Arbitragem tumultua, mas Galo vence e ganha uns dias de paz



Um assunto que procuro evitar nos meus posts é arbitragem. Não que considere irrelevante, pelo contrário, mas evito por achar que jogar tudo na conta da arbitragem é o caminho mais curto para escapar das análises de campo, da evolução dos times, dos encaixes e das movimentações. Entretanto, é claro que a arbitragem teve papel importante no jogo entre América e Atlético, no Estádio Independência.

Em campo, foi possível ver um início de jogo com o América tento mais a bola e o Galo se defendendo – um pouco melhor – esperando um contra-ataque para assustar o Coelho.

Aos poucos o Atlético foi se acertando e se permitindo atacar um pouco mais. Era quase visível a insegurança dos últimos resultados inibindo o jogo ofensivo do Galo. Os minutos iniciais sem sofrer finalizações do América foram dando confiança e o time treinado por Thiago Larghi cresceu e foi melhor no primeiro tempo.

Enderson Moreira mexeu no intervalo e o Coelho voltou a incomodar. O Atlético recuou e voltou a apostar na velocidade de um meio e ataque que contava com a velocidade de Róger Guedes, pela direita, Erik, mais centralizado, e Otero, pela esquerda. Além, claro, de Ricardo Oliveira no comando de ataque.

O América apertava a saída de bola do Atlético e isso dificultava a tentativa de saída com três no Galo. A diferença na saída com três do Galo é que normalmente o volante vai para o meio e os zagueiros abrem. No Galo, é difícil saber se foi ocasional ou se é mesmo um auxílio para Léo Silva, Adilson ia para um lado e Gabriel para o outro. Léo Silva fazia a posição central. Com pressão, o Galo era obrigado a dar chutão.

Otero, que muitas vezes não conseguia dar sequência às jogadas, foi substituído pelo argentino Tomás Andrade na esquerda.

O estreante teve participação decisiva nos dois outros gols do jogo. É claro que é cedo e é igualmente claro que é normal que ele sinta problemas de adaptação, mas os primeiros sinais dele em campo foram positivos.

O primeiro desafio do técnico Thiago Larghi foi vencido. O Galo mostrou evolução e teve pouca dificuldade defensiva no jogo. O segundo desafio tende a ser bastante complicado.

O Botafogo segue bem no Paraibano e também na Copa do Nordeste. Invicto nas duas competições regionais, o Botafogo acabou de ganhar um clássico, fora de casa, de um outro Galo, o Treze de Campina Grande, e sabe que um empate leva o jogo para os pênaltis e sabe também que a pressão está nos ombros dos atleticanos.

 



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