaram a diminuir. Roger também mexeu. Thiago Santos, Gustavo Scarpa e Moisés entraram. Felipe Melo, Willian e Bruno Henrique descansaram.

O placar terminou em 2 a 0. Dorival ainda não conseguiu de seus jogadores o que Roger já conseguiu. É claro que o futebol não é tão matemático. O Palmeiras vem vencendo mais nos últimos anos e construindo uma cultura vencedora. O São Paulo pegou outro caminho e a direção, apenas de um tempo para cá, parece ter percebido que a manutenção do grupo de jogadores é necessário.

A noite de clássico no Allianz Parque nem parecia aquela desanimada após a derrota para o São Caetano. Sim, as derrotas ensinam e forjam vitórias e amadurecimento.



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