A primeira noite dos brasileiros na fase de grupos da Libertadores



No Uruguai

O Grêmio poderia estar comemorando uma vitória na abertura da Libertadores. Fora de casa e contra um time que faz valer o fator mando, o atual campeão da Libertadores teve dificuldades nas duas etapas, mas abriu o placar e deu uma bobeada em jogada de bola parada no gol de empate.

Poderia ter sido melhor. Foi visível a diferença de qualidade técnica em campo, mas o placar de empate não chega a ser um problema mais sério. Nunca é tarde para lembrar que o calendário apertado é ainda mais difícil para o último time brasileiro a parar de jogar em 2017.

Também é nítido que o menino Arthur precisa voltar logo. Mesmo jovem, Arthur tem futebol de jogador maduro. O domínio de meio campo seria maior com a qualidade dele com a bola nos pés.

Mesmo sabendo que o gol marcado pelo Defensor saiu a partir de uma falha defensiva, nada pode respingar na atuação da dupla de zaga Geromel-Kannemann. Os dois, a cada jogo, mostram evolução e dão segurança ao goleiro Marcelo Grohe.

Na Argentina

Racing e Cruzeiro eram, antes de a bola rolar, candidatos ao título da Libertadores. Com a bola rolando, os dois fizeram um jogo de muito bom nível. Lautaro Martínez confirmou a fama e manteve o nível das atuações. É bem verdade que a defesa do Cruzeiro não teve o comportamento do nível do restante do time e é também verdade que os desfalques podem ter pesado.

Mano Menezes tinha muitas opções de qualidade do meio para frente e acabou optando por jogar com Henrique e Cabral protegendo; avanços pontuais dos laterais; Robinho e Rafinha pelos lados, Arrascaeta pelo centro e Fred – que sentiu uma contusão muscular e foi substituído muito cedo. Rafael Sóbis entrou.

O primeiro gol do Racing saiu em jogada de bola parada e Martínez desviou para o gol. Egídio, em uma rara aparição no campo de ataque no primeiro tempo, fez ótimo cruzamento para Arrascaeta empatar. Já perto do fim do primeiro tempo, em outra jogada de bola parada, Martínez desempatou.

O Cruzeiro jogou mais adiantado no segundo tempo. Era nítida a qualidade com a bola. Toques rápidos e curtos, velocidade, mas o Racing soube se fechar e buscava espetar um contra-ataque. Aos 16 minutos do segundo tempo, Martínez novamente foi acionado pela direita e obrigou Rafael a fazer uma grande defesa para escanteio. Se é escanteio, é bola parada.

Sim, o terceiro gol do Racing saiu em outra jogada aérea e novamente com Lautaro Martínez. O gol obrigou Mano Menezes a mexer. Saiu Arrascaeta e Thiago Neves entrou.

O Racing começou a dar alguns sinais de lentidão na volta e o time do Cruzeiro voltou a apertar no campo de ataque. Robinho, em ótima cobrança de falta, marcou o segundo gol dos brasileiros.

A esperança de chegar ao empate cedeu espaço para o desespero. É difícil explicar o comportamento da defesa do Cruzeiro. De pé em pé, pelo lado direito de ataque, Solari tabelou e recebeu para bater cruzado. Rafael viu a bola passar por baixo dele. 4 a 2.

O Racing foi melhor. O time de Coudet é muito acertado e tem jogadores que podem desequilibrar um jogo duro e disputado. Uma derrota na Argentina poderia ser encarada como normal, mas não pode o Cruzeiro tomar os gols com a facilidade que tomou.

Os dois, Racing e Cruzeiro, ainda estão na lista dos candidatos, mas Mano Menezes já deve ter feito também uma lista com os erros de seu time.

A primeira noite da fase de grupos não foi das melhores para os brasileiros, mas foi apenas a primeira. Outras virão.

 

 



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