O melindroso momento do São Paulo



Não foi bom. É bem verdade que o goleiro Tadeu foi o grande jogador em campo e fez a diferença, mas ainda assim era para o São Paulo estar melhor organizado em campo. Poderia até não vencer, mas deveria estar em um estágio mais adiantado.

Se olharmos para a pontuação do São Paulo no Paulista, a situação se complica ainda mais. Foram 27 pontos disputados e apenas 11 conquistados.

Dorival, no jogo contra a Ferroviária, deixou Nenê no banco e optou pela velocidade de Valdívia. A opção não passa pela técnica dos dois jogadores, mas muito pela velocidade que eles podem oferecer ao time com ou sem a bola.

A produção ofensiva da equipe na segunda etapa foi boa, mas muito em função da superioridade técnica dos jogadores. Ainda falta o acerto no preenchimento dos espaços, falta mais do jogo coletivo ao time.

A baixa pontuação e até mesmo as pouco convincentes atuações levam o trabalho de Dorival Junior a ser questionado e até aí nada de anormal. Somos, em todas profissões, questionados e avaliados diariamente. O grande problema para o treinador é que a direção do São Paulo carrega a marca de não ser muito paciente e convicta de suas decisões.

É bem verdade que a atual diretoria de futebol tem cabeça nova e experiência no futebol. Raí e Ricardo Rocha estão cansados de saber que a sucessão de trocas não costuma alterar muito os resultados em campo. No entanto, mesmo sabendo disso e tendo vivido boa parte da vida no ambiente do futebol é preciso que o desempenho da equipe dê um salto.

Dorival é bom treinador. É antenado com o que o moderno futebol fala, mas é preciso ver o trabalho evoluir e talvez aí é que more o perigo para ele. A evolução citada nas coletivas é tímida e não vem acompanhada de resultados. O momento não é bom.



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